sábado, 29 de dezembro de 2018

NRP Setúbal



Da página da Marinha:
"Realizou-se hoje, dia 28 de dezembro, a cerimónia de aumento ao efetivo, passagem ao estado de armamento e entrega de comando do NRP Setúbal nos Estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo."

"O Navio... desarmado" deseja a este companheiro navegações sempre em mar chão e com ventos de feição.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Falecimento do CMG REF Castro Guise



Pela "Voz da Abita", acabamos de tomar conhecimento da triste notícia do falecimento no dia de ontem do CMG Ref. Castro Guise.
Segundo a mesma fonte, o seu corpo estará no dia de hoje, dia 26, a partir das 18 horas na Igreja de Santa Joana Princesa, em Lisboa, celebrando-se amanhã, quinta feira uma missa de corpo presente, após a qual o funeral seguirá para o crematório do Cemitério dos Olivais.
 A sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso "D. Francisco de Almeida", o "Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames.

sábado, 22 de dezembro de 2018

É tempo de Natal

A todos os membros da guarnição, a todos os visitantes e colaboradores o "Navio... desarmado" deseja:



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A Marinha no presente... na Imprensa

Boas Notícias (Mundo Português 18DEZ2018 newsletter@mundoportugues.com.pt )
Foi a primeira piloto dos “hélis” da Marinha. Agora, é a primeira comandante a estrear um navio
16 DEZEMBRO, 2018

O Mundo Português na data em que foi a primeira mulher piloto de helicópteros ao serviço da Marinha fez um alargada reportagem. Agora a Comandante Mónica Pereira Martins, nascida na cidade de Tomar, faz parte do primeiro grupo de mulheres a entrar na Escola Naval e, 24 anos depois, está ao comando do mais recente navio da Marinha Portuguesa: o NRP Sines.
 Na altura, Mónica Pereira Martins tinha 17 anos e fazia parte do primeiro grupo de mulheres a entrar na carreira oficial da Marinha, na Escola Naval no Alfeite”  Mais de duas décadas depois, a agora comandante Mónica Pereira Martins prepara-se para partir ao leme do “Sines”, o mais recente navio da Marinha Portuguesa. É a primeira vez que uma mulher comanda um navio acabado de sair dos estaleiros.
Partiu esta sexta-feira, 14 de Dezembro, para os Açores, naquela que será a primeira grande missão do navio. Serão três meses e meio na zona marítima dos Açores. “É, para mim, das missões mais nobres da Marinha, busca e salvamento no mar”, diz, orgulhosa.
A comandante deixa em terra a família: o marido e dois filhos, de três e seis anos. “Vai ser das primeiras vezes que vou estar mais tempo longe dos meus filhos… Já se sabia que não ia ser fácil esta conciliação da vida pessoal com a vida profissional, mas tem de se fazer. Felizmente tenho um marido bastante compreensivo, que me apoia bastante”, diz Mónica Pereira Martins, salientando que “esta não é a única profissão em que as mães e os pais, de vez em quando, têm de se afastar fisicamente da família”.
A bordo do navio seguem 46 pessoas, dos 18 aos 48 anos, entre as quais 10 mulheres. O navio foi entregue em Julho de 2018. “Ao recebermos o navio, há um processo de certificação do navio, verificar se os equipamentos estão a funcionar em condições. Em Setembro e Outubro, estivemos a fazer aquilo que se chama ‘plano de treino operacional’, ou seja, um treino e uma verificação de que a guarnição sabe operar este navio”, explica. Agora, estão a postos para partir para a primeira grande missão.
O NRP Sines foi construído nos antigos estaleiros navais de Viana do Castelo. “É um navio de guerra, mas não combatente”, esclarece a comandante, acrescentando que o “Sines” foi concebido para desempenhar missões de interesse público – busca e salvamento; fiscalização marítima; combate à poluição e combate ao narcotráfico.
Uma mulher no mundo de homens
Em 1994, ainda se davam em Portugal os primeiros passos para a integração das mulheres na vida militar. “Na altura não percebi bem isso. No início olhava em volta e só via homens – à excepção de outras mulheres que entraram comigo – e perguntámos ‘onde estão as outras mulheres’… ‘Vocês são as primeiras’, responderam”.
“Quando se inicia alguma coisa nova, há sempre um período de adaptação não só de mentalidades, mas também em termos físicos dos navios que estavam preparados para ter só homens”, conta.
Mónica explica melhor como foi a integração. “O que senti no inicio era demasiada protecção. Não éramos propriamente apaparicadas, mas punham uma redoma à nossa volta que às vezes queríamos fazer algumas coisas e não nos deixavam porque éramos mulheres”, diz. No entanto, com o tempo tudo foi ao lugar. “Dizíamos ‘deixem-nos fazer, estamos aqui para fazer o mesmo que os outros’… E isso foi bem visto, começaram a compreender que nós também sabemos e também conseguimos”.
“Hoje é tudo absolutamente normal”, garante.
Marinha vs. Força Aérea
A jovem Mónica que estava a acabar o 12.º ano ainda pensou ser professora de Matemática (e chegou a entrar na Universidade de Coimbra), mas os militares ganharam a guerra. Mónica ainda hesitou entre a Marinha e a Força Aérea. As dúvidas dissiparam-se quando foi fazer os testes na Base Naval de Lisboa. “Eu tive logo oportunidade de ver os navios, ver o ambiente onde ia ser inserida e adorei. Foi assim que tomei a decisão, ter-me sentido muito bem no sítio onde fui fazer os testes e ver a escola que iria frequentar a seguir”, recorda.
Mas quis o destino que Mónica acabasse por conseguir juntar o melhor de dois mundos e, em 2006, tornou-se na primeira mulher piloto da Marinha, integrando a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, onde esteve durante 11 anos. Mas afinal o que faz um piloto na Marinha? Mónica responde.
“Os helicópteros na Marinha são uma extensão dos navios. Quando um helicóptero embarca, por exemplo, numa fragata vai também um destacamento dos helicópteros. É uma parte do navio que descola e vai mais longe, são os olhos do navio mais longe, tem sensores e armas que o comandante pode operar mais longe do que do próprio navio”, diz.
Mónica Pereira Martins é, neste momento, capitão-tenente. Já leva 24 anos de carreira e uma das coisas que já aprendeu é que “há sempre surpresas”.
“Já tive situações em que fui destacada para funções que, à partida, gostaria menos e depois adorei a missão”, diz. Já esteve na Somália, já esteve no Mediterrâneo logo a seguir ao 11 de Setembro a fazer embargo de armas, entre muitas outras. Está disponível para qualquer desafio, mas há uma que gostaria de cumprir. “Gostaria muito de fazer daquelas missões de salvamento de refugiados no Mediterrâneo. Acho que é uma missão que todos gostaríamos de fazer, porque basicamente é salvar pessoas e ali a probabilidade de salvamento é bastante elevada”, remata.
AF e site da Rádio Renascença

sábado, 15 de dezembro de 2018

POR  AÍ
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Nova legislação sobre praias

Decreto-Lei n.º 97/2018 para ver aqui 
 Publicação: Diário da República n.º 228/2018, Série I de 2018-11-27
  •  Emissor:Presidência do Conselho de Ministros
  •  Entidade Proponente:Administração Interna
  •  Tipo de Diploma:Decreto-Lei
  •  Número:97/2018
  •  Páginas:5412 - 5415


Recordando

(Avenida da Praia, Taipa)

Recebida, do Comandante E. Gomes, a seguinte mensagem:

"Faz hoje, 12 de Dezembro,  82 anos que, tendo deflagrado na ilha da Taipa um incêndio numa fábrica de panchões, um grupo ( 2 oficiais , 4 sargentos e 26 praças) da guarnição do República, que ali perto estava a efectuar treino de tiro, se deslocou para o local e operando bombas de água e , retirando explosivos que atafulhavam os depósitos dos armazéns, conseguiram evitar, ao fim de algumas horas, a explosão e propagação do fogo com a consequente destruição das casas ali existentes.
Segundo o relato do sucedido destacaram-se no combate ao incêndio, chegando a correr risco de vida, os seguintes elementos :
2º Ten Manuel Augusto dos Santos Botelho
2º Ten . Eugénio Conceição e Silva 
1º Sarg.CM Norberto Joaquim Amaro
Cabo M João Gomes Nortadas Jr.
Mar A Manuel Santos Mourinho
Mar. A José Coelho 
Gr. M Manuel Silva Teixeira 
Gr. M Camilo Rodrigues Cacheria     

Nota -  O comandante Conceição e Silva que tanto nos falava da comissão no Oriente nunca, que eu me lembre, falou neste episódio."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

QUADRA FESTIVA
Pois é, parece que ainda há dias tínhamos estado na passagem de ano 2017 /2018 e..........estamos a aproximar do final de Dezembro.
Com o avançar da idade o tempo parece que voa muito mais rápido.
Adiante.
Aos meus camaradas de armas, amigos, conhecidos, e estimados visitantes bloguistas, que tenham a gentileza de vir observar as minhas fotografias e ler algumas "baboseiras", endereço os meus votos amigos para que estejam bem assim como todos os seus.
Tenham umas festas boas, um santo e feliz Natal.
Boas entradas. Que 2019 não seja pior que 2018.
António Cabral


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

POR   AÍ

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

POR AÍ
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos

Leilão de documentos navais

Pessoa amiga enviou-me este link por conter artigos que me poderiam interessar. Não era efectivamente o caso, mas estranhei que os documentos (planos de navios antigos) que estão em leilão, tenham um carimbo do Museu de Marinha. 
Trata-se em minha opinião de assunto que deverá merecer averiguação e esclarecimento.

sábado, 24 de novembro de 2018

UM CIDADÃO,  DIGNO
Tem:
DignitasGravitasHonestasSimplicitas.
Ou seja, tem dignidade, seriedade, honestidade, simplicidade.
Tem coluna vertebral e não de colagénio esponjosorespeita-se, e respeita sempre os outros, respeita sempre os concidadãos.
Como se continua a ver por aí............em particular nas últimas semanas.
Lembrei-me outra vez disto, pelo estendal de porcaria que alastra e a propósito, também, das contínuas e agora quase diárias declarações dos grandes titulares de orgãos de soberania sobre a tropa mais o OE mais a WEB mais a cultura mais a proteção civil, mais a ferrovia, e a quererem anestesiar a malta dizendo, que temos de esperar para ver, e que o MP, ......e o governo......e tal.....e passes, ......e comboios,....e aumentos,.........e impressões,....... e a WEB Summit é do nosso ADN,.......e o tempo da justiça,.....e vamos aguardar, ......e não sei nadinha,.........e tal.......
Mais exemplos ?????? 
Não precisam que indique pois não, ou querem que faça um pequeno desenho?
António Cabral (AC)


Ps: não é preciso recordar que políticos e governantes e titulares de orgãos de Soberania são cidadãos, pois não?
Cidadãos dignos assumem as suas responsabilidades, como se vê há décadas, não é?

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

De beneficiário a maleficiário

Creio bem que seja este o trajecto que me está reservado nos próximos tempos. 
Ao chegar paulatinamente a uma consulta no Hospital da Cruz Vermelha, sou informado de que a partir de agora passo a pagar 3,99 euros pelas consultas, anteriormente gratuitas. A quem devo a funesta informação? (Ao IASFA? Não. Essa insigne instituição ignorou-me olimpicamente como beneficiário, embora nunca se esqueça de mim como subscritor.) À simpática funcionária que me atendeu no HCV. Está visto: de beneficiário passei a maleficiário. 

domingo, 18 de novembro de 2018

Vá lá, o dia está feio, mas toca a sorrir

Quando a paixão acaba... permanece o AMOR!
(lembrei-me disto a propósito dos que podem ser amigos mas não casam....)
O marido entra com muito cuidado na cama e sussurra suave e apaixonadamente ao ouvido da mulher...........
-  Querida,........... estou sem cuecas...
E a mulher, muito ensonada, responde-lhe:
-  Está bem..... está bem..... Amanhã lavo-te umas!!!
AC
AINDA VAI HAVENDO QUEM OS LEMBRE, e RESPEITE
António Cabral
cAlmirante, reformado
POR AÍ
Para alegrar, neste chuvoso Domingo.
AC

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Aniversário

Comemora-se hoje o 4º aniversário do lançamento à água do "O Navio... desarmado".
Na sua primeira mensagem dizia-se pretender ele ser o ponto de encontro e troca de informações e debate dos marinheiros já na situação de reforma. Para tal contava com a colaboração e apoio do universo dos reformados.
Todavia, ultimamente tem navegado (muito) pouco. Espera não ter de ser abatido por falta de quem nele queira embarcar. Estará a necessitar de uma primeira revisão?
De qualquer forma, estão de parabéns todos aqueles que nele têm embarcado, com maior ou menor assiduidade, trazendo as suas histórias navais, as suas notícias, os seus comentários, as suas ideias, as suas críticas, os seus temas para debate.
Que continue a navegar por muitos outros anos, com prazer com tempo de feição, com coragem e determinação quando em tempo de procela.

Fuzileiros treinam resposta a situações de crise no maior exercício anfíbio espanhol

Uma Força de Fuzileiros da Marinha portuguesa, composta por 75 militares embarcados no navio de assalto anfíbio e porta-helicópteros da Armada Espanhola SPS LHD Juan Carlos I, está a participar no exercício anfíbio GRUFLEX-18, organizado pela Armada espanhola.
No "GRUFLEX-18" é simulada uma situação de resposta a crises e operações de ajuda humanitária. Neste contexto, realiza-se a projeção do mar para a terra de forças militares de natureza anfíbia e operações expedicionárias desenvolvida na costa, na qual participam mais de 3.000 militares, 8 navios, 1 submarino, 25 aeronaves e mais de 150 veículos, provenientes da Espanha, Estados Unidos da América, Itália e Portugal.
O exercício realiza-se numa primeira fase em águas das ilhas Canárias, nos Campos Militares de Treino de La Isleta e de Pájara e, numa segunda fase, no Golfo de Cádis, terminando com a projecção da força de desembarque para o Campo Militar de la Sierra del Retin, no dia 23 de Novembro.
A Força portuguesa de Fuzileiros integra o “Primer Batallón de Desembarco (BDE-I)”, da Armada espanhola. 
No trânsito para as Ilhas Canárias, a bordo do SPS LHD Juan Carlos I, os Fuzileiros realizaram a preparação para a condução das operações em terra, realizando treinos de armamento, comunicações e socorrismo em combate. 
Na Gran Canária, deslocaram-se para o campo de manobras e tiro de “la Isleta” para conduzirem acções de tiro com armamento individual e colectivo e treino de operações militares em áreas urbanas. 

Informação de 15Nov2018 do EMGFA

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CMN


Retirado da página do CMN no FB:

"O Clube Militar Naval celebra hoje o seu 152º aniversário.
No dia 15 de novembro de 1866, foi fundado o Clube Militar Naval, com a aprovação dos seus Estatutos, por Decreto assinado pelo Ministro Visconde da Praia Grande de Macau, conselheiro Isidoro Francisco Guimarães.
O Clube Militar Naval é uma associação privada de oficiais e cadetes da Armada, sem fins lucrativos, que promove o convívio entre diferentes gerações de oficiais, prolongando o salutar espírito de "câmara" que se vive a bordo dos navios, contribuindo para o reforço da formação naval e cívica dos seus associados, através da organização de palestras, colóquios, entre outras atividades, tendo por objetivo último torna-los mais habilitados para o cumprimento das suas missões na Marinha.
O Clube Militar Naval publica ininterruptamente desde 1871 uma publicação regular, designada de Anais do Clube Militar Naval, que se mantém até aos dias de hoje, cuja imagem de marca de rigor e qualidade da informação que disponibiliza no âmbito técnico-profissional, ligado às ciências do mar e à temática naval, tem granjeado ao longo de todos estes anos um enorme prestígio e valor ímpar na qualidade e diversidade dos seus artigos e crónicas, que não podem ser dissociadas do rico património histórico desta Instituição.
O Clube Militar Naval está sediado desde 1989 num edifício construído em 1917, sito na Avenida Defensores de Chaves, da autoria do arquiteto Norte Júnior, que se encontra em vias de classificação como imóvel de interesse público.
Celebra-se hoje uma longa história que atravessou inúmeras gerações de oficiais da Armada.

A Pátria Honrai, Que A Pátria Vos Contempla!"

domingo, 11 de novembro de 2018

11  NOVEMBRO  1918
No passado 4NOV realizou-se na Av da Liberdade uma cerimónia militar para celebrar o centenário do Armistício, 11 de Novembro de 1918. O cessar fogo terá tido início ás 1100 horas locais.
Assim, Marcelo e não só, puderam estar hoje em França, junto de alguns “pares” e de outros.


Nestas coisas nunca se sabe com rigor absoluto quem estimulou que se fizesse o quê, quem se escudou nos formalismos para levar a coisa ao concreto, quem sobretudo chamou esses formalismos para tratar de outros assuntos, também, porventura de importância superior para quem forçou a coisa.  É a vida. Ficam as discursatas e as dúvidas legítimas.

No discurso do actual Presidente da nossa mal tratada República, se ouvi bem o "sítio" da Presidência, foram evocados 111000 militares, terão sido mortos cerca ou mais de 8000, terão sido feitos prisioneiros mais de 7000. O PR lembrou que houve combates em África, nas nossas colónias, onde creio terão andado muitos Portugueses fardados, pelo menos 30000. Os números variam muito consoante as fontes, mas mais de 55000 terão ido para França. Mas o melhor é não somar porque nestas coisas os números nunca batem certo.

Da parte final da discursata, parece-me legítimo ler de forma variada o que se ouviu da boca de Marcelo. Enviou recados? Quis realçar a sua formal capacidade (???) de Comandante Supremo das Forças Armadas? Quis mostrar força, e que força concreta ??
Como apreciar o que se passou em Lisboa no passado 4NOV com tanta pompa, com tanta tropa, e com alguns que me parece não deviam lá ter estado?

Da celebração do Centenário
Entrámos na IGG por decisão política, salvo erro em Março de 2016. Justificação para tal decisão? Depende da perspectiva.
Pessoalmente, ao que fui lendo ao longo dos tempos, um dos grandes propulsores para a entrada na guerra foi a situação política interna. Caótica. Para não perdermos as colónias e sobretudo para reforçar o regime que então nos governava? Creio que a parte do execrável regime pesou mais.
Com a entrada dos EUA na guerra, em Junho de 1917, os EUA iniciaram a instalação de infra-estruturas em Ponta Delgada, depósitos de carvão para abastecimento dos navios, uma pequena base de apoio, operacional a partir de Novembro de 1917.

Quanto a Angola e Moçambique, as então nossas fronteiras estavam/ foram ameaçadas por Alemães. E verificaram-se contendas. E aconteceu a desgraça que atingiu a soldadesca nacional lá por África. Há quem defenda que nessa altura nem tudo foi igual na escala hierárquica.
Uma coisa parece ser verdadeira, terrivelmente verdadeira, a total incompetência na preparação, e depois na condução da guerra na Flandres e em África.
Como lembrou Marcelo, os submarinos Alemães andaram nas zonas das nossas ilhas Atlânticas, onde perdemos um navio de guerra.

O PR falou em xenofobia, iniquidade e por aí fora. 
Mas quanto à história, que eu saiba, não foi bem por causa disso, direi mesmo, não foi por nada disso que despontou a IGG. Como aliás a IIGG.
Quer Sérvios quer Franceses, quer Ingleses, quer Americanos, quer Romenos, não arranjaram alibis para tratar de ver se conseguiam ficar com despojos dos impérios que então existiam e se desejava que desaparecessem? 
Lembremo-nos que existiam 4 impérios.
É que em todos os países, excepto nesta desgraçada República, se equacionam a sério os interesses do Estado, se avaliam riscos e ameaças, se projectam estratégias, se avaliam recursos. Por isso, nessa altura, a questão da grande Sérvia, os pedaços de terra flutuantes entrando e saindo da França, a inveja pelo poderio industrial Alemão, as terras no Norte de Itália, a Transsilvânia, e os Russos sempre a espreitar tudo. Detalhes históricos, não é senhor Presidente? 

O discurso. Intenções reais?
O rigor histórico no discurso de Marcelo deixa a desejar. 
Mas num País de ignorantes tudo se deixa passar e não vou perder tempo. 
As dezenas de milhares de Portugueses arrebanhados para Tancos (sim, Tancos), e onde então se improvisaram tropas mais fandangas que outra coisa, mal uniformizadas, mal equipadas, com escasso treino, está-se mesmo a ver que foram delirantes de contentamento para França combater a xenofobia e as iniquidades  sob o olhar e os aplausos de Norton de Matos. O famoso CEP (Corpo Expedicionário Português) abandonado à sua sorte. Com um fim muito triste.
A maior intenção por detrás do discurso de Marcelo poderá ter sido???? - eu, Comandante Supremo das Forças Armadas, estou aqui, vigilante, atento, e não tolerarei o uso das Forças Armadas ao serviço de interesses, pessoas, grupos ou de jogos de poder.
Estar-se-ia a lembrar de Tancos II, o actual, que não anda nem desanda?

A parada militar
Foi de grande estadão, dizem. 
Não vi, mas dizem-me que se viram muitos desalinhamentos, trocas de passos.
Na assistência, as figuras do Estado, com Marcelo Rebelo de Sousa à cabeça, representações diplomáticas acreditadas em Lisboa, muitos dignitários de cores e natureza variada............altas patentes militares incluindo o ex-CEME Rovisco Duarte. 
Como não assisti ao evento, nem pela TV, pois mais interessantes coisas me ocupavam, não tenho a certeza mas, parece, que integraram o desfile representações da GNR e da PSP. 
Não tenho nada de especial contra as forças de segurança, mas a que título? 
Também estiverem em África a combater Alemães, a combater a xenofobia e as iniquidades?
Claro que o PCP, os “melancia” e o BE caladinhos que nem ratos, quer sobre o caso, quer, a celebração, o dinheiro gasto na coisa para gáudio dos figurões de Estado. Não bradaram contra lavagens históricas. 
Uma coisa é de realçar, parece que houve o bom senso de não fazer desfilar o material com lagartas metálicas; lá se iria o alcatrão das avenidas, como aconteceu no Porto décadas atrás.

Que concluir?
Sim, as FA não devem ser usadas para jogos políticos, jogos de poder. 
Não se terá esquecido que, no presente, os jogos de poder persistem e, no caso nacional, ainda que num espectro de baixa intensidade como se costuma dizer, jogos de poder persistem, e por exemplo, se podem vislumbrar à volta da "cena" Tancos.
Sim, as Forças Armadas são o garante último da liberdade e da democracia.
A terminar, uma coisa para mim é certa: é vergonhoso como em Portugal se tratam os nossos mortos das guerras, como lastimável e igualmente vergonhoso se tratam os vivos no presente. 
E quanto aos vivos não me refiro apenas à fiscalidade e custo de vida, refiro-me a este inqualificável  tratamento dos cidadãos, diário, considerando-os uns tontos, uns tolos. É uma vergonha, é asqueroso, e diz bem da categoria desta gentinha TODA.
Como vergonhosa a manipulação histórica.
António Cabral (AC)

Perca-se Roma mas ...


Recebida a seguinte mensagem:

"Meus caros 
Não sei se já vos aconteceu mas recebi, há dias , uma carta da Direcção do Pessoal dirigida ao Ex.mo Sr. Será que é esta a nova forma de relacionamento ?
Abraço do E. Gomes"

terça-feira, 6 de novembro de 2018

TANCOS


Recebida a seguinte mensagem:

"Vi, hoje, na TV alguém que afirmava que o caso de Tancos ( não deixa de ser curioso que o episódio seja classificado como o Caso de Tancos e que alegada e talvez interesseiramente se afirme que afecta o prestígio das Forças Armadas ) , era da responsabilidade do Governo.
Tal afirmação, uma das muitas que diariamente são produzidas ( como diria um camarada mais antigo  por gente cuja incompetência não é especializada ) fez - me lembrar um episódio ocorrido vai para quase 70 anos e que não resisto a contar
Desde que me lembro, a rua em que moro sempre teve alguma trânsito de viaturas pesadas, uma das quais, em dia que não sei exactamente quando , chocou violentamente com uma das árvores existentes no passeio.
Ao que parece o condutor teria ingerido bebidas alcoólicas ( o que se hoje ainda é normal naquele tempo era o habitual) e perdido o controlo da viatura.
Como é habitual nestas ocasiões um dos muitos treinadores de bancada presentes, feroz opositor do governo de então, afirmava alto e bom som ( o que era possível dado que a PSP ainda não estava presente) que a culpa do acidente era totalmente da responsabilidade do Governo.
Quando inquirido acerca da razão de tal afirmação, inexplicável para alguns dos outros assistentes, explicou que, o acidente nunca ocorreria caso o Governo não tivesse mandado plantar árvores nos passeios daquela rua.
Confesso, mea culpa, que, sempre que me convém, tal convicção me tem sido muito útil.
Abraço do E. Gomes

Lançamento de livro

É no Museu de Marinha, Pavilhão das Galeotas, a 12 de Novembro 2018 pelas 1730 hrs.


A não perder!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

TANCOS
Lê-se nos OCS ........"No caso de Tancos não há criminosos protegidos, garante Vasco Brazão". 
É caso para perguntar, e figurões a serem protegidos, não há ???
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O AMIGO, o CAPELÃO
O meu amigo, o amigo de muitos e muitos.
No passado escrevi sobre este HOMEM.
Um homem de uma dimensão humana inesquecível.
Casou a minha filha mais velha, em 1997.
Era para ter casado o meu filho mais novo, mas a 15 dias da data do casamento, disse-me que já não o poderia fazer.
Deixou-nos prematuramente.
A Marinha homenageou-o de novo. Fez muito bem.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus ha muitos)