quarta-feira, 29 de novembro de 2023

CMG EMQ (ref.) Jorge Santana da Silva.


 
Enviada pelo Cte Bentes Marcelo recebemos esta triste notícia:

"É com muita tristeza que informamos que na madrugada de 25 de Novembro faleceu o CMG EMQ ref.  Jorge Santana da Silva. As cerimónias fúnebres decorrem esta tarde - 29 Novembro - com velório na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição na Costa da Caparica a partir das 17:30 e, no dia imediato, missa às 09:30 seguindo-se o cortejo fúnebre para o cemitério de Vale Flores no Feijó onde será cremado."

"O Navio... desarmado" expressa sentidas condolências à Família do Eng. Santana da Silva e aos seus amigos e camaradas, nomeadamente aos do curso D. Lourenço de Almeida.

MARINHA. AÇORES.
Um navio de patrulha oceânica (NPO) da Marinha, no exterior do porto de Ponta Delgada. Hoje de manhã.
António Cabral

sábado, 25 de novembro de 2023

POIS. . . .

Deve ter sido nisto em que se inspiraram para o que se vai vendo.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 21 de novembro de 2023

 "Não ponhas de parte uma boa ideia apenas por não gostares da sua origem"

(autor desconhecido)

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

IASFA
Caros "desarmados", caros camaradas de armas.
Certamente, porque os anos passam e vamos ficando. . . . menos novos, vários de vós já tiveram necessidades de cuidados de saúde, e mesmo a nível familiar.

Estou convicto de que muitos têm a noção perfeita ao que chegou um sem número de aspectos inerentes à condição militar e à saúde da família militar.

Provavelmente não vos darei conta de nada desconhecido, ainda assim e sem vos querer maçar com questões pessoais aqui vai.

A minha mulher foi submetida a um intervenção cirúrgica em 1 de Junho passado, num hospital privado, para extração de uma das quatro paratiróides. 
Sabia que tínhamos tiróide, desconhecia que por trás dela temos 4 minúsculas coisas que comandam muito do nosso corpo.

Custo total 5200,00 €.

Submetida a despesa ao IASFA veio a resposta de que não tinha nenhuma comparticipação.

A minha reacção foi musculada, e abreviando a história, informei que ia dar conhecimento alargado dessa resposta.
Se contasse o romance todo tinha que escrever muito.

Por reacção de um senhora do IASFA em Oeiras, que se mostrou diligente e conhecedora, lá acabei por ser informado de que receberia comparticipação de 1040,00€.

Recebi de facto, no final de Outubro, quatro meses depois.
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

CENTENO  AVISA

Centeno avisa bancos que os lucros recorde não se vão manter.

A propósito deste alerta, deixem-me contar um caso deste cidadão comum que, sendo um privilegiado e rico por ter uma extraordinária família (mulher, filhos, netos) felizmente todos bem e sobretudo também de saúde, não sou rico financeiramente. Remediado.

Em português corrente, tenho uma boa reforma comparativamente com muitos dos meus concidadãos de classe média (CGA), mas estou a começar a ver nuvens no horizonte com estas notícias dos problemas de fundos da CGA.

Em português corrente, tenho umas modestas poupanças que não estão na conta à ordem. Os juros têm sido de 0, 01 qualquer coisa, FENOMENAL. 
Não admira assim que a banca tenha grandes lucros.

O caso que vos quero contar tem dois dias.
Tendo que ir ao banco porque o meu cartão multibanco estoirou a quatro meses de acabar a validade, lá conversei com o gestor de conta (adoro este título) sobre assunto de que há semanas ele me tinha solicitado por telefone abordar e logo que eu tivesse disponibilidade.

O caso:
sr António (esta modalidade contemporânea cada vez mais me irrita) não sei se tinha a noção de que até há muito pouco tempo para valores de poupanças entre 15 000,00 e 300 000,00 Euros, a banca aplicava sempre o mesmo tipo de juro a toda a gente independentemente de tudo o mais.

(Abro um parêntesis para dizer que bem gostava de ter os 300 ou mais!)

A política actual é diferente e cada cliente é um caso . . . .

Explique-me lá por favor, está a querer dizer-me que aquilo a que chamam actualmente juro mas que é um verdadeiro insulto, pode ser modificado?

- Exactamente sr António, temos várias modalidades, que passo a explicar, para poupanças não mobilizáveis durante certo tempo ou mobilizáveis, e por prazos a definir . . . e para depósitos dentro daqueles valores que indiquei

Em síntese, os meus parcos tostões que pouco mais são que 30% dos tais 15 ficaram numa conta de poupança, mobilizáveis, e com juro real de 1, 512%. Uau!
Bem, naturalmente, é melhor que a pouca vergonha anterior. 

É a banca portuguesa, e é o Banco de Portugal, e é a comissão de ética muito ética, e são os Ricardos, os Mários, os Constâncios, os Ruis, os Sousa, etc. 
Dizia-se do MELHORAL, não faz bem nem faz mal.

Esta gente não nos faz bem mas faz-nos mal!

Tenham um bom fim de semana, boa sorte e saúde.
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

Ps:
Ainda que modestamente, procuro manter a chama viva neste blogue. Parabéns por mais um aniversário.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

9 anos


Foi há 9 anos que o espaço cibernético acolheu este blogue. "O navio... desarmado" vem deste modo agradecer a todos os colaboradores e visitantes, esperando que continuem por muitos e bons anos. Saúde para todos! 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

A VIAGEM AO CANADÁ – O PROJECTO CREOULA "DE NOVO NA TERRA NOVA” (AGOSTO 1998) – 25º ANIVERSÁRIO / 6AGO2023


No passado dia 6 de Agosto, os Amigos do Museu de Ílhavo comemoraram os 25 anos do projeto CREOULA ‘DE NOVO NA TERRA NOVA’, projeto que em Agosto de 1998 fez regressar o NTM Creoula, antigo lugre bacalhoeiro, a St. Jonh’s, capital da Província da Terra Nova e Labrador, no Canadá, seis anos após o fecho das águas territoriais canadianas à pesca do bacalhau.

O projeto "De Novo na Terra Nova" foi uma das missões mais expressivas que o NTM Creoula cumpriu após o término da sua atividade nas campanhas de pesca do bacalhau e sua posterior adaptação a navio de treino de mar (NTM), tendo sido importante na reaproximação diplomática entre Portugal e o Canadá..

A ideia desta viagem e do projeto "De Novo na Terra Nova" de rememorar a presença da ‘”White Fleet’” portuguesa em terras canadianas, partiu da Sra. Patrícia Dole, à época Embaixadora do Canadá em Portugal, ideia que recebeu o total apoio dos dois países.

Ao contactar os Amigos do Museu de Ílhavo, encontrou nestes um forte aliado, constituindo-se, a partir daí, uma Comissão Executiva, sediada no Museu Marítimo de Ílhavo, englobando os Amigos do Museu de Ílhavo (AMI), o Município de Ílhavo (CMI) e a Universidade de Aveiro (UA), nascendo assim o projeto.No dia 9 de Agosto de 1998 acudiram milhares de pessoas ao cais nº 10 do porto bacalhoeiro da Gafanha da Nazaré para viverem a saída do NTM Creoula com destino à Terra Nova.

O Presidente da República Jorge Sampaio, entre aquela massa humana, dirigiu-se ao navio para cumprimentar o seu comandante, o então capitão-de-fragata Júlio Sajara Madeira, o diretor de Treino de Mar, o saudoso Capitão Francisco Marques - numa missão igualmente simbólica, já que havia sido o último comandante do navio, enquanto lugre da pesca do bacalhau, no ano de 1973 -, bem como todos os instruendos e a guarnição.

Na sessão solene comemorativa, realizada no Museu Marítimo de Ílhavo em 6 de Agosto, foi exibido o vídeo A Viagem ao Canadá – O Projecto “Creoula de Novo na Terra Nova”, realizado por Hugo Calão e com texto* do então Navegador do navio com.te António Mourinha, o qual pode ser visto aqui. 

* Artigo publicado na Revista da Armada de Março de 1999

Fonte: AMI Amigos do Museu de Ílhavo


segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Fotografias das minhas Viagens à Islândia
Na primeira, o edifício onde há décadas Reagan e Gorbachov se encontraram.

AC
2ª FEIRA, 13 NOVEMBRO 2023
O dia começou muito bem. 
Muito cedo, 0710 horas, a nora estava a chegar!
Início de semana de tomar conta de um dos netos, em que o mais velho está prestes a fazer 20 anos, mas este neto é o mais novo de todos, 20 meses. Na semana passada foram os outros avós.

A semana começou portanto muito bem, ver de manhã cedo a querida Nora, dois dos netos, e receber este pimpolho.

Mas à hora de almoço esta 2ª Feira 13 pareceu uma 6ª Feira 13.
O Zé, um dos meus três melhores amigos militares telefonou, a dar uma muito triste notícia: enviuvou.

A nossa amiga partiu, soube pelo Zé que se cumpriu um seu desejo, que o corpo fosse doado à Ciência, e assim fizeram. 
Que descanse em paz.

Cuidar dos vivos é preciso.

O meu amigo Zé é um homem muito forte, física e mentalmente. 
Para alguns parecerá um homem duro, frio, sem nunca transparecer emoções, que as tem.

É dos homens mais intelectualmente honestos que em vida conheci, e tem coluna vertebral, óssea, não é de borracha.
De uma integridade a toda a prova, para atingir o topo da carreira bastou ser ele próprio, nunca precisou, de jogar golfe, de jantarinhos amistosos, de se agachar perante poderes. 

O Zé enceta uma nova etapa da vida. Dura, diferente.
O Zé terá sempre a minha profunda amizade. 
Gostava de o ter tido como irmão. 
António Cabral (AC)

sábado, 11 de novembro de 2023

MAR
António 
Cabral
Calm, ref
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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

ALTERAÇÕES  CLIMÁTICAS?
Sim, há alterações climáticas. Claramente.
As duas fotografias em baixo são de uma das roseiras junto do balcão de entrada da minha casa na aldeia na Beira-Baixa e de uma cameleira a talvez 7 a 8 metros desse balcão.
A cameleira está lá há muitos anos. Muitos.
A roseira há vinte e três anos.
Particularmente a minha roseira, que é uma de várias, nunca deu rosas depois de Agosto, começando a florir normalmente em meados de Abril princípios de Maio.
Está com rosas.
Relativamente a este inusitado facto, rosas neste período do ano, pela primeira vez, a minha conclusão é a de que as alterações climáticas estão a enganar a natureza.
António Cabral
Calm, ref
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sábado, 4 de novembro de 2023

MARINHA

António Cabral 
CAlm, ref
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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Na TARDE de 31 OUTUBRO
Deu-me para reler partes deste livro, em vez de doçuras e travessuras!
António Cabral

terça-feira, 31 de outubro de 2023

CTEN (Ref) Manuel Aníbal Coelho Rebelo Marques

 

É com muita tristeza que informamos que ontem, com 78 anos de idade, faleceu o Comandante Manuel Aníbal Coelho Rebelo Marques. Tinha ingressado na Escola Naval em Setembro de 1963 como cadete de Marinha do Curso “Corte Real”, tendo sido promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1967. Durante o seu percurso escolar destacou-se como um excelente músico, tendo integrado o conjunto musical que então existia na Escola Naval. Especializou-se em Artilharia e realizou comissões de embarque nas fragatas “Álvares Cabral” e “Comandante Sacadura Cabral” em Moçambique. Foi promovido a capitão-tenente em Agosto de 1977 e, pouco depois, passou à Reserva, fixando-se na sua terra natal algarvia onde estudou e passou a dedicar-se à Biologia Marítima, no quadro da Universidade do Algarve.

“O navio… desarmado” expressa as suas condolências à Família do Comandante Rebelo Marques, bem como aos seus amigos e camaradas, sobretudo do Curso “Miguel Corte Real” a que pertenceu.

As cerimónias fúnebres decorreram esta tarde na Igreja de S. Luís em Faro.

domingo, 29 de outubro de 2023

Até Dá Vontade de Chorar, tal é a Emoção
Será que se vê ao espelho?

António Cabral
CULTURA
Um pouco por todo o país, houve/ há associativismo, colectividades, agremiações, imensa gente que sobretudo nas aldeias e vilas ao longo dos tempos de juntaram, com intuitos de cultura, recreio, lazer, divulgação do seu nome e origens.

De entre essas instituições de raiz mais popular sobressaem colectividades várias particularmente as que têm bandas filarmónicas, algumas com bastante renome.

Em Alcochete, uma vila muito típica e simpática, existe desde 1898 a "Sociedade Imparcial 15 de Janeiro".

Esta colectividade de cultura e recreio, promove designadamente o ensino da música, tem uma banda filarmónica, e tem contribuído ao longo dos anos para a projeção do concelho de Alcochete e divulgação do seu bom nome.

Esta banda filarmónica tem tido inúmeros sucessos em competições diversas, nacionais e internacionais, de que saliento o 1º lugar no concurso de bandas civis em tempos organizado pela EDP, troféus diversos para melhor banda taurina, uma medalha de prata da Federação das Colectividades de Cultura e Recreio, e diversos prémios em concursos em Espanha e Itália.

Uma curiosidade interessante, esta banda filarmónica tem desde 1998 a direcção do maestro António Francisco Rei Menino que, durante 34 anos foi um importante elemento da excelente Banda da Armada.

Tenham um bom Domingo, saúde.
António Cabral
Calm, ref
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sexta-feira, 27 de outubro de 2023

TOPONÍMIA
António Cabral
Calm, ref
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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Há pouco tempo escrevi este texto

COMPRA  de  CASAS  GRANÍTICAS

Sou alfacinha, nascido em Lisboa, como milhares de muitos da minha geração e das gerações próximas e, portanto, de S. Sebastião da Pedreira. Por razões que a maior parte dos de hoje não saberá.

Convivo com a Beira-Baixa desde 1969 e, muito particularmente, com os concelhos de Castelo Branco, Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova, sendo o ponto central a aldeia de Monsanto.

Conheço, portanto, um pouco mais que "poucochinho" (Costa Dixit) do mundo Beirão. 

Neste mundo, do que havia em 1969 pouco resta a não ser evidentemente o que não é fácil fazer desaparecer, designadamente penedos, muita pedra, montes, casario pouco degradado/ destruído. Casario onde está omnipresente o granito.

O jornal Expresso publicou recentemente um pequeno texto e fotografias sobre casas graníticas, e informou que há e haverá crescente procura para esse tipo de casas, e identificou até alguns preços de aquisição, variando entre 3 000,00 e 30 000,00 Euros! 

A dada altura do texto há uma relativa abordagem para os problemas concretos inerentes ao assunto. Nomeadamente a questão da reconstrução dessas casas graníticas.

O texto da notícia não aborda com detalhe concreto os diversos e diferentes problemas inerentes à reconstrução das casas graníticas. 

Do meu ponto de vista passa superficialmente sobre a real situação de todo o interior.

Sei bem do que estou a falar.

A compra de casas por exemplo no distrito de Castelo Branco.

Basta consultar os sítios das conhecidas imobiliárias com sede em Castelo Branco por exemplo para ficar com uma ideia de realidades. Realidades algo diferentes do noticiado.

Quase cada casa é um caso diferente. Seja dentro ou fora de uma quinta de 3 a 6 ou 8 hectares.

Há muitas casas em que as paredes exteriores estão bem preservadas, direitas e sólidas, não precisando de ser demolidas/ desmanchadas parcialmente para as "endireitar".

Hã muitas casas destelhadas, outras nem tanto, bastante menos com telhado e estrutura de madeira em boas condições. 

Há muitas casas em que se aproveitam apenas as paredes exteriores.

A reconstrução depende, naturalmente, do ponto de partida/ que tipo de casa/ estado de conservação, dos meios financeiros, do gosto do proprietário. 

Nos casos de casas em aldeias históricas, nos casos em que a lei vigente impõe controlo específico sobre a reconstrução, tudo se torna mais complicado. A burocracia surge em todo o seu português esplendor, o exercício de poderes funcionais acontece por vezes com um descaramento inacreditável, as licenças camarárias demoram por vezes imenso, etc.

Mas a reconstrução impõe que o proprietário arranje quem lhe faça o projecto de arquitectura, que lhe trate do processo junto da câmara municipal, que os projectos técnicos igualmente sejam aprovados, etc.

Mas decisivo, o projecto de arquitectura tem de ser apreciado por quem se encarregará da reconstrução. Alguém que apresentará a proposta de orçamento. A prudência aconselha obter mais de uma proposta.

E logo aqui podem começar os problemas. E começam. Exemplos que bem conheço no distrito de Castelo Branco, há muito poucos que têm capacidade/ estrutura para trabalho sério, começado e terminado dentro dos prazos acordados. Executado com qualidade.

E, descendo a coisas ainda mais concretas e que conheço bem, em casas graníticas e variando de caso para caso, um aspecto crucial tem a ver com os operários que trabalham em pedra. E há muito poucos nos concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Penamacor. Conheço alguns, designadamente da aldeia de Escalos de Cima, que para mim já trabalharam, três deles de elevadíssima qualidade técnica, Têm um problema, atingirão nos próximos meses a idade da reforma. Substitutos? Não foram ainda encontrados.

Este problema supra explicado é idêntico quando se pensa em canalizadores, electricistas etc.

Casas graníticas? Sim, há casos e casos, tal como quintas de 2, 3, 4, 5, ou um pouco mais de hectares. Há diferenças entre Trás-os-Montes e Beiras por exemplo. A ideia que tenho e baseada em vários casos concretos dos últimos 20 anos particularmente na Beira-Baixa, é de que está cada vez mais difícil adquirir e depois reconstruir. De Outubro de 1991 até ao presente há diferenças abissais, repito abissais, preços, empresas, operários, câmaras municipais, legislação, etc.

Fico por aqui. Não vou abordar a questão da crescente especulação, de estrangeiros (endinheirados, que conheço, e outros a roçar os pés descalços e andam pelo interior de certos concelhos) e de nacionais, nem de questões (algumas inacreditáveis) inerentes aos processos administrativos e às câmaras municipais e inerentes também à estrutura actual e legislação relativas a aldeias históricas.

Mas possuir uma boa casa granítica, bem reconstruída, respeitando a região mas com o conforto contemporâneo é, de facto, uma maravilha, porventura um luxo. Está-se muito bem na aldeia!

AC

***********************************

VOLTO AO ASSUNTO, depois de ler o Expresso de 6ª Feira passada falar de - Trocar a cidade pela aldeia e ficar a ganhar.(pags 18 e 19 caderno de Economia)

Um pouco diferentemente de artigo anterior que me levou às considerações supra, não falam expressamente em casas graníticas.

Apresentam 5 (cinco) casos, de quem passou da cidade para o interior.

E apresentam casos concretos de gastos em casa no interior.

Um dos casos que me chamou à atenção, é o de uma senhora que afirma ter investido 1,2 milhões € na compra de uma ruína! Depois, mais à frente, a mesma senhora confessa que o custo de vida é muito mais barato agora na sua "ruína"! Não está indicado quanto custou modernizar a dita ruína.

Num dos casos indicados, um meu concidadão toca numa das questões mais determinantes, afirma ele - o problema reside na falta de mão de obra na construção civil, não há operários, e quando conseguimos ajustar uma obra já marcam para 2025.

Outro caso dos cinco é o de um concidadão que se mudou para uma das aldeias que conheço muito bem, a Soalheira, aldeia pequena, de facto com boa ligação à A23 e ….. tem queijos óptimos.

Em síntese, e salvo melhor opinião, sim mudar para o interior é uma óptima ideia, o pior são as realidades.

Sim, é fácil o trabalho à distância, sim a vida é mais barata, sim em vários locais já existe fibra óptica e rapidez de acesso a auto-estradas, etc. Mas quem tiver filhos pequenos, quem ponderar seriamente as questões de apoio na saúde, a escolaridade, a construção civil, talvez encontre algumas pedras pelo caminho.

E sim, há sítios óptimos, mas duvido que 99,9% dos que pensam e gostariam de abandonar as cidades tenham no mínimo 100 000,00€ para reconstruções. E, de certeza que raros serão os que irão investir uns "cêntimos " em ruínas baratinhas como o indicado no Expresso.

Enfim, artigo para encher chouriços. Se calhar isto explica parcialmente a brutalidade da dívida que têm!

António Cabral
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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

NEGOCIAÇÕES, . . . . MUITOS  ESTUDOS. . . .
António Cabral
Calm, ref
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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Na PROA de um BARCO
(meio barco, dentro de restaurante, sendo um enorme balcão)
António Cabral
Calm, ref
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sábado, 14 de outubro de 2023

53  ANOS
Foi esta tarde descansar, eternamente.
Tinha 53 anos, iria fazer 54 em Novembro (26/11/1969).

Sara de Jesus de Vidigal Almada Lobo, filha mais velha de vizinhos nossos, tinha o posto de Capitão-de-mar-e-guerra, no quadro de Técnicos Superiores Navais, chefiava o laboratório da Marinha.
A mágoa nunca é mensurável. 
Nunca se é novo demais para falecer, mas com esta idade faz muito mais impressão.

Os pais e as duas irmãs estão destroçados. 
Oxalá a curto prazo não ocorram mais tragédias, e refiro isto porque o pai tem andado bem até ao ataque cardíaco que vitimou a filha, mas é um homem de idade e que no passado foi submetido a duas operações ao coração.

Para lá de tudo o mais, hoje recordei o trágico falecimento do meu irmão mais novo, 27 de Agosto de 2009 que, como esta jovem Senhora, teve direito a honras fúnebres, militares. 

Estes momentos são, para mim, terríveis, e as salvas são algo que faz estremecer cá dentro. 
E faz-me estremecer, igualmente, a saudade e a dor.

Que descanse em paz.
António Cabral

SONDAGENS e os IDIOTAS ÚTEIS
Há umas semanas apareceram umas indicações jornalísticas acerca de putativos candidatos ás eleições presidenciais de 2026. 

Certamente o mais premente problema nacional!

E lá apareceram vários nomes que já antes vários ditos jornalistas e vários ditos comentadores apontavam como possíveis concorrentes à cadeira em Belém. Alguns desses candidatos vieram a público mansamente dizer - ai não, eu estou focado em . . . . 
Um dos nomes falados era de um militar que, segundo corre por aí, será muito bem visto por muitos portugueses.

Agora, há muito poucos dias, lá apareceram mais uma mão cheia de sondagens para entreter o pessoal. Sobre Marcelo, Costa, os partidos e claro . . . sobre putativos candidatos à corrida presidencial em 26.

Pelo que põem a correr por aí, o actual chefe da Marinha estará muito mais bem colocado aos olhos do povo para se sentar na cadeira em Belém.

Ora os políticos da nossa praça e muito em particular a esquerda e concretamente o PS, não apreciam nada disto.
Para as esquerdas, para lá de (e bem) - fascismo nunca mais - também têm uma postura deplorável - militares em cargos civis, militares como titulares de órgãos de soberania nem pensar, nunca mais!
Têm uma aparente reverência por Ramalho Eanes, e é suficiente!

Naturalmente, digo eu, vários idiotas úteis tratam rapidamente de fazer o trabalho encomendado. Tratam de ir demolindo quem não interessa a certos dirigentes partidários. Começaram e assim continuarão até 26.

Quando alguns se interrogam porque é que a esmagadora maioria dos órgãos de comunicação social escritos estão a ter tão escassas vendas, vários em crise, dívidas monstruosas verdadeiramente pornográficas, uma das explicações é bem capaz de ser a indigência com que certos textos são escritos, a indigência espalhada por muitas folhas. 
É bem capaz de ser também a habitual ausência de rigor e ausência de isenção.

A história recente tem mostrado que alguns sairam de onde estiveram anos, fundaram umas coisas e essas coisas são hoje a lástima que está à vista.
A lástima é tão enorme e tão degradante que escrevem verdadeiras barbaridades, verdadeiras peças nojentas, sem terem a dignidade deontológica de investigar quem tem responsabilidades num dado  tema sobre o qual se atrevem a garatujar.
Obviamente que é tudo para fazer os fretes a quem os subsidia encapotadamente.

A sociedade portuguesa está doente, opinião pessoal naturalmente, discutível, mas deve ser respeitada.
E está doente por tudo aquilo que vem acontecendo, que está à vista.
Mas doente também porque se continua a memorizar cidadãos com base em preconceitos retrógrados, inaceitáveis do meu ponto de vista.

No caso concreto da corrida presidencial a Belém em 2026, que imagino seja neste momento já uma enorme preocupação para 99,99% dos portugueses, e salvo melhor opinião, o período de campanha eleitoral mostrará quem tem méritos, quem aparenta ter melhores qualidades e características para o cargo, e nesse período e na votação, certamente os portugueses irão rejeitar os que considerem inaptos, os que considerem arrogantes, prepotentes, demagogos, o que seja.

A Constituição da República Portuguesa (CRP) é bem clara: são elegíveis os cidadãos eleitores, portugueses de origem, maiores de 35 anos (Art. 122º).

A CRP não define se só os olhos bonitos das cliques partidárias podem ser candidatos a Presidente da República. 
Se tem mais de 35 anos, se é português, pode candidatar-se. 
Pode ser, jornalista, o sr Tino de Rãs, porteiro, militar fora do activo, médico, advogado, jornaleiro, caixa de super mercado, enfermeiro, funcionário da EDP, canalizador, etc.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

PLENO DIREITO  e  BIOLOGIA
Joana Amaral Dias, na sua página de Facebook, escreve o texto que  transcrevo em baixo, e coloco-o aqui tendo em conta que é uma Mulher que o escreve, uma Mulher e não outra coisa qualquer! Colorido bold é da minha responsabilidade.

"Um homem ganhou o concurso de Miss Portugal. 
Um homem disfarçado de mulher, ou mascarado, ou operado. Mas um homem
Alguém que nasceu com os cromossomas XY e que, por mais estética que aplique, por mais cirurgias a que se submeta, morrerá XY
Nunca, mas nunca, será uma mulher, uma XX. 
Um homem pode ser transgénero, pode querer aparentar ser mulher (ou mulher homo, homem tri, o que for), estando - enquanto adulto - no seu pleno direito, mas jamais será mulher
Não existem transexuais pela simples razão de que só existem dois sexos biológicos, genéticos e imutáveis.

O que também é extraordinário e perigoso nesta eleição de Miss é que os transgénero que fizeram a ablação do pénis são uma ínfima percentagem da população (0,2% ou 0,3%) e já vencem imensos concursos de beleza no ocidente. 
Puxa! Os homens são mesmo bons! São campeões! 
Melhores do que as mulheres em tudo, no desporto, na beleza, em todas as áreas, incluindo na área de ser mulher! Fantástico!
Um homem decide parecer mulher e, pouco depois, já aparenta ser uma mulher mais magnética, deslumbrante e perfeita do que qualquer mulher XX, que nasceu mulher, tem experiência como mulher toda a sua vida. 

Os homens conseguem ser melhores mulheres do que as próprias mulheres. São mesmo vencedores! Palmas
Ah, e, considerando a propaganda e publicidade constante e imersiva, pesando a lavagem cerebral em curso (que chega a negar o facto científico de que só existem dois sexos), é bem provável que a tal minúscula percentagem fermente rápido. Mesmo que a disforia de género seja uma perturbação psicológica/psiquiátrica rara.

Mas será só na beleza? Claro que não. No desporto tiram o pénis, e já está! Ei-los a derrotar implacavelmente as mulheres na natação, no ciclismo, nos pesos. Espetacular. Aguardem para breve novos recordes olímpicos femininos portugueses. Qual Patrícia Mamona, qual Telma Monteiro, qual Vanessa Fernandes, qual quê. Fernanda Ribeiro? Rosa Mota? Já foste. Não tarda nada e as mulheres acabarão acantonadas nos becos sem saída das nossas sociedades, emparedadas, reduzidas a restos porque os homens usurparam o seu lugar. Ficarão remetidas ao papel de prenhas e parideiras. Barrigas de aluguer de borla. Nem para relações sexuais servirão. E isto enquanto não chegam os úteros artificiais, claro. Depois, nem isso. Serão apagadas, silenciadas, enfiadas em alguma cozinha, porão ou cave.

E não venham com tentativas de silenciamento e exclusão, insultando quem isto denuncia de homofóbico, transfóbico, intolerante, anacrónico. Se a invasão dos homens nas esferas das mulheres e se o esbulho dos nossos talentos, méritos ou dons não é machismo, patriarcado, opressão, então o que será?!

Não se trata de discurso de ódio
Aliás, há mais ridicularização das mulheres por homens que se fazem passar por nós, apresentado-se em modo caricatura e cravejados de maneirismos e meneios disformes, do que em qualquer problematização desta agenda. 
Aliás, é evidente que martelar esta ideologia serve sobretudo para dividir e reinar. 
Eis os orgulhosamente anti-mulher. Orgulhosamente Sós. Só eles. Os neófitos orgulhosamente sós. Ao pé disto, qualquer ficção de Margaret Atwood parece um históriazinha. Para meninas."
António Cabral