POR AÍ
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.pt)
Quando por lá andei um dos problemas com que o despenseiro da Messe de Oficiais da BNL se deparava era o entupimento dos urinóis dos sanitários, em consequência das pontas de cigarro que para lá eram deitadas. Convencido de ter descoberto a solução do problema um despenseiro resolveu mandar colocar, por cima de cada um dos urinóis, um cinzeiro e , sob estes, uma placa com os seguintes dizeres: “ Pede - se o favor de não deitarem pontas de cigarros nos urinóis “
Um camarada, conhecido pelas respostas mais inesperadas, ao
deparar -se com a nova situação, resolveu acrescentar nas placas o seguinte :
“ Pede
-se igualmente que não urinem nos cinzeiros “
E. Gomes
ILHA de S. JORGE
Oxalá as entranhas da "Terra" não se zanguem mais que os contínuos sismos de baixa intensidade que se fazem sentir há dias.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Do Diário de Notícias
Gouveia e Melo demolidor em mensagem aos fuzileiros: "Não queremos arruaceiros na Marinha!"
Duro e emotivo, o Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada falou ao corpo de fuzileiros por causa do homicídio do agente da PSP, pelo qual estão dois militares desta unidade detidos. "Fábio Guerra era a nossa pátria", declarou
Almirante CEMA : "Os acontecimentos de sábado já mancharam as nossas fardas"
No dia em que foi a enterrar o agente da PSP Fábio Guerra, nesta quinta-feira na Covilhã, o Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) juntou o corpo de fuzileiros e fez uma alocução demolidora sobre princípios, valores e, principalmente sobre quais são as linhas vermelhas para servir o País na Marinha.
Duro, o Almirante Gouveia e Melo não escondeu a sua profunda desilusão por ver militares de elite como são os fuzileiros envolvidos neste homicídio.
"Os acontecimentos do último sábado já mancharam as nossas fardas, independentemente do que vier a ser apurado. O ataque selvático, desproporcional e despropositado não pode ter desculpas e justificações nos nossos valores, pois fere o nosso juramento de defender a nossa Pátria. O agente Fábio Guerra era a nossa pátria, a PSP e as Forças de Segurança são a nossa Pátria e nela todos os nossos cidadãos", sublinhou.
Na intervenção, filmada em vídeo, Gouveia e Melo lembrou que tem "os fuzileiros como a força de elite da Marinha", com quem trabalhou "braço com braço nas operações de inserção e exfiltração do Destacamento de Ações Especiais (DAE) enquanto submarinista", com quem operou "com o pelotão de abordagem inúmeras vezes enquanto comandante da Vasco da Gama", com quem esteve "nos terríveis acontecimentos de 2017 e em Pedrógão", a quem viu "atuar em situações de catástrofe, ou no simples apoio às populações", a quem reconhece "profissionalismo, qualidades militares, generosidade e dedicação".
No entanto, naquele momento, tinha de partilhar o que sentia "na sequência de desacatos que resultaram no falecimento do Agente da PSP Fábio Guerra, na madrugada do último sábado".
Lamentou "ver fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua", o que "não demonstra qualquer tipo de coragem militar, mas sim fraqueza, falta de autodomínio, e uma necessidade de afirmação fútil e sem sentido".
Lobos na selva, cordeiros em casa
E continuou, perante uma plateia atenta que esgotava o auditório da unidade: "Já ouvi vezes demais que não se pode ter cordeiros em casa e lobos na selva, eu digo-vos enquanto comandante da Marinha que se não conseguirem ser isso mesmo, lobos na selva, mas cordeiros em casa, então não passamos de um bando violento, sem ética e valores militares, sem o verdadeiro domínio de nós próprios e se assim for não merecemos a farda que envergamos, nem os 400 anos de história dos Fuzileiros".
O CEMA apelou aos militares que fossem "corajosos e firmes no mar, nas selvas, nos desertos, nas praias, quando o inimigo nos flagela, quando tudo nos parece perdido e reagimos, mas não em pistas de discotecas, em rixas de rua, em disputas de gangues".
"Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"
Enquanto militares, asseverou, "não somos movidos pelo ódio, pela raiva, mas por amor a algo maior que os nossos próprios seres, algo tão superior que estamos sempre prontos a sacrificar-nos por isso. Nestes valores militares não há espaço para o desprezo pela vida alheia, nem pela indiferença e sofrimento alheio, ou para qualquer tipo de crueldade. Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde".
Do LIVRO dos PROVÉRBIOS PORTUGUESES
A verdade, deixe-ma Deus dizer
A verdade dispensa enfeites
A verdade é amarga
A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima
A verdade é nua e crua
A verdade é órfã
A verdade sempre aparece
A verdade vence
Com o tempo descobre-se a verdade
Nem todas as verdades se dizem
Do que me havia de lembrar!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Quem alguma vez “ andou “ nos draga minas sabe da dificuldade que tais navios apresentavam em manobrar ( isto para além de serem dos maiores proporcionadores de enjoo ). Um camarada, entretanto já falecido, conhecido pelo vozeirão e pela selecção de expressões que, por vezes, utilizava nas discussões, enquanto comandante de um desses navios, no decurso de uma atracação na ponte cais dos draga minas da Base Naval de Lisboa , onde habitualmente se encontravam também atracados batelões e lanchas, após algum ziguezaguear aproou à raiz da ponte ainda com algum seguimento por forma a compensar o vento que soprava de proa. Quis o destino que entretanto o vento tivesse caído e, não tendo sido possível estancar o sentido da marcha, o navio acabou por subir parte da rampa do cais.
Um filho da escola desse camarada, a prestar serviço na
Esquadrilha de Submarinos ( em frente da ponte cais em causa) terá chegado a
uma janela e gritado o seguinte :
“ Oh
escola, se é para falar comigo escusas de trazer o navio “
E. Gomes
Nota : Diz quem esteve presente que o que se seguiu
contribuiu significativamente para o enriquecido do seu conhecimento
linguístico
OPERAÇÕES DE APOIO À PAZ 🙏💂🏥⛑
A propósito destas operações e do artigo do especialista do Expresso - "Portugal mínimo em exercício máximo", breves palavras.
In Illo Tempore o Capitão do Porto do Funchal dispunha, como viatura de serviço, de um veículo novo e, embora pareça inexplicável, o mesmo não sucedia com o Comandante Militar da Madeira , pelo que este, sempre que tinha de se deslocar em funções de representação, solicitava o empréstimo da viatura do Capitão do Porto para não sofrer o embaraço de comparecer no “ chaço “ que lhe estava atribuido.
Ou fosse pela frequência dos pedidos, ou porque tivesse
dormido mal ou por qualquer outro motivo que não consegui apurar qual fosse,
quando o oficial às ordens do comandante militar solicitou, mais uma vez, o
empréstimo da viatura, o Capitão do Porto ter – lhe – á retorquido com um sonoro Não, acrescentando,
quando aquele se aprestava para sair, o seguinte :
“ Diga
também ao seu Comandante que o meu c.. não é garagem “
E. Gomes
Guerra, Comentário, Análise, Dignidade
Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.
Balada da neve (Augusto Gil)
Um camarada, felizmente ainda entre nós, sempre que lhe faziam
qualquer reparo pelo conservadorismo das posições que assumia, costumava
retorquir do seguinte modo :
“ Pensam que sou algum Abrileiro ?!!!
Eu já desde muito antes do 25 de Abril que sou
reaccionário “
E. Gomes
SAÚDE
Boa tarde estimados camaradas de armas.
Hoje, desde as 1000 horas até me deitar estarei com a vista esquerda tapada para descansar a vista. Na sequência de um dia de ontem muito chato, progressivamente mais chato a partir das 1500 horas. Em síntese, depois de consulta de urgência esta manhã, tenho uma pequena lesão na córnea que terá sido provocada por, ou pêlo, pestana, areia etc.
Não tem gravidade especial, estará curado entre 7 e 15 dias.
Mas a intenção não é vir aqui maçar-vos com questões do foro privado.
Como no passado camaradas aqui partilharam certos dissabores experimentados no HFAR, o meu interesse é partilhar convosco a situação de ontem à noite, quando me sentia bastante mais incomodado da vista, com a sensação de ter dentro da vista corpos estranhos e com a córnea muito avermelhada.
Telefonei para o hospital das Forças Armadas. Estive para escrever - telefonei para o nosso hospital!!!!!!!!!!!!!!!!!
Telefonei e, depois daquela conversa automática prima isto e mais aquilo, lá apareceu uma voz feminina.
Identifiquei-me, disse o que tinha e pretendia falar com o médico de serviço com a intenção de ele fazer o favor de me dar uma orientação de como proceder face à minha situação.
1ª resposta - não fazemos triagem por telefone
2ª resposta - a médica não pode atender
3ª resposta - ah, a médica está a ver doentes.
Como sabeis, umas árvores não fazem a floresta toda.
Como sabeis, mesmo quando algo corre muito bem numa determinada instituição, isso não invalida que em outra altura corra muito mal.
Isto dito, e continuação desta telenovela, pouco passava das 2100 horas telefonei a seguir para o hospital dos Lusíadas.
Quando fui atendido, obviamente por uma funcionária administrativa, depois de me ouvir com toda a atenção disse-me - mas venha já cá que na urgência depois de ser visto pelo médico de clínica geral, será a seguir contactado um dos médicos oftalmologistas.
Minha senhora, eu penso que não seja uma coisa muito grave, esta sensação quase dolorosa de corpo estranho, acalma ligeiramente sempre que mantenho por bastante tempo os olhos fechados. Eu estou a pensar deitar-me mais cedo que o habitual para acalmar
Então se pensa fazer isso venha logo de manhã cedo que eu vou marcar-lhe já consulta de urgência em oftalmologia.
E assim foi, e assim estou, e se Deus quiser recuperarei sem qualquer problema. Muito eficientemente atendido, observado, cuidado, e plenamente ciente da situação, detalhadamente explicada por uma médica. Na próxima 6ª Feira consulta de avaliação.
Deixo portanto esta pequena telenovela. As conclusões são vossas.
A minha é inequívoca.
Termino, confessando que até ao fim do dia ponderarei se vou reclamar por carta registada, para a direcção do HFAR e em simultâneo para o próprio CEMGFA.
Mas, como conheço de ginjeira ao que isto chegou e o que são certas pessoas e a consideração que do alto do seu poleiro nutrem pelos outros, não reclamar por escrito tem 50% de hipóteses.
Saúde para todos.
Antonio Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Um camarada muito mais antigo, entretanto já falecido e que
em grande parte do tempo se encontrava sob os efeitos do deus Baco, costumava sintetizar
a sua opinião sobre a Marinha nos seguintes termos :
“ Somos
poucos, maus e profundamente ridículos “
A primeira vez que o ouvi pronunciar esta frase ouvi
igualmente um dos presentes acrescentar
“ E pelo
menos um deles é um grande bêbado “
E. Gomes
FRASES que FIZERAM HISTÓRIA (ou deveriam ter feito)
Quem prestou serviço na Guiné certamente se terá deparado
com algumas situações peculiares ( isto para não lhes dar outra adjectivação) ,
grande parte das vezes até algo incompreensíveis
Seria por isso , ou por qualquer outro motivo que não
importa aprofundar, que um camarada mais antigo referia, quanto a mim com algum
acerto que:
“ Para
prestar serviço na Guiné não é preciso ser doido , mas que ajuda muito, lá isso
ajuda “
E. Gomes
Aqueles que já prestaram serviço nos órgãos da gestão do
pessoal sabem bem dos frequentes pedidos a que estão sujeitos para a nomeação
de um qualquer militar e, não poucas vezes, para a não nomeação de outros
Contava -se que um camarada que exerceu funções de direcção
na área da gestão do pessoal sempre que era sujeito a um desses pedidos
afirmava o seguinte :
Há
militares ( os Golden Boys ) que se os cortássemos em quatro toda a gente
gostaria de ter uma parte, outros há, no entanto, que mesmo inteiros ninguém os
quer
E. Gomes
"Estimados Camaradas,
Lamentamos dar a conhecer o falecimento hoje, na sua residência em Setúbal, do nosso camarada CMG EMQ (R) Rui F. Quaresma de Lemos , pelo que apresentamos as nossas condolências à sua Família, aos seus Amigos e Camaradas mais chegados, em particular aos do Curso "Almirante Gago Coutinho" (1973) a que ele pertencia.
Saudações Navais"
"O Navio... desarmado" apresenta os pêsames à sua Família bem como aos seus amigos e camaradas.
P O N T E S
Pontes, pontes, pontes.
Foram sendo construídas, ao longo de séculos, para transpor ribeiros e rios, para ligar margens, para se "voar" de carro ou a pé sobre vales.
Pontes, também, entre pessoas, entre cidades, entre países, entre organizações. Entendimentos.
Mas, também durante séculos, pontes se atravessaram para destruir, destruindo o outro lado. Pontes se quebraram entre pessoas, entre países. Pontes se destruíram durante as guerras, para inviabilizar ou retardar avanços de outros. Desentendimentos.
Pontes, algumas são verdadeiras obras de arte, várias de tempos Romanos. Pontes.
Deviam construir, deviam estabelecer. Pontes. Assiste-se ao inverso.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Com
certeza que (percebo , entendo,
compreendo ) pois, embora pareça atrasado mental , só sou estúpido ….
E. Gomes
PONTE VASCO da GAMA
Fases da construção
Lembrei-me disto, desta construção, por fases, bem pensada, melhor executada, a propósito da metodologia seguida por alguns, também bem pensada, que está a ser bem executada, para a concretização do plano.