quarta-feira, 16 de novembro de 2022

GNR
(do sítio da Presidência)

Condecoração do Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana10 de novembro de 2022
O Presidente da República condecorou, no Palácio de Belém, o Tenente-General Rui Manuel Carlos Clero, Comandante-geral cessante da Guarda Nacional Republicana, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis
.
Este evento, este final de comissão de serviço de um general do Exército a comandar a GNR, faz-me recordar que de há uns anos a esta parte começaram a ser formados na Academia Militar (Exército) oficiais oriundos da GNR.
Deve faltar muito pouco para esses oficiais chegarem ao topo, e a GNR passar a não ser comandada por oficial do Exército.
Não mais haverá oficiais do Exército na GNR.
Consequências dessa nova situação?
Por exemplo, menos oficiais do Exército a chegarem a General à conta das vagas para suprirem a GNR.
Por exemplo, vão continuar a querer manter que os elementos da GNR (uma força de segurança) continuem a ser designados militares?
Etc.
Cada vez mais me lembro da I República, tão bem recordada por José Medeiros Ferreira.
António Cabral
Calm, ref
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terça-feira, 15 de novembro de 2022

INÍCIO  de  NOITE

Fotografia de há 3 ou 4 dias, de amigo, e quase igual a várias minhas tiradas do mesmo local, ao longo dos anos. As 2ª e 3ª chaminés a contar da direita pertencem-me!

António Cabral
Calm, ref
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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Oh D. HELENA CARREIRAS….

Perguntas directas, semelhantes às que outros e outras têm colocado ao longo do tempo aos sucessivos responsáveis (???) do chamado ministério da Defesa Nacional que, na prática, é desde há décadas apenas o ministério da tropa.

Agora, com aquela que disseram ser a pessoa mais bem preparada de sempre para o cargo, iremos ou não continuar com o costume, isto é,  tiradas grandiloquentes e, tempos depois, realidades confrangedoras tão típicas destes e destas miseráveis aldrabões políticos?

António Cabral
Calm, ref
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domingo, 6 de novembro de 2022

BOM DIA.

TENHAM UM BOM DOMINGO.

SAÚDE.

António Cabral

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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

CFG AN (Ref) Jorge Eduardo Saraiva Santos


 Recebida através de "A voz da Abita" a triste notícia que se transcreve:

"Estimados Camaradas,

É com muito pesar que damos a conhecer o falecimento do CFRAG AN (R) Jorge E. Saraiva Santos. O velório do nosso Camarada terá lugar na Igreja de Sto. António do Estoril amanhã, dia 5 De Novembro a partir das 17:30 e a missa, a que se seguirá a cremação, será celebrada no Domingo, dia 6 pelas 12h:30.

À sua Família, aos seu Amigos e Camaradas, em particular aos dos Cursos "Luís de Camões" e "Nuno Tristão, por ele frequentados, apresentamos sentidas condolências.

Saudações Navais"

"O Navio... desarmado" associa-se a esta manifestação de pesar e apresenta as condolências à Família do Cte Saraiva Santos bem como aos seus amigos e camaradas.



Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                  

Não sei se ainda hoje é assim mas, no antigamente, partir qualquer bem da Fazenda Nacional implicava , na quase totalidade dos casos, o respectivo pagamento. Certamente que a grande maioria dos eventuais leitores terá passado pelo trabalho de, aquando da saída para o mar após um período relativamente longo de permanência no porto, lhe ser presente , pelos responsáveis pelo material, longas listas de material alegadamente partido com o balanço (a mim uma vez até guardanapos e toalhas de mesa surgiam na lista) escapando assim à inevitabilidade do eventual pagamento. Nas unidades em terra, isentas do efeito do mar, era certo e sabido que material partido implicava o seu pagamento pelo responsável por tal ocorrência. Contava -se e nada me leva a crer que não fosse verdade que, na Escola de Alunos Marinheiros, um recruta terá escorregado no balneário e partido os ossos da bacia na queda

Ao ler a respectiva ocorrência o respectivo comandante de companhia, levado pelo hábito , terá exarado o seguinte despacho:

“ Partiu ?!!! , paga “

E. Gomes


FULMINADO

Fulminado de nulidade, diz o Tribunal de Contas. Não é de admirar face às criaturas envolvidas, e não há raio dos céus que nos livre das nulidades que vivem à nossa conta, sempre tentando arranjar "graveto" para lhes pagar os serviçinhos, almoços, e sei lá se até viagens, algumas provavelmente à conta também de certas instituições ás vezes até para estagiar lá fora com acompanhante e tudo! 
Em baixo artigo do DN, sublinhados meusonde realço as partes que considero mais escandalosas.

Contrato "fulminado de nulidade". Ministério da Defesa derrotado de vez pelo Tribunal de Contas
O Ministério da Defesa queria desviar da Marinha cinco milhões de euros para a sua holding, IdD - Portugal Defence, como pagamento para a gestão do programa de aquisição dos seis navios patrulha oceânicos. O Tribunal de Contas já tinha recusado o visto do contrato em junho, o Governo recorreu e os juízes voltaram agora a chumbar, sublinhando que a "violação" dos procedimentos da contratação pública estava "fulminada de nulidade".

Do 10 navios patrulha oceânicos aprovados em 2004, a Marinha ainda só tem quatro. Os próximos seis devem ser comprados até 2030.© Gerardo Santos / Global Imagens Valentina Marcelino 04 Novembro 2022.

O Tribunal de Contas (TdC) chumbou de vez o contrato que o Ministério da Defesa Nacional (MDN) queria fazer com a sua holding, IdD-Portugal Defence, para gerir, até 2030, o programa de aquisição dos seis navios patrulha oceânicos (NPO"s) para a Marinha, pelo valor de cinco milhões de euros, retirados da verba da Lei de Programação Militar (LPM) prevista para aquele ramo das Forças Armadas.

O MDN tinha recorrido do chumbo decretado em junho passado, mas os juízes do TdC mantiveram a decisão alegando, entre outros, que a "violação" dos procedimentos da contratação pública estava "fulminada de nulidade".

A ministra da Defesa, Helena Carreiras, já tinha afirmado que cumpriria a decisão que viesse a ser tomada, não havendo, por isso, lugar a novo recurso.

O anúncio do contrato, que a IdD tinha em grande destaque na sua página da internet, como facto consumado, há vários meses, foi, entretanto, retirado.

Cabe agora à Marinha seguir com o processo de compra dos navios, cuja execução acabou por se atrasar por causa de erros de procedimentos nesta contratação pública.

No acórdão datado de 18 de outubro o TdC reforça os argumentos da anterior decisão, segundo a qual o Governo não utilizou os procedimentos corretos para este tipo de contrato designado "in house", entre o MDN e uma empresa pública dele dependente.

Este contrato, conforme o DN noticiou, foi autorizado por uma Resolução de Conselho de Ministros (RCM) em junho de 2021 e impunha que a Marinha pagasse à IdD cerca de cinco milhões de euros para "a prestação de serviços de gestão do programa" de compra dos NPO"s.

O atual secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, é o principal derrotado com este desfecho, pois foi este jurista que preparou todo este processo quando era o presidente da IdD, antes de ir para o MDN, assinando o mesmo.

Marco Capitão Ferreira fez parte do gabinete do ex-ministro João Gomes Cravinho e defendeu as vantagens deste contrato no parlamento.

"Significa que há competências complementares que podem ser usadas para melhor executar o programa e o respetivo impacto na economia de defesa nacional", frisou Marco Capitão Ferreira

Capitão Ferreira entrou no governo pela mão do ex-ministro da Defesa Socialista, Nuno Severiano Teixeira, de quem foi assessor jurídico e entre 2008 e 2011 foi administrador da Empordef (Empresas Portuguesas de Defesa), a antiga holding que geria as participações do Estado nas indústrias de Defesa e que foi extinta em dezembro de 2019.

Cravinho nomeou-o para a Comissão Liquidatária da Empordef, para presidente do Conselho de Administração da Empordef Tecnologias de Informação (ETI) e para administrador não-executivo das OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal), seguindo-se a presidência da IdD, onde devia protagonizar a reestruturação do setor das indústrias de Defesa.

Ministério usou leis erradas
O TdC considerou que "o Governo português não invocou, na sua RCM (...) de forma expressa ou com a invocação de qualquer justificação, o enquadramento do contrato objeto de fiscalização prévia na exceção prevista no Art.º 346.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia".

Este artigo isenta determinados contratos do setor de segurança e defesa das regras gerais impostas pela Diretiva europeia relativa à "coordenação dos procedimentos de adjudicação de contratos pelas entidades nos domínios da defesa e segurança", "quando tal seja estritamente necessário para proteger os seus interesses essenciais de segurança".

Para o TdC "a invocação dessa exceção, no domínio da defesa e da segurança, desenquadrada dos meios específicos (...) e até excecionais (...) que o legislador oferece neste mesmo domínio da atuação pública, não deixa de violar os procedimentos previstos (...) sendo essa violação fulminada de nulidade". Os magistrados já tinham alertado para os riscos da referida contratação "in house".

"Riscos de inibição da concorrência", "grande permeabilidade entre cargos governativos no setor da defesa e cargos de gestão nas empresas controladas pelo Estado nesse mesmo setor", "possíveis financiamentos encobertos de entidades/sociedades públicas" (no caso a IdD é uma empresa participada a 100% pelo Estado) e "situações de distorção do mercado interno", foram alguns alertas do primeiro acórdão.

Além da nulidade referida, o TdC considerou ainda que "a ilegalidade verificada tinha inegável influência no resultado financeiro do contrato".

"Princípio da concorrência, pilar da contratação pública"
Conclui o acórdão, assinado pelos juízes conselheiros Nuno Coelho, Paulo Dá Mesquita e António Martins, que "a contratação in-house é um regime de exceção face a situações em que a contratação é feita dentro de casa, quando a Administração Pública não tem necessidade de recorrer ao mercado para suprir as suas necessidades" e que "essa avaliação terá que ser exigente de forma a não corromper o princípio da concorrência, pilar da contratação pública".

O tribunal refuta ainda o argumento do MDN, segundo o qual "ao proibir a aplicação da exceção ou contratação in-house no setor da defesa, e ao exigir o consequente lançamento de procedimentos pré-contratuais neste contrato de gestão e construção de navios NPO, a decisão recorrida coloca seriamente em causa a segurança nacional e a defesa do Estado Português, sendo também gravemente lesiva do interesse público"

"Na verdade", responde o TdC, "foi o Governo e a entidade fiscalizada que optaram pela integração do contrato em causa no regime-regra do Decreto-Lei n.º 104/2011, não tendo sido acionados os mecanismos de salvaguarda do interesse público previstos neste setor da defesa e da segurança".

O erro na utilização dos regimes é, aliás, bem sublinhado. "Na verdade, a decisão recorrida, e bem, não proibiu a contratação em causa, pois isso estaria fora do alcance da sua jurisdição. Antes considerou inválida a forma como a contratação veio a assumir na sua procedimentalização, recusando por isso o visto em fiscalização prévia".

Por isso, completa, "impõe-se, pois, negar provimento ao recurso em todos os seus fundamentos, confirmando-se o acórdão recorrido".

"Gozar com as Forças Armadas"
Este contrato inédito tinha suscitado inúmeras críticas no setor, levando deputados da oposição a questionar o Governonão só por se tratar de um desvio de uma verba significativa da Marinha para um serviço para o qual tinha qualificações, mas também porque, no entender de juristas, violava as regras do Orçamento do Estado.

A ex-coordenadora para a Defesa do grupo parlamentar do PSD, Ana Miguel dos Santos, alertou que uma verba destinada à compra dos NPO"s, no âmbito da LPM, não podia servir para pagar esta prestação de serviços, uma das muitas questões também levantadas pelo TdC.

A ex-deputada do PSD não duvidava de que esta despesa era "ilegal" e iria servir "para financiar, de forma ilegal, uma empresa pública".

Além disso, frisou, "num momento em que as Forças Armadas estão a enfrentar dificuldades significativas na sua operacionalidade, sem recursos, despender cinco milhões de euros com a aquisição de serviços para acompanhar a contratação de equipamento militar, é, acima de tudo, gozar com as nossas Forças Armadas".

Confrontada agora com este acórdão, Ana Miguel dos Santos diz que este chumbo era esperado. "Esta decisão não me surpreende. Vem confirmar uma vez mais aquilo que era óbvio para todos, menos para o Senhor Secretário de Estado da Defesa. O que só se compreende se pensarmos que era o presidente da IDD à data da celebração do contrato", sublinha.

Esta especialista em assuntos de Defesa, lamenta "o tempo que se perdeu com uma discussão estéril, sem qualquer justificação, que só vem atrasar ainda mais a entrega de um equipamento tão necessário para o cumprimento da missão da Marinha".

Recorde-se que o programa original relativo à aquisição de navios patrulha oceânicos data de 2004. Dos 10 navios programados, os dois primeiros foram entregues em 2013 e 2014, e outros dois em 2018. Os restantes seis navios fossem construídos e entregues até 2029.

Ana Miguel dos Santos salienta ainda que, além do tempo perdido, houve ainda "recursos públicos gastos para recorrer de uma decisão óbvia, pois, mesmo que, em tese, a questão pudesse ser discutível do ponto de vista jurídico, sempre seria óbvio que, do ponto de vista operacional da aquisição, seria completamente incompreensível e desadequadopor falta de experiência evidente da IdD para gerir um programa desta natureza, quando comparado com a Marinha ou a Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional".

Assinala ainda que "se já existem recursos com competência e provas dadas nesta matéria, não há necessidade de se colocarem outras entidades para assegurar o mesmo propósito, quando não oferecem as mesmas garantias de eficiência e conhecimento. Felizmente, poupam-se 5M€ necessários para as nossas Forças Armadas.

É notável, melhor, é de facto atrevimento estratosférico invocar que ao negar a marosca dos meninos da I&D se coloca seriamente em causa a segurança nacional e a defesa do Estado Português, sendo também gravemente lesiva do interesse público.

5 milhões para gerirem o programa dos NPO. Grandes gestores.

E estamos nisto há décadas. Mas a maioria não quer saber destas maroscas, nem se interessa por esta rede montada há décadas, com saltitões entre cargos governativos, assessorias, gestores na rede, conluios vários, passeatas infindas. E como se diz no artigo, sempre a gozar com as Forças Armadas e concretamente com a Marinha.

Mas é claro, depois dizem que sou azedo. 

Como azedo serão capazes de considerar quem um dia sorriu quando lhe telefonaram para se encarregar de preparar um dado evento, pois um dos navios estaria pronto para o dito evento. Santa ingenuidade.

Como ele previa nada de confirmou. O tal navio foi entregue à Marinha muito depois. Mais uma vez, neste artigo se confirma a pouca vergonha que há anos envolve o plano de construção de 10 patrulhões NPO para a Marinha. Deviam estar 10 feitos.

Portugal, o tal país de marinheiros, com jurisdição sobre uma massa oceânica brutal, o país que agora vai passar pela vergonha (vergonha para mim e outros mas não para estes titulares de órgãos de soberania) de ver a UE com a sua FRONTEX e outras agências a averiguar como tratamos das fronteiras marítimas!

Noticia-se por aí que o governo estará à pressa a olhar para a balbúrdia que nacionalmente gere (????) o mar! Rir ou chorar?

António Cabral

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

DOMINGO, final de dia

António Cabral

sábado, 29 de outubro de 2022

CULTURA,  MÚSICA 

Sexta-Feira, 28 OUTUBRO 2022, pelas 2130 horas, em Alcochete, um "banho" de cultura, de música.

Um pequeno festival de Clarinete, com a BANDA da ARMADA em grande destaque.

António Cabral



sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                         

Muitos dos oficiais RN, aquando do seu alistamento na Marinha, já tinham a sua vida profissional orientada  bem como, nalguns casos, também a sua vida familiar. Não era pois de estranhar que, perante alguns contratempos da vida naval, reagissem, por vezes, com alguma azedume. Num qualquer dia, no decurso de uma instrução de  ordem unida, o instrutor, perante o desalinhamento motivado pelo exagerado volume estomacal de um dos cadetes , terá exclamado qualquer coisa como :

Oh Sr. cadete até parece que está grávido !? A resposta quase imediata foi do seguinte teor :

  Sr. tenente com o que aqui me têm feito não me admira nada que seja esse o caso

E. Gomes

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

AEROPORTO DE FARO / GAGO COUTINHO

Acabo de saber que terá sido aceite uma proposta para dentro do aeroporto serem criados espaços expositivos/ museológicos, e que esses espaços terão em princípio uma activa participação da Marinha.

António Cabral
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domingo, 23 de outubro de 2022

Conferência “FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA – Um Testemunho da Nossa História”


Obs: como consta no poster de divulgação, a sessão decorrerá também online com transmissão em directo (StreamYard), no canal youtube da Sociedade Histórica e na sua página do facebook  https://www.facebook.com/sociedadehistorica
 

ADRIANO  MOREIRA

Faleceu o Senhor Professor Adriano Moreira.

Sou um dos muitos privilegiados, porque tive a oportunidade de o ouvir em aulas, conferências, palestras. Muito li do que escreveu.

Alguma esquerdalhada sempre o olhou e considerou um fascista.

Poderá ter sido um homem controverso, mas um homem que claramente afirmou - mudou de política, mudou de ministro - e daí tira as óbvias consequências, demonstra ser um homem integro, assertivo, intelectualmente honesto e a pensar pela sua cabeça. É a minha opinião, naturalmente diferente de outrem, mas a respeitar.

Faleceu um grande Senhor. Paz à sua alma. 

António Cabral
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Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                              

A frase que hoje aqui trago ouvi -a, na Escola Naval, da boca de um “ filho da escola “ cujo bom senso, para além de muitas outras qualidades, sempre apreciei. Partilhávamos então uma das camaratas no sótão do edifício principal, camaratas essas cujas condições, normalmente de isolamento térmico, deixavam bastante a desejar, não sendo pois de estranhar no Inverno os frequentes protestos quanto ao frio que se fazia sentir. Perante tais lamentações, o camarada em causa, oriundo da vizinhança da Serra da Estrela , não se cansava de afirmar:

   Frio ?!!! , frio é quando temos de dormir com o cão na cama “  

E. Gomes

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

DIZEM que a HISTÓRIA NÃO se REPETE

Dizem, mas, acontecem coisas esquisitas ou parecidas?

Bem, a cada um a sua opinião.

António Cabral
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A PROPÓSITO DESTA PALHAÇADA ORIUNDA NA GNR
(notícias do Diário de Notícias, avião da Frontex nos Açores)

Socorro-me de um texto de um bom amigo.
….. Quem estudar o período da nossa história que decorre entre Agosto e Dezembro de 1820, por exemplo, encontrará todos os reagentes de laboratório político subsequente à nossa 1ª Revolução Liberal. Cicatrizes destas e de outras experiências posteriores, ainda hoje se encontram na argumentação anti-militarista, sempre recheada de paradoxos ….
António Cabral
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terça-feira, 18 de outubro de 2022

RÉDEA SOLTA ?
DIZEM QUE É UM PAÍS, MAS É BRINCADEIRA
PALAVRAS PARA QUÊ?
É COSTA A COORDENAR,VIRÁ DIZER QUE NADA SABIA.
O MINISTRO CARNEIRO IDEM. (Notícia do DN).
Já está a sobrevoar o mar dos Açores o Beechcraft C-12 da Agência de Fronteiras Europeia. A sua presença, a pedido da GNR, não é pacífica e surpreendeu a Marinha e Força Aérea que vigiam a área. Há quem entenda que está em causa a soberania nacional.
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas
".

A CRP estabelece (Art. 201º) que ao PM compete dirigir a política geral do Governo, coordenando e orientando a acção de todos os ministros.
Mais uma vez fica evidente a coordenação.
Como evidente ficará, basta esperar um dia, a competência e o interesse do chamado comandante supremo das Forças Armadas.
Isto é cada vez mais um país de opereta, uma opereta recheada de malandros.
E, claro, mais um passo dado para a intrusão brutal da UE nos domínios nacionais. 
Com a alegre disponibilidade da fogosa rapaziada da GNR, provavelmente apoiada nos bastidores por……...
Siga para bingo!
António Cabral (AC)

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                     

Contava -me um camarada que tendo ido passar uns dias de férias, com um outro camarada, no Sul de Espanha, lhes aconteceu, tal como sucede a muito boa gente ( e por vezes também aos maus ) que a rúbrica das despesas extraordinárias não estava suficientemente provida, face às oportunidades com que se foram deparando, o que levou a que à data prevista para o regresso , após terem  “ varrido paióis “,  só lhes sobrar dinheiro para beber uma água ( dividida pelos dois ) numa esplanada, enquanto aguardavam a hora de embarque para o regresso, aproveitando a oportunidade para ir “ regalando a vista “ com as turistas que entravam nos respectivos horizontes  , ao mesmo tempo que lamentavam a sua situação de penúria. Fosse pela distracção provocada pelo que iam observando, ou por outro qualquer motivo, não se terão apercebido de um cão que se aproximara da mesa onde estavam e que ali foi satisfazer as suas necessidades fisiológicas, o que levou um dos camaradas, ao sentir – se alvo daquela daquela manifestação ,a exclamar o seguinte :

“ Quando um homem está com azar até os cães lhes mijam nas pernas “ 

E. Gomes

domingo, 16 de outubro de 2022

NÃO É QUE CONSEGUIRAM SURPREENDER-ME ?

Sr. António Cabral confirmamos agendamento serviço dia 13/10/2022 hora prevista 16H30. Cumprimentos. 

Para me solucionarem um problema com os sofás da sala contratei quem me pudesse resolver o assunto.
Recebi passados dias a confirmação de que viriam cá a casa.

Não é extraordinário receber uma mensagem de confirmação em que me chamam pelo nome?

Em Portugal, nesta patética geração mais bem preparada e educada de sempre é quase tudo sr António, sr José, sr Francisco, sr Alberto, sr Carlos, etc.

Conseguiram surpreender-me! Pela positiva. E eficazes no serviço.
Parece haver uma réstiazinha de esperança.
Tenham um bom Domingo.
António Cabral
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terça-feira, 11 de outubro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito)

                                       

Não sei se o título que escolhi se coaduna bem com o que hoje aqui trago . Vai já para alguns anos atrás, um camarada muito mais antigo proferiu uma conferência sobre um tema da nossa história naval do sec. XIX  referindo alguns factos que, pela novidade, causaram alguma admiração entre os assistentes. Aquando do período de perguntas e respostas um outro camarada questionou o orador quanto à veracidade de alguns dos factos que apresentara e nos quais se fundamentava grande parte do que afirmara , tendo  obtido como resposta o seguinte :

“ Garanto -lhe , sob minha palavra de honra , que tais factos se passaram exactamente  como os relatei “

E. Gomes

domingo, 9 de outubro de 2022

A PROPÓSITO de COMEMORAR  a  REPÚBLICA

Em 1922, tínhamos o que tínhamos. 

Em 2022, temos o que temos, não estamos muito bem.

Em 1922, éramos muito atrasados.

Em 2022, somos bastante menos atrasados.

Em 1922, nos planos da cultura, analfabetismo, esperança de vida, mortalidade infantil, desenvolvimento, éramos uma desgraça.

Em 2022, estamos completamente diferentes para bastante melhor mas, no entanto, quase na cauda dos países na UE.

Em 1922, (16 Fevereiro), concentraram-se em volta de Lisboa tropas vindas da província para alegadamente combater as greves operárias em curso, na Carris, conservas de peixe em Setúbal, etc.

Em 2022, a tropa não é nisso empregue, mas é mal paga, e entre órgãos de soberania apreciam é mais a submissão que a legal subordinação das Forças Armadas ao poder político legitimado pelo voto.

Em 1922, 22 Março, partiam de Lisboa para a travessia aérea do Atlântico, em direcção ao Rio de Janeiro, Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Em 2022, e a propósito de meios aéreos, continua a brincar-se com a TAP e aos "drones". E os Falcon não têm descanso.

António Cabral 
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terça-feira, 4 de outubro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 

                                      

Até agora esta é a única frase, que apresento, de que não posso garantir a autenticidade , a ela, no entanto, se aplica a conhecida  máxima “ Se non é vero é bem trovato “. Dizia – se que um instrutor, aquando da despedida dos recrutas para o período de férias do Natal, lhes terá feito uma prelecção na qual afirmava que, sabendo ser tradição os recrutas trazerem presentes de Natal para os instrutores, ele era totalmente contrário a tal prática, acrescentando porém, no final, o seguinte :

“ Agora se quiserem trazê-los para a minha mulher que, por acaso , até aprecia bastante , sintam – se à vontade para o fazer “    

E. Gomes