O comunicado da
Marinha não convence. Se é só para operações de catástrofe em território
nacional, irá ficar parado por quanto tempo?
Já não há Ultramar
que o justifique. E se for para operações anfíbias em território estrangeiro é
despesa incomportável em economia tão débil como a portuguesa.
A sua utilidade na
defesa de Portugal ou da navegação é praticamente nula.
E necessitará de protecção de fragatas
operacionais se as águas onde tiver de actuar forem hostis.
Além disso, como os
quadros de militares foram reduzidos, os que guarnecerem o Siroco têm de sair de
algum lado.
Há também que considerar
que os encargos financeiros não são apenas de aquisição. E os de adaptação e
conservação, em navio daquelas dimensões e complexidade serão vultuosos. Isto numa
altura em que o dinheiro já está escasseando para a manutenção dos outros
navios.
A meu ver, será um “elefante
branco”.
Fundeado no antigo Quadro Naval de Guerra tem alguma imponência.
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