segunda-feira, 27 de abril de 2015

A audiência do MDN à AR, na íntegra

Já aqui coloquei o que me pareceu mais relevante, mas julgo vos interessará conhecerem, com mais detalhe, a informação constante da audiência do MDN à AR, sobre as missões externas, EMFAR, HFA, deficientes, IASFA, Odivelas, Arsenal, estalaleiros de Viana, associações de militares, etc.

E também terem uma melhor noção do que pensa cada um sobre as FA, do Governo e dos partidos.

Por isso e para proveito dos que não viram toda a audiência pela TV, coloquei a minha gravação, integralmente, no meu blog “Espaço AJ Nunes da Silva” da WordPress.

  Como durou mais de 2 horas, os GB eram muitos e a WordPress só admitia ficheiros inferiores a 1GB, tive que a subdivir. A série 1 é da 1ª parte, em que participa o CEMGFA, tem 6 vídeos e é dedicada às missões no exterior. A série 2, com 5 vídeos, trata dos outros assuntos.

  Eis o link, se desejarem vê-la:

domingo, 26 de abril de 2015

Audição do MDN

Gravei a transmissão pelo canal da AR da audição do MDN pela Comissão de Defesa. Só ontem a consegui ver.
  Foi feita em duas partes. Na 1ª o Ministro fez-se acompanhar do CEMGFA que relatou todas as numerosas missões externas em que as FA estão empenhadas.
  Foi muito elogiada pelos deputados e pelo próprio Ministro a actuação dos militares das FA, por muito nelas terem já prestigiado Portugal.
  Mas, no fim, o Ministro entendeu despedir, perdão, dispensar a presença do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, por se ir tratar de assuntos que, na sua opinião, se bem o interpreto, não seriam do “âmbito” do General CEMGFA: Estatuto dos Militares das FA, Hospital das FA (que até depende directamente do CEMGFA), ensino militar, aquisição de unidades militares, estaleiros.
  Quanto ao Estatuto, houve a novidade de um deputado dizer que o diploma iria à AR para apreciação.
Será para os militares uma esperança de que, talvez, quem sabe, tenha alguma melhoria. Porque, após tantos elogios pela sua actuação, o Ministro declarou ter, com ele, poupado milhões ao OE. O que, só pode significar que os militares irão sofrer cortes nos seus proventos, com o novo EMFAR. Por outras palavras, é assim “a merecida recompensa” pela elogiada excelência da sua actuação e pelos sacrifícios pessoais a que se sujeitaram (riscos em zonas de guerra e longa ausência familiar).
  Interpelado, o Ministro afirmou também que as Associações dos militares não participaram na elaboração do EMFAR, porque não quiseram. O que não é verdade, como os militares sabem perfeitamente. Seria até contra natura terem-se abstido do que lhes dizia directamente respeito, da razão até da existência das associações, direitos e deveres dos militares!
  Aliás, se estavam satisfeitos com o Estatuto em vigor e não conheciam os agravamentos que o Ministro pretendia, por que razão iriam apresentar propostas antecipadamente?
  Quanto ao Hospital, o Ministro afirmou estar tudo a correr bem. Apesar do deputado João Soares o ter informado de o Com.te Pinto Machado ter precisado internamento e lho terem recusado por não haver lugar. Aliás muitas queixas continuam, eu próprio as tive. E se mais não há é por muitos militares e seus familiares já terem desistido de lá ir, preferindo pagar taxas “moderadoras” em hospitais privados com acordo ADM, para terem adequada assistência na saúde.
  Na questão de Odivelas, afirmou o Ministro que tudo estava a correr bem, melhor até do que quando o Instituto era autónomo e, o cerne da decisão: “poupara” 5 milhões. Como é o 1º ano da integração no CM e ele ainda está em princípios, é bem prematuro um auto elogio.
  E a aquisição do navio Siroco está em andamento. Quantitativos de militares foram reduzidos, o dinheiro escasseia para manutenção e operação dos navios que já existem. E parece consideraram ser altura adequada para aquisição de navio muito dispendioso em pessoal e material e com meras hipóteses de haver oportunidade de ser usado para o fim com que foi concebido. Elefante branco, como já escrevi.
  A sessão acabou com o Ministro a falar de drones e das “oportunidades” que criou a empresários, na sua viagem à Colômbia.             

sábado, 25 de abril de 2015

25 Abril 1974Dia da LiberdadeDia da Felicidade.
Recordar. Recordações.
Faz hoje 41 anos. 
Eu estava embarcado no Draga-Minas Lajes. O navio tinha saído da Base Naval de Lisboa (BNL) no Alfeite, juntamente com outros, creio que por volta das 0630 horas (já não recordo bem), para formarmos um “comboio” com o objectivo (exercício que estava programado) de guiar a força naval da NATO que estava em Lisboa, até para lá da barra Sul do porto de Lisboa. A história é conhecida, os navios nacionais receberam ordem para regressar, a fragata Gago Coutinho foi para a zona em frente ao cais das colunas, os restantes foram atracar na BNL.
Recordo muita coisa, a escuta das comunicações, a incredulidade em muitas rostos, surpresa em outros, olhares desconfiados da parte de alguns, as movimentações em terra, o que se via junto ao Cristo-rei, etc. 
Guardo para mim.
Faz hoje 41 anos. Sobrevieram, angústias, alegrias, esperanças, desencantos, melhorias de muitas vidas, mas de outras não. A democracia formal ficou, e já é madura.
Com a liberdade, com as liberdades, era inerente nascer a felicidade. Aparecer a flor da felicidade, nascida do canteiro da liberdade e dos deveres de cada um e dos inerentes direitos. Salvo melhor opinião, tem sido pouco regada, pouco adubada.
Temos que cuidar melhor da nossa flor da felicidade.
Faz hoje 40 anos.
Os eleitores registados votaram em massa. Creio que mais de 90%. 
Ficou definida a Assembleia Constituinte.
Olho para os resultados das eleições passadas, todas, nacionais, regionais, legislativas, autárquicas, presidenciais, e que diferenças encontro. Diferenças no aumento brutal da abstenção, nos nulos, nos brancos, no aparente crescente desinteresse e desânimo.
Temos que cuidar melhor da nossa felicidade comum.
António Cabral

Dia da Liberdade


Salgueiro Maia, um capitão de Abril já falecido, em 25 de Abril de 1974 (tinha 29 anos).

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Arsenal do Alfeite concessionado

O estudo realizado pela empresa de consultoria do Prof. Augusto Mateus sobre o futuro do Arsenal do Alfeite está concluído, como nos dá conta o OBSERVADOR. Em 21 deste mês Berta Cabral, secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional durante um encontro com jornalistas, abordou as linhas gerais da solução encontrada, tendo ficado afastadas quer a ‘reintegração’ do Arsenal na Marinha quer a sua privatização completa. A solução passará, segundo a notícia, pela concessão das infraestruturas de forma a criar uma ‘Plataforma Naval Global’, que Berta Cabral classificou de ‘complexa’ e ‘inovadora’, tendo manifestado optimismo quanto aos resultados a esperar a médio e longo prazos, apesar de implicar algum investimento público ainda não quantificado.

Pretende-se que a actividade operacional e a ‘propriedade’ da infraestrura estejam separadas: 'todas as actividades de reparação e manutenção dos meios da Marinha’ continuarão a ser assegurados pelo Arsenal do Alfeite, que nada terá a ver com a actividade operacional.


Muito ainda falta para desenhar esta nova solução.

Se desejar aceder à notícia original, publicada no OBSERVADOR de 21Abr, siga esta ligação 

(Sim, a foto que embeleza a notícia nada tem a ver com o Arsenal do Alfeite.)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A reforma da Defesa Nacional

Este é um tema sempre interessante, para os que como eu entendem que esta área de múltiplas componentes, em que uma apenas é militar, é da maior importância para um País que se quer em liberdade e equilibrado. É também interessante para os que, com muitas loas, sempre desprezam o assunto, - "essa coisa dos militares". E depois, ainda existem os militares que criticam os governos, sobretudo os que não são da sua cor. Porque quando são da sua cor, alguns esquecem-se de apontar o desprezo concreto com que determinada governação foi contribuindo para o estado em que estamos. Sim, porque as coisas não se degradam em poucas semanas, meses, ou mesmo dois anos.
Sou dos que tenho criticado os governos, porventura nem sempre da melhor forma, mas não o faço por uma questão de cor política. Há muito tempo venho olhando apenas aos comportamentos praticados (não aos anúncios), ás realidades concretas, e resultados práticos das sucessivas governações. Um pequeno exemplo, as sucessivas violações de legislação em vigor. Os últimos quatro anos de governação não deixam saudades no âmbito da defesa nacional.
Na comunicação social aparecem periodicamente artigos de tom variado, e que presumo, a maioria dos militares conhece.
Ultimamente tenho-me "deleitado" a reler documentos oficiais e artigos do tempo dos ministros da defesa nacional Fernando Nogueira e António Vitorino. Vários da sua própria autoria, incluindo discursos proferidos no IDN. Tenho intervalado essas leituras com algumas outras "pérolas" mais recentes que, agora relidas, ainda acho mais "graça"!!!!!.
É o caso de um artigo do deputado do PSD António Prôa, que li num jornal, em 24/2/2015, e em que ele tece loas várias à - fúria reformadora dos actuais governo e MDN (a expressão é minha).
Em síntese, o senhor deputado defende - A Defesa Nacional deve estar ao serviço dos portugueses e do interesse de Portugal. O tempo das Forças Armadas como instrumento para exercício de vaidades acabou. Era indispensável romper com um passado em que faltou coragem a uns e sobrou comodismo a outros. Por isso o passado está nervoso e desconfortável. Porque se recusa a olhar para o futuro o que não deixa de ser interessante. E salienta que o governo fez profundas reformas!!! E refere ainda o amplo consenso e empenho das chefias militares, além de lembrar o HFAR, os estabelecimentos de ensino, os estaleiros de Viana do Castelo!!!! Termina o artigo assim - Neste período, e neste sector, como em muitos outros, o Governo escolheu fazer. Melhor, seria difícil. Quase apetece bater palmas.
Presumo que o senhor deputado gostasse um dia de ser MDN. Imagino-o até em interessantes debates com um seu colega de outro partido, também desejoso (suponho) de ser um dia MDN, o senhor deputado do PS Perestelo que já fez estágio em secretário da defesa. Dariam ambos, certamente, excelentes MDN.
Mas, para terminar estas considerações genéricas, que mais não pretendem do que salientar que, ao longo do tempo, políticos e governantes e também chefias militares, poucos são os que ficaram bem na "fotografia defesa nacional", pela minha parte, e olhando ao entusiasmo do deputado Prôa, aguardarei para ver os excelentes resultados da recente reforma do ministro Aguiar Branco quanto aos estaleiros de Viana do Castelo, designadamente a respectiva produção e inerentes consequências para a Marinha. Ando cheio de curiosidade.
Além disso, estou certo que o futuro governo (tenha a cor que tiver) não vai deixar de olhar para a defesa nacional ainda com mais entusiasmo com que o actual o fez (!?!). Vamos aguardar a passagem do tempo. Vamos aguardar pelas coisas concretas. Vamos aguardar pelas novas energias.
António Cabral, cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Outros mares e outras marinhas nos jornais

A edição de hoje do USA TODAY destaca em primeira página o USS Theodore Roosevelt e informa que esse porta-aviões e os seus navios de apoio se dirigiram para a costa do Iémen para interceptar eventuais tentativas de abastecimento de armas aos rebeldes houtis por parte de navios iranianos. Os rebeldes já controlam a capital Sanaa e grande parte do país (527 mil km2 e 24 milhões de habitantes), enquanto em Aden, a segunda cidade do país, se registam violentos combates entre rebeldes e forças governamentais.
Os rebeldes houtis são muçulmanos xiitas e são apoiados pelo governo xiita do Irão, enquanto o governo sunita do Iémen é apoiado pela Arábia Saudita e por uma coligação apoiada pelos Estados Unidos, em que participam o Egipto, a Jordânia, Marrocos e os Emirados Árabes Unidos.

domingo, 19 de abril de 2015

Entrevista

"Este Governo é muita experiência universitária sem mundo"


O Alm Melo Gomes concedeu ao "Público" uma entrevista que aparece publicada na edição de hoje. A entrevista pode ser lida, na íntegra, seguindo esta ligação.

Outros mares e outras marinhas nos jornais

A generalidade da imprensa francesa destaca hoje a partida de Rochefort para os Estados Unidos da réplica da fragata L’Hermione, cuja construção demorou 18 anos de pesquisas históricas, de estudos e de angariação de fundos. O navio refaz a viagem em que seguiu o jovem Marquês de La Fayette em 1780 para se juntar aos revoltosos comandados por George Washington e tomar parte nas grandes batalhas que derrotaram os ingleses e asseguraram a independência americana. Os americanos consideram-no um herói nacional e americanizaram-lhe o nome para Lafayette. Os franceses decidiram evocá-lo como “o símbolo eterno da amizade franco-americana” e para isso decidiram construir uma réplica do L'Hermione.
O navio visitará 11 portos ao longo da costa americana, entre os quais Baltimore, Filadélfia, Nova York, Newport e Boston, mas o ponto alto desta viagem-memória será a Grande Parada de Nova York no dia 4 de Julho. Quantos de nós já estivemos nessa memorável parada naval de 4 de Julho em Nova York!
 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

FAINA PORTUÁRIA A SÉRIO



Estas fotografias foram tiradas no porto de Sines. Sei que há ali muito capital estrangeiro. Mas "houve mãozinhas portuguesas" também. Exemplo do que é possível fazer olhando a sério o nosso mar, e as nossas potencialidades. Mar que bem conhecemos da nossa vida activa. Porto de Sines que vários de nós visitámos.
António Cabral, cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

O Dia da Liberdade

Recebido do Cte Pedro Lauret o seguinte convite, com pedido de publicação:


quinta-feira, 16 de abril de 2015

terça-feira, 14 de abril de 2015

Tavira 25 de Abril

Recebida do Cte Rui Cabrita, com pedido de publicação, a seguinte informação:


TAVIRA 25 DE ABRIL

EXPOSIÇÃO EVOCATIVA- Às 12:00 na sede da “Casa Álvaro de Campos”, onde será lembrado o nosso camarada Mário Ceríaco Dores Sousa, ao tempo chefe de serviço de artilharia na fragata “Gago Coutinho”.

( Patente ao público entre 25 de Abril e 14 de Junho)

ALMOÇO CONVÍVIO - Às 13:30 no restaurante “Mourão”, em Santa Luzia.

CONTACTOS: cac25tav@gmail.com ou Tm 917120992, Tel 281023445 
ou  directamente na “Casa Álvaro de Campos”, em Tavira.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Messe de Cascais - perspectivas



António Cabral, cAlm, reformado

À GUARNIÇÃO d' "O NAVIO... DESARMADO"

Cumprimento respeitosamente toda a guarnição.
Aceitei com gosto o honroso convite que me foi endereçado para integrar a guarnição. Tentarei não desmerecer.
Adicionalmente, e desconhecendo detalhes, aproveito para partilhar convosco a notícia de que a Espanha terá retirado as reticências que tinha relativamente ás nossas ambições de alargamento da plataforma continental. Oxalá as coisas evoluam positivamente, e que venhamos a ter sucesso no projecto em causa.
António Cabral, cAlm, reformado

domingo, 12 de abril de 2015

Banda da Armada distinguida com Prémio Excellens Mare 2015

O Júri dos Prémios Excellens Mare divulgou hoje os premiados pelo "merecido reconhecimento do seu trabalho em prol das actividades do mar", da edição de 2015:


Prémio Identitas Mare 2015: Banda da Armada

Os outros premiados foram:.
Prémio Excellens Mare 2015: Ove Thorsheim
Prémio Valoris Mare 2015: Portos de Portugal
Prémio Navigare Mare 2015: EMSA – European Maritime Safety Agency (Agência Europeia de Segurança Marítima)
Prémio Athletice Mare 2015: Náutica nas Escolas e Centro de Mar de Viana do Castelo
Prémio Scientia Mare 2015: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Prémio Natura Mare 2015: CRAM-Q (Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios)


O Júri dos Prémios Excellens Mare, é presidido por Miguel Marques (Economy of the Sea Partner) e composto por António Costa e Silva, António Isidoro, Helena Vieira, Isabel Gião de Andrade, João Pedro Azevedo, Pedro Quintela e Sofia Galvão.
A Gala de Entrega dos Prémios Excellens Mare irá decorrer no próximo dia 9 de Maio, pelas 15h00, no Casino Figueira, na Figueira da Foz.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CMG MN (Ref) Álvaro José Leote de Ataíde (1916-2015)

Recebida a seguinte comunicação do Cte Romeu Bentes Marcelo:

O jornal "Público" de hoje (07/04/2015), pág. 33, traz a seguinte informação de falecimento de um camarada:
"Capitão-de-Mar-e-Guerra
ÁLVARO JOSÉ LEOTTE DE ATAÍDE
(Médico)
FALECEU
Sua Família participa o seu falecimento e que o funeral se realiza hoje pelas 13 horas da
sua residência (Av.ª Defensores de Chaves n.º 14, 2.º Esq.º - Lisboa), para o Cemitério do
Alto de São João.
(Agência Funerária Pestana)."
Romeu Marcelo

"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à Família enlutada. 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Conselho de Ministros aprovou o EMFAR

Mensagem que esta noite enviei aos camaradas de que tenho mail mas também ao 1º Min, MDN, partidos e órgão de CS:
   Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros de hoje, 2-4-2015, foi anunciada a aprovação, entre outros diplomas, do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) e de uma linha de crédito para empresas de Angola detidas por portugueses.
  Para explicarem esses dois diplomas, presentes os Ministros da Defesa e da Economia.
  O crédito a empresários que decidiram investir em Angola com o dinheiro que captaram em Portugal vai assim ter o aval do Estado. Se forem à falência, avança o avalista Estado (com impostos dos portugueses e/ou dinheiro da dívida soberana). E toma-se esta decisão em fins de mandato! Outros que se amanhem.
  Quanto ao EMFAR, que regula toda a vida de cidadãos privados de direitos constitucionais, sem horário de trabalho, com longos períodos de separação da família, que fazem juramento solene de dar a vida se necessário for na defesa de Portugal, isto é de todos os seus concidadãos e seus bens (e já muitos a deram), é diploma que merecia outro tratamento e outro articulado. Mas raros foram os militares que puderam opinar porque o Ministro não o permitiu.
  Mais uma diferenciação, negativa, de tratamento. Porque em qualquer outro Estatuto profissional os abrangidos podem opinar.
  Mas acontece até que, do que se soube, é repudiado pela esmagadora maioria dos oficiais que tiveram conhecimento do seu articulado (como o demonstra um inquérito da AOFA), embora sem puderem fazer chegar ao Ministro as suas razões. Ministro que, mesmo sabendo, não as aceitaria porque o objectivo confesso foi retirar-lhes proventos.

  Coisa que nem no tempo da ditadura se fez!

  Seguiu-se um período de perguntas dos jornalistas. Nem uma sequer sobre o EMFAR!   Será que a Defesa Nacional, tal como ao Governo, também não interessa à comunicação social?

                              António José de Matos Nunes da Silva
                                             Oeiras

  Um link para verem o vídeo da conferência:
https://www.youtube.com/watch?v=_51iXdS01gM


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Marinha sem orçamento e pessoal para operar Siroco e manter cinco fragatas


"O chefe do Estado-Maior da Marinha mostrou esta terça-feira que a compra do navio polivalente logístico francês Siroco será impossível sem abdicar de algumas das atuais unidades navais."

Para lerem o artigo completo, aparecido ontem no DN, podem seguir esta ligação.

Nota: Para o DN (jornalista Manuel Carlos Freire) o CEMA passou a CEMM ... porque será?

terça-feira, 31 de março de 2015

Comandante Abel (94 anos)


Recebida a seguinte mensagem:

"Caros Amigos,
Em nome do meu Pai, venho agradecer a gentileza e o carinho com que sempre se lembram dele.
A vossa amizade aquece-lhe o coração e tem ajudado muito a mantê-lo vivo e "funcionante". Da parte dele, aqui vai um grande abraço amigo e grato.
Bem hajam!

Mª. de Fátima Oliveira"

Não tem nada que agradecer ... foi com muito prazer que "O Navio... desarmado" lembrou aqui o aniversário do Comandante Abel (por iniciativa do nosso "speedy"). Um grande abraço para ele e toda a família.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Sugestão para a Aquisição do NPL


O Siroco

  O comunicado da Marinha não convence. Se é só para operações de catástrofe em território nacional, irá ficar parado por quanto tempo?
  Já não há Ultramar que o justifique. E se for para operações anfíbias em território estrangeiro é despesa incomportável em economia tão débil como a portuguesa.
  A sua utilidade na defesa de Portugal ou da navegação é praticamente nula.
  E necessitará de protecção de fragatas operacionais se as águas onde tiver de actuar forem hostis.
  Além disso, como os quadros de militares foram reduzidos, os que guarnecerem o Siroco têm de sair de algum lado.
  Há também que considerar que os encargos financeiros não são apenas de aquisição. E os de adaptação e conservação, em navio daquelas dimensões e complexidade serão vultuosos. Isto numa altura em que o dinheiro já está escasseando para a manutenção dos outros navios.

  A meu ver, será um “elefante branco”.

Esclarecimento sobre a eventual aquisição do NPL SIROCO


Directamente do Portal da Marinha se transcreve o seguinte comunicado:

"Na sequência de notícias vindas a público onde se questiona a posição dos Chefes Militares, nomeadamente a do Chefe do Estado-Maior da Armada, perante a eventual aquisição do Navio Siroco, a Marinha esclarece o seguinte:

26 MAR 2015, 18:00
​A decisão de adquirir o Navio Polivalente Logístico (NPL) Siroco foi discutida em Conselho de Chefes de Estado-Maior tendo reunido o consenso da Marinha, do Exército e da  Força Aérea. 
Deste modo, o General Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas propôs a S.Exa o Ministro da Defesa Nacional a adequabilidade e a oportunidade da aquisição deste navio. 
Este navio está a ser disponibilizado pela França, em 2ª mão, com 15 anos de operação, a um preço reduzido, face à aquisição de um novo, o que constitui uma oportunidade única no contexto internacional. 
Desde 2006 que a aquisição de um navio deste tipo estava prevista como uma necessidade premente de modo a colmatar uma lacuna detetada no Sistema de Forças. Infelizmente os custos de um navio novo impossibilitaram, até agora, a sua aquisição, num momento de fortes restrições financeiras. 
Também em 2006 foi prevista a necessidade de modernização das Fragatas da Marinha que constituem parte da Capacidade Oceânica de Superfície da componente naval,  no Sistema de Forças.
 A modernização das cinco fragatas foi planeada para ser implementada entre 2016 a 2022.
Face à enorme oportunidade da aquisição do NPL Siroco, foi considerado que a modernização das duas últimas fragatas, da classe Vasco da Gama, prevista decorrer entre 2018 a 2022, poderia vir a ser realizada noutros moldes, poupando dessa forma verbas que pudessem ser usadas para a aquisição do NPL Siroco. 
Estas duas últimas fragatas sofreriam uma modernização em moldes diferentes que permitissem a sua utilização em cenários de baixa e média intensidade sem comprometer os compromissos nacionais na NATO, mantendo-as totalmente operacionais. Aliás a Marinha está a preparar um documento, a ser submetido ao MDN, em que considera ser possível incluir nesta modernização a Indústria de Defesa Nacional com vantagens para o desenvolvimento deste sector e capacidade nacional, recorrendo a novos sensores e software portugueses. 
Também foi unanime, no Conselho de Chefes, que a configuração proposta para a Esquadra com a aquisição do NPL Siroco é mais equilibrada, mais polivalente e flexível, respondendo a um leque muito mais alargado de missões e contribuindo para uma valorização da Marinha no seio das nossas alianças militares. As Forças Armadas Portuguesas passam assim a ter uma capacidade que nunca antes tiveram que lhes conferirá uma mobilidade acrescida, autonomia e capacidade para atuar em terra, a partir do mar num raio alargado de Ação. 
Este Navio vem colmatar não só uma lacuna militar antiga, fortemente sentida na crise da evacuação de portugueses de áreas de instabilidade político-militar no fim da década de 90, como também garantir uma capacidade autónoma de intervenção, rápida e disponível no país, na proteção civil para os arquipélagos da Madeira e Açores em caso de catástrofes, ou calamidades públicas."

quarta-feira, 25 de março de 2015

Outros mares e outras marinhas nos jornais

O jornal colombiano El Universal anunciou que o ARC 20 de Julio da Armada da Colômbia regressou a Cartagena das Indias depois de ter cumprido a sua primeira missão na Antártida durante 94 dias, em que percorreu 14.560 milhas. O 20 de Julio é um navio-patrulha oceânico da classe alemã Fassmer-80, que foi construido na Colômbia sob licença e entrou ao serviço em 2012. Dispõe de artilharia de 40 mm, de um helicóptero Bell 412 e de um bote de intercepção de alta velocidade. O navio tem uma guarnição de 64 pessoas e pode alojar 36 passageiros, tem um comprimento de 80,60 metros e desloca 1723 toneladas.

terça-feira, 24 de março de 2015

Laboratório Militar

Do Director do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos recebi a seguinte mensagem:

“Relativamente ao processo de despesas de saúde realizadas nas Farmácias do LMPQF, não aceites como tal no portal eletrónico das finanças, e, após vários contactos com os serviços competentes informo o seguinte:
  1. As despesas de saúde realizadas nas Farmácias do LMPQF após 17 de fevereiro ficam na situação de pendentes devendo o beneficiário efetuar a correção para o campo das despesas de saúde. Esta situação prende-se com o facto de este CAE não ser o primário para a atividade do LMPQF mas sim secundário;
  2. As despesas com saúde efetuadas antes de 17 de fevereiro poderão ser corrigidas no final do ano.” 
      Deste modo, para quem adquira medicamentos em farmácias como a do SAMED de Oeiras, a fim de não perder a dedução dessa despesa de saúde no IRS de 2015, é necessário aceder ao Portal da Finanças do e-Fatura e lá declarar que aquela factura é de despesa de saúde.