sexta-feira, 27 de março de 2015

O Siroco

  O comunicado da Marinha não convence. Se é só para operações de catástrofe em território nacional, irá ficar parado por quanto tempo?
  Já não há Ultramar que o justifique. E se for para operações anfíbias em território estrangeiro é despesa incomportável em economia tão débil como a portuguesa.
  A sua utilidade na defesa de Portugal ou da navegação é praticamente nula.
  E necessitará de protecção de fragatas operacionais se as águas onde tiver de actuar forem hostis.
  Além disso, como os quadros de militares foram reduzidos, os que guarnecerem o Siroco têm de sair de algum lado.
  Há também que considerar que os encargos financeiros não são apenas de aquisição. E os de adaptação e conservação, em navio daquelas dimensões e complexidade serão vultuosos. Isto numa altura em que o dinheiro já está escasseando para a manutenção dos outros navios.

  A meu ver, será um “elefante branco”.

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