Mensagem que esta noite enviei aos camaradas de que tenho mail mas também ao 1º Min, MDN, partidos e órgão de CS:
Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros de
hoje, 2-4-2015, foi anunciada a aprovação, entre outros diplomas, do Estatuto
dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) e de uma linha de crédito para empresas
de Angola detidas por portugueses.
Para explicarem esses dois diplomas, presentes os
Ministros da Defesa e da Economia.
O crédito a empresários que decidiram investir em Angola
com o dinheiro que captaram em Portugal vai assim ter o aval do Estado. Se forem
à falência, avança o avalista Estado (com impostos dos portugueses e/ou dinheiro
da dívida soberana). E toma-se esta decisão em fins de mandato! Outros que se
amanhem.
Quanto ao EMFAR, que regula toda a vida de cidadãos
privados de direitos constitucionais, sem horário de trabalho, com longos
períodos de separação da família, que fazem juramento solene de dar a vida se
necessário for na defesa de Portugal, isto é de todos os seus concidadãos e seus
bens (e já muitos a deram), é diploma que merecia outro tratamento e outro
articulado. Mas raros foram os militares que puderam opinar porque o Ministro
não o permitiu.
Mais uma diferenciação, negativa, de tratamento. Porque
em qualquer outro Estatuto profissional os abrangidos podem opinar.
Mas acontece até que, do que se soube, é repudiado pela
esmagadora maioria dos oficiais que tiveram conhecimento do seu articulado (como
o demonstra um inquérito da AOFA), embora sem puderem fazer chegar ao Ministro
as suas razões. Ministro que, mesmo sabendo, não as aceitaria porque o objectivo
confesso foi retirar-lhes proventos.
Coisa que nem no tempo da ditadura se fez!
Seguiu-se um período de perguntas dos jornalistas. Nem
uma sequer sobre o EMFAR! Será que a
Defesa Nacional, tal como ao Governo, também não interessa à comunicação
social?
António José de Matos Nunes da Silva
Oeiras
Um link para verem o vídeo da conferência:
https://www.youtube.com/watch?v=_51iXdS01gM
A clareza e solidez da argumentação exposta pelo nosso prezado Alm. Nunes da Silva só me merece um comentário: a minha inteira concordância!
ResponderEliminarFaço minhas as palavras do Alm. Castanho Paes, cumprimentando ao mesmo tempo o Alm. Nunes da Silva pela sua permanente atenção e lucidez quanto aos assuntos militares e em particular da Marinha (e não só).
ResponderEliminar