sexta-feira, 31 de julho de 2015


  O Diário da República de hoje trás um “chorrilho” de legislação sobre as Forças Armadas, a entrar em vigor amanhã:

Ministério da Defesa Nacional

DL 142/2015 - Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei nº 296/2009, de 14 de outubro, que aprova o regime remuneratório aplicável aos militares dos quadros permanentes e em regime de contrato e de voluntariado dos três ramos das Forças Armadas, adaptando a tabela remuneratória e as equiparações para efeitos de atribuição do abono por despesas de representação à nova estrutura orgânica das Forças Armadas.

DR 6/2015 - Aprova a orgânica da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional.

DR 7/2015 - Aprova a orgânica do Instituto de Defesa Nacional.

DR 8/2015 - Aprova a orgânica da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional.

DR 9/2015 - Aprova a orgânica da Inspeção-Geral da Defesa Nacional.

DR 10/2015 - Aprova a orgânica da Marinha.

DR 11/2015 - Aprova a orgânica do Exército.

DR 12/2015 - Aprova a orgânica da Força Aérea.

DR 13/2015 - Aprova a orgânica do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

DR 14/2015 - Aprova a orgânica da Direção-Geral de Política de Defesa Nacional.

 

Duas das que julgo de mais interesse para nós:

A Orgânica da Marinha:

https://dre.pt/application/file/69920247

e os vencimentos do activo:

https://dre.pt/application/file/69920242

a que junto um quadro comparativo que fiz, com o que está hoje em vigor:

terça-feira, 28 de julho de 2015

Algumas das operações submarinas na 2ª Guerra


Missões e operações submarinas pouco conhecidas. Um vídeo que vi com muito interesse:

Secrets Of War, Weapons Of War 09 Secret Submarines In Ww2
https://www.youtube.com/watch?v=NXzMxiCtEes

domingo, 26 de julho de 2015

A segurança no mar.
Repesquei umas declarações recentes do advogado que está empossado como MDN.
Para lá do assunto ser muito sério, e ser muito relevante para o País, Marinha, e Autoridade Marítima, o tom, a forma, a postura da criatura, fazem-me sempre lembrar a fotografia em baixo. Acredite-se, que não é bem má vontade, mas o senhor induz estas coisas. Lamento, não consigo resistir.
António Cabral,
cAlmirante, reformado, 
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Da nossa infância/ juventude
Outros tempos, outros marinheiros, e não era tema "fraturante"

António Cabral
cAlmirante, reformado (Chapéus há muitos)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Da memória colectiva.




António Cabral, cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 19 de julho de 2015

CMG EMQ (Ref.) Júlio Alberto da Silva Coelho



É com o mais profundo pesar que participamos que o nosso estimado camarada Eng. Júlio Alberto da Silva Coelho faleceu na madrugda deste domingo, dia 19 de Julho, no Hospital de Jesus em Lisboa onde se encontrava internado.
Nasceu em Lisboa em 04 de Fevereiro de 1939, ingressando na Escola Naval em 02 de Dezembro de 1958, na Classe de Engenheiros Maquinistas Navais, integrando o Curso “D. Lourenço de Almeida”.
A sua primeira comissão no mar foi como Adjunto do Chefe do Serviço de Máquinas do NRP “Vouga”. Posteriormente embarcou como Chefe do Serviço de Máquinas no NRP “Graciosa”, NRP “Ribeira Grande”, NRP “Rosário”, NRP “Diogo Gomes”, NRP “S. Gabriel” e NRP “Cachalote”. 
Em terra prestou serviço na Esquadrilha de Submarinos, Gabinete de Gestão de Material, Direcção do Serviço de Manutenção e Direcção de Abastecimento.
Destacado do Gabinete do Chefe do Estado Maior da Armada exerceu funções de Director/Gestor de Organismos Públicos no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais,(1976/1980). 
Passou à situação de Reserva em 30/04/1987. Reforma em 28/04/1994.
O corpo do nosso malogrado camarada irá para a Igreja de Santo Condestável (Campo de Ourique) - dia 20 (2ª feira) - pelas 17.00 horas. Na 3ª feira - dia 21 -  será rezada Missa de Corpo Presente  às 13.45 horas. O funeral seguirá às 14.30 para o Cemitério do Alto de S.João, onde ficará em campa de familia.
Para toda a sua Família e em particular para a sua mulher D. Maria Isménia Rodrigues Fernandes Silva Coelho e para as suas filhas Sónia  e Joana apresentamos as nossas sinceras condolências.

sábado, 18 de julho de 2015

Comunicação "Do fim da ditadura até à implantação da democracia - Papel das FFAA"

Divulga-se aos possíveis interessados que no próximo dia 23 de Julho, as 16H00, o Gen Loureiro dos Santos irá proferir no Salão nobre da Academia das Ciências de Lisboa uma comunicação com o título "Do fim da ditadura até à implantação da democracia - Papel das FFAA".

Livro "O Almirante Português", do comandante Jorge Moreira Silva


“O Almirante Português - A saga de uma esquadra portuguesa que combateu Napoleão”, é o novo livro da autoria do nosso camarada capitão-de-fragata Jorge Manuel Moreira Silva.

1798. Portugal no Mediterrâneo, ao lado de Nelson, contra as forças de Napoleão. O Almirante Português é uma viagem de memória que nos transporta ao início das guerras napoleónicas e à participação de uma força na Campanha do Mediterrâneo, ao lado da esquadra britânica de Lord Nelson (1758-1805). 

Num ambiente de permanente tensão, pontuado por intensos episódios de intriga, paixão, heroísmo e traição. Acompanhamos o Marquês de Nisa e os seus homens no bloqueio da ilha de Malta, no combate aos piratas sarracenos e na reconquista de Nápoles. Tendo como pano de fundo a Campanha do Egito, a segunda invasão francesa de Itália e os dramáticos dias da República Napolitana.

Pelo meio, assistimos ao desenrolar da vida aventurosa de várias personagens, cujos destinos se cruzam de forma indelével e que têm na pitoresca e apaixonante cidade de Nápoles o seu ponto de encontro.



terça-feira, 14 de julho de 2015

O DESTINO DO ANTIGO HOSPITAL MILITAR NA ESTRELA
É sempre difícil senão mesmo arriscado, comentar ao detalhe o que se passa à nossa volta sem conhecer os elementos todos, os "meandros".
Mas não estamos impedidos de sobre eles meditar, desconfiar, sobretudo se a memória continua muito boa e, sobre certos "pândegos" que andam por aí desde 1980, lhes conhecemos trajectórias e certos passados.
O problema é que as teias são tantas e foram tão bem urdidas que hoje é extremamente difícil, senão impossível, denunciar com provas sólidas, a pouca vergonha a que assistimos.
Pois lá foi também o hospital da Estrela.
Mas não conhecendo embora os detalhes, os meandros, não posso conjecturar?
Como sempre tem sido, tudo foi certamente executado dentro das melhores práticas, dentro de toda a legalidade, tudo direitinho!
Cada um é livre de pensar o que quiser - não é a democracia a funcionar?, como diz certo pantomineiro - mas de facto, face ao "cadastro" dos últimos anos desta gentinha toda que nos rodeia, o que verifico é que, tal como se passou com o fundo de pensões e como ele devia ter sido alimentado e não foi,  nada "concorre" para ajudar os militares e as suas famílias. "Escorre" sempre para outros sítios.
Os maldosos, como eu, em vez de sítios pensam sempre em bolsos.
Os maldosos, como eu, sabem como é que se passa isto das avaliações (que tanto podem ser mais altas ou mais baixinhas...como convirá ......depois), dos ajustes directos e etc. Bem berra o tribunal de contas!!
Eu não tinha muitas dúvidas sobre a coisa mas, se as tivesse, depois de ter lido um certo "esclarecimento" (!!??!!)  há dias no Correio da Manhã via NET, tinha-as dissipado.
Já o digo há muitos anos, nada me espanta, desde 1991.
Quando vejo muitas declamações públicas - eu sou honesto, eu não tirei um cêntimo a ninguém, eu nunca falei com ele - e por aí fora, fico ainda mais desconfiado.
Uma coisa é certa, durmo descansado e com consciência tranquila. Até porque nunca convidei certos senhores para certas "vernissages", ou para jantarem à minha custa.
Estou azedo? Estou, sobretudo desde o tempo em que chegavam documentos vindos do MDN, 1989, tinham despachos a lápis, e suscitavam sorrisos - isto não é para ligar. Aí está o resultado.
António Cabral, cAlmirante, reformado
14JUL2015
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Última audição do MDN na Comissão de Defesa da AR

  Em 1-7-2015 realizou-se a última audição do MDN na Comissão de Defesa da AR.

  Retransmitida em canal aberto pelo canal Parlamento.
Gravei-a. Não infelizmente na totalidade, porque já estava a decorrer quando dela me apercebi (terá faltado a declaração inicial do Ministro) e, já perto do fim, falharam alguns minutos por o espaço do disco se ter esgotado. Durou mais de 2 horas e penso ter conseguido gravar cerca de 95%.
  Pelo interesse do seu conteúdo, para melhor se perceber o que Governo e deputados dos vários partidos pensam da Defesa Nacional e das Forças Armadas, resolvi disponibilizá-la aos camaradas no meu Espaço de WordPress:
http://ajnsilva.com/
  Tive de a dividir em 7 clipes, porque o Espaço não permite clipes superiores a 1GB.
  Nas alturas que julgo de maior importância, adicionei legendas, realçando o que lá foi dito.
  Julgo de especial interesse:
-No clip 1 (cerca do minuto 17), a declaração, peremptória, do MDN de que “todos os Diplomas”, e repetiu “todos os diplomas”, tiveram a concordância do Conselho de Chefes. Sendo pública esta sua afirmação e não havendo declaração contraditória, conclui-se que os Chefes dos Ramos, entre outros assuntos, concordaram em se subordinar ao CEMGFA e concordaram com o que foi estabelecido para o sistema hospitalar, para o IASFA e... no novo Estatuto dos Militares das FA.
 O Ministro, segundo declarou, foi co-responsável.
  Anote-se porém que, segundo os artigos 11º a 17º do Regimento do Conselho (Diário da República, 2.ª série — N.º 240 — 12 de dezembro de 2014) as deliberações são feitas por votação, tendo o CEMGFA voto de qualidade, serão lavradas actas e nelas incluídas declarações de voto, mas, segundo art.º 16º todos os seus membros e participantes têm o dever de sigilo quanto ao objeto e conteúdo das reuniões”, competindo ao CEMGFA “A execução e a eventual difusão dos pareceres e deliberações do CCEM”.

  Com esta espécie de “lei da rolha”, que os próprios CEM terão aceitado, só o CEMGFA poderá esclarecer.

  -Cerca do minuto 18 do clipe 1, desvalorizou a opinião dos ex chefes em relação aos actuais quanto à condição militar, acusando até um deputado de ter usado texto do Alm. Melo Gomes. Esqueceu-se de que ele próprio vai ser ex MDN, onde esteve apenas 4 anos, enquanto os ex CEMs estiveram mais de 40 anos, e ainda estão, eles próprios, na condição militar. Sabem pois, bem na pele, o que é a condição militar.

-Cerca do minuto 19,5, ainda do clipe 1, vangloriou-se de a percentagem do orçamento da defesa quanto a operações ter passado de 17% para 21% mas não explicou porquê. É que reduzindo a despesa com pessoal à custa de atraso nas promoções e a despesa para programação militar, a relatividade dos 3 sectores privilegia as operações, sem que isso signifique que elas tivessem mais dinheiro. 

- IASFA (minuto 6,5 do clipe 2): a Secretária de Estado declarou estar em estudo o modelo de governação com participação dos beneficiários e que não está em cima da mesa questão de privatização. 

-EMFAR (minuto 12:35 do clipe 2): o deputado António Filipe, que requereu apreciação parlamentar, declarou que o assunto já não pode ser discutido nesta legislatura mas que fica para a próxima.

  Apontou problemas como generalização de promoções por escolha (de que também discordo pois se a escolha é teoricamente preferível, na prática está sujeita a erros e padrinhos e é inimiga da camaradagem e entre ajuda), o dever de “isenção política” (votar é acto político), etc.

-Estaleiros de Viana, novamente amplamente discutidos neste e noutros clips.

-Hiperbárica (min. 24 do clipe 2) para o MDN não é matéria! 

-Descontentamento dos militares (min.1 do clipe 3): “não há”, afirma o MDN, invocando opinião das chefias militares!!! “Ignorando”, claro, a estatística do inquérito da AOFA! 

-SIROCO  (min 2:40 do clipe 4):MDN limitou-se a dizer estar em negociações. 

-Montepio Militar (min 3:22 do clipe 4): MDN chama-lhe “Militar” mas diz ser privado e não termos de nos imiscuir. Sendo “privado” é esquisito haver discurso de abertura pelo CEMGFA e de encerramento pelo CEME. Estará na mesma linha do peditório na Marinha para compra de comida para família naval carenciada? Será este também “privado” embora feito num organismo da Marinha? 

-Vigilância nas escolas (min 4 do clipe 4): MDN disse ser facultativo e quem estiver interessado tem de concorrer. 

-Arsenal do Alfeite (min. 6 do clipe 4): A Secret. Estado disse haver orientação para reparação naval e civil. Já foi assim, com maus resultados para a Marinha pois o “cliente” Marinha tinha por vezes de aguardar vez para fabricos. Acresce que os Estaleiros de Viana estiveram em situação semelhante e, como disse o MDN, não podiam ter apoio financeiro do Estado porque, segundo as regras da UE, a sua carteira civil era muito superior à do Estado. Não poderá o AA correr tal risco no futuro? 

-Fundo de Pensões (min 5:40 do clipe 5): deputado João Rebelo do CDS elogiou durante cerca de 13 minutos todo o trabalho do MDN, incluindo o cancelamento do Fundo de Pensões e afirmando que a CGA dava a este continuidade, o que não é verdade! 

-% do PIB com Defesa (min. 18 do clipe 5): MDN informou que na métrica NATO os gastos com Defesa incluem pensões o que dá para Portugal 1.6 do PIB. 

-Deficientes das FA (min.7:30 clipe 6): Secret. Estado falou de protocolo HFSR com CV para alojamento temporário de deficientes das FA na Cruz Vermelha. 

-HFAR (min. 14:50 do clipe 6); deputado do CDS elogia MDN pelo serviço do Hospital das FA!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O destino do antigo Hospital Militar da Estrela

    E assim passaram o antigo Hospital Militar da Estrela para a Misericórdia de Lisboa:

D.R. II Série - Parte C do dia 3-jul-2015
Ministérios das Finanças e da Defesa Nacional – Gabinetes da Ministra de Estado e das Finanças e da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional

DESP 7325/2015 - Desafetação do domínio público militar e alienação do PM 200/Lisboa – Cerca do Convento da Estrela (ala norte) e do PM 216/Lisboa – Casa de Saúde da Família Militar.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

CMG SEF (Ref.) António Fernando Salgado Soares


Com 74 anos de idade faleceu hoje, de madrugada, o CMG Salgado Soares.
Alistara-se na Marinha em 4 de Outubro de 1962, tendo frequentado o 5º Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval. Entre os serviços que prestou à Marinha incluem-se uma comissão na Guiné entre 1963 e 1965 integrando a Companhia Nº 3 de Fuzileiros e a comissão em que comandou essa mesma Companhia de Fuzileiros em Angola, com base em Vila Nova da Armada, entre 1972 e 1974. 
Este bom camarada e excelente profissional foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1989 e passou à Reforma em 2005.
O corpo estará na capela de São Paulo, em Setúbal, a partir das 16:00 de 5ª feira, 2 de Julho.
Será celebrada uma missa às 10:00 de 6ª feira e o funeral sairá às 10:30, em direção ao Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, Setúbal.
"O Navio ... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Hiperbárica

  Publicado hoje em Diário da República a transferência da câmara hiperbárica do ex Hospital da Marinha para o Hospital das Forças Armadas.

  A saga continua enquanto se entregar a ignorantes a gerência das Forças Armadas.

  Vai ser por ajuste directo. É “só” um quarto de milhão de euros (mais IVA, porque o Estado não prescinde de pagar o IVA a si próprio). Vai ser recuperado o que o Estado gasta com a transferência? E não haverá derrapagens?

  O que acontece aos doentes que estarão em tratamento, ou que virão a dele precisar, quando começar o desmantelamento e até estar de novo a funcionar?

  Ficam sem tratamento? Vão fazê-lo nas câmaras do Porto e dos Açores? Há lá lugares para todos? Pagam-lhes viagens e estadias? Uma irmã minha precisou de 40 dias úteis de sessões para lhe salvar o pé de amputação!

  Quanto custa afinal tudo isso, em sofrimento e em dinheiro?
https://dre.pt/application/file/67613515

sábado, 27 de junho de 2015

CMG MN Ref João Eduardo Coelho Ferraz de Abreu


Ontem, com 98 anos de idade, faleceu o CMG MN Ferraz de Abreu que foi médico naval com a especialidade de Cirurgia e que, entre outros cargos, foi Director do Hospital da Marinha. Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto em 1941, alistou-se na Armada em Agosto de 1944, foi promovido a Capitão de mar-e-guerra em 1972 e passou à Reforma em 1987.
Destacado militante do Partido Socialista (PS), foi eleito deputado à Assembleia da República entre 1983 e 1995, tendo exercido funções de vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS entre 1983 e 1986 e de líder da respectiva bancada entre 1986 e 1987. Entre 1987 e 1991 exerceu o cargo de Presidente do PS. Após abandonar as suas funções parlamentares integrou o Conselho Nacional para a Política da Terceira Idade e, mais recentemente, o Conselho Geral da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
O Navio... desarmado apresenta sentidas condolências à Família.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

IMO's Day of the Seafarer 2015


Day of the Seafarer pays tribute to the world’s 1.5 million seafarers and encourages people to say Thank You Seafarers on June 25th.

This year, IMO's Day of the Seafarer campaign aims to inspire young people to consider a carreer at sea and learn more about this viable and exciting profession.


www.imo.org

quarta-feira, 24 de junho de 2015

As últimas bandeiras


Na capa da Revista do Expresso (Edição de 20 de Junho de 2015) aparece a imagem do nosso camarada Correia Graça com a bandeira arriada na cerimónia no Palácio do Governador em Luanda (10 de Novembro de 1975). Era 1º ten EMQ e comandante do destacamento  nº6 de Fuzileiros Especiais. Faleceu em 2010. 

domingo, 21 de junho de 2015

A propósito de memórias do passado.
Muita papelada se junta ao longo da vida. E muita fui destruindo ao longo do tempo.
Nas voltas e reviravoltas de hoje pelos arquivos na garagem, fui dar com um "papel", manuscrito por mim, numa altura em que estive uma grande parte de uma tarde a conversar com um elemento muito importante na Superintendência de Material da Marinha Holandesa. Passava o ano de 1992.
Assunto base, a prontidão operacional.
À data, diziam-me, seguiam escrupulosamente uma regra sintetizada por uma fórmula, que reproduzo em baixo sem a simbologia adequada, porque não sei como escrever isso no computador:

Operational readiness =
/material readiness X //personnel readiness / instruction, training, education

(onde / pretende representar a raiz quadrada e // a raiz quarta; além disso, nessa altura, eles lutavam sempre para que a primeira parcela (material readiness) fosse sempre superior a 0,75).

Isto relembrado, independentemente das eventuais evoluções de fórmulas e conceitos, e presente os apertos que se conhecem, muito gostava de saber como vão as coisas por cá. 
Muito gostava de ser mosca, para poder observar sem ser visto.
E muito gostava de ser vespa, para dar uma valente ferroada no titular do cargo do 7º andar do edifício cor de rosa.
António Cabral, cAlmirante, reformado
A propósito de memórias do passado
Neste ponto de encontro de memórias do passado, dei hoje comigo a relembrar histórias do passado, designadamente "cenas" dos tempos da Escola Naval. Enquanto mexia em papelada antiga, agora que a "temporada" com os netos teve um intervalo.
Lembro-me com se fosse hoje - seu mancebo asqueroso, lembre-se para o resto da vida, um almirante é almirante até na Cag******!!!!!!!
Assim é de facto.
E nunca esqueci, nem esquecerei, pois ainda que reformado, a idade e o que fui não foram nem vão para o lixo. Mas nesta sociedade do Portugal contemporâneo, civis e militares esquecem constantemente aquilo a que estão obrigados.
Vem isto a propósito de ver por aí uns "pândegos" (ganda Nóia dixit) ou chouriços, na feliz expressão de um grande amigo, que foram, vão e se propõem ir a certos eventos (alguns bem estranhos) clamando que o fazem apenas a título pessoal.
Acho-lhes imensa graça!!!!!!!.
Certamente que deixam a identificação em casa, vão de bicicleta em vez de usar o carro de serviço que o estado lhes colocou à disposição, devem levar óculos muito escuros, deixar crescer a barba 4 dias antes, gabardina de gola levantada, e vão certamente sentar-se em fila mais recuada.
Devem também dar instruções prévias para, antes de discursarem, serem anunciados apenas como o senhor X e não pelo importante cargo que ocupam, além de que devem ter um dispositivo para distorcer ligeiramente a voz e, por esta via, a comunicação social ficar com dúvidas se lá esteve o titular de um importante cargo.
Assim, sim, é mesmo a título pessoal!!!!
E o cargo que ocupam, TEMPORARIAMENTE, não fica com mácula!
O que vai custar é o regresso de bicicleta, pois o condutor e o segurança não estão lá para empurrar!!!! Mas faz-lhes bem, estão muito gordos.
António Cabral, cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sábado, 20 de junho de 2015

Tavira - Curso Miguel Corte Real, a "Pedra de Dighton"

Recebida do Cte Rui Cabrita a seguinte informação, com pedido de publicação:


Uma réplica da «Pedra de Dighton», uma rocha com inscrições encontrada no Estado norte-americano de Massachusetts, com mais de 500 anos, cuja origem está envolta em mistério, será colocada na margem esquerda do Rio Séqua, em Tavira, a 28 de Junho.
Esta é uma oferta dos oficiais da Marinha de Guerra Portuguesa, do Curso da Escola Naval (1963-1967), a Tavira, que é a terra de origem do navegador quinhentista Miguel Corte Real, patrono do curso e um dos potenciais autores da inscrição. 

«Neste ato serão recordadas as gentes de Tavira e todos aqueles que, por Portugal, no mar, participaram nos grandes feitos navais da nossa história e contribuíram para desbravar oceanos e mares», 

A Banda da Armada também se associará a esta celebração e irá atuar, às 21h30, na Praça da República.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

CLUBE MILITAR NAVAL


No seguimento da foto do LSN e também já publicado no “Água aberta … no OCeano”, aqui fica mais uma achega para memória do CMN do Marquês de Pombal.
A fazer fé nesta gravura, representativa dos Festejos do Centenário da Índia em 1898, já se pode ver naquela altura o edifício onde mais tarde esteve instalado o CMN e que terá sido propriedade de um médico de Marinha.

Dessa altura, além do CMN, apenas se reconhece lá em cima a Penitenciária.

Clube Militar Naval

Já publiquei no blogue "Água aberta ... no OCeano", mas não resisto a repetir a dose, aqui. Julgo que a fotografia é de 1934 e mostra o palacete, sito no Marquês de Pombal, que foi sede do CMN de 1935 a 1989. Bons tempos, boas recordações e muitas saudades.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

10 de Junho de 2015 - Discurso do PR na cerimónia militar

Depois de deixar a vida activa, anos houve em que além de procurar assistir ao vivo aos dias da Marinha (pouco tenho falhado), procuro assistir também (mais afastado do epicentro do evento) ás cerimónias junto ao monumento aos combatentes e à cerimónia militar presidida pelo PR. A última vez que assisti ao vivo á cerimónia militar do 10 de Junho foi em Castelo Branco onde, inclusive, assisti à “cena” (como dizem os putos) da imposição das “veneras”.

Como em tudo e para tudo, cada cabeça sua sentença. A minha sentença não é certamente melhor que outras, mas talvez tenha alguma coisa que mereça ser ponderada.
Isto para dizer que, quanto ao actual PR e que pela CRP é o comandante supremo das FA, há muito tempo que “enchi”, e cada dia que passa mais se esvai a pouca consideração que por ele tinha como PR. Como comandante supremo, há muitos anos que nenhuma tenho.
Avisado para ouvir o discurso de ontem de manhã, quando li o mail de alerta fiquei desconfiado, pareceu-me haver nele um certo contentamento. Fui há pouco usar a maravilha da técnica de andar para trás e lá escutei o senhor. Sim, porque como acima referi, nunca mais perdi o meu tempo a assistir ao vivo ou pela TV à fantochada em que, a meu ver naturalmente, se transformou a celebração da data em causa.
Pois disse ele, 1 - que decidiu associar as FA ao 10 de Junho, 2 - não pode ser esquecida a dívida para com os antigos combatentes, 3 - as FA como pilar do Estado, 4 - afinidade com a população e com as autoridades, 5 - até falou em capacidades (o esforço que deve ter feito quem lhe escreveu o discurso para referir este conceito), 6 - as razões de ser das FA designadamente o culto de valores, 7 - um decréscimo de 30% do orçamento para as FA ao longo dos últimos 15 anos, 8 - os ciclos de reformas sucessivas, reformas que não terminaram, 9 - tudo pouco valorizado pela opinião pública, 10 - a saúde e o apoio social agora é que é (frase minha), 11 -que os militares se revejam nas reformas, 12 - e que ele tem um grande respeito e reconhecimento pelos militares.
A minha síntese da discursata, feita aliás num tom mais vigoroso (comparativamente com o discurso na cena das medalhas) quase parecendo um deputado meio inflamado, está nas 12 pérolas supra enunciadas.
A 12ª só me dá vontade de rir, e não lhe cresceu o nariz. Pessoalmente considero que fez bem associar as FA ao 10 de Junho, mas lamento muito as incoerências várias que foi manifestando ao longo dos anos e que reforçou ultimamente. A dívida dos meus concidadãos para com os antigos combatentes é incomensurável, e a dívida dos portugueses para com os familiares dos mortos feridos e estropiados ao serviço do País é ainda maior. Mas o PR, aliás na senda dos antecessores depois de Eanes, fala muito nas datas relevantes mas no dia a dia e na prática desdiz-se. Tudo o que cito em 4, 5, 6, 7, 8, e 10 é pouco ou nada valorizado pela opinião pública, e muitas vezes é vilipendiado pela opinião publicada. A culpa é certamente dos militares!!!!!!!!!
É capaz de haver neste momento quem queira ver nas palavras do actual PR um novo apoio ás tertúlias que vão promovendo, ás revoltas palacianas, aos jantares de desagravo, e talvez até continue a iludir aqueles que aceitaram a partir de certa altura desfilar também no 10 de Junho.
Como escrevi mais uma vez, há pouco tempo, agora a propósito de certas pessoas face ao EMFAR que foi publicado em DR - continuam a enganar-se.
O titular do órgão de soberania PR, que na gíria popular ficou designado como o eucalipto, pode ainda enganar muita gente. A mim deixou de me enganar pouco depois de ter ficado com o ministro da defesa Fernando Nogueira.
Deixei para o fim um episódio (chamo-lhe assim) entre a jornalista e o porta-voz do Exército, quando aludindo a palavras do PR foi perguntado ao oficial se os militares se reviam nas reformas. Eu achei notável a “linda resposta”; até falou em farol!!!!!!. A jornalista, a medo, ainda tentou ouvir alguma opinião acerca de - aceitar ou rever-se nas reformas. Prevejo para aquele oficial um futuro brilhante.
António Cabral, cAlmirante, reformado (Chapéus há muitos)


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Enfermeiras Paraquedistas - Homenagem

Com a devida vénia, transcreve-se o que foi publicado sobre o assunto no blogue “Água aberta… no OCeano”:



Hoje, no XXII Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, junto à Torre de Belém, foram homenageadas as primeiras mulheres portuguesas militares, as Enfermeiras Paraquedistas, que prestaram serviço na FA de 1961 a 1974.
Actuantes com entusiasmo, coragem e abnegação nos vários teatros de operações na guerra de África, viram final e publicamente reconhecida com inteira justiça a sua acção meritória, quer profissional quer moralmente junto daqueles que inúmeras vezes necessitaram do seu apoio e conforto, fosse na assistência in loco fosse nas evacuações para os hospitais territoriais ou para Lisboa.
O blogue “Água aberta... no OCeano” aqui lhes presta também a sua homenagem.
Nota: Foi publicado há não muito tempo um livro, com depoimentos seus do que foi a sua vida militar, intitulado “Nós, Enfermeiras Paraquedistas”, que vale bem a pena ser lido (passe a publicidade), principalmente por aqueles militares que serviram naquelas paragens.

Também “O Navio… desarmado” lhes presta a sua merecida homenagem.