quarta-feira, 19 de julho de 2023

FORÇAS  ARMADAS (FA)
Saídas Extemporâneas da Marinha.

Mão amiga fez-me chegar um documento que reputo de interessante. Numa outra perspectiva, a daqueles que como eu entendem que Portugal deve ter FA, o documento é, por um lado, sintomático e esclarecedor sobre a competência/ sentido de Estado/ sentido das responsabilidades da esmagadora maioria dos titulares de Órgãos de Soberania e concretamente os sucessivos PM e governos, os sucessivos deputados e os sucessivos Presidentes da Republica (PR).

Por outro lado, é muito preocupante e esclarecedor quando ao trágico caminho em direcção ao desastre. 

Quanto a PR, que por inerência e definição Constitucional é Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), então com o actual inquilino em Belém é cada vez mais  irrelevante e um verdadeiro Comandante Superficial das Forças Armadas (CSFA).  

O documento a que me refiro é um relatório com data de Abril passado sobre as saídas extemporâneas da Marinha durante o ano de 2022. O que o relatório mostra só será surpresa para os incautos, ingénuos, ignorantes, irresponsáveis e inocentes

O documento é minucioso, revela uma imagem negra sobre os recursos humanos na Marinha (certamente não muito diferente no Exército e Força Aérea), evidencia uma crescente degradação relativamente a anos anteriores (sobre este tema há relatórios desde 2017).

Conclusões principais, razões para as crescentes saídas extemporâneas da Marinha:

- o número de saídas em 2022 mais que duplicou a média dos últimos 4 anos,

- baixas remunerações e vencimentos, cerca de 65,5% dos casos,

- procura de oportunidade profissional mais vantajosa, o que muito tem a ver com aspectos remuneratórios,

- procura de maior valorização, realização e estabilidade, o que também tem em parte a ver com aspectos remuneratórios, 

- demora na progressão na carreira,

- difícil conciliação entre trabalho e família.

Deste documento ressalta também, se li bem, que a Marinha estará há algum tempo a ver se no seu âmbito consegue atenuar o problema através de medidas que designa por "mitigação" a saber, apoio ao alojamento e habitação, apoio em creche para filhos de militares, diminuição da formação inicial para mais rapidamente poderem embarcar.

Sobre este relatório, em 2 de Junho passado, o Almirante Gouveia e Melo que é o actual chefe da Marinha (CEMA-Chefe do Estado-Maior da Armada) exarou o seguinte:

Visto com preocupação.
Continuar a seguir e procurar novas estratégias de mitigação.
Dar conhecimento deste relatório à Defesa.

Interessado que sou como cidadão e entendendo que Portugal deve ter FA e, particularmente, Marinha e Força Aérea com meios adequados às responsabilidade do país designadamente no que se refere à brutal massa oceânica sobre a qual tem jurisdição, este documento dá uma imagem desgraçada sobre o Estado, sobre o estado a que chegámos, e tudo indica prosseguirá para pior. Apesar das patéticas e constantes loas sobre Mar e FA, o que começa a raiar o insuportável.

Que dizer sobre o que está à vista e que os responsáveis pela governança e pelo regular funcionamento das instituições fingem sistematicamente que não há problema especial?

Acrescento apenas isto:

1º - a responsabilidade do caos e desgraça em que estamos é dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, agravando-se decisivamente desde 2017,

2º - algumas chefias militares não estão isentas de responsabilidades, e a isto não deve ser alheia a crescente politização da escolha das chefias militares desde 1994 quando no final do Cavaquistão alteraram a lei pertinente, 

3º - podem tentar mitigar o que quiserem, serão acções sem eco, pois as remunerações e vencimentos dependem do poder político tal como os estatutos e o poder político não tem coerência nem honestidade intelectual para acabar com as FA como certamente desejaria, pelo que estrangula financeiramente  o pouco que existe, e algo me diz que a I República tem servido de exemplo para esta gentalha actual.

Em síntese, isto não tem concerto. Verem a situação com preocupação ajuda ZERO. 

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 18 de julho de 2023

MONUMENTO aos COMBATENTES do ULTRAMAR
A água em vez de transparente como em outras ocasiões observei estava com uma cor esquisita. Provavelmente não há €€€ para tratar daquilo. Lamentável.
António Cabral

sexta-feira, 14 de julho de 2023


Há coisas na vida . . . 

Há coisas na vida que têm o seu quê de estranho.

Uma, a de uma senhora que, muitos anos depois do falecimento de um dos irmãos mais velhos fulminado por um ataque cardíaco aos 61 anos de idade, vem a falecer autenticamente como um passarinho aos 102 ou seja, com o dobro da idade do seu irmão. 

Outro caso, o que um pai que viu falecer o seu filho mais novo vitimado por uma galopante leucemia Mielóide M2 em 8 meses e 8 dias, e vem a falecer quase 2 anos depois no dia de aniversário desse seu filho.

Coisas estranhas.

Tenham um bom fim de semana. 
O meu será fraco. Saúde.

António Cabral
Calm, ref
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quarta-feira, 12 de julho de 2023

CFRG (Ref.) António Eduardo Barbosa Alves

É com muita tristeza que informamos que Comandante António Eduardo Barbosa Alves faleceu hoje num hospital de Lisboa. Tinha 80 anos de idade e desde há muitos anos que deixara a Marinha e se instalara em Ervidel, no concelho alentejano de Aljustrel, onde se dedicou a actividades agrícolas.

Antigo aluno do Colégio Militar, ingressou na Escola Naval em Outubro de 1960 como cadete de Marinha do Curso ”Luís de Camões”, tendo transitado depois para o Curso “Nuno Tristão”. Como 2º tenente foi o oficial-imediato do Destacamento nº 9 de Fuzileiros Especiais, que cumpriu uma comissão no norte de Moçambique, onde a sua acção de combatente foi reconhecida e veio a ser condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2ª Classe. Embarcou no navio-escola “Sagres” e no navio-hidrográfico “Afonso de Albuquerque”, tendo comandado o draga-minas “Rosário”, a LDG “Ariete” em comissão em Angola e na Guiné e o navio-balizador ”Schultz Xavier”.

Entre 1981 e 1986 desempenhou as funções de comandante da Polícia Marítima e Fiscal de Macau. Foi promovido a 1º tenente em Janeiro de 1970 e a capitão-de-fragata em Junho de 1985, tendo passado à situação de reforma em 1996. Era um homem bom, discreto e bem-humorado, que era apaixonado pelo Alentejo e pela caça submarina, que praticava com grande entusiasmo.

O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas.

terça-feira, 11 de julho de 2023

TURISTAS  ESTRANGEIROS  na  ALDEIA

António Cabral

quinta-feira, 6 de julho de 2023

MUSEU de MARINHA
Um dos muitos a visitar
Bom dia.
Tenham uma boa 5ª Feira. 
Amanhã à tarde começa o fds. Saúde.
António Cabral

quarta-feira, 5 de julho de 2023

POR AQUI
António Cabral
Calm, ref
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domingo, 2 de julho de 2023

FINAL  de  DIA
António Cabral

segunda-feira, 26 de junho de 2023

CMG (Ref.) Rui Vasco de Vasconcelos e Sá Vaz



É com grande tristeza que informamos o falecimento do Comandante Rui Vasco de Vasconcelos e Sá Vaz. Tinha 87 anos de idade.

O Comandante Sá Vaz ingressou na Escola Naval em Setembro de 1956 como cadete de Marinha do Curso “Pedro Nunes” e foi promovido a guarda-marinha em Maio de 1959. Especializou-se em Artilharia e comandou a LFG “Orion” no teatro de operações da Guiné, onde foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2ª Classe. Em Dezembro de 1973 assumiu as funções de Comandante da Defesa Marítima e Capitão do Porto da Horta, mas na sequência do 25 de Abril de 1974 foi escolhido para exercer as funções de governador civil do Distrito Autónomo da Horta, que cumpriu entre Agosto de 1974 e Janeiro de 1976. Depois foi nomeado Secretário Permanente do Conselho da Revolução, cargo que desempenhou até à extinção desse órgão em 1982. De regresso à Marinha comandou o grupo de navios que em 1983 tomou parte na Kiel Week, que era constituído pelas corvetas “Oliveira e Carmo” e “General Pereira d’Eça”. Foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1985 e, entre Maio de 1986 e Outubro de 1987, comandou o Grupo Nº 1 de Escolas da Armada. Comandou entre 1988 e 1992 a Zona Marítima do Norte e chefiou o respectivo Departamento, exercendo os cargos de Capitão dos Portos do Douro e Leixões, tendo nesse período orientado os trabalhos de definição do canal de navegabilidade do rio Douro entre a Régua e Barca de Alva, iniciando-se assim a navegabilidade de todo o rio navegável. Por convite do governador de Macau foi Diretor do Museu Marítimo de Macau.

Era um oficial muito dinâmico, muito prestigiado e um assíduo frequentador do Clube Militar Naval.

O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, sobretudo do seu Curso “Pedro Nunes".

Nota: Cerimónias fúnebres,

O velório terá lugar no Centro Funerário de Alcabideche, em Cascais, a partir das 1500 hrs do dia 28 e durante todo o dia. No dia seguinte terá lugar a cremação pelas 1500 hrs.

sábado, 24 de junho de 2023

CRP, a minha Constituição Confere-me mas . . .
Qual a realidade?

CRP define-me deveres (é infelizmente parca neste aspecto) e muitos direitos. Pessoalmente e como referi em outras ocasiões, por mim está bem quanto aos direitos, mas devia haver uma clara enunciação de deveres dos cidadãos para com o Estado, País, sociedade (por exemplo os cidadãos têm o dever de cuidar o mais possível da sua saúde e segurança).

No plano dos direitos a CRP no seu Artigo 60º tem normativos explicitando que eu tenho direito, à qualidade dos bens e serviços consumidos (boa ou má qualidade?), à protecção da saúde . . . . . e refere que a publicidade é disciplinada por lei (teoricamente será, na prática verifica-se um escândalo diário), sendo proibidas todas as formas de publicidade oculta, indirecta ou dolosa.

Vem isto a propósito do supra sublinhado, da publicidade, e da maçada que os poderes públicos permitem que seja infligida aos cidadãos comuns. Vem isto a propósito designadamente das operadoras de telecomunicações.

Eu vivo em Portugal, e a experiência de vida diz-me que entre, operadoras de telecomunicações, bancos, fornecedores de combustíveis, etc., se aplica sem qualquer margem para dúvidas a frase conhecida sobre as moscas, mas com a particularidade de que, normalmente, nem as moscas mudam.

Vem isto a propósito da tolerância e da possibilidade dada a empresas e instituições diversas pelos sucessivos governos para contactar os cidadãos anunciando o melhor dos mundos na sua área de "competências" e "ofertas generosas de benefícios".

E fazem isto através dos telemóveis e /ou dos telefones fixos com a particularidade de não se darem a conhecer antecipadamente. Usam a malandrice (suponho que legalizada) -  "Sem ID de chamada, desconhecido". É isto que aparece nos visores dos telefones.

Comigo têm azar, eu nunca atendo chamada em que não aparece um número de telefone. Esta cena não é de agora, tem anos, periodicamente os telefones tocam entre 4 a 15 vezes (como na 5ª Feira, 8 para o meu telemóvel, 7 para o telefone fixo), a cena demora 3 a 5 dias e depois pára, voltando um ou dois ou três meses mais tarde.

Mas desta vez irritei-me. Estava a preparar-me para guardar o carro na garagem, depois de jantar, e o telemóvel tocou, um número a começar em 21, para mim desconhecido, e claro que atendi. Era uma fulana, sotaque brasileiro, a querer dar-me conhecimento de inúmeras vantagens e que eu tinha sido selecionado……fui rápido - minha senhora, desculpe interromper, não estou interessado, boa noite vou desligar e desliguei. Nunca poderei provar, mas aposto que foi alguém que não conseguindo contacto por "Sem ID de Chamada" resolveu ceder e usar o processo normal a horas tardias. Era da parte de uma instituição bem conhecida na prestação de apoios/ serviços na área da saúde.

Irritado fiquei como já referi, e esse número foi logo bloqueado no telemóvel. Aliás o meu tlm está cheio de todos os bloqueios tecnicamente possíveis. Mas não é possível bloquear numero desconhecido.

Se irritado estava, não guardei o carro e ao fim destes anos desta maçadora e periódica situação fui cerca das 2145 ao centro comercial, à loja da minha operadora de há décadas (não vale a pena maçar-me burocraticamente a mudar, as moscas são as mesmas) e apresentei queixa - "estou farto destes anos a maçarem-me com - Sem ID de Chamada". A senhora que me atendeu, quase arregalou os olhos, fiquei ciente que muito poucos portugueses já fizeram o mesmo que eu. A funcionária, rápida, com indícios de boa profissional, batalhou no teclado e entregou-se depois o comprovativo da minha reclamação - dentro de dias o senhor será contactado. E eu - muito obrigado minha senhora pelas suas disponibilidade e gentileza, tenha um bom resto de noite, bom regresso a casa.

Vou aguardar, ciente quanto a moscas e varejeiras, e é óbvio que a pouca vergonha dos "Sem ID de Chamada" vai continuar.

António Cabral
Calm, ref
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segunda-feira, 19 de junho de 2023

LUZ  na  NOITE  ESCURA

António Cabral

sábado, 17 de junho de 2023

POR  ZONAS  das  "LINHAS"
António Cabral
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segunda-feira, 12 de junho de 2023

MANHÃ CEDO,  CAMINHADA  NO AREAL
Observam-se coisas várias, interessantes umas, outras nem tanto. Hoje reparei nesta pintura artística, um flamingo.

António Cabral
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sexta-feira, 2 de junho de 2023

Da  ALDEIA

. . . . . 

Na rua da minha amada

não se pode namorar:

de dia, velhas ao Sol;

à noite, cães a ladrar.

. . . . . 

A cana do milho grosso

nasceu debaixo do chão.

Os olhos do meu amor

trago-os no meu coração.

. . . . .

António Cabral
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domingo, 28 de maio de 2023

MEMÓRIAS

No passado dia 16 de Maio deixei a sugestão para aqui se publicarem factos, eventos, fotografias do nosso passado.

Todos nós e particularmente os que como eu vamos ficando menos novos tivemos "cenas" variadas na carreira, e soubemos de muitas outras envolvendo outros camaradas de armas.

Com o devido e sentido agradecimento ao Cte Simões Lopes aqui transcrevo uma peça que o Sr seu pai testemunhou. 

Pessoalmente acho uma delícia.


António Cabral
Calm, ref
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sexta-feira, 26 de maio de 2023

CMG (Ref.) António Manuel Varela Marques de Sá


É com enorme tristeza e muita mágoa que informamos que o Comandante António Manuel Marques de Sá faleceu hoje com 78 anos de idade. O Comandante Marques de Sá entrou para a Escola Naval em 1962 como cadete de Marinha do Curso “Oliveira e Carmo”, mas como ele próprio escreveu “já no decorrer do 2º ano” decidiu “aprofundar e solidificar conhecimentos”, transitando para o Curso “Corte Real”. Foi promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1967, tendo iniciado uma carreira muito diversificada, sempre com a correção da sua esclarecida inteligência, sensatez, competência e humildade. Integrou um destacamento de fuzileiros especiais no Leste de Angola (DFE11), comandou a LDG “Cimitarra” no Norte de Moçambique, foi o primeiro imediato da corveta “João Roby” que em 1975 esteve nos Estados Unidos e depois em Timor, onde se encontrava aquando da invasão indonésia, vindo a completar uma viagem de circum-navegação em 1976. Foi imediato e depois comandante da corveta “Jacinto Cândido”, tendo sido ainda imediato da fragata “Comandante Hermenegildo Capelo”. Foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1995 e passou à reserva em 2000. Era um Homem bom, discreto e de grande carácter. Teve uma exemplar e pouco rotineira vida de marinheiro, de militar e de bom camarada, como atesta o prestígio de que gozava na corporação.

O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências â sua Família e aos seus Amigos e Camaradas.

Nota: Cerimónias fúnebres: O velório terá lugar segunda-feira, 29 de Maio, a partir das 1600 hrs na Igreja de N. Sra de Fátima (Lisboa). Terça-feira, dia 30 de Maio, pelas 1000 hrs far-se-á a celebração da palavra (na mesma Igreja). O funeral sairá pelas 1015 hrs para o cemitério dos Olivais onde o corpo será cremado.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

ESTADO e as INFORMAÇÕES (1).  
SISTEMA de INFORMAÇÕES da REPÚBLICA PORTUGUESA
Nas últimas semanas a vida política na capital tem andado agitada, designadamente à conta da intervenção do SIS (Serviço de Informações de Segurança) numa telenovela de cariz Sul-Americano com actores de deplorável qualidade. . . . . . 

. . . . . . . .

O resumo supra é o início de um texto, o primeiro dos três ou quatro que irei a pouco e pouco publicar no meu blogue, com as minhas conjecturas sobre este tema, as Informações.

Nada tendo a ver com o tema - INFORMAÇÕES - estou a olhar para alguns documentos que me foram amavelmente disponibilizados pelo meu/ nosso estimado camarada de armas Cte Simões Lopes, e que muito agradeço, e se inserem no plano - Memórias.

António Cabral

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Condecorações

Da página da Presidência da República se transcreve: 

Cerimónia de Imposição de condecorações a militares de Abril de 1974

16 de maio de 2023

O Presidente da República condecorou, em cerimónia no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém, com a Ordem da Liberdade, Grau de Grande-Oficial, os seguintes militares com participação direta no 25 de abril de 1974:


Tenente-General Vasco dos Santos Gonçalves, a título póstumo. Recebeu as insígnias Vasco Gonçalves Laranjeira, neto do Homenageado;

Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Pessoa Brandão, a título póstumo. Recebeu as insígnias Luís Manuel Pessoa Brandão, irmão do Homenageado;

Coronel Ângelo Mendes da Silva e Sousa, recebeu as insígnias Élia Silva e Sousa, mulher do Homenageado;

Coronel António Manuel Isidoro Matos Borges, a título póstumo. Recebeu as insígnias Nuno Filipe Barros Matos Borges, filho do Homenageado;

Coronel Carlos Leal Branco;

Coronel Eurico de Deus Corvacho, a título póstumo. Recebeu as insígnias Eduardo de Melo Corvacho, filho do Homenageado;

Coronel Francisco António Ricardo Dias da Silva Rebelo Gonçalves, a título póstumo. Recebeu as insígnias Raul Luz Xavier Rebelo Gonçalves, filho do Homenageado;

Coronel José Albano Veloso Coelho, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Teresa Ferreira da Cunha Gonçalves, viúva do Homenageado;

Coronel José Nuno da Câmara Santa Clara Gomes;

Coronel Luís Lopes Francisco;

Coronel Luís Vicente Martins de Melo Cabral;

Coronel Manuel Augusto Quiñones de Magalhães;

Coronel Manuel Carlos de Almeida Guerra Cerdeira, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Manuel Cerdeira, filha do Homenageado;

Coronel Manuel João Ferreira de Sousa, recebeu as insígnias Maria João Ferreira de Sousa, filha do Homenageado;

Coronel Mário Alfredo Brandão Rodrigues dos Santos, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Adelaide Galhardo Brandão Rodrigues dos Santos, filha do Homenageado;

Coronel Nuno Alexandre Lousada, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Alexandre Lopes Campanhã Lousada, filha do Homenageado;

Coronel Vítor da Silva Carvalho;

Coronel Vítor Manuel Martins Jorge, a título póstumo. Recebeu as insígnias Patrícia Sousa Martins Jorge, filha do Homenageado;

Tenente-Coronel Rui Edgar Babo de Castro, a título póstumo. Recebeu as insígnias Sónia Cristina Chinita Babo de Castro, filha do Homenageado;

Major Luís da Piedade Faria, a título póstumo. Recebeu as insígnias Sandra Faria, filha do Homenageado;

Major Pedro Manuel Lopes de Sales Grade. Recebeu as insígnias Irina Sales Grade, sobrinha do Homenageado.

"O Navio... desarmado" felicita todos os militares agraciados, lembrando em particular o Comandante Luís Pessoa Brandão (a título póstumo).

sábado, 20 de maio de 2023

CMG (Ref.) José Fernando da Silva Frazão



Lamentamos informar que faleceu ontem, 19 de Maio, o Comandante José Fernando da Silva Frazão. Tinha 87 anos de idade e ingressara na Escola Naval em Dezembro de 1958 como cadete de Marinha do Curso “D. Lourenço de Almeida”. Promovido a guarda-marinha em Setembro de 1962, embarcou na fragata “Nuno Tristão” que esteve envolvida em operações na Guiné. Era especializado em Armas Submarinas e, durante um alargado período, foi instrutor na Escola de Armas Submarinas. Comandou a LFG "Cassiopeia" na Guiné e em 1972 foi promovido a capitão-tenente desempenhando depois as funções de Capitão do Porto de Vila Real de Santo António. Comandou a Fragata "Almirante Magalhães Correia" e foi Diretor do Instituto de Socorros a Náufragos. Em Dezembro de 1988 foi promovido a capitão de mar-e-guerra e no dia 31 de Dezembro de 1992 passou à Reserva.
O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à família do Comandante Silva Frazão, bem como a todos os seus amigos e camaradas, designadamente aos que integraram os Cursos “D. Lourenço de Almeida” e “D. João I”.

Nota: Recebido através de "A Voz da Abita" a seguinte informação:
- Na Segunda-feira, dia 22 de Maio, o corpo estará em Velório a partir das 18h00 na Capela Mortuária
       da Igreja de Porto Salvo.
- Na Terça-feira, dia 23 o acesso à Capela estará disponível a partir das 10h00, estando prevista
      uma Cerimónia de Encomendação a anteceder a saída do féretro pelas 10h45 para o Cemitério de            Oeiras. 

A PROPÓSITO do DIA da MARINHA 2023


Lembrei-me do que li em tempos e em baixo reproduzo.

Lembro-me todos os dias dos tontos de sucessivos governos para quem mar / oceano/ ZEE / alargamento da plataforma continental são coisas lindas para referir nos grandiloquentes discursos, entrevistas e conferências.
 
......"E mais uma lição antiga se confirma hoje: Pode-se mexer no programa de manutenção de um navio, a título excepcional e por dias, mas não se constrói uma unidade naval em poucos anos; além disso, as intenções adversas ou as necessidades políticas próprias variam de um dia para o outro; mas a formação do poder naval demora anos, ainda que para manutenção dos níveis existentes".
(Temas e Reflexões, nº 3-Setembro 2001; Reestruturação das Forças Armadas. Equívocos e realizações, pag 22. / António Emílio Ferraz Sacchetti, VAlmirante)


António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

Ps: Os vigaristas de todas as cores, credos e profissões, que ao longo de décadas e particularmente desde o século XIX destroçam Portugal, nunca perceberam ou quiseram interiorizar uma coisa simples e evidente, e os poucos que perceberam estiveram-se nas tintas para ela, e que é uma realidade tão bem descrita em inglês :

- "You have (or not) a Navy. You raise an Army. Period!"

Dia da Marinha 2023




Fonte: www.marinha.pt

sexta-feira, 19 de maio de 2023

CMG (Ref.) João Carlos Pina Correia Marques



Lamentamos informar que o Comandante João Carlos Pina Correia Marques faleceu hoje em Lisboa no Hospital das Forças Armadas. Nascido no dia 11 de agosto de 1945, entrou na Escola Naval em Setembro de 1963 no Curso “Corte Real”, vindo a ser promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1968. Especializou-se em Electrotecnia e, entre outras, fez comissões de embarque no navio-petroleiro “S. Gabriel”, na fragata “Comandante Sacadura Cabral” e no navio-patrulha “Zaire”, que comandou. Em Dezembro de 1977 foi promovido a capitão-tenente e, em 1995, a capitão de mar-e-guerra, tendo passado à Reserva em 2001. Entre as diversas comissões que desempenhou incluem-se as de Adido de Defesa junto da Embaixada de Portugal na Indonésia e de representante português na Euromarfor, em Espanha. Os seus contemporâneos tinham um elevado apreço pelo Joca, o nome familiar por que era conhecido na corporação, pela sua permanente boa disposição e humor. 
O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à família do Comandante Correia Marques, bem como a todos os seus amigos e camaradas, designadamente aos dos Cursos “Corte Real” e “Hermenegildo Capelo”.
O corpo do Comandante Correia Marques estará na Capela do Cemitério de Alcabideche (Cascais) a partir das 11.30 horas da próxima terça-feira, dia 23 de Maio. Pelas 15.00 horas terá lugar uma cerimónia de Encomendação a que se seguirá a cremação.

MEMÓRIAS

Em 19 de Maio de 2015 publiquei este texto: 

Recordações. 
Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 42 anos que, quando o meu navio navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, fui/ fomos atacámos por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau. Como outros, que estávamos no exterior do navio, tive muita sorte. Estava uma noite de espectacular luar.
Morreu um comando africano, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC. Houve feridos, um incêndio, e o navio teve danos vários, inclusive um rombo abaixo da linha de água.
Passadas semanas, um relatório da PIDE/DGS, confirmou a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio, e ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que estava no exterior e que terá durado para aí um minuto no máximo, varreu com aço literalmente toda a zona. Como se viu no local na manhã seguinte ao ataque, uma zona enorme quase circular de árvores zurzidas, sem folhagem, sem ramos pequenos, sem casca. Tudo branco. O tempo voa, 42 anos! 
Eu não esqueço. E recordo, com emoção, todos os que estavam comigo, e não vejo há muitos anos. Recordo, também, todos os que connosco conviveram naquelas paragens Africanas, de 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973.
Andam para aí muitos que não esquecem nada, porque quase nada ou mesmo nada sabem. Mas sobretudo não sabem respeitar. 


Depois, a propósito da criatura que em 2015 era formalmente o MDN acrescentei: 

Não respeitam os que como eu andaram na guerra e que felizmente regressaram quase sem sequelas. Mas acima de tudo não respeitam os milhares de portugueses que regressaram de África com sequelas e os familiares dos que tombaram pela Pátria. Esquecem além disso, o que a CRP estabelece, e o que está em letra de lei na legislação que enquadra a Defesa Nacional e a sua componente militar. 
Dever de tutela, respeito pela lei, verticalidade, honestidade intelectual, respeito pela história do País, estes e outros valores são lixo para a “gentinha” que desgraça o País.

Os tempos são outros, a realidade do País é diferente, as missões, os meios designadamente os recursos humanos tem que se conformar ás realidades do presente, mas devendo olhar e acautelar o futuro.
Concretamente, o advogado que formalmente foi empossado como MDN, manifesta constantemente, sem qualquer pingo de vergonha, uma postura deplorável em relação ás Forças Armadas. Tem conseguido com variações próprias, algumas para pior, continuar na senda lastimável dos seus antecessores, TODOS. Lamentável.E sobretudo deplorável o teor eleitoralista e em algumas fases verdadeiramente falacioso, da longa entrevista que o actual titular do cargo concedeu há poucos dias a jornalistas da Antena 1.Uma entrevista que pareceu muito um frete combinado. Vou voltar a escutar, regressarei ao assunto.
António Cabral, cAlmirante reformado.

Hoje, pelas 2340 horas terão passado 50 anos. 
Continua a parecer-me que ocorreu há poucos meses.

António Cabral
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quinta-feira, 18 de maio de 2023

FOTOGRAFIA   CURIOSA

Imaginação quanto baste, não fui eu que as tirei.

Pensando melhor, poderá ser um alegado funcionário do SIS, apanhado em flagrante a guardar à socapa um computador com altos segredos de Estado que, previamente, disfarçou com uma bola luminosa.  

António Cabral
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quarta-feira, 17 de maio de 2023

TAMBÉM UM DIA ACABARÃO COM ISTO?
António Cabral
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