RECORDAÇÕES
As ilhas do Atlântico e os Descobrimentos.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blospot.pt)
"Estimados Camaradas,
Com muito pesar dou a conhecer o falecimento, ocorrido hoje, do nosso Camarada e Amigo Capitão de Mar e Guerra (Ref) Eugénio J. Martins Cavalheiro.
Desconhecendo ainda as cerimónias fúnebres previstas, apresentamos sinceras condolências, pela sua perda, à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso "Pêro Alenquer" a que pertencia."
"O Navio... desarmado" apresenta os pêsames à Família do Cte. Cavalheiro e aos seus amigos e camaradas.
Segundo informação de "A Voz da Abita" (em 10Fev):
"Estimados Camaradas,
O Velório do nosso Camarada CMG Eugénio Cavalheiro terá lugar hoje, na Igreja de Paço de Arcos, entre as 17:00 e as 20:00h. A cerimónia religiosa está prevista para amanhã (sexta-feira) pelas 10:00h e o seu enterro pelas 11:00 no Cemitério de Oeiras.
Saudações Navais"
Lamentamos dar a conhecer mais uma triste notícia veiculada pela "A Voz da Abita":
"Estimados Camaradas,
É com profundo pesar que damos a conhecer o falecimento do nosso Camarada e Amigo Capitão de Mar e Guerra (Ref) José Manuel Oliveira Monteiro ocorrida no passado dia 5 de Fevereiro. Segundo as Cerimónias Fúnebres previstas o seu Velório ocorrerá no Centro Funerário de Cascais a partir das 17:00 h de Quarta-Feira dia 9 sendo celebrada uma Missa no dia seguinte, Quinta-Feira, pelas 11:00 no mesmo local e à qual se seguirá a cerimónia da sua cremação.
À sua Família e aos seus Camaradas e Amigos, em particular aos do Curso "D. Lourenço de Almeida" (Curso 1958) a que pertencia, apresentamos sentidas condolências."
"O Navio... desarmado" envia sentidos pêsames à Família do Cte Oliveira Monteiro bem como aos seus amigos e camaradas.
Contava -se que um muito prestigiado camarada, quando no comando de um navio , tinha na guarnição um outro oficial cujo o nome não era muito vulgar, oficial esse a quem estava atribuído um posto de faina no castelo da proa
No decurso de uma faina de atracação, sendo as instruções
transmitidas pelo ETO , esse camarada, talvez devido à urgência ou fosse lá
porque razão fosse, ao pretender transmitir ordens para a faina da proa, não
terá conseguido “ acertar “ com o nome do oficial responsável por aquele posto,
contando – se que a ordem terá sido iniciada como segue :
“ Oh
Fulano, Oh Cicrano, Oh Beltrano, Oh porra como é que Você se chama ……
E. Gomes
É com muito pesar que damos a conhecer o falecimento no
passado dia 21 de Janeiro, em Aveiro, do nosso camarada comandante Manuel
Georgino Ferreira de Bastos, com 80 anos de idade, tendo o seu funeral sido
realizado naquela cidade no dia seguinte.
Natural de Aveiro, o com.te Ferreira de Bastos ingressou na
Marinha em 1961 e dedicou a maior parte da sua carreira à Arma Submarina. Como
Marinheiro Electricista embarcou em diversos navios de superfície e, após
frequentar o Curso de Artífice Electricista (Ramo de Armas Submarinas), apresentou-se
em 1968, já como Sargento Artífice Electricista, na Esquadrilha de Submarinos,
onde, na Escola de Submarinos, se especializou em Submarinos. Esteve durante
muitos anos embarcado nos submarinos da classe “Albacora”, nos quais, para além
de vários cargos técnicos da sua especialidade, desempenhou a muito importante
função de Chefe de Quarto ao Posto de Controle. Desembarcado dos submarinos,
prestou serviço na Estação em Terra da ES, na Escola de Submarinos e na Inspecção
de Reparação de Submarinos (Arsenal do Alfeite). Promovido a oficial após
frequentar o Curso de Formação de Oficiais Técnicos, embarcou como chefe do
Serviço de Electrotecnia no NRP “Roberto Ivens” - situação rara para o seu
posto e classe -, prestou serviço na Direcção de Navios e, novamente, na
Inspecção de Reparação de Submarinos (AA). Terminou a sua carreira militar
naval como Patrão-Mor da Capitania do Porto de Aveiro, tendo sido entretanto promovido
a oficial superior.
Durante a sua longa carreira, o cte Bastos sempre demonstrou as
suas elevadas qualidades pessoais, profissionais e militares, apreciadas e
reconhecidas por todos quantos com ele conviveram. Empenhado em progredir na
sua carreira, foi sempre um dos primeiros classificados nos cursos que
frequentou, e, em todos os diversificados cargos que exerceu, sempre mereceu o
respeito e a consideração de superiores, dos seus pares e de subordinados. Tendo-se
destacado como um técnico de excelência e um oficial muito competente, foi um dedicado
desportista – futebol e natação - enquanto lhe foi possível e, com a sua exemplar
postura pessoal e profissional, sempre promoveu a criação de um ambiente de sã
camaradagem nos vários locais onde serviu.
Era um submarinista orgulhoso de pertencer à Arma Submarina,
onde foi um dos melhores e, com o seu saber e experiência, contribuiu para a
formação de várias gerações de oficiais, sargentos e praças como submarinistas.
O comandante Manuel Georgino Ferreira de Bastos foi um excelente
camarada, um marinheiro e um submarinista de eleição, cujo falecimento deixa em
todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer, uma profunda tristeza e uma
enorme saudade.
A toda a sua Família, em particular sua mulher Manuela e seus
filhos Marina e Georgino, assim como aos seus muitos amigos e camaradas e à
“Família Submarinista”, as nossas condolências.
Até sempre, camarada e amigo “Gino”! *
*Nome como era conhecido no seu Bairro da Beira Mar, em Aveiro.
Lamentamos dar a conhecer o falecimento, no passado dia 19 de Janeiro, do nosso camarada Capitão de Mar e Guerra EMQ Ricardo Santa Teresa de Melo Sampaio.
À sua Exma. Família, a todos os seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso Comandante Ferreira do Amaral (Curso 1949) o testemunho do nosso pesar.
Saudações Navais."
"O Navio... desarmado" associa-se a esta manifestação de pesar e apresenta sentidas condolências à Família do Engenheiro Melo de Sampaio e aos seus amigos e camaradas.
A frase que seguidamente relato e que fez escola durante algum tempo foi, sei – o de ciência certa, originada na Guiné. A área naval daquele território estava, ao tempo, dividida em bacias hidrográficas encontrando -se atribuída a cada uma delas um Task Group, sendo a do rio Cacheu identificada como sendo a Task Group 3 ( TG 3 ) . Num dia, que não me recordo qual fosse e que para o caso não interessa, no decurso de um briefing no CDMG o, na altura, orador efectuou uma referência ao TG 3, referência essa que levou um dos participantes, por distracção, sonolência ou qualquer outro motivo que não vem para o caso esclarecer, a perguntar :
Tirar o
gesso a quem ?
A frase passou a ser
de utilização corrente , não só na Guiné como depois entre os que ao tempo ali
prestaram serviço, sempre que o assunto
tratado era desconhecido
E. Gomes
- Vª Exª, ao longo do tempo, tem mantido uma presença e um vigor a todos os títulos impressionantes!
A resposta, que o próprio passou a repetir com alguma frequência, terá sido a seguinte:
- Bem se vê que Vª Exª não dorme comigo!
http://dotsub.com/view/8446e7d0-e5b4-496a-a6d2-38767e3b520a
É uma visão sobre pirataria nos mares. É de meditar.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
HISTÓRIA. RECORDAÇÕES
Ao passar os olhos por uma área da biblioteca caseira estive a recordar certos passados, da nossa história, da história naval, da minha vida. Numa paragem do navio (NRP Hidra, 29OUT71-28JUL73), em Bissau, sucedeu que uma destas naves de guerra, a "Bellatrix", tinha uma pequena missão para cumprir, no rio Geba, e o comandante que era da Reserva Naval adoeceu. Lá fui eu fazer uma "perninha", salvo erro três dias para muito montante do Geba. Não houve sobressaltos para lá de garrar imenso de cada vez que a maré mudava.
Numa das noites, ocultação de luzes completa, meti conversa com o criado (criado, lavadeiro, copeiro, ajudante de cozinha), e dessa conversa retenho duas "preciosidades" de respostas às minhas perguntas:
> Qual era uma das maiores dificuldades dele?
R: imposto de palhota muito elevado
> Quantas mulheres tinha?
R: Sr comandante, eu sou católico, tenho só uma mulher, e três filhos!
Naquele mundo de etnias saiu-me um católico!
Parece que foi outro dia. Estou a ficar menos novo!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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MARINHA. O Uniforme Militar na Armada.
Contra-Almirante, reformado
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R E C O R D A Ç Õ E S
Saúde, tenham um bom Domingo.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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UM FUTURO COM PASSADO
Colombo e os Portugueses.
Janela de Colombo no jardim do Museu das Cruzes, Funchal
(Diário de Notícias, 1992)
Contra-Almirante, reformado
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……P O I S………….
Contra-Almirante, reformado
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AINDA a SUBSTITUIÇÃO do CEMA
Aqui na aldeia não tenho digitalizador. Fica assim apenas uma parte do artigo da autoria do juiz conselheiro do STJ, jubilado, José Augusto Sacadura Garcia Marques, datado de 29 de Dezembro de 2021 e publicado no periódico "A Guarda".
O autor tece outros comentários e a dada altura aspira a que - "venha quem fale direito e com verdade, claro e sem subterfúgios e que não caminhe por atalhos enviesados".
Este legítimo desejo, meu também há muito, não é atingível com estes inquilinos nos palácios de Belém e S.Bento nem com os dois com gabinetes no edifício rosa ao Restelo. Não é aliás atingível com nenhum dos vários intervenientes (às claras e na sombra) neste pestilento processo.
Antonio Cabral
Contra-Almirante, reformado,
(marrevoltado.blogspot.pt)
R E C O R D A Ç Õ E S
Aqui na aldeia, entre as várias recordações espalhadas pela casa, há três que particularmente mais me dizem, e que me levam a décadas passadas, a tempos inesquecíveis.
A primeira, a Colt de repetição calibre 44 que me traz o Verão de 1970, os de 1971 e 1972, e as saudades e imagem do avô Trindade, falecido poucos dias depois de eu regressar a Bissau para continuar a comissão na Hidra. Recordo ainda o Jeep Willys que ele comprara ao Exército aqui em Castelo Branco (abatido, e recuperado por ele) e que conduzi aqui em Monsanto várias vezes. Parvamente nunca fiquei com fotografia desse "bicho"que creio gastava 4 litros aos 100.....mts!, de que o tio Tó se desfez antes de eu regressar de África.
As outras duas, o quadro com uma estampa de "O Século" retratando a Marinha de 1900 (que em tempos aqui trouxe) e o cinzeiro de pé alto que me serve para apoio de copo junto à lareira. Objectos que estavam na mansão da tia Zé na aldeia do Salvador, aqui bem perto, no caminho para a cada vez mais despovoada vila de Penamacor, mansão que foi doada para a Misericórdia local.
Recordações, que me lembram ir ficando menos novo, eh....eh....
Antonio Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)