domingo, 30 de maio de 2021

D E U S E S

Nas minhas andanças por aí, ao observar as diferentes salas do muito interessante museu PO.RO.S que ocupa o antigo solar da Quinta de São Tomé (edificada no século XVI, remodelada em XIX) dei por mim a invocar os deuses. 

Eu explico. Na sala chamada "O domínio dos Deuses", onde de forma breve se percorre do Politeísmo ao Cristianismo ou seja dos deuses Romanos e Romanizados à origem dos Cristãos, dei por mim a pensar nessa coisa que teimam chamar de reformas, e perguntei-me se Neptuno juntamente com Júpiter não poderiam despejar as suas justas iras sobre o malicioso autor de tais encenações. Aguardemos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 29 de maio de 2021

B R I O S A

Indefectível da verdadeira "Briosa", ao passar ali………não resisti.

Pecado da gula!

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sugestão

 Havendo notícia de que alguns visitantes não conseguiram ler o conteúdo dos escritos através dos "AQUI" publicados nas ondas abaixo sob os títulos:

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR

e

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR - II

sugere-se tentarem-no através dos links:

https://www.dn.pt/politica/adriano-moreira-e-ex-chefes-da-armada-alertam-contra-a-deriva-maritima-da-gnr-13776672.html

ou

http://www.aofa.pt/rimp/210513_Carta_dos_Generais_Reforma_Estrutura_Superior_das_FFAA.pdf

ou ainda

https://zap.aeiou.pt/almirantes-cabrita-marinha-amadora-gnr-405738

REFORMA DA ESTRUTURA SUPERIOR DAS FFAA (cont.)

 Com a devida vénia, transcreve-se o escrito do Alm Melo Gomes no seu Facebook em 27.5.2021.

"A Comissão de Defesa Nacional ao excluir do debate quem fez a democracia e quem conhece profundamente a Instituição Militar não honra a tradição parlamentar democrática.
Sabe que não tem argumentação sólida que possa rebater as posições que apresentámos aos Grupos Parlamentares do PS e do PSD aliás, como reconheceram claramente nas audiências que nos concederam (é assim porque sim e nos disseram que assim será)!!!!
Como muitos afirmam Portugal já não é uma democracia liberal pois está desprovido de mecanismos adequados de escrutínio e de garantia de separação de poderes. Os directórios partidários impõem-se e isto é um grave sintoma de degradação democrática. O que se tem passado com a" Reforma das Forças Armadas " é disso um exemplo claro.
Em breve o Senhor Ministro da Defesa assumirá um confortável posto na carreira diplomática, deixando as Forças Armadas em falência de efetivos, de meios operacionais e, se este pacote legislativo for aprovado pela aliança do PS com o PSD e não só…também em falência organizacional.
Não admira que mais de metade dos Portugueses assuma hoje ter simpatia por lideranças autoritárias. Lá chegaremos!
 
PS: A contra informação está a tentar passar a mensagem de que os atuais CEM estarão a favor da reforma .... se assim fosse, eu e muitos outros, não nos bateríamos nem mais um minuto contra esta "Reforma" que é desastrosa para as Forças Armadas.”
 
Fernando Melo Gomes
 
In facebbok, 27 de Maio 2021

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR - II

 A mesma notícia, de outra fonte.

Se quiser, pode lê-la AQUI.

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR

 Aqui vai mais uma carta, desta feita de proeminentes figuras nacionais e de Ex-Chefes do Estado-Maior da Armada, sobre um outro assunto, igualmente candente como o da "Reforma da Estrutura Superior das FFAA", e  que o País e os cidadãos atentos e interessados, não podem deixar de preocupadamente acompanhar.

Ler AQUI.

terça-feira, 25 de maio de 2021

BANDEIRA  NACIONAL, militar, outras

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

DIA  DA  MARINHA 

Assinala-se hoje como todos os da "Briosa" sabem e, felizmente, sabem também mais algumas pessoas no país.
Um estimado vizinho na aldeia deu-me os parabéns pelo dia.
Não é intenção vir aqui maçar os camaradas de armas com aspectos pessoais.
Mas estou a referir-me a isto porque o meu vizinho publicou na conta pessoal no facebook um texto sobre este dia.
Relevante, e por isso o partilho com todos vós, prezados camaradas de armas e visitantes, ele fez acompanhar o dito texto da reprodução de uma bela (é o meu entendimento) tela de um pintor português pouco conhecido, José Manuel Soares, autor de vasta obra e que em grande parte está no museu em seu nome, no antigo Paço Episcopal em Pinhel). Vale a pena lá ir. Aqui fica.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

ESPECIALISTAS, RESSABIADOS,

e os BÉBÉS, chegam no BICO da CEGONHA ?

Vai por aí uma certa tormenta a propósito das propostas de alterações a certa legislação para dar poderes acrescidos ao CEMGFA.

Nos bastidores, ressabiados do passado, prepararam o que agora todos os da mesma linha declaram perfeitamente inofensivo. Poucos o declaram directamente, pois basta-lhes os OCS amigos e certas criaturas dos partidos que se têm especializado em parvoíces as quais ao longo do tempo são maquiavelicamente aperfeiçoadas pelos outros.

Nos OCS, camaradas de armas mais velhos têm apresentado os seus pontos de vista quanto ao que da parte do governo é pretendido concretizar.

Da parte do governo, e concretamente do ministro da tutela e incluindo a sua triste prestação na AR, ouvem-se coisas que quase nos parecem querer convencer de que afinal os bebés chegam de Paris no bico da cegonha.

Da parte do Governo, e concretamente do Primeiro Ministro, a postura habitual, lamentável, como se nada fosse com ele. Silêncio tumular.

O inquilino em Belém faz bem em assistir tranquilo ao salutar desenrolar da democracia.

Dos oficiosos apoiantes da geringonça não formal apareceram entrevista e referências a estudos no próprio dia de início do debate (??) do tema na AR. A máquina de propaganda da geringonça está bem oleada e preparada.

Na AR, assisti a um debate onde, com raras excepções, as intervenções foram de uma extrema pobreza em todas as vertentes. 

Não sou especialista como alguns "War experts", e menos ainda se me comparassem (o que me ofenderia) a empreendedores de "certa agricultura". Mas, garantidamente, sei alguma coisinha destas coisas,  pois sobre elas me debruço e estudo, estou atento como sempre estive a quem sabe mais que eu e, também por razões de carreira e designadamente pela relevante convivência durante anos com quem integrava forças armadas dos EUA, França, Holanda, Noruega  e Bélgica. Aproveitei bem esses tempos passados para ponderar sobre essas Forças Armadas e países, sobre essas sociedades.

Isto dito, confesso que não comungo de todos os argumentos por parte de alguns camaradas de armas mais velhos, mas comungo da essência do que têm colocado à vista de todos os portugueses.

A desfaçatez de certas criaturas vai ao ponto de se declararem surpreendidos com aquilo a que chamam alarido.

Há para mim dois pontos chave :

> Que defesa nacional para o nosso país e subsequente pilar militar,  olhando ao que está a acontecer e, apesar de cada vez mais incertezas, ponderar o que parece poder ocorrer futuramente sendo certo que as ameaças são globais e exigem certamente respostas coordenadas e centralizadas; 

> a questão da governamentalização das Forças Armadas.

Volto por agora apenas à governamentalização, por razões diversas, além de que me recordo onde estava na altura de certos eventos e ao que assisti ligeiramente à distância.

A coisa é simples. Até certa altura da 2ª maioria absoluta de Cavaco Silva, o processo para nomeação dos Chefes de Estado-Maior da Marinha, Exército e Força Aérea que a legislação então consagrava tinha as seguintes fases:

> o ramo em causa apresentava uma lista de 3 nomes ao ministro da defesa nacional, lista onde normalmente estava o vice-chefe da altura;

> com essa lista o ministro debatia o assunto com o PM, e em conselho de ministros tomavam uma decisão, e apresentavam um nome ao Presidente da República que, anuindo, marcava a data de posse do futuro chefe desse ramo.

O processo era bom, ou era mau? Não sei, mas tinha uma característica para mim muito importante, não se iniciava com interferência política. Os militares juram perante a Bandeira Nacional.

Acontece que nesse período que acima indico, e para enorme surpresa dos então PM e MDN, na lista de um ramo à beira de ter o seu chefe a terminar o mandato, não aparecia um nome que se desconfiava ser o desejado pelos políticos. Não se desconfiava, tinha-se a certeza, aliás o brado que a surpresa deu confirmou-o, e a contra gosto lá nomearam um dos que estava na lista. Mas ficaram com uma azia enorme. A vingança não se fez esperar. Além de que tiveram de arranjar um "bombom" para o não premiado.

Portanto, nunca mais, toca de alterar a lei. E à pala da nova lei, aprovada com os entusiásticos aplausos e gáudio do PS que, repito, sempre maquiavelicamente aperfeiçoa as bacoradas do PSD, os MDN passaram a chamar todos os oficiais generais de 3 estrelas de um dado ramo, conversando a sós com cada um. Escolhem então um nome e o Presidente dá posse. Como qualquer português comum percebe, nada de governamentalização existe em tal processo de nomeação dos chefes militares dos ramos das Forças Armadas.

Olhando agora ao caso do CEMGFA. Até uma dada altura da nossa história recente, e no Estado Novo foi ainda pior, o CEMGFA era sempre um general do Exército (houve uma excepção inicial, Força Aérea). Na nossa actual República é a partir de 1 de Fevereiro de 1994 que se começa a cumprir a norma NÃO ESCRITA de que o CEMGFA seja por rotação entre oficiais oriundos dos três ramos das Forças Armadas.

Indo agora ao presente, e ao alarido citado por certa criatura, a concretização da concentração desmesurada de poderes no CEMGFA obviamente que ainda mais governamentalizado tornará o processo de escolha do CEMGFA e, em consequência, ainda mais os dos CEM's, dado que para estes há uma prévia consulta ao CEMGFA. Até a minha idosa vizinha na aldeia percebe isto, e ela até se ri da oratória que uns quantos empregam sempre assumindo que para tontos estão a falar - ajustar competências a responsabilidades,…. limita-se a prever de forma simples e operativa, quem nomeia, quem propõe e quem deve ser ouvido! Ah, e claro, a nomeação é do Presidente da República.

Usando a fraseologia de certo especialista, eu como ignorante destas coisas é que estou a distorcer tudo isto. Enfim.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

2 0  de  M A I O  -  Dia  da  MARINHA

1498 - Vasco da Gama chega, não a Calcutá, mas fundeia em Calecute, na costa Sudoeste da Índia, assim cumprindo a sua missão de encontrar o caminho marítimo para a Índia.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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(grato por me chamarem à atenção por esta disparatada distração; presumo que sejam restos dos efeitos da 2ª dose da Pfizer)

terça-feira, 18 de maio de 2021

 DEFESA NACIONAL.  FORÇAS ARMADAS.

TEMPESTADE PERFEITA ?

Não tenho nem nunca tive certezas absolutas na vida. 

Sei de fonte segura que uma coisa na vida é inexorável. Todos regressamos à terra, por acidente, por doença não sendo ainda muito idoso, ou por muita velhice em que um dia se acaba por adormecer definitivamente na cama, em sossego, sem sobressaltos. Tenho dois exemplos destes na família.

Isto dito a propósito de certezas, não tenho certezas quanto à evolução do processo em que quem está no olho do furacão é este chamado ministro da defesa nacional mas, opinião minha, a origem disto tem  bem conhecidas figuras, civis e militares.

Se alguém ainda tiver dúvidas sobre a montagem do cenário desta temática do momento muito bem fomentada por insidioso e bem conectado matreiro, e a que a esmagadora maioria dos cidadãos não liga nada como sempre tem acontecido desde 24 de Abril de 1974, recomendo a quem eventualmente não tenha reparado que leiam demoradamente as páginas 4 e 5 do Diário de Notícias (um dos orgãos oficiosos dos geringonças) de hoje, onde está uma entrevista a um doutor  em "War Studies", Bruno Cardoso Reis e que, entre outras coisas, é assessor técnico do ministério da defesa nacional.

Está lá tudo bem explicado, e por exemplo entre muitas coisas:

> desde o começar a gerarem-se certas coisas sobretudo a partir de 1995,

> devemos continuar a melhorar, sobretudo na rapidez de resposta a problemas operacionais, mas sem que isso afecte o controlo necessário da despesa. (!?!?!)

E, como diz o inquilino de Belém, no seu modo genuíno, é a democracia a funcionar.

Como é sabido, uma tempestade perfeita é um evento meteorológico nada favorável e que é drasticamente agravado por combinação rara de circunstâncias daí resultando um desastre de grande magnitude.

Como suponho que a liberdade de expressão ainda é mais ou menos (já não é bem livre) dita livre, a minha convicção é que temos nesta "dita reforma" uma autêntica tempestade perfeita: 

> em Belém, proposta de reforma caucionada com suavidade mesmo até num tom adocicado, em duas reuniões e relembrando de estamos a assistir à democracia a funcionar; 

> o PSD com Rio, Ângelo Correia e uma senhora deputada aparentemente 100% de acordo com a coisa; 

> os outros partidos actuarão mais ou menos como de costume (veremos em quanto me enganei); 

> muitos a esquecerem-se do passado; 

> o primeiro ministro, que tem aparentemente grandes admiradores militares, sossegado que nem um anjo, pois nenhum jornalista ou seja quem for se atreve a questionar o senhor sobre seja o que for, como se uma coisa destas pudesse avançar sem a sua concordância. 

Ninguém, civil ou militar, questiona António Costa sobre que modelo de Defesa Nacional e subsequente pilar militar ele entende que Portugal deve ter daqui para futuro. 

É notável!

António Cabral

cAlmirante, reformado

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segunda-feira, 17 de maio de 2021

REFORMA DA ESTRUTURA SUPERIOR DAS FFAA

 Mais duas achegas sobre o assunto em causa.

Vale a pena ver AQUI e ALI.

Defesa Nacional. Forças Armadas. 
Reformas ? 

Reforma - acto ou efeito de reformar; mudança para melhor.

Na senda do centrão político (PSD, PS, ajudinha do CDS) desde 1982, a actual geringonça não formal prepara-se para concretizar operação de cosmética nas FA, querendo fazer crer que de reforma urgente na DN se trata. Desencadeou opiniões diversas de, civis, militares, comentadores e jornalistas, relativamente às quais comungo de parte da argumentação que conheço e, designadamente, do almirante Reis Rodrigues, e do General Carlos Branco. 
Desencadeou reações diversas porque, creio, publicamente continua por explicar a premência do que é tão repentinamente desejado. E não parece clara a autoria de tal desejo, embora pessoalmente não tenha dúvidas onde a coisa começou. 
Poderá entender-se que, de 25 de Abril de 1974 até 1982, não fosse possível com serenidade reorganizar Portugal e, menos ainda, no que à DN e às FA respeita (por óbvias razões, incluindo ao mais alto nível institucional). 
No final da década de 80 do século passado começou a ser erigido o modelo que se conhece, e teve posteriores alterações.
Esperei pela aprovação em conselho de ministros de tais alterações (de que não conheço formulação final) de que tanto se vangloria o actual titular da tutela (MDN). Titular que nos descansa pois, publicamente, afirma tudo estar bem da parte dos actuais chefes militares dos ramos das Forças Armadas (já designados como os "modernos chefes”!). Titular que não se tem coibido de declarações aos OCS e na AR, que me abstenho de qualificar. 
Olhando ao propalado, dele transparece não ter sido atendido o significado de certas palavras como, prudência, equilíbrio, serenidade, reflexão, metodologia, ponderação. Apesar do que por aí tem sido publicado e publicitado, não descortinei contraditório por parte dos OCS para questionar o governo, e concretamente o PM sobre, o porquê desta pressa e, também, que DN para o Portugal do futuro o governo deseja afinal e, subsequentemente, que FA ou mesmo se o país deve ter FA. 
A Assembleia da República (AR) apreciará, ou não, as alterações. Temo que aconteça o costume. 
Registei o pouco que se soube do Palácio de Belém, onde decorreram duas reuniões que, sinteticamente, em tom suave, considero um beneplácito ao governo. 
A democracia a funcionar! 
Na sessão comemorativa dos 47 anos do 25 de Abril de 1974, na AR, concretamente reações observáveis nas diferentes bancadas quando, como expectável, houve referências a militares e a ex-combatentes, deixou-me tranquilo pela confirmação do que há décadas se sabe. 
Discutível que possa ser, gosto sempre de tentar perceber com algum detalhe porque acontecem certas coisas, porque se chegou onde se chegou, olhar a factos do passado, olhar a perspectivas diversas. Certamente que, lamentavelmente, alguns erros crassos e bloqueios tiveram lugar no passado por quem não os devia ter protagonizado. Defeito que possa ser considerado, não gosto de escamotear mesmo o que possa ser tido como desagradável para alguns, mesmo a esta distância.
Nada do exposto nestas minhas palavras e em muitas outras, nada do que venho recordando, comentando, criticando ou recomendando, me afasta da essência do que camaradas de armas mais velhos têm publicamente defendido à vista de todos os portugueses.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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S  U  B  M  A  R  I  N  O  S


António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

O QUE ESTÁ DIFERENTE,  HOJE ?
Olhei para este texto que recupero dos meus arquivos, e onde sublinho várias partes. Escolhi-o, de entre outros, já cansado de ouvir inanidades da parte de certos elementos do centrão

Matutei muito sobre esta temática desde quarta-feira passada. E olhei para o que escrevi. Não estou completamente satisfeito, mas pronto. Para já, olhando a este texto, o que está diferente, hoje?

O ministro sombra do PSD para a defesa parece ser hoje outra luminária. O chefão do PSD idem. Mas……..?

Forças Armadas São Ou Não Prioridade? 
PSD promoveu debate sobre Defesa , Quinta-feira, 19 de Outubro de 2000  
O presidente social-democrata, Durão Barroso, e o deputado Carlos Encarnação, ministro-sombra do PSD para a Defesa, receberam ontem no Hotel Tivoli, em Lisboa, o general Loureiro dos Santos, assim como Joaquim Aguiar, antigo assessor presidencial, e ainda o ex-ministro da Defesa Figueiredo Lopes, para falar sobre "Política de Defesa Nacional". A assistir estava uma constelação de "estrelas" das Forças Armadas (FA) a quem muitas das coisas que ali foram ditas não deve ter agradado.  

O que marcou o debate foi uma intervenção de Joaquim Aguiar, colunista do "Expresso" e ex-assessor dos Presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares. Perante uma plateia de altas patentes, como os generais Espírito Santo, Loureiro dos Santos, Almeida Bruno ou Tomé Pinto, Aguiar fez questão de dizer claramente que havia prioridades mais importantes do que as FA em Portugal: "Estou completamente à vontade para vos dizer coisas extremamente graves.". E explicou o seu à vontade: "Não sou militar, não sou político."  

Durante uma hora, Aguiar deu uma lição de economia aos nervosamente irrequietos militares presentes (e aos poucos deputados que assistiam), explicando que, para haver modernização, era necessário que Portugal fosse capaz de "dominar ciclos de evolução económica como condição para produzir capacidades efectivas militares". Como isso não acontecia, e ainda por cima os aparelhos estatais caminhavam para a falência, era uma precipitação falar-se em reestruturação militar.  

Só depois Aguiar apontou baterias contra os políticos. Segundo o comentador, os partidos sabem muito bem que o "wellfare state" (expressão inglesa para Estado-Providência) tinha os dias contados. Mas, mesmo assim nada faziam para alterar o actual situação: "Todos os partidos prometem mais do mesmo, mas o mais do mesmo já não existe." O ambiente ficou pesado quando afirmou: "O dr. Durão Barroso sabe disto mas não faz nada."  

Era por isso mesmo que as coisas não funcionavam em Portugal. "Não eram feitas para funcionar" porque os políticos queriam que tudo ficasse na mesma
Daí que o comentador acabasse por concordar com o general Loureiro dos Santos, ao caracterizar o "Conceito Estratégico de Defesa Nacional" como "mudo" e "inútil". Porque, concluiu, "só serve para disfarçar"
António Cabral
cAlmirante, reformado
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domingo, 16 de maio de 2021

Entrevista do Alm Melo Gomes (ex-CEMA) sobre a reforma das FA


 A entrevista (ao Jornal de Notícias/TSF) sobre um assunto que está a ser discutido em vários sectores (políticos e não só) pode ser seguida recorrendo a  esta ligação.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Carta dos 28 ex-CEM

 Para ler a carta enviada pelos ex-CEM aos titulares dos órgãos responsáveis pela Defesa Nacional, basta carregar AQUI.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Reforma da Estrutura Superior das FFAA

 Recebi do nosso camarada VIAlm João Pires Neves informação de uma notícia inserta no noticiário das 09:00 do passado dia 12 da TSF, em que ele próprio é entrevistado e que por reputar do maior interesse para quem continue a interessar-se pela situação das nossas FFAA em geral, da qual transcrevo:

"...

 Junto vai o link do noticiário das 0900, no decurso do qual me foi pedida uma opinião sobre a candente questão da Reforma da Estrutura Superior das FFAA .

São cerca de 4 minutos que aparecem entre os 6:40 e os 10:55 minutos mais ou menos.

Para todos quantos acompanham esta questão com interesse e preocupação aqui fica este meu alerta.

https://www.tsf.pt/programa/noticiarios/emissao/noticiario-das-09h00-13710775.html

..."

segunda-feira, 10 de maio de 2021

UMA LANCHA QUE AFUNDA A MARINHA
(Paulo Sande, Expresso)
A GUARDA VAI A BANHOS
A GNR inaugurou no passado dia 7 de maio a sua Lancha de Patrulhamento Costeiro “Bojador”.

Tratando-se de um meio oceânico, a GNR vê assim concretizada a sua antiga aspiração de se tornar uma espécie de Guarda Costeira. A cerimónia de 7 de maio, que teve lugar no Terminal de Cruzeiros do Cais da Rocha de Conde de Óbidos, chamou-se aliás “O papel da GNR como Guarda Costeira”.

Portugal tem de utilizar com eficácia e parcimónia os escassos recursos de que dispõe. A compra de lanchas com capacidade para navegar no alto mar – capazes de chegar aos Açores e à Madeira, isto é, de cobrir meio Atlântico Norte – é um desperdício de recursos. E constitui, sem dúvida, uma afronta à Marinha portuguesa.

Em suma, mais um sinal da mania de grandezas que o nosso país devia dispensar.

Em 2009, reconhecendo a capacidade da Marinha de prestar serviços em missões de interesse público não militares, a Lei Orgânica da Marinha afirmava a necessidade de ajustar a estrutura da arma, dotando-a “das capacidades adequadas ao exercício das suas competências, respeitando (…) os princípios da racionalidade e da economia”. E na linha da “tradição naval portuguesa” dava-se corpo ao paradigma de uma Marinha “de ‘duplo uso’, materializado numa actuação militar e numa actuação não militar”.

Como objetivo, uma economia de escala e o desenvolvimento de sinergias. Para o efeito foi reformulada a cadeira de comando operacional e definidas as missões de natureza não militar, incluindo o cumprimento da lei nos espaços marítimos sob jurisdição nacional, busca e salvamento e actividades no domínio das ciências e técnicas do mar.

A Marinha, com séculos de experiência e vocação para agir em todos os meios marítimos, dotada dos recursos certos, competência e saber-fazer, deveria assim - pelo menos foi o que se pensou na altura -, cumprir a tarefa de Guarda Costeira. Passaram 12 anos e parece que já não é bem assim. Uma nova estrela, a não tão antiga Guarda Republicana, quer aprender a nadar. Até para um país habituado a mudar leis com frequência, incluindo as relativas aos grandes desígnios nacionais, é um recorde.

E é, sem dúvida alguma, um erro grave.

UM MILAGRE NASCIDO DO MAR
Portugal, sob tantos pontos de vista, é um milagre. Pela geografia, pela lógica das coisas, a sua mera existência é improvável. Escreveu-o Gomes Eanes de Zurara: “Cá nós de uma parte nos cerca o mar e da outra temos muro no reino de Castela”. E como de Espanha nem bons ventos…, restou-nos, ao longo dos séculos, uma saída: o mar.

Por ele, à aventura em frágeis jangadas de madeira, os portugueses afirmaram uma identidade singular e asseguraram a independência do país, o que só foi possível porque a alma dos nossos egrégios avós, tripulantes desses esquifes de madeira que sulcaram os oceanos do Mundo, não foi pequena. E porque inventámos, antes dos outros povos europeus, a Marinha.

Portugal existe porque a Marinha foi. E é. Em 12 de novembro de 2017, assinalaram-se 700 anos de criação da Marinha portuguesa, por decreto de El-Rei D. Dinis, em 1317. Na ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, não tergiversou:

“Somos uma Nação marítima” e “temos de continuar a investir na Armada” porque “esse é o nosso destino”. E a Marinha deve viver, “para que possa viver Portugal”.

Há dias, o primeiro-ministro propôs os Oceanos como desígnio europeu para 2030. Ora tudo começa neste rosto do continente que é Portugal. Que tem (que temos), escusado será lembrar, uma enorme zona económica exclusiva, um mar que é seu; ou seria, deveria ser, se tivesse recursos para o vigiar, patrulhar e proteger.

Que não tem!

E por essa razão também, é incompreensível a instituição da GNR como Guarda Costeira.

ESTRATÉGIA NACIONAL: NAVEGAR É PRECISO
A estratégia é a arte, assente na visão do que se pretende e no contexto de uma decisão política, de definir o objetivo e os planos que, no conjunto, cobrem todas as contingências e asseguram o cumprimento desse objetivo.

A Portugal tem faltado, com períodos de excepção, um conceito estratégico nacional estável. Isso mesmo afirmou em 2014 Adriano Moreira, para quem esse inexistente conceito deveria assentar na definição prévia dos valores espirituais e materiais que estruturam a identidade portuguesa. Sem entrar no já longo (e algo frustrante) debate sobre o lacunoso conceito estratégico nacional, uma coisa é indiscutível:

Foi no mar, e é nele, que Portugal escora a sua sobrevivência, projeta o seu poder e obtém (ou devia obter) a sua riqueza. Reconhecida a independência em 1179 pela bula papal Manifestis Probatum, o país empreendeu, nos séculos seguintes, a difícil missão de a garantir. Sem poder crescer pela fronteira terrestre, foi no espaço exterior, por via da sua fronteira marítima, sobretudo através do Atlântico, que Portugal se afirmou como entidade política relevante. Já então, como nos séculos seguintes, foi a Armada instrumento decisivo.

Seguiu-se um lento regresso às origens, culminando com a descolonização de 1975. E desde então, penosamente, Portugal tenta actualizar um conceito estratégico nacional que lhe permita – para si próprio, desde logo – afirmar-se como nação independente, relevante e considerada no plano internacional. E se concordo com a falta de visão estratégica, é também certo que várias âncoras permitem vislumbrar os seus possíveis contornos, naquilo a que Adriano Moreira, aliás, chama de “janelas de liberdade”.

A âncora europeia é a nossa pertença à União Europeia; a relação com os países de língua portuguesa, através da CPLP; e o mar. O Mar.

Ora, para o cumprir – e celebrar as “navegações grandes que fizeram” os portugueses, todos nós, e as que ainda poderemos fazer -, é necessária uma Marinha com recursos, capaz de projectar força efectiva e de se impor num ambiente marítimo crescentemente predatório, ainda por cima numa das maiores zonas económicas exclusivas do Mundo. Uma Armada que garanta patrulha, controlos migratórios, fiscalização económica, luta contra a pirataria e os tráficos vários, busca e salvamento, controlo aéreo.

Uma zona económica exclusiva de 1.683 mil km2 e um potencial de 4 milhões de km2 de zonas marítimas nacionais (quando concluído o processo de alargamento da plataforma continental), não se protegem com uma Marinha subdotada. Falta gente (cerca de 800 pessoas, reconheceu o Chefe do Estado Maior da Armada em 2019); o único navio reabastecedor, o Bérrio, foi abatido ao efectivo no ano passado, limitando drasticamente a capacidade operacional; são escassos, para os objectivos referidos, os meios actuais, cuja aquisição, renovação e manutenção é cara, dificilmente comportável por uma economia deficitária e endividada.

E, contudo, a GNR vai ter navios. Super-lanchas, que deverão ser mantidas. Terá de formar marinheiros. De aprender a nadar, o que os da Armada aprendem desde há sete séculos. Tudo isso para missões de utilidade e serviço público que a GNR nunca cumpriu e que a Marinha executa com proficiência e capacidade. O país vai ter de pagar a dobrar o custo do que é singelo.

São vícios de rico.

Mas ainda é tempo de corrigir o tiro.

Antes que a Marinha se afunde.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 8 de maio de 2021

SIGA  a  MARINHA

Dizem-me que, para a semana, na Assembleia desta cada vez mais trucidada República, a par das propostas para tornar o CEMGFA uma espécie de "imperadorzinho", esta conhecida frase pode vir a ser substituída por "parem a Marinha". Apenas para adequar as coisas à realidade. 

A par do que se conhece no interior da instituição por via quase directa, e onde se obtém dados mais rigorosos do descalabro vigente, aqui pelo Continente como pelos Açores, a situação explicitada no Expresso desta semana creio que peca por defeito.

É o tal Portugal da transparência, país de marinheiros, país de jurisdição imensa sobre o Atlântico, o país "dos melhores dos melhores". O Portugal que vê ir buscar lá fora o que poderia ser construído cá dentro. Ou não?

Como diria o ordinário que tratou de muito nos desgraçar - isso não interessa para nada.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 5 de maio de 2021

 ILUSTRATIVO das MANOBRAS INSIDIOSAS

Repare-se em quem inicia a conferência. 

Exactamente, quem foi ministro anos atrás, e que desejaria fazer na altura uma dada e profunda alteração na estrutura superior da instituição militar, ou então incitado por quem de facto o pretendia, tudo pantanoso e típico deste pastoso sistema que nos desgraça.

É como estamos, com os ressabiados civis e militares do passado a verterem o seu fel e a sua incompetência, aproveitando-se de incompetentes políticos e de criaturas actuais de percurso bem conhecido e ego insuportável. Tudo abençoado pelo intrujão-mor que passa pelos pingos da chuva como se nada tivesse a ver com isto.

É como estamos, uma conferência que, olhando para quem lá está, é bem demonstrativo da falácia disto tudo.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt) 

terça-feira, 4 de maio de 2021

Comandante Martins e Silva


 Nota de Pesar

É com profundo pesar que o Museu de Marinha assinala o falecimento do Capitão-de-mar-e-guerra José Fernandes Martins Silva, seu antigo diretor. Ao longo de cerca de 50 anos de carreira militar ao serviço da Marinha Portuguesa, o Comandante Martins e Silva desempenhou diversas comissões de embarque em navios de diversos tipos e classes. Destas destacam-se o comando de uma unidade em campanha, na Guiné, bem como do Navio-Escola “Sagres”, primeiro como oficial imediato e depois como comandante, em diversas viagens de instrução e representação. Foi sob o seu comando que o Navio-Escola “Sagres” realizou a sua primeira viagem de circum-navegação (1978-1979). Após o desempenho de diversas funções de chefia e comando de unidades em terra, o Comandante Martins e Silva esteve ao serviço do Museu de Marinha durante 13 anos, 9 dos quais como seu diretor entre 1991 e 2000. Durante a sua direção, o acervo do Museu de Marinha conheceu um notável aumento com a incorporação de inúmeras peças nas suas coleções, muitas das quais através dos apoios de instituições e de particulares, em resultado da sua iniciativa em promover uma maior participação e abertura à sociedade. A recuperação e administração dos espaços da ex-Fábrica Nacional de Cordoaria, confiados ao Museu de Marinha, bem como o seu empenho e contributo para a recuperação da fragata “D. Fernando II e Glória”, são alguns dos exemplos do saber, rigor e competência pelos quais se pautaram as cinco décadas de carreira.

O Museu de Marinha presta a sua homenagem ao Comandante Martins e Silva, enaltecendo o seu legado e a sua dedicação à Marinha e ao País, expressando o seu voto de pesar à família, camaradas e amigos.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

VALM (Ref) Carlos Monteiro da Silva


Continuamos, infelizmente, a anunciar funestos acontecimentos. Através de "A Voz da Abita" recebemos a seguinte comunicação:

"Estimados Camaradas,
É com muito pesar que dou conhecimento do falecimento, na passada madrugada, do nosso Camarada e Amigo Almirante Carlos Monteiro da Silva.
Esta Segunda-Feira, em Almada, terá lugar o seu funeral confinado e reservado à sua Família.
Apresentamos as nossas condolências à sua Mulher e aos seus filhos, neste caso em particular ao CMG João Pedro A.B. Monteiro da Silva, e a todos os seus Camaradas do Curso "Nuno Tristão", a que pertencia."

"O Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames à sua Família e aos seus amigos e camaradas.

domingo, 2 de maio de 2021

CTEN (Ref) Luís José dos Reis Cohen



 Mais uma triste notícia veiculada pela  "A Voz da Abita":

"É com muito pesar que lamentamos dar a conhecer o falecimento ontem, ao fim do dia, do nosso estimado Camarada Capitão Tenente (R) Luís dos Reis Cohen, Chefe do Curso "Luís de Camões". Não são, de momento, conhecidas as Cerimónias Fúnebres que lhe serão prestadas.

À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas mais chegados as nossas sinceras condolências."

"O Navio... desarmado" manifesta o seu pesar e envia sentidos pêsames à sua Família e aos seus amigos e camaradas.

sábado, 1 de maio de 2021

CMG (Ref) José Fernandes Martins e Silva



Alertados pela notícia no blogue "Água aberta ... no OCeano" tomámos conhecimento, com profundo pesar, do falecimento do Comandante Martins e Silva (Curso Gil Eanes) com 88 anos. Oficial distinto foi, entre outras e variadas funções, instrutor de Educação Física na EN, comandante da 1ª LDG na Guiné (NRP Alfange), navegador na Sagres e mais tarde seu Imediato e Comandante durante a 1ª Volta ao Mundo. Foi também Director do Museu da Marinha. Escreveu um clássico de marinharia, a "Arte de Marinheiro".
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas