terça-feira, 30 de novembro de 2021

UM   BLOCO   DE   BANDEIRAS

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 27 de novembro de 2021

POR  AÍ

António Cabral 

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

BOM DIA,  BOM FIM de SEMANA

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

E S T A D O S
Nas Nações Unidas  estão "inscritos" hoje 193 Estados membros.

Não estão nas Nações Unidas designadamente o Kosovo que não é reconhecido por muitos países, com independência declarada mas não aceite por muitos, e a Formosa/ Taiwan que é reconhecido por vários países como Estado independente, mas que muitos outros países consideram ser parte da grande China.

Há Estados minúsculos, de que são exemplo entre muitos outros, Mónaco, Andorra, Vanuatu. Este último mesmo ridículo de dimensão e localização, sendo aparentemente o primeiro que será um dia engolido pelo oceano.
Estive há pouco a olhar para um livrinho meu, da "Collins", que se chama "Nations of the World Atlas".
Entre muitas curiosidades apeteceu-me por uns momentos olhar bem para o que lá vem descrito relativamente ao Reino Unido.

Reino Unido = Inglaterra + Escócia + País de Gales + Irlanda do Norte + uma série de ilhas e ilhotas mais ou menos à sua volta como, Shetland, Hebrides, Wight, Man, Orkney, Alderney, Jersey, Gersney.

Mas depois, o meu livrinho aponta como Crown Colonies o seguinte: Gibraltar, Falkland, Monteserrat, Anguilla, Cayman, Virgin, St Helena, Turks e Caico, Chagos, South Georgia, Pitcairn, Bermuda, British Indian Ocean Territory. Nesta última coisa uma ilha muito relevante por ser uma plataforma militar muito importante usada até pelos Americanos.

Quantos paraísos, idílicos e fiscais, com lavandarias. Interessante.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 23 de novembro de 2021

O MEU PRIMEIRO LIVRO DE FOTOGRAFIA

Aqui me comecei a lançar, para o que hoje sou, um bocado maluquinho da fotografia que, adoro, e que, cumulativamente, me leva a fazer outra coisa que gosto, grandes caminhadas, nas cidades, nas vilas, nas aldeias, verdadeiramente por montes e vales. Sou hoje um  fraco fotógrafo amador. Vou conseguindo corrigir alguns aspectos.

Um livro de 1962. 

Uma das coisas que nos dias de hoje me delicia é que este livro parece uma coisa premonitória, em 1962/1963…….na página 151 tem uma fotografia da Sagres. Mal imaginava nessa altura vir a estar lá dentro uns anos depois.
António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

TEMPOS IDOS.  FAZER AGUARDENTE

Uma preciosa fotografia de um amigo.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

domingo, 21 de novembro de 2021

O U T O N O 

O tempo que agora faz não está aquele tempo de frio e Sol bonito. 

Mas é sempre bonito.

Tenham um bom Domingo. Saúde.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

E V I D E N T E M E N T E 

…."em democracia, as Forças Armadas não devem ser um instrumento a ser manipulado a favor de interesses ilegítimos pelo poder"……..

…."isto não é compaginável com uma menorização dos militares….

…."pois acentuava-se a sua vertente de ligação ao poder que o nomeia, em detrimento da sua ligação com os militares seus subordinados a quem compete representar e defender"…..

…." os meios atribuídos às Forças Armadas têm vindo a diminuir de uma forma assustadora"……(FEV 2000, IDN)

Evidente, mas não para todos, como se vai verificando cada vez mais.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 16 de novembro de 2021

DIA NACIONAL do MAR -16 Novembro
Como referi num outro texto, este dia foi criado por resolução do conselho de ministros anos atrás.
O mar, sempre tem sido assim nas últimas quatro décadas, sempre ESQUECIDO. Não que sucessivos governos e diversas personalidades se tenham esquecido de realçar a importância do Mar para Portugal. Oratória, imensa. Tiradas grandiloquentes, muitas. Bazófia, a habitual. Promessas, o costume. António Costa não tinha nesta área nenhuma página para virar.
Mar, marinha de pesca, marinha de comércio, marinha de recreio. E, naturalmente, Marinha de Guerra, que desde há décadas passou a Marinha, apenas, porque estamos sempre em paz, nada de guerras.

Luís Vaz de Camões exaltou o povo português e a sua ligação ao Mar. Antero de Quental considerou que as descobertas criaram a ilusão de que não era preciso trabalhar em Portugal, e que daí adveio a nossa decadência. Virgílio Ferreira escreveu que a voz do Mar foi a nossa inquietação. A geração de Eça de Queirós apontou várias vezes o dedo ao Mar. José Régio teve tempo para escrever a letra do Fado Português. António lobo Antunes tem uma obra que fala também de Mar. Pessoa tem a Mensagem. Gil Vivente tem o Auto da Índia. Fernão Mendes Pinto e a sua Peregrinação. O Mar, os Mares/ Oceanos, ligam-nos a Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S.Tomé e Príncipe, Timor-Leste.

Mar, lindo, azul, azuis vários, límpido, ou gradualmente poluído.

Creio que continua certo se disser que, basicamente, 2/3 do peixe consumido em Portugal é importado. Que no início de 1975 a marinha de comércio tinha cerca de 150 navios de características diferentes, naturalmente que vários muito envelhecidos. Quantos hoje? E bandeira? A tão badalada economia do Mar, a economia azul, o que representam na economia nacional? 1,1%?
E a marinha de pesca? E quantos pescadores? À roda de 40000 em 1980. E agora? Quantas embarcações de pesca nacionais? Quantas com 10 anos ou um pouco menos?
Como nos portamos nas competições internacionais na vela? Sim, nas embarcações K temos tido bons resultados. Mas que representa isso em termos de participação desportiva generalizada por parte dos portugueses? Não é mais uma belíssima carolice de 3 ou 4 brilhantes atletas?

Sim, na vertente turismo temos tido bons desenvolvimentos. Ao longo de diferentes pontos e portos no Continente, e nos rios, e na Madeira e Açores.

Bom, para não me alongar muito, recordaria (quantos portugueses se lembram, e conhecem, e ouviram falar? E quantos oficiais da Marinha terão lido?) que por resolução do conselho de ministros nº 81/ 2003/ 17 Junho (governo Durão Barroso salvo erro), foi criada a "Comissão Estratégia dos Oceanos" com um mandato para apresentar os elementos de definição de uma "Estratégia Nacional para o Oceano" que, reforçando a associação de Portugal ao Mar, assente no desenvolvimento e uso sustentável do Oceano e seus recursos, e que potencie a gestão e exploração das áreas marítimas sob jurisdição nacional. 
Esse mandato de 2003 tinha em mente três objectivos:
> Valorizar a importância do Mar para Portugal,
> Dar prioridade a assuntos do Oceano e projectar internacionalmente essa prioridade,
> Prosseguir uma gestão sustentada das zonas marítimas sob jurisdição  nacional, com vista a tirar pleno partido das suas potencialidades económicas, políticas e culturais.

Em 15 de Março de 2004 a Comissão entregou um relatório, relativo à elaboração de uma Estratégia para os Assuntos do Oceano. A Comissão esperava - de futuro não apenas melhorar a racionalidade das decisões de cada sector com impacto no Mar, mas também que ela seja uma estratégia pro-activa, isto é, que traçasse novos rumos a prosseguir no sentido de impulsionar, promover activamente  e revitalizar a ligação de Portugal ao Oceano.

Recordo alguns dos membros da Comissão: Dr. Tiago Pitta e Cunha, Almirante Nuno Gonçalo Vieira Matias, Prof.Dr. Pinto de Abreu, Prof. Dr. Mário Ruivo.

Recordo, saliento, as palavras da Comissão - racionalidade das decisões, novos rumos, revitalizar.

Não se pense que as elites não ligaram ao assunto. Não senhor, ligaram e muito. Daí para cá, simpósios, reuniões, conferências, artigos, livros, reuniões internacionais, eu sei lá. Sim, tivemos várias "Estratégia Nacional para o Mar" a saber: por exemplo, tivemos a, 2006-2016, a 2013-2020, a 2021-2030! Por exemplo, a última, a ENM2030, é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal para o período 2021–2030, no que se refere ao modelo de desenvolvimento do Oceano para a próxima década.
Não é lindo?

Ao longo dos anos, de Março 2004 até ao presente, muitos planos de acção, muitos relatórios sobre economia do Mar, muita monitorização ITI Mar, muitas actualizações de planos, muitos relatórios relativos a conhecimento do Mar. Reparem, muita azáfama, muito trabalhinho! 

E reparem por exemplo nesta estratégia 2021-2030/ PS com - um Plano de Ação com 160 medidas e ações distribuídas por 10 objetivos estratégicos: combater as alterações climáticas e a poluição e restaurar os ecossistemas; fomentar o emprego e a economia azul circular e sustentável; descarbonizar a economia e promover as energias renováveis e autonomia energética; apostar na garantia da sustentabilidade e segurança alimentar; facilitar o acesso a água potável; promover a saúde e bem-estar; incrementar a educação, formação, cultura e literacia do Oceano; incentivar a reindustrialização e capacidade produtiva e digitalizar o Oceano; e garantir a segurança, soberania, cooperação e governação.

Garantir a governação, é obra!

Como diria o outro, é fazer as contas. 
Alguns dizem, secamente - no final, no essencial, tem ficado tudo mais ou menos na mesmaE eu não discordo.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt) 

Foi há sete anos ...


Sim, foi há sete anos que um grupo de marinheiros já "desarmados" resolveu dar vida a este projecto. Hoje, com mais de 300 000 visualizações de páginas, continuamos a navegar neste mar virtual, às vezes com ventos contra, outra vezes em calmarias mais ou menos prolongadas, por vezes suscitando comentários críticos ... enfim, navegando em plena e completa liberdade.
Relembramos o Editorial de há sete anos:

"Pretende este “O Navio... desarmado” ter na sua guarnição todos aqueles que “navegando nas águas calmas da reforma”, expressão tão bem definida em “A Voz da Abita”, que durante mais de oito anos foi seu porto de abrigo, não querem deixar-se alhear do que se prende com a sua Marinha nem abandonar o convívio de todos aqueles com quem serviram e naturalmente estabeleceram fortes laços de amizade.
 “O Navio... desarmado” não se revê como banco de jardim, ainda que esse banco tivesse sempre vista para o mar, mas como uma grande “câmara”, maior que o somatório das câmaras por onde todos passaram, com o espírito vivido em todas elas. Nele, as únicas armas permitidas serão a frontalidade, a firmeza, a tolerância, a camaradagem e o respeito, valores que lhes foram inculcados desde os bancos da Escola Naval. 
Poderão ser admitidos como membros deste blogue todos os camaradas que, preenchendo as condições atrás referidas, o solicitarem.

Em 16 de Novembro de 2014"

A todos os nossos visitantes e aos nossos colaboradores um sincero agradecimento esperando (e solicitando) que os membros da guarnição venham mais vezes à câmara com críticas, comentários e/ou sugestões que ajudem este "Navio" a continuar a sua singradura.

sábado, 13 de novembro de 2021

M I R Í A D E
Interessante o nome dado pela PJ a este processo lamentável.
Miríade = número grande, mas indeterminado.

Parece-me legítimo pensar que o atribuíram porque suspeitam que isto não é novo, e obviamente não é uma coisa de dois figurões e um intermediáriozinho lá em África. Aliás, esta dos 2 faz-me lembrar a da caixinha que era tão pequenina!
Oxalá me engane mas suspeito que, mais uma vez, estamos perante algo grande e, mais uma vez, alguns tentarão que as verdades TODAS não venham a público, na boa tradição da transparência sempre praticada pela maioria dos titulares de órgãos de soberania, pela maioria dos políticos, Chefes e dirigentes, e sempre para prestígio das instituições. Lembrando o outro, neste caso não é bem fazer as contas, é mais ver como estamos e continuamos!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A  PROPÓSITO  DE  CERTOS  PERITOS

Neste meu tão mal tratado país, uma das coisas que persisto em não conseguir encontrar é explicação decente para o que vejo nas TV relativamente a comentadores e peritos e certos políticos.

Quanto aos políticos continuo a não encontrar explicação para o facto de, por exemplo, uma criatura que tem perdido sempre nas urnas, que não tem qualquer expressão nacional, aparecer constantemente nas TV e escrever em jornais. Já pensei que é capaz de ser financeiramente rico e pagar para aparecer.

Mas isto vem mais a propósito da telenovela "Miríade".

É que fiquei há pouco a saber, depois de com recurso à tecnologia ter ido ver uma pérola que começou na SIC Notícias cerca das 1920 horas de hoje, que se tivessem sempre destacado para África destacamentos policiais acompanhando as forças de Comandos, nunca nada disto se passaria. Nada de contrabando de diamantes, ouro, prata etc.

NOTÁVEL! Como é possível não se terem lembrado disto antes?

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

EM TEMPO

As delícias da tecnologia permitem interromper o meu livro, ir à sala, há pouquíssimos minutos, pois o desafio era irrecusável - anda cá ver este - e lá fui ver, na TVI 24.

Inacreditável, e mais não digo. Vale a pena ir ver, apesar de tudo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

S E S S Ã O    S O L E N E

(mais uma….) (alocução PR Jorge Sampaio, IDN, 29NOV1996)

……Enquanto Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas é para mim uma honra dirigir-me a uma tão ilustre audiência de especialistas em questões tão importantes para o País, como é o caso da Segurança e da Defesa Nacional…..

………….coexistem focos de instabilidade e conflitos declarados ou potenciais em várias regiões do mundo……...os riscos para a segurança e para a estabilidade podem resultar de decisões políticas identificadas ou fenómenos diversificados e complexos, como sejam os fluxos migratórios desordenados, as crises económicas induzidas, o terrorismo e o narcotráfico………….

……...existe hoje, consequentemente, um crescente entrosamento entre política externa, segurança e defesa, que determina uma permanente interacção na formulação de objectivos e na identificação de modalidades de acção……...…a defesa, sendo uma questão nacional, é não apenas militar mas também cultural, económica e política na mais ampla acepção da palavra…………

…….a defesa é acima de tudo uma manifestação de vontade nacional. O espírito de defesa e a cultura de defesa estão intimamente ligadas e todo o cidadão deve estar consciente do facto de que a defesa nacional se fundamenta na coerência da reflexão e dos processos mas também comporta alguns sacrifícios……….

………há que cuidar, igualmente, do potencial estratégico nacional, nos vários domínios da acção do Estado pertinentes à Defesa Nacional…...

……..

Ao longo dos anos tenho feito um esforço tremendo para me aperceber quer das interações quer da tal coerência da reflexão e dos processos; ah, e recordo bem quem eram o PM e o MDN em 1996, como sei bem os que se lhe seguiram. Por isso estamos na coerência conhecida.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

HEROICIDADES  de  TRAZER  por  CASA

A DGS, Graça Freitas, substituiu-se ao vice-almirante e não dá conta do recado. O oficial agora é vedeta (humana e não navio ligeiro). Aguarda funções de Estado ao nível top. Assim seja. Mas é bom lembrar que há nas forças armadas muitos oficiais tão capazes como Gouveia e Melo e menos dados ao mediatismo. O facto é que na ausência de uma voz de comando marca-se passo. (JORNAL I)

Como qualquer pessoa sensata, qualquer cidadão comum constata.

António Cabral
Contra-almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 6 de novembro de 2021

S E…..

Se tivesse conselheiro sério não lhe acontecia isto!

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

O MEU "ZAPPING" MATINAL

Na rotina diária de passar os olhos pelas "gordas" via internet, entre outras "delícias" ocorrendo na nossa sociedade, deparei no Diário de Notícias com mais uma nojenta encomenda a zurzir o actual Chefe do Estado-Maior da Armada que exerce o seu cargo com toda a legitimidade formal, jurídica e administrativa.  
O artigo é este, e vai com a cor óbvia e com realces da minha responsabilidade:

Chefe da Armada pressiona governo com nova nomeação

Valentina Marcelino 04 Novembro 2021 - 21:46
Depois de ter visto recusado o primeiro nome pelo Ministro da Defesa, Mendes Calado insiste e vai propor o contra-almirante Nobre de Sousa para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.
O Chefe de Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado, quer nomear o ex-vice-chefe de Estado-Maior do Comando Conjunto de Operações Militares (CCOM) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), contra-almirante Nobre de Sousa, para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.

A proposta de nomeação foi esta quinta-feira levada ao Conselho de Almirantado, que reúne os oficiais-generais de topo da Marinha e, apesar de ter sido alvo de alguma contestação, foi aprovada. No entanto, esta iniciativa não deixou de causar estranheza em alguns setores da Defesa e da própria Armada.

Nos primeiros, porque ainda em setembro passado, Mendes Calado tinha visto chumbado pelo Ministro João Gomes Cravinho outro nome que tinha proposto para o cargo, o seu chefe de gabinete, o contra-almirante Oliveira Silva. Por outro lado, fontes da Defesa ouvidas pelo DN não entendem esta iniciativa nesta altura.

Como foi já noticiado, o CEMA está informado que está a prazo no cargo e que será substituído pelo vice-almirante Gouveia e Melo, que só não assumiu o posto no topo da hierarquia no início do ano porque foi destacado para coordenar a task force da vacinação contra a covid-19.

"Esta insistência só pode ser entendida como uma tentativa de pressão sobre o governo, fazendo aproveitamento do conflito que ocorreu entre o Ministro Cravinho e o Presidente da República, quando foi anunciada há cerca de um mês a exoneração de Mendes Calado e travada por Marcelo", assinala fonte da Defesa.

Esta nomeação terá também de ter o aval de João Cravinho o que dificilmente acontecerá. A acontecer significaria que, caso venha a tomar posse, Gouveia Melo teria como comandante naval não só alguém que não escolheu, mas especificamente um oficial que, de acordo com fontes da Marinha, é um dos que se tem oposto à promoção do vice-almirante para CEMA.

O DN perguntou ao Gabinete de Mendes Calado porque propôs esta nomeação nesta altura, sabendo que está a prazo no cargo, mas não recebeu ainda resposta.

Lida mais esta nojenta peça, obviamente encomendada e não é difícil descortinar por quem, e sobretudo porque a peça parece pretender ser subtil mas para mim não passa de um rabo escondido com o gato todo de fora, considero legítimas as seguintes conclusões:

- Como é de lei, o futuro CEMA desejado pelo CEMGFA e pelo MDN esteve certamente no conselho do almirantado.
- Desta peça é legítimo considerar que ele se opôs ou teve algumas discordâncias quanto à proposta para novo Comandante Naval.
- A estranheza das ditas fontes da defesa realçada nesta peça quanto ao óbvio e legítimo acto administrativo do CEMA só pode vir de quem bem se sabe. Tanto mais que quem está na sombra não é explicitamente referido em mais um vómito.

É como estamos, com servilismos, com heroicidades, com leviandades, sobrepondo egos pessoais às instituições. 
Um Presidente da República como eu entendo que devia actuar, já tinha cortado cerce estas coisas, dizendo directamente ao PM, ao MDN e ao CEMGFA que o CEMA está legitimamente no exercício do cargo e não está diminuído de nenhum dos seus poderes que a lei lhe confere. E mais, que se este tipo de coisas prosseguisse, se não acabasse este tipo de pressões, o CEMA cumpriria os dois anos de recondução.

Há duas criaturas que nunca me mereceram respeito. Sobretudo um, velhaco, que entende que todos os outros são tolos.
A continuar este tipo de coisas/ artigos/ encomendas/ pressões, se confirmará ser justo da minha parte não ter respeito por quem devia colocar ordem nisto. 

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

" P E R S P E C T I V E S "

…."My last word to you, (faculty and students of the Naval War College) then, in these preliminary remarks, is to master, and keep track of, the great current events in history contemporary with yourself. Appreciate their meaning….the sphere of the navy is international solely. It is this which allies is so closely to that of the statesman. Aim to be yourselves statesmen as well seamen. The biography and history of our profession will give you glorious names who have been both. I trust the future may show many such among the sons of this college". (Alfred Thayer Mahan, 1898)

Li isto e outros textos em 1998. Particularmente ao reler esta tarde esta parte, dou comigo a pensar de novo em certas tiradas grandiloquentes do nosso momento contemporâneo e que por aí vejo ecoadas na comunicação social com tanto fervor e servilismo, sem um momento de pausa para meditarem no significado real por trás de certas campanhas e de certas "boutades". Enfim, é como estamos. 

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)