quinta-feira, 31 de março de 2022

POR  AÍ

António Cabral
Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.pt)

quarta-feira, 30 de março de 2022

PENEDOS

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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domingo, 27 de março de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

   Quando por lá andei um dos problemas com que o despenseiro da Messe de Oficiais da BNL se deparava era o entupimento dos urinóis dos sanitários, em consequência das pontas de cigarro que para lá eram deitadas. Convencido de ter descoberto a solução do problema um despenseiro resolveu mandar colocar, por cima de cada um dos urinóis, um cinzeiro e , sob estes, uma placa com os seguintes dizeres: “ Pede - se o favor de não deitarem pontas de cigarros nos urinóis “

Um camarada, conhecido pelas respostas mais inesperadas, ao deparar -se com a nova situação, resolveu acrescentar nas placas o seguinte :

Pede -se igualmente que não urinem nos cinzeiros 

E. Gomes

ILHA  de  S. JORGE

Oxalá as entranhas da "Terra" não se zanguem mais que os contínuos sismos de baixa intensidade que se fazem sentir há dias.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sexta-feira, 25 de março de 2022

Do Diário de Notícias

Gouveia e Melo demolidor em mensagem aos fuzileiros: "Não queremos arruaceiros na Marinha!"

Duro e emotivo, o Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada falou ao corpo de fuzileiros por causa do homicídio do agente da PSP, pelo qual estão dois militares desta unidade detidos. "Fábio Guerra era a nossa pátria", declarou

Almirante CEMA : "Os acontecimentos de sábado já mancharam as nossas fardas"

No dia em que foi a enterrar o agente da PSP Fábio Guerra, nesta quinta-feira na Covilhã, o Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) juntou o corpo de fuzileiros e fez uma alocução demolidora sobre princípios, valores e, principalmente sobre quais são as linhas vermelhas para servir o País na Marinha.

Duro, o Almirante Gouveia e Melo não escondeu a sua profunda desilusão por ver militares de elite como são os fuzileiros envolvidos neste homicídio.

"Os acontecimentos do último sábado já mancharam as nossas fardas, independentemente do que vier a ser apurado. O ataque selvático, desproporcional e despropositado não pode ter desculpas e justificações nos nossos valores, pois fere o nosso juramento de defender a nossa Pátria. O agente Fábio Guerra era a nossa pátria, a PSP e as Forças de Segurança são a nossa Pátria e nela todos os nossos cidadãos", sublinhou.

Na intervenção, filmada em vídeo, Gouveia e Melo lembrou que tem "os fuzileiros como a força de elite da Marinha", com quem trabalhou "braço com braço nas operações de inserção e exfiltração do Destacamento de Ações Especiais (DAE) enquanto submarinista", com quem operou "com o pelotão de abordagem inúmeras vezes enquanto comandante da Vasco da Gama", com quem esteve "nos terríveis acontecimentos de 2017 e em Pedrógão", a quem viu "atuar em situações de catástrofe, ou no simples apoio às populações", a quem reconhece "profissionalismo, qualidades militares, generosidade e dedicação".

No entanto, naquele momento, tinha de partilhar o que sentia "na sequência de desacatos que resultaram no falecimento do Agente da PSP Fábio Guerra, na madrugada do último sábado".

Lamentou "ver fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua", o que "não demonstra qualquer tipo de coragem militar, mas sim fraqueza, falta de autodomínio, e uma necessidade de afirmação fútil e sem sentido".

Lobos na selva, cordeiros em casa

E continuou, perante uma plateia atenta que esgotava o auditório da unidade: "Já ouvi vezes demais que não se pode ter cordeiros em casa e lobos na selva, eu digo-vos enquanto comandante da Marinha que se não conseguirem ser isso mesmo, lobos na selva, mas cordeiros em casa, então não passamos de um bando violento, sem ética e valores militares, sem o verdadeiro domínio de nós próprios e se assim for não merecemos a farda que envergamos, nem os 400 anos de história dos Fuzileiros".

O CEMA apelou aos militares que fossem "corajosos e firmes no mar, nas selvas, nos desertos, nas praias, quando o inimigo nos flagela, quando tudo nos parece perdido e reagimos, mas não em pistas de discotecas, em rixas de rua, em disputas de gangues".

"Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"

Enquanto militares, asseverou, "não somos movidos pelo ódio, pela raiva, mas por amor a algo maior que os nossos próprios seres, algo tão superior que estamos sempre prontos a sacrificar-nos por isso. Nestes valores militares não há espaço para o desprezo pela vida alheia, nem pela indiferença e sofrimento alheio, ou para qualquer tipo de crueldade. Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"
.


Na minha opinião naturalmente, palavras duras e certeiras que são indispensáveis serem pronunciadas em tempo útil como agora o CEMA fez e bem, e são o mínimo do que deve ser dito. 
Palavras que também se aplicam a outros selvagens vários que por aí andam à civil.

Palavras que, na minha opinião naturalmente, pelo que se vê, incapazes de em tempo útil sair da cabecinha dos que têm lágrima fácil ao canto do olho e lamentam sempre tudo mas ficam por aí.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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quinta-feira, 24 de março de 2022

Do LIVRO dos PROVÉRBIOS PORTUGUESES

A verdade, deixe-ma Deus dizer

A verdade dispensa enfeites

A verdade é amarga

A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima

A verdade é nua e crua

A verdade é órfã

A verdade sempre aparece

A verdade vence

Com o tempo descobre-se a verdade

Nem todas as verdades se dizem


Do que me havia de lembrar!


António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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segunda-feira, 21 de março de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

              Quem alguma vez “ andou “ nos draga minas sabe da dificuldade que tais navios apresentavam em manobrar ( isto para além de serem dos maiores proporcionadores de enjoo ). Um camarada, entretanto já falecido, conhecido pelo vozeirão e pela selecção de expressões que, por vezes, utilizava nas discussões, enquanto comandante de um desses navios, no decurso de uma atracação na ponte cais dos draga minas da Base Naval de Lisboa , onde habitualmente se encontravam também atracados batelões e lanchas,  após algum ziguezaguear aproou à raiz da ponte ainda com algum seguimento por forma a compensar o vento que soprava  de proa. Quis o destino que entretanto o vento tivesse caído e, não tendo sido possível estancar o sentido da marcha, o navio acabou por subir parte da rampa do cais.

Um filho da escola desse camarada, a prestar serviço na Esquadrilha de Submarinos ( em frente da ponte cais em causa) terá chegado a uma janela e gritado o seguinte :

“ Oh escola, se é para falar comigo escusas de trazer o navio “

E. Gomes

Nota : Diz quem esteve presente que o que se seguiu contribuiu significativamente para o enriquecido do seu conhecimento linguístico

SUN  TZU

"To fight and conquer in all your battles is not supreme excellence: supreme excellence consists in breaking the enemy's resistance without fighting……" (Sun Tzu, 600 BC)

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sexta-feira, 18 de março de 2022

OPERAÇÕES DE APOIO À PAZ 🙏💂🏥⛑
A propósito destas operações e do artigo do especialista do  Expresso - "Portugal mínimo em exercício máximo", breves palavras.

O especialista diz que a realidade mudou. Sim, é verdade, mudou e muito e ainda não sabemos o que nos espera no curto e médio prazo.
Mas não mudaram, NADA, Cravinho, Costa, os inquilinos em Belém e São Bento, e não mudou a mentalidade de muita gente. 
Refere o especialista que Cravinho perorou qualquer coisa tipoa Defesa terá de ser “devidamente contemplada” nos próximos Orçamentos, a realidade estratégica mudou. Não consegui deixar de sorrir!

As chamadas "operações de apoio à paz" têm várias modalidades de acção a saber, 
> prevenção de conflitos,
> manutenção de paz,
> restabelecimento de paz, 
> imposição de paz, 
> consolidação de paz,
> ajuda humanitária.

Para não maçar muito quem me lê, não vou estender-me nas definições destas modalidades nem abordar aspectos diversos, mas lembrar que em tudo isto existe obviamente um antes, um durante e um depois de hostilidades. Dizer ainda que tudo decorre do que de vez em quando é aflorado na comunicação social e que em baixo relembro com alguns exemplos.

A título de exemplo recordo algumas participações das muitas desde 1958 ao presente:
> Líbano, UNOGIL, 1958, 6 militares observadores
> Moçambique, COMIVE, 1990/ 1992, 2 diplomatas, 2 militares
> Bloqueio do Adriático, várias operações, 1992/ 1995, ao longo do tempo, 1 fragata, 1 avião P3 Orion
> Bósnia-Herzegovina, 1992/ 1995, 5 a 12 observadores militares, uma equipa de saúde, 30 a 35 observadores da PSP
> Macedónia, 1995/ 1996, 1 observador militar
> Mostar, 1994/ 1996, 10 elementos PSP
> Bósnia-Herzegovina, SFOR, 1997/ 2000, 350 militares + 12 no quartel-general da SFOR
> Timor Leste, 1999/ 2000, 1 batalhão do Exército, 1 companhia de fuzileiros, 4 helicópteros e pessoal agregado, 1 destacamento de operações especiais, 1 companhia da GNR, 45 agentes da PSP, inspectores do SEF
> Moçambique, 2000, avião C-130, 1 destacamento de fuzileiros
> etc.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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quinta-feira, 17 de março de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

In Illo Tempore o Capitão do Porto do Funchal dispunha, como viatura de serviço, de um veículo novo e, embora pareça inexplicável, o mesmo não sucedia com o Comandante Militar da Madeira , pelo que este, sempre que tinha de se deslocar em funções de representação, solicitava o empréstimo da viatura do Capitão do Porto para não sofrer o embaraço de comparecer no  “ chaço “ que lhe estava atribuido.

Ou fosse pela frequência dos pedidos, ou porque tivesse dormido mal ou por qualquer outro motivo que não consegui apurar qual fosse, quando o oficial às ordens do comandante militar solicitou, mais uma vez, o empréstimo da viatura, o Capitão do Porto ter – lhe – á retorquido com um sonoro Não, acrescentando, quando aquele se aprestava para sair, o seguinte :

“ Diga também ao seu Comandante que o meu c.. não é garagem “

E. Gomes

quarta-feira, 16 de março de 2022

Guerra, Comentário, Análise, Dignidade

Como em tudo na vida, em todas as áreas das sociedades, em todos os relacionamentos entre seres humanos, há atitudes e posturas diversas, nomeadamente com dignidade ou sem ela, com rigor ou sem ele, com coerência ou sem ela.

Na vida, colocamo-nos sempre a jeito isto é, ao termos opinião, ao partilhá-la, submetemo-nos a contraditório. Assim deve ser.
Haverá quem ouça/ leia e pondere sem preconceitos, sem estar de pé atrás, concorde ou discorde com normalidade democrática. E há comportamentos contrários, de parcialidade, de incoerência.

Em democracia é sagrado, ouvir as opiniões de outrem, pode-se concordar ou discordar, pode-se argumentar, mas deve sempre respeitar-se as opiniões de cada um. Combatam-se as discordâncias com argumentação decente e rigorosa.

Se numa dada opinião, se numa dada análise, se num determinado comentário se colocarem inexatidões evidentes, se deturparem factos confirmados, se se deturpar grosseiramente a história, etc., naturalmente que elas poderão ser rebatidas com dureza.
Usando o coloquial, quem der o flanco sujeita-se, evidentemente. 

Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.

Vem isto a propósito da inaceitável e ilegítima agressão da Rússia à Ucrânia. 
Vem isto a propósito de que me parece haver muitos a perder lucidez, a deixar-se dominar pelas emoções e comoções, a perder a imparcialidade, sobrepondo as suas inclinações pessoais à análise rigorosa. Constacto isto de todas as "bancadas".

Vem isto a propósito dos ataques que me parecem excessivos a que alguns são submetidos apenas por terem a veleidade de exprimir a sua opinião, apenas por terem a veleidade de comentar esta execrável e ilegítima guerra com base em duas coisas, nos conhecimentos /ferramentas/ doutrinas que aprenderam na profissão e têm a obrigação de conhecer com profundidade e utilizar com rigor, e na sua experiência profissional por esse mundo fora.

Vem isto também a propósito dos comentários de alguns militares/ oficiais em diferentes OCS sobre esta inaceitável guerra, sendo que alguns foram causticamente injuriados por alguns jornalistas. 
Não considero as opiniões desses jornalistas mais válidas que quaisquer comentadores sejam eles civis ou militares, e vice-versa
Todas respeito, leio todas as nacionais e internacionais de que me apercebo nas minhas pesquisas rotineiras e nos meus estudos, e sobre todas tenho concordâncias e tenho discordâncias. 

Todos têm as suas visões, com elas se concordando ou discordando. Tenho as minhas, sobre esta execrável e ilegítima guerra, sobre o meu país, sobre os problemas em sociedade, sobre o futuro. 
Tenho partilhado várias. Neste texto fica mais uma.

Uso sempre os mesmos critérios de apreciação, procuro ser imparcial, ser prudente, sou assertivo. Penso pela minha cabeça. 
Dispenso dualidades e maroscas e percebo bem onde alguns de todas as "bancadas" querem chegar. 
Felizmente, continuo a ter muito boa memória.

Respeito todas as visões e opiniões, mas não aceito que façam de mim tolo. 
Uma coisa é errar, outra completamente diferente é enganar os outros com falsidades e ausência de isenção, de imparcialidade. 
Em tudo procuro sempre perceber "a quem aproveita". 

Como outros, tento não errar, mas não receio o erro, pois estou sempre pronto a reconhece-lo, e a corrigi-lo. 
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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terça-feira, 15 de março de 2022


Balada da neve (Augusto Gil)

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...


E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.



Pelo que se vai passando, apeteceu-me lembrar isto, sublinhando uma parte por motivos que tenho por óbvios.
António Cabral 
Contra-Almirante, reformado
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segunda-feira, 14 de março de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 

                                           

 Em seguida ao 25 de Abril de 1974, como não seria de estranhar, logo surgiram indivíduos que, somente eles sabiam, sempre haviam sido opositores do regime derrubado, indivíduos esses que na gíria eram designados por Abrileiros

Um camarada, felizmente ainda entre nós, sempre que lhe faziam qualquer reparo pelo conservadorismo das posições que assumia, costumava retorquir do seguinte modo :

“ Pensam que sou algum Abrileiro ?!!! 

Eu já desde muito antes do 25 de Abril que sou reaccionário  

E. Gomes

domingo, 13 de março de 2022

R E C O R D A Ç Õ E S

 

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sexta-feira, 11 de março de 2022

SAÚDE

Boa tarde estimados camaradas de armas.


O verdadeiro Euromilhões é a saúde, ir tendo saúde adequada ao evoluir da idade.

Hoje, desde as 1000 horas até me deitar estarei com a vista esquerda tapada para descansar a vista. Na sequência de um dia de ontem muito chato, progressivamente mais chato a partir das 1500 horas. Em síntese, depois de consulta de urgência esta manhã, tenho uma pequena lesão na córnea que terá sido provocada por, ou pêlo, pestana, areia etc.

Não tem gravidade especial, estará curado entre 7 e 15 dias.

Mas a intenção não é vir aqui maçar-vos com questões do foro privado.

Como no passado camaradas aqui partilharam certos dissabores experimentados no HFAR, o meu interesse é partilhar convosco a situação de ontem à noite, quando me sentia bastante mais incomodado da vista, com a sensação de ter dentro da vista corpos estranhos e com a córnea muito avermelhada.

Telefonei para o hospital das Forças Armadas. Estive para escrever - telefonei para o nosso hospital!!!!!!!!!!!!!!!!!

Telefonei e, depois daquela conversa automática prima isto e mais aquilo, lá apareceu uma voz feminina.

Identifiquei-me, disse o que tinha e pretendia falar com o médico de serviço com a intenção de ele fazer o favor de me dar uma orientação de como proceder face à minha situação.

1ª resposta - não fazemos triagem por telefone

2ª resposta - a médica não pode atender

3ª resposta - ah, a médica está a ver doentes.

Como sabeis, umas árvores não fazem a floresta toda.

Como sabeis, mesmo quando algo corre muito bem numa determinada instituição, isso não invalida que em outra altura corra muito mal.

Isto dito, e continuação desta telenovela, pouco passava das 2100 horas telefonei a seguir para o hospital dos Lusíadas.

Quando fui atendido, obviamente por uma funcionária administrativa, depois de me ouvir com toda a atenção disse-me - mas venha já cá que na urgência depois de ser visto pelo médico de clínica geral, será a seguir contactado um dos médicos oftalmologistas.

Minha senhora, eu penso que não seja uma coisa muito grave, esta sensação quase dolorosa de corpo estranho, acalma ligeiramente sempre que mantenho por bastante tempo os olhos fechados. Eu estou a pensar deitar-me mais cedo que o habitual para acalmar

Então se pensa fazer isso venha logo de manhã cedo que eu vou marcar-lhe já consulta de urgência em oftalmologia.

E assim foi, e assim estou, e se Deus quiser recuperarei sem qualquer problema. Muito eficientemente atendido, observado, cuidado, e plenamente ciente da situação, detalhadamente explicada por uma médica. Na próxima 6ª Feira consulta de avaliação.

Deixo portanto esta pequena telenovela. As conclusões são vossas.

A minha é inequívoca. 

Termino, confessando que até ao fim do dia ponderarei se vou reclamar por carta registada, para a direcção do HFAR e em simultâneo para o próprio CEMGFA. 

Mas, como conheço de ginjeira ao que isto chegou e o que são certas pessoas e a consideração que do alto do seu poleiro nutrem pelos outros, não reclamar por escrito tem 50% de hipóteses.

Saúde para todos.

Antonio Cabral

Contra-Almirante, reformado

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quinta-feira, 10 de março de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                                           

Um camarada muito mais antigo, entretanto já falecido e que em grande parte do tempo se encontrava sob os efeitos do deus Baco, costumava sintetizar a sua opinião sobre a Marinha nos seguintes termos :

“ Somos poucos, maus e profundamente ridículos “

A primeira vez que o ouvi pronunciar esta frase ouvi igualmente um dos presentes acrescentar

“ E pelo menos um deles é um grande bêbado “

E. Gomes

segunda-feira, 7 de março de 2022

FRASES que FIZERAM HISTÓRIA (ou deveriam ter feito)

Em boa hora entendeu o senhor Comandante Carlos Encarnação Gomes começar a partilhar "histórias" e "estórias" passadas, épocas já um pouco mais distantes, não muito, pois falar em distante significaria que eu e muitos estamos mais velhos. 
Não estamos, vamos estando menos novos, o que é completamente diferente. 
É que o "estar-se menos novo" mede-se exactamente pela utilidade que vamos proporcionando, e não pelo registo do cartão do contribuinte/ Bilhete de identidade militar. Opinião pessoal, naturalmente.

Isto dito, e a propósito da Guiné, vejo-me frequentemente a recordar o extraordinário período da minha vida e carreira (29OUT1971 - 28JUL1973) durante o qual convivi e fui aprendendo com os meus camaradas menos novos que por lá andaram, nos navios e em terra (alguns infelizmente já não entre nós) e, de entre muitos, por exemplo, Encarnação Gomes, Alves de Jesus, Vasco Lupi, João Pires de Neves, Coelho Rita, Silva Miguel, Rodrigues da Costa, Rodrigues da Conceição, Fialho Góis, Ferreira da Silva, Rebordão de Brito, Ferreira Junior, Ribeiro Reis, Almeida Marinho, Carvalho Rosado, Pereira Vale, Almeida Carvalho, Rui Abreu, Costa rebelo, Gonçalves Pereira.

Dessa época tenho recordações infindáveis. 
E, no que a maroteiras, historietas e cenas curiosas respeita, creio que me lembro de todas as que vivi e me contaram, e tenho vindo a apontar muitas. 
Recordo, por exemplo, algumas cenas envolvendo oficiais chamados temporariamente a prestar serviço no Estado-Maior do Comando da Defesa Marítima (CDMG) ou, (como eu) chamados a substituir oficiais doentes e assim comandar uma LFP por escassos dias, ou cenas caricatas por ocasião dos jantares de "Ronco" na messe de oficias, ou aquela achocolatada ajuda para o trânsito intestinal que misturada com mousse de chocolate "provocava efeitos interessantes", ou o por vezes peculiar modo de abastecimento de carne para as LFG's quer em Vila Cacheu quer em Ganturé, ou as audiências com um célebre 2º comandante do CDMG, ou as habilidades técnicas de certo técnico de radar, ou cenas inacreditáveis e ditatoriais de um certo oficial que a história consagrou por fracos motivos, etc., etc., etc. Infindáveis.

Tempos memoráveis, formalmente iniciados na manhã de 30 de Outubro e, para início da comissão, aprumadinho de branco, barbeado, espada, recebi os bons dias por quem a OSN determinava, seguido de um breve e estranho discurso pois quem recebia supunha-me de partida após fim de comissão!
Desfeita a confusão (!!) fiquei a saber - "dizem que há guerra……bem, não há bem guerra, lá morre um FZ de vez em quando!

E assim iniciei o meu primeiro dia formal na Guiné.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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Frases que fizeram História ( ou deveriam ter feito )

                                 

Quem prestou serviço na Guiné certamente se terá deparado com algumas situações peculiares ( isto para não lhes dar outra adjectivação) , grande parte das vezes até algo incompreensíveis

Seria por isso , ou por qualquer outro motivo que não importa aprofundar, que um camarada mais antigo referia, quanto a mim com algum acerto que:

“ Para prestar serviço na Guiné não é preciso ser doido , mas que ajuda muito, lá isso ajuda “

E. Gomes

sábado, 5 de março de 2022

RECORDAÇÕES

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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quarta-feira, 2 de março de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                                                    

Aqueles que já prestaram serviço nos órgãos da gestão do pessoal sabem bem dos frequentes pedidos a que estão sujeitos para a nomeação de um qualquer militar e, não poucas vezes, para a não nomeação de outros

Contava -se que um camarada que exerceu funções de direcção na área da gestão do pessoal sempre que era sujeito a um desses pedidos afirmava o seguinte :

Há militares ( os Golden Boys ) que se os cortássemos em quatro toda a gente gostaria de ter uma parte, outros há, no entanto, que mesmo inteiros ninguém os quer

E. Gomes

terça-feira, 1 de março de 2022

CMG EMQ (Ref) Rui Fernando Quaresma de Lemos


 Socorrendo-nos, mais uma vez, de "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

Lamentamos dar a conhecer o falecimento hoje, na sua residência em Setúbal, do  nosso camarada CMG EMQ (R) Rui F. Quaresma de Lemos , pelo que apresentamos as nossas condolências à sua Família, aos seus Amigos e Camaradas mais chegados, em particular aos do Curso "Almirante Gago Coutinho" (1973) a que ele pertencia.

Saudações Navais"

"O Navio... desarmado" apresenta os pêsames à sua Família bem como aos seus amigos e camaradas.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

P O N T E S

Pontes, pontes, pontes. 

Foram sendo construídas, ao longo de séculos, para transpor ribeiros e rios, para ligar margens, para se "voar" de carro ou a pé sobre vales.

Pontes, também, entre pessoas, entre cidades, entre países, entre organizações. Entendimentos.

Mas, também durante séculos, pontes se atravessaram para destruir, destruindo o outro lado. Pontes se quebraram entre pessoas, entre países. Pontes se destruíram durante as guerras, para inviabilizar ou retardar avanços de outros. Desentendimentos.

Pontes, algumas são verdadeiras obras de arte, várias de tempos Romanos. Pontes. 

Deviam construir, deviam estabelecer. Pontes. Assiste-se ao inverso.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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domingo, 27 de fevereiro de 2022

R E V O L T A S

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 


  Na Marinha, e diz -me a experiência que o mesmo se passa na restante sociedade, é habitual encontrar indivíduos que no decurso das conversas tidas usam, com muita frequência, expressões como “ Não sei se me percebes “, “ Não sei me entendes “ , “ Estás a compreender “ etc … , acredito que, na quase totalidade dos casos ,  sem se aperceberem inteiramente do respectivo sentido das interrogações que fazem. 
Um nosso camarada, exímio praticante desportivo que infelizmente já faleceu e cujo humor e jovialidade eram uma constante, sempre que era interpelado com uma destas destas expressões retorquia de imediato :

Com certeza que  (percebo , entendo, compreendo ) pois, embora pareça atrasado mental , só sou estúpido ….

E. Gomes

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

PONTE  VASCO  da  GAMA

Fases da construção

Lembrei-me disto, desta construção, por fases, bem pensada, melhor executada, a propósito da metodologia seguida por alguns, também bem pensada, que está a ser bem executada, para a concretização do plano.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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