2ª Feira, Início de semana, final de tarde
António Cabral
GNR
A GNR é uma das forças de segurança do país.
PRESERVAÇÃO. AUTOPRESERVAÇÃO.
Preservação - acto ou efeito de preservar; cautela; prevenção; proteção.
O Papa Francisco sucedeu a Bento. Como ele disse quando assomou à janela depois de sair fumo branco pela chaminé - os meus irmãos cardeais foram buscar um Papa aos confins do mundo, rezem por mim. (se recordo bem).
Não faço ideia do que lhe ia na cabeça naquele momento e se quando disse - rezem por mim - estava a recordar-se que João Paulo I durou cerca de um mês e…… depois morreu. De quê, nunca disseram, nunca dirão, nunca se saberá. Foi um Papado super rápido.
Francisco tem dito muita coisa, tem defendido muita coisa, muita coisa que no âmago de muitos, faz revolver as entranhas.
Mas a época não está muito propícia para mortes súbitas. Francisco já foi submetido (creio) a 3 operações cirúrgicas e aí está, aflitíssimo dos joelhos, mas cabeça fresca, felizmente.
Mas a igreja é um mundo.
Um mundo é, também, o Islão.
Um mundo é, também, o Judaísmo.
E no mundo temos sempre omnipresente a - autopreservação - no mundo da Fé, qualquer que se observe, no mundo dos interesses, no mundo dos países, no mundo dos políticos.
Aguardemos para ver se as sementes de Francisco frutificarão um dia.
Quando ao Judaísmo mas particularmente quanto ao Islão e a muitos países e políticos, não tenho fé nenhuma que surjam alterações significativas.
António Cabral
Três casos este ano no Algarve. Lanchas apreendidas já estavam a ser usadas em operações policiais contra redes.
As redes de tráfico marítimo de haxixe entre o Norte de África e a Península Ibérica estão a apostar no furto de lanchas rápidas das autoridades portuguesas e espanholas atracadas a sul para travar as operações de combate ao transporte da droga para a Europa e recuperar embarcações apreendidas.(Jornal de Notícias)
INSTRUMENTOS de TORTURA
No passado histórico, desde que os humanos começaram a andar erectos, as sociedades tiveram coisas no mínimo horríveis. Degradantes. De todos os tipos.
Paulada, cabeça fora por dá cá aquela palha, grilhetas, guilhotina, os mais diversos instrumentos de tortura e, claro, prisões sem um mínimo de condições, muitas vezes para toda a vida.
Presumo (para não dizer que tenho a certeza) que nos tempos contemporâneos em muitas partes do globo terrestre em que "florescem" certas "democracias" bem musculadas subsistem prisões da maior indignidade e, provavelmente, muitos instrumentos e fármacos para obter "confissões voluntárias" !
Em Portugal, por exemplo, a fortaleza do Bugio foi durante anos prisão especializada, pois quando a maré enchia os desgraçados lá enfiados ficavam umas horas com água acima dos tornozelos. Sei isto de fonte segura. Um cunhado da minha avó materna, um dos primeiros a proclamar a República em Portalegre, teve o "privilégio" de conhecer essa "mordomia". Não foi no tempo de Salazar, podia ter sido, foi no tempo de Sidónio Pais.
Os tempos decorreram, as coisas evoluíram e hoje, se as prisões estão diferentes do passado, os antigos instrumentos de tortura foram há muito remetidos para museus e outros locais. Alguns exemplos:
(fotografias minhas, no Portugal Continental)
Mão amiga fez-me chegar um documento que reputo de interessante. Numa outra perspectiva, a daqueles que como eu entendem que Portugal deve ter FA, o documento é, por um lado, sintomático e esclarecedor sobre a competência/ sentido de Estado/ sentido das responsabilidades da esmagadora maioria dos titulares de Órgãos de Soberania e concretamente os sucessivos PM e governos, os sucessivos deputados e os sucessivos Presidentes da Republica (PR).
Por outro lado, é muito preocupante e esclarecedor quando ao trágico caminho em direcção ao desastre.
Quanto a PR, que por inerência e definição Constitucional é Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), então com o actual inquilino em Belém é cada vez mais irrelevante e um verdadeiro Comandante Superficial das Forças Armadas (CSFA).
O documento a que me refiro é um relatório com data de Abril passado sobre as saídas extemporâneas da Marinha durante o ano de 2022. O que o relatório mostra só será surpresa para os incautos, ingénuos, ignorantes, irresponsáveis e inocentes.
O documento é minucioso, revela uma imagem negra sobre os recursos humanos na Marinha (certamente não muito diferente no Exército e Força Aérea), evidencia uma crescente degradação relativamente a anos anteriores (sobre este tema há relatórios desde 2017).
Conclusões principais, razões para as crescentes saídas extemporâneas da Marinha:
- o número de saídas em 2022 mais que duplicou a média dos últimos 4 anos,
- baixas remunerações e vencimentos, cerca de 65,5% dos casos,
- procura de oportunidade profissional mais vantajosa, o que muito tem a ver com aspectos remuneratórios,
- procura de maior valorização, realização e estabilidade, o que também tem em parte a ver com aspectos remuneratórios,
- demora na progressão na carreira,
- difícil conciliação entre trabalho e família.
Deste documento ressalta também, se li bem, que a Marinha estará há algum tempo a ver se no seu âmbito consegue atenuar o problema através de medidas que designa por "mitigação" a saber, apoio ao alojamento e habitação, apoio em creche para filhos de militares, diminuição da formação inicial para mais rapidamente poderem embarcar.
Sobre este relatório, em 2 de Junho passado, o Almirante Gouveia e Melo que é o actual chefe da Marinha (CEMA-Chefe do Estado-Maior da Armada) exarou o seguinte:
Que dizer sobre o que está à vista e que os responsáveis pela governança e pelo regular funcionamento das instituições fingem sistematicamente que não há problema especial?
Acrescento apenas isto:
1º - a responsabilidade do caos e desgraça em que estamos é dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, agravando-se decisivamente desde 2017,
2º - algumas chefias militares não estão isentas de responsabilidades, e a isto não deve ser alheia a crescente politização da escolha das chefias militares desde 1994 quando no final do Cavaquistão alteraram a lei pertinente,
3º - podem tentar mitigar o que quiserem, serão acções sem eco, pois as remunerações e vencimentos dependem do poder político tal como os estatutos e o poder político não tem coerência nem honestidade intelectual para acabar com as FA como certamente desejaria, pelo que estrangula financeiramente o pouco que existe, e algo me diz que a I República tem servido de exemplo para esta gentalha actual.
Em síntese, isto não tem concerto. Verem a situação com preocupação ajuda ZERO.
Há coisas na vida . . .
Há coisas na vida que têm o seu quê de estranho.
Uma, a de uma senhora que, muitos anos depois do falecimento de um dos irmãos mais velhos fulminado por um ataque cardíaco aos 61 anos de idade, vem a falecer autenticamente como um passarinho aos 102 ou seja, com o dobro da idade do seu irmão.
Outro caso, o que um pai que viu falecer o seu filho mais novo vitimado por uma galopante leucemia Mielóide M2 em 8 meses e 8 dias, e vem a falecer quase 2 anos depois no dia de aniversário desse seu filho.
Coisas estranhas.
É com muita tristeza que informamos que Comandante António Eduardo Barbosa Alves faleceu hoje num hospital de Lisboa. Tinha 80 anos de idade e desde há muitos anos que deixara a Marinha e se instalara em Ervidel, no concelho alentejano de Aljustrel, onde se dedicou a actividades agrícolas.
Antigo aluno do Colégio Militar, ingressou na Escola Naval em Outubro de 1960 como cadete de Marinha do Curso ”Luís de Camões”, tendo transitado depois para o Curso “Nuno Tristão”. Como 2º tenente foi o oficial-imediato do Destacamento nº 9 de Fuzileiros Especiais, que cumpriu uma comissão no norte de Moçambique, onde a sua acção de combatente foi reconhecida e veio a ser condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2ª Classe. Embarcou no navio-escola “Sagres” e no navio-hidrográfico “Afonso de Albuquerque”, tendo comandado o draga-minas “Rosário”, a LDG “Ariete” em comissão em Angola e na Guiné e o navio-balizador ”Schultz Xavier”.
Entre 1981 e 1986 desempenhou as funções de comandante da Polícia Marítima e Fiscal de Macau. Foi promovido a 1º tenente em Janeiro de 1970 e a capitão-de-fragata em Junho de 1985, tendo passado à situação de reforma em 1996. Era um homem bom, discreto e bem-humorado, que era apaixonado pelo Alentejo e pela caça submarina, que praticava com grande entusiasmo.
O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas.
O Comandante Sá Vaz ingressou na Escola Naval em Setembro de 1956 como cadete de Marinha do Curso “Pedro Nunes” e foi promovido a guarda-marinha em Maio de 1959. Especializou-se em Artilharia e comandou a LFG “Orion” no teatro de operações da Guiné, onde foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2ª Classe. Em Dezembro de 1973 assumiu as funções de Comandante da Defesa Marítima e Capitão do Porto da Horta, mas na sequência do 25 de Abril de 1974 foi escolhido para exercer as funções de governador civil do Distrito Autónomo da Horta, que cumpriu entre Agosto de 1974 e Janeiro de 1976. Depois foi nomeado Secretário Permanente do Conselho da Revolução, cargo que desempenhou até à extinção desse órgão em 1982. De regresso à Marinha comandou o grupo de navios que em 1983 tomou parte na Kiel Week, que era constituído pelas corvetas “Oliveira e Carmo” e “General Pereira d’Eça”. Foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1985 e, entre Maio de 1986 e Outubro de 1987, comandou o Grupo Nº 1 de Escolas da Armada. Comandou entre 1988 e 1992 a Zona Marítima do Norte e chefiou o respectivo Departamento, exercendo os cargos de Capitão dos Portos do Douro e Leixões, tendo nesse período orientado os trabalhos de definição do canal de navegabilidade do rio Douro entre a Régua e Barca de Alva, iniciando-se assim a navegabilidade de todo o rio navegável. Por convite do governador de Macau foi Diretor do Museu Marítimo de Macau.
Era um oficial muito dinâmico, muito prestigiado e um assíduo frequentador do Clube Militar Naval.
O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, sobretudo do seu Curso “Pedro Nunes".
Nota: Cerimónias fúnebres,
O velório terá lugar no Centro Funerário de Alcabideche, em Cascais, a partir das 1500 hrs do dia 28 e durante todo o dia. No dia seguinte terá lugar a cremação pelas 1500 hrs.