quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Admissões de militares em 2017

Finalmente, foi hoje publicado um Despacho com os quantitativos máximos de militares a admitir em 2017...
Estariam a aguardar para ver se haveria sobras no Orçamento de Estado?


terça-feira, 26 de setembro de 2017

O folhetim das hipóteses

  Na página 14 do 1º caderno do Expresso de 23-9 lê-se: “num documento secreto elaborado pelos serviços de informações militares” que “teve como destinatários a Unidade Nacional de Contra-terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária e os Serviços de Informações de Segurança (SIS)”.
  E hoje consta num artigo do Expresso online: “O documento, de 63 páginas e que o Expresso tem na sua posse, foi elaborado, tal como se escreveu, para conhecimento da Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária e do Serviço de Informações de Segurança (SIS).”
  Será então que tal relatório terá sido enviado directamente para UNCT e SIS sem conhecimento das chefias militares? E que, quem produziu tal relatório, por ser crítico em relação ao CEME e MDN e por estar classificado como Secreto, tenha receio de consequências e, não queira assumir paternidade, confiando em que o Expresso defenda o secretismo das suas fontes? Ou terá sido escrito mas não chegou sequer a ser enviado às referidas entidades?  

Mas, se for mesmo verídico e enviado, Expresso, PJ ou SIS poderão esclarecer qual foi a entidade que o produziu. Mais tarde ou mais cedo.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Relatório?

O Expresso noticiou ter em seu poder um relatório secreto, de 63 páginas, produzido por entidade estatal, sobre o problema de Tancos. Relata parte do seu conteúdo, e afirma que a sua veracidade é atestada por várias fontes. Não diz é se é o original ou uma cópia. E, no que relata, só se vêem opiniões e não dados objectivos, o que soa a muito pouco para ser um "relatório".
 Mas o 1º Ministro e as chefias militares asseguram não ter dele conhecimento nem mesmo que tenha sido produzido.
    É inverosímil que um documento secreto, dessa natureza e extensão, produzido por entidade oficial, tenha sido enviado a um jornal e não à sua tutela.
  Haverá muitas outras hipóteses mas, dada a credibilidade que me merecem os intervenientes, ponho as seguintes:
  1-O documento é falso e as fontes do Expresso consideram-no verídico apenas pelo seu aspecto gráfico e não por terem participado na feitura do relatório ou ouvido directamente quem o tivesse produzido.
  2-O documento é verdadeiro, e, por alguma razão, o original terá ficado retido nalguma gaveta e não chegou às mãos da chefia e tutela.
  Dada a sensibilidade e ampla divulgação deste diferendo, talvez o Expresso pudesse dar uma ajuda: já que relata parte do seu conteúdo, se apresentasse também fotocópia de alguma parte do documento, como o seu cabeçalho e assinatura. O que, não sendo concludente, seria pista importante para tudo se deslindar.
  O director do Expresso disse na SIC que 6ª feira será publicado mais algo sobre o assunto. Mas porquê só dia 29 quando se publica um Expresso diário? E a 2 dias de umas eleições?
 
AINDA TANCOS.......(1)
Lamento, mas não consigo calar-me. 
Olho ao passado, ao presente, aos últimos dias, e a revolta interior aumenta.  E aumentam as coisas que, sendo militar, me deixam muito envergonhado.
O que nem sempre é boa conselheira mas, continuo convicto, não devo ter escrito só disparates. 
Salvo melhor opinião aumenta o número de coisas que, no mínimo, são inacreditáveis
Devem existir várias opiniões entre os militares no activo na reserva e na reforma mas não conheço quase nenhumas, ainda que me chegue notícia de uma grande revolta surda dentro do Exército, aquilo a que um amigo chama "dos muitos homens sérios".
Primeiro-Ministro, MDN e sobretudo este, voltaram a um discurso que me preocupa muito. 
Faz lembrar-me o ministro da propaganda do Sadam, sorridente para as câmaras e com os carros de combate a aparecer por trás, ou os momentos da brigada do reumático nos princípios de 1974.
 E volto a repetir o que escrevi no post anterior - em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora. 
O que, sendo uma evidência, que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
Depois de, sobretudo, ouvir na TV um deputado do PS na AR em frente ás TV a atirar-se à oposição exactamente falando com aquele ar superior dos que tratam os assuntos sempre com grande rigor e elevação,  mais convicto estou que estamos num terreno muito perigoso, cada vez mais.
Acabei de ver o director do Expresso, com um sorriso assassino, coadjuvado por Sousa Tavares, dar claras indicações de que vários senhores (???) que agora arrotam arrogantemente, no fim desta semana talvez venham a mudar de cor.
Há ou não relatório? Claro que não, não há documento final, assinado, carimbado, com saída registada, a subir as hierarquias todas. 
Não há relatório oficial. Mas acham que somos todos ursos?
E por isso, António Costa, Azeredo Lopes, e uns pândegos deputados do PS dizem o que dizem.
E dizem que ao PR já foi tudo explicado!! 
Pois fiem-se na virgem! 
O que é que está a dar tanto gozo ao director do Expresso? Obviamente não sei.
Mas não é difícil de imaginar. 
Teve acesso a um documento de trabalho, daqueles que em estado já mais avançado circulam entre muita gente de diferentes departamentos e instituições e, portanto, não vão conseguir saber a origem da fuga. 
Documento onde se devem dizer muitas verdades (desde as coisas corriqueiras ás importantes) que ninguém quer assumir, desde há anos, e que devem atingir muitos militares/altas patentes e muitos governantes. E deve mostrar as podridões das estruturas, e este é talvez o cerne da questão.
Está cada vez mais à vista o resultado do que têm feito, há décadas, e concretamente desde 1992. 
Governantes PSD/PS/CDS e várias chefias militares. Desde 1992.
E reafirmo, o Presidente da República, até ao OE, está manietado. Mas vejam a cara dele, registem a escassez de palavras, a contenção.
Aposto que está muito irritado com tudo isto.
Reafirmo, o prestígio das instituições sempre a subir, particularmente quando ao fim de quase 3 meses NADA de concreto.
As instituições naturalmente sempre a funcionar. Dá gosto.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 24 de setembro de 2017

AINDA TANCOS.......
Passaram basicamente três meses.
Daí para cá passaram-se as coisas mais inacreditáveis, do meu ponto de vista, naturalmente.
Ao nível do, Governo, do Primeiro-Ministro, do ministro da tutela, do CEMGFA, do Exército, do CEME.
Neste magnífico lote incluo, a AR e em particular alguns deputados designadamente do PS e, também, a sempre inefável e fantástica comissão parlamentar de defesa que, nos meus anos de EMA, conheci alguma coisa e então já com alguns dos protagonistas/ dinossauros que ainda por lá andam/ se arrastam.
É sabido, por outro lado, que o PR "arrastou" o MDN por mais do que uma vez para irem de supetão a TANCOS.
Escreveu-se e falou-se: vários comentadores e comentadeiras, jornalistas, blogues,  a AOFA, militares isoladamente (muito poucos e entre eles eu por mais do que uma vez).

No que me respeita, nos vários posts aqui e no meu blogue, procurei raciocinar o mais friamente possível e ter presente a experiência profissional (onde, para o caso em apreço relevam os anos com ligação frequente ao MDN, ao EMGFA, aos serviços de informação, aos seis anos de EMA, a camaradas do Exército, aos inúmeros briefings de CEMA's, CEMGFA's, ás aulas no ex-CSNG). 
Como com todos acontece, algumas das coisas que escrevi e deixei para ponderação por parte de outrem serão discutíveis.
Mas, continuo convicto, grande parte pode ter a ver com realidades.
Em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora.
O que, sendo uma evidência que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
No caso Tancos, entre realidades lamentáveis de inventários  muito provavelmente deficientes há anos, de material que possa ter ou não entrado em paióis, de possível conivência entre militares e malfeitores de inúmeras categorias, de desleixo e degradação de instalações que em alguns casos serão pouco ou nada justificáveis com os cortes anuais vergonhosos nos orçamentos para as FA, creio que coexiste outro nível a considerar. Um nível com vários patamares. Se quiserem, em vez de níveis, outros ingredientes neste prato requentado de que Tancos é/ foi um caso.

Nesses ingredientes podemos ter (e aqui entra a veia de cozinheiro que condimenta mais ou menos ricamente o que está a confeccionar), lutas de galos da mesma capoeira não só mas também  por causa da politização asquerosa do processo de nomeação de chefias, lutas políticas partidárias e ainda intra-partidárias (há sempre quem anseie chegar a ministro ou subir mais dentro do partido) e não me alongo mais porque há pano para muitas mangas.
Talvez ainda abordar um ingrediente tipo "picante forte, tipo jindungo", e que é a existência de alguns com instinto político não sendo políticos, enquanto outros não passam de saco cheio de vento. E, no presente nacional, é frequente a tentativa de mudar/ subir e deixar o lugar que está a ficar quente.
Nesta coisas de culinária, e concretamente em doçaria, a cereja em cima do bolo é coisa frequente. 
No caso vertente poderá considerar-se a irritação crescente, visível, do PR, que já se terá apercebido da desgraça que grassa dentro do seu "reino" de comandante supremo, como está consciente das várias desgraças dentro do seu "reino" de PR ou seja, está seguro espero eu, de que infelizmente a nossa estrutura global está podre há décadas, e isto pode desmoronar-se um bocado.
Mas não chegavam estas todas preocupações, vem o Expresso e faz quase pior que o louco da Coreia do Norte.
Li e por mais de uma vez. 
Ontem, ao fim do dia, depois de jantar com filhos e netos e regressar a casa, deparo com um desenvolvimento que, no mínimo, rotulo de inesperado, mas não espantoso, pois quase nada me espanta.
Se li bem, o EMGFA desmente que exista um relatório/documento referido pelo Expresso mas que o semanário já veio reiterar que tem e até diz que são 63 páginas, creio. 
Claro que todos os titulares de órgãos de soberania desconhecem.
Claro que todas as chefias militares desconhecem.
Claro que todos os organismos intervenientes nestas coisas desconhecem.
Olhando á legislação em vigor, e tendo presente que o Expresso escreveu - serviços de informações militares - olha-se imediatamente para o CISMIL. O EMGFA diz que não foi. 
Será legítimo imaginar que pode ter sido alguém em jogada arriscada tipo "freelancer", uma vez que creio o CISMIL se espalha por mais de um andar naquele edifício ao Restelo, e nem toda a gente conhecerá todos os cantos à casa?
Neste mundo louco tudo é possível imaginar.
Ou será Balsemão, aflito que anda com as dívidas à banca, a querer puxar pelas tiragens/ vendas?
Neste mundo louco tudo é possível imaginar. Apesar disto, descarto intervenção de Putin!!!!
Bom o post vai logo, e feito propositadamente em jeito de "brainstorming", com larachas, com aspectos mais sérios.
Para finalizar esta "salganhada", recordo-me que foi dito nos OCS que, por causa da "ópera bufa" Tancos, estarão envolvidos no caso, o MP, a PJM, a PJ, o MDN a diferentes níveis quer no ministério quer nas FA e em particular o Exército.
O PR estará muito atento e cada vez mais irritado e a pressionar, e admito que após aprovação do OE as coisas vão ficar mais complicadas para António Costa, Azeredo Lopes,  CEMGFA e CEME.
Acresce, que de certeza que olharam e estarão a olhar para tudo isto, o Conselho de Fiscalização do SIRP (dependência da AR), o Conselho Superior de Informações (PM, ministros etc etc), o Secretário-Geral do SIRP (dependência do PM), e os SIED e SIS.
E, portanto, toda a gente a olhar para toda a gente.
Relatórios vários, super secretos, certo?
Tudo célere, certo?
Portugal no seu melhor. 
E o prestígio das instituições sempre a subir.
E as instituições sempre a funcionar.
Como se vê, com o PM, dentro do MDN que tem entre outras coisas uma inspeção para inspecionar, dentro do CEMGFA que tem uma hierarquia (e inspeções?), dentro do Exército que tem uma hierarquia (e inspeções, certo?), e, mais para o fim da linha, final e felizmente, um capitão, um sargento, um cabo!!!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

NÃO, .....   ESTE NÃO FOI ROUBADO........
Afiançaram-me que não foi roubado.  
Ministro Azeredo Lopes pode estar descansado.
Foi cedido há anos para estar à entrada desta aldeia na Beira-Baixa, concretamente, em Penha Garcia.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Diário da República, 1.ª série — N.º 180 — 18 de setembro de 2017
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Decreto do Presidente da República n.º 90-A/2017
de 18 de setembro
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea h) do n.º 2 do artigo 9.º da Lei Orgânica n.º 1 -B/2009, de 7 de julho, alterada e republicada pela Lei Orgânica n.º 5/2014, de 29 de agosto, o seguinte:
É nomeado, sob proposta do Governo, formulada após iniciativa do Chefe do Estado -Maior -General das Forças Armadas e aprovada pelo Conselho Superior de Defesa Nacional, o Vice -Almirante Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo para o cargo de Comandante da EUROMARFOR, por um período de 2 anos, com efeitos à data da tomada de posse.
Assinado em 15 de setembro de 2017.
Publique -se.
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Militares a admitir

Publicado hoje o Despacho que estabelece os quantitativos máximos de admissões de militares nos regimes de contrato e de voluntariado, na Marinha, no Exército e na Força Aérea, para o ano de 2017:
 
Categorias                          Marinha       Exército         Força Aérea
Oficiais. . . . . . . . . . . . . . . . .         40              83          91            214
Sargentos . . . . . . . . . . . . . . .           0            156          59            215
Praças . . . . . . . . . . . . . . . . . .       238         2 289        244         2 271
Total . .......................... . . . . .       278        2 528        394        3 200

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Documentário


Recebido, com pedido de publicação, o seguinte texto:

"A Associação Conquistas da Revolução, informa que no próximo dia 19 de Setembro pelas 2315h será transmitido na RTP2,  o documentário sobre o Gen.  Vasco Gonçalves,  O General no seu labirinto." 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A Culatra (1)
Estava sossegado a ler, a minha mulher veio dizer-me que tinham estado na chacota com a Marinha, com o almirante Silva Ribeiro, a propósito do anúncio sobre a intenção de utilização da Culatra para treino dos FZ.
Fui ver, apelando à maravilha da técnica, andando para trás. 
O comentador, José Júdice, que como todos nós diz coisas acertadas e outras não, tem uma característica: julga-se com muita piada, que tem graça. Creio que a maioria das vezes não tem. Esta é a minha opinião.
No caso vertente, presente que desconheço em concreto o que estaria gizado pelo almirante Silva Ribeiro, presente ainda que a proteção do ambiente  e das zonas protegidas é algo sempre a salvaguardar a todo o transe, a realidade é que o historial dos ambientalistas mostra lutas muito importantes a par de verdadeiras patetices. Estou concretamente a lembrar-me do processo da construção da ponte Vasco da Gama.
Isto dito, atrevo-me a presumir que alguém anda a ponderar pouco certas coisas. Anda a colocar-se a jeito.
Vou estar atento aos próximos capítulos.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

domingo, 10 de setembro de 2017

A Culatra
Culatra, conheço duas: a ilha da Culatra no Algarve e uma peça/ mecanismo de arma de fogo.
Há poucos dias vi uma notícia salvo erro no DN relatando que o actual Almirante CEMA teria indicado que a Marinha iria retomar a realização de exercícios diversos no âmbito do necessário treino e adestramento de pessoal FZ. Onde? Na ilha da Culatra.
Dei-me ao trabalho de ouvir uma gravação de um discurso ambientalista, via DN, sobre este anúncio do CEMA.
Pela minha parte, como cidadão, como marinheiro, e tendo uma parte da minha carreira ligada a estes assuntos e concretamente à inactivação de engenhos explosivos, vou procurar estar muito atento ao desenvolvimento desta matéria.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

Alm. Alfredo de Oliveira

 
Pelo Alm. Nunes da Silva, chegou-nos há pouco a notícia do falecimento do seu camarada de curso Alm. Alfredo de Oliveira.
O Alm. Alfredo de Oliveira foi, reconhecidamente por quantos o conheceram, um oficial brilhante da nossa Armada que tanto deu não só à Marinha como ao País.
Segundo a mesma notícia, o corpo irá para a capela de S. Roque amanhã, dia 11 pelas 17:00 h, seguindo para o cemitério no dia seguinte pelas 13:00 h.
À Família enlutada, a todos os seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso D. João II, o "Navio ... desarmado" apresenta sentidas condolências.."

Aditamento:

O corpo só irá para a capela às 1800 de amanhã e o cemitério será o dos Olivais, para cremação.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

CTEN (Ref) Mário Fernandes de Oliveira

Tivemos conhecimento, através d' "A voz da Abita", da seguinte comunicação:

"Estimados Camaradas:
Lamento dar a conhecer o falecimento do nosso camarada, e antigo professor da Escola Naval  Comandante Mário Fernandes de Oliveira.
A notícia chegou ao nosso conhecimento através de uma informação, que agradecemos, remetida pelo Comandante Rui Santos Paiva e que a seguir transcrevemos:
 "Tive agora mesmo conhecimento por intermédio do genro do Comandante Mário de Oliveira, nosso professor na Escola Naval, do seu falecimento hoje de manhã e que a Missa será amanhã 2ªfeira pelas 1500 na Basílica da Estrela seguindo o funeral para o cemitério dos Prazeres."

À sua Família, a todos os seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso D. João II, os nossos sentimentos de pesar."

O "Navio... desarmado" agradece a comunicação e associa-se a esta manifestação de pesar.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O "tipo" submarino não foi... sem guarnição!



Como foi decidido pelo MDN, através desta Portaria (alínea a) do seu nº 1), o “tipo” submarino não foi ... sem guarnição!
NS

Diário da República, 2.ª série — N.º 166 — 29 de agosto de 2017:
Portaria n.º 247/2017
  Em 18 de maio de 2015, através da Decisão (PESC) 2015/778, o Conselho da União Europeia aprovou uma operação militar da União Europeia no domínio da gestão de crises para contribuir para o desmantelamento do modelo de negócio das redes de introdução clandestina de migrantes e de tráfico de pessoas na zona sul do
Mediterrâneo central.
  Esta operação militar da União Europeia, hoje denominada EUNAVFOR MED SOPHIA, exerce as suas funções de acordo com os objectivos políticos, estratégicos e político -militares definidos no conceito de gestão de crises aprovado pelo Conselho em 18 de maio de 2015 e é
conduzida em fases sequenciais, tendo em conta as resoluções aplicáveis do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o consentimento dos Estados costeiros em causa.
  Em 12 de junho de 2017, através da Resolução 2357 (2017), o Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou as autorizações concedidas através da Resolução 2292 (2016), que dizem respeito à aplicação do embargo ao armamento no alto mar ao largo da costa da Líbia.
  Nesta sequência, através da Decisão (PESC) 2017/1385, de 25 de julho de 2017, que altera a Decisão (PESC) 2015/778, o Conselho da União Europeia prorroga o mandato da operação EUNAVFOR MED SOPHIA até 31 de dezembro de 2018.
  Portugal, como membro da União Europeia, tem participado na operação militar da União Europeia EUNAVFOR MED SOPHIA, nos termos autorizados, sucessivamente, pela Portaria n.º 69/2016, de 2 de março, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 51, de 14 de março de 2016, e pela Portaria n.º 128/2016, de 14 de abril, publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 80, de 26 de abril de 2016, e manterá este compromisso no âmbito da União Europeia.
  O estatuto dos militares das Forças Armadas envolvidos em missões humanitárias e de paz, fora do território nacional, no quadro dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, está definido no Decreto -Lei n.º 233/96, de 7 de dezembro, na sua redacção atual, aplicando -se esse estatuto aos militares das Forças Armadas envolvidos na operação militar da União Europeia EUNAVFOR MED SOPHIA.
  O Conselho Superior de Defesa Nacional emitiu parecer favorável à continuação da participação de Portugal na identificada operação militar, nos termos do disposto na alínea g) do n.º 1 do artigo 17.º da Lei de Defesa Nacional.
  A presente decisão do Governo foi comunicada à Assembleia da República, nos termos do artigo 3.º da Lei n.º 46/2003, de 22 de agosto.
  Assim, ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 12.º e nas alíneas f) e n) do n.º 3 do artigo 14.º da Lei de Defesa Nacional, aprovada pela Lei Orgânica n.º 1 -B/2009, de 7 de julho, alterada e republicada pela Lei Orgânica n.º 5/2014, de 29 de agosto e nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 233/96, de 7 de dezembro, alterado pelos Decretos -Leis n.os 348/99, de 27 de agosto, e 299/2003, de 4 de dezembro, determina o Governo, pelo Ministro da Defesa Nacional, o seguinte:
  1 — Fica o Chefe do Estado -Maior -General das Forças Armadas autorizado a empregar e sustentar, como contributo de Portugal para a operação militar da União Europeia EUNAVFOR MED SOPHIA, o seguinte:
  a) Uma unidade naval (tipo submarino) e respetiva guarnição, por um período até 60 dias;
  b) Uma aeronave P -3C CUP+ e um efetivo até 30 militares, por um período de um mês, com 80 horas de voo (80 HV), operando a partir da Base de Sigonella, em Itália;
  c) Dois militares destacados no Quartel -General da Operação (OHQ), em Roma, por um período até 12 meses;
  d) Dois militares destacados no Quartel -General da Força (FHQ), embarcado, por um período até 12 meses.
  2 — Os encargos decorrentes da participação nacional na referida operação militar são suportados pela dotação orçamental inscrita para as Forças Nacionais Destacadas de 2017.
  3 — A presente portaria produz efeitos desde 13 de fevereiro de 2017.
  31 de julho de 2017. — O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes