terça-feira, 29 de junho de 2021

Aqui deixo uma excelente reflexão do VAlm João Pires de Neves, onde aborda a primordial questão das responsabilidades.
António Cabral
CAlm, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

A reforma da estrutura superior das Forças Armadas e o sistema de forças

Nos últimos tempos muito se tem falado e escrito sobre o processo de Reforma da Estrutura Superior das Forças Armadas (Reforma), das intricadas relações que se estabelecem entre o ministro da Defesa Nacional (MDN), o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e os chefes do Estado-Maior dos Ramos (CEM). Todavia, sem se escalpelizar e, muito menos, esclarecer, o que está em causa e qual dos graves problemas que, de há muito afetam as Forças Armadas (FFAA), e que por esta via, porventura se pretenderá resolver. Para melhor nos situarmos recordaria de forma breve que todo este assunto da Reforma veio a público, em 17 de fevereiro, pela voz do próprio MDN quando, em entrevista à Lusa, referia que iria propor ao Parlamento o reforço do elenco de competências do CEMGFA e um dos grandes objetivos seria dotar aquele chefe militar com a “capacidade para dispor a qualquer momento [das] forças de que precisa para executar as suas missões”.

Sendo este um dos objetivos globais a atingir e, numa lógica de uma sua melhor contextualização, vejamos como é que, à luz da atual Lei Orgânica de Bases de Organização das Forças Armadas (LOBOFA) se estabelecem e desenvolvem as relações entre estas três principais entidades - MDN, CEMGFA e CEM - e o que isso representa na estrutura de “Comando” e “Administração” das FFFAA, duas realidades distintas e três canais de responsabilização diferentes e que nem sempre são percecionados ou mesmo considerados como tal:

• O canal político-militar, de nível estratégico - MDN / CEMGFA -, como seu principal conselheiro militar e onde se colocam as questões de fundo relacionadas com a capacidade de resposta militar;

• O canal administrativo-logístico - MDN / CEM - onde são trazidos à colação os assuntos que se reportam à “administração superior” dos Ramos e, concomitantemente, das FFAA;

• Um canal, essencialmente, militar e operacional - CEMGFA / CEM - onde se colocam as questões de natureza operacional e de “Comando Operacional”, relacionadas com os meios e capacidades da componente operacional do Sistema de Forças (SF) e com a sua geração, preparação, aprontamento e emprego sustentado.

Neste contexto, é importante realçar que é este SF, e para todos os efeitos, o instrumento da missão das FFAA. Daí a sua concomitante relevância, quer para as FFAA, quer para quem, neste domínio relacional da Política com a Estratégia, tenha de assumir responsabilidades diretas, em primeira mão e na linha da frente, os políticos, pela génese e atribuição dos meios e, em segunda mão e na linha operacional, os militares pela sua estruturação, organização e emprego.

A definição daquele objetivo por parte do MDN pode fazer subentender que o CEMGFA não dispõe das “Forças” para empregar e utilizar quando e sempre que isso lhe é requerido. E se assim é, perguntar-se-á porquê? Porque os Ramos não providenciam as forças preparadas e prontas e não o fazem em tempo oportuno?

Confirmadas estas circunstâncias e este cenário, duas hipóteses poderiam então colocar-se. Por um lado, primeira hipótese, as forças não existem, constam do SF, mas não estão adquiridas, construídas ou edificadas. Porquê? Por falta de planeamento e de enquadramento da sua programação, por falta de pessoal e de apoio técnico eficiente e capaz. De quem é a responsabilidade?

Por outro lado, segunda hipótese, as forças existem, integram o SF, mas não estão levantadas e aprontadas. Porquê? Por falha de planeamento, por falta de efetivos, por falta de recursos, financeiros ou materiais, que permitam proceder ao seu aprovisionamento e preparação atempada.

Ambas as hipóteses poderão ter na sua base problemas de natureza orçamental.

Na primeiramente referida, respeitante à aquisição ou à edificação oportuna dos meios será o “orçamento de investimento” a explicar porventura a sua falta. Na segunda hipótese, relacionada mais com dia- a-dia da gestão, estará em causa o “orçamento de funcionamento” e a existência ou não de verbas para, nas devidas condições, recrutar, formar, preparar, manter e sustentar os meios e as forças consignadas àquele SF.

E se assim é, se em falta estão recursos financeiros e uma sua deficiente atribuição, o problema não será nunca um problema do CEMGFA, dos CEM, no fundo, não será um problema militar e do domínio da Estratégia. Será antes um problema político e do domínio da Política e, um problema, em primeira mão, do MDN, enquanto responsável de topo pelo emprego das FFAA, pelas suas capacidades, meios e prontidão e ainda pela sua administração superior e direção.

Por outro lado, se a questão se coloca também no campo da edificação do próprio SF, pese embora se trate de uma questão igualmente do domínio da Política, a responsabilidade, aqui, não é só do MDN, é uma responsabilidade, em certa medida, partilhada por mais do que um órgão de soberania, seja o primeiro-ministro e o Governo, o Governo no seu todo, seja a própria Assembleia da República (AR) e os partidos políticos que nela têm assento.

Por tudo isto, estamos em crer que não é reforçando o CEMGFA com mais poder e nele centralizando competências de natureza administrativa, que o problema das “forças”, ou da falta delas para as missões se resolve, a menos que a estratégia subjacente a esta iniciativa legislativa seja a de ignorar a realidade, escamoteando responsabilidades, colocando na esfera da organização das FFAA uma questão que é do coletivo e dos órgãos de Soberania envolvidos.

Sobre esta questão das forças e dos meios do SF que não estão edificados ou mesmo levantados, prontos e operacionais, como vem sendo, aliás, amplamente noticiado, era importante perceber porque é que isso acontece. De facto, sendo este um problema que se arrasta há uma série de anos, esse sim, mereceria a pena e devia realmente ser estudado, porque a falta de meios e forças, no fundo, a falta do tal instrumento da missão que anteriormente mencionámos, é que representa, no nosso entendimento, uma grande e grave vulnerabilidade.

Uma vulnerabilidade que em termos de País e da sua defesa e segurança importa colmatar e dirimir com determinação e empenho.

E se é de uma vulnerabilidade que se trata (e dela decorrem riscos) o problema será sempre um problema de recursos e de priorização da sua alocação e daí, concomitantemente, um problema do domínio da Política que não da Estratégia como acima já se sublinhou.

Sendo, pois, esta questão da fragilização do SF, como outras - da Condição Militar, do Estatuto, da Saúde e do Apoio e integração social - os grandes problemas com que se defrontam as FFAA perguntar-se-á e a reforma, essa, de que tanto se fala, resolverá toda esta difícil e grave situação? Convictamente julgamos que não.

João Pires Neves
Vice-almirante, reformado
Ex-vice-chefe do Estado-Maior da Armada
29 JUNHO 2021
(Expresso online)

segunda-feira, 28 de junho de 2021

F I N A L M E N T E

Reconhecimento

António Cabral

cAlmirante, reformado

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domingo, 27 de junho de 2021

CARAVELA  "BARTOLOMEU  DIAS"

Andando pelos muitos arquivos e "tesourinhos" em casa.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sexta-feira, 25 de junho de 2021

ORA   ESTA…..

Ele há cada coisa.

Uma pessoa sai da praia antes da grande "caloraça", chega a casa poucos minutos depois e prepara-se para um reconfortante duche e, de repente, lá da sala vem um tonitruante - "António, estás na televisão"! Foi a propósito do sr Alabaça, que é o senhor do meio, e o outro era o então reitor da Universidade nos Açores.

Safa, como diria Cavaco Silva. Depois do duche, fui usar a tecnologia, andei para trás, e lá estava eu, fardado. Esta cena é repetida, e a fotografia é de 2005 ou já 2006, já não me lembro. Eu explico.

Estava eu nos Açores, Comandante da Zona Marítima e em acumulação Autoridade Marítima Regional e Comandante da Polícia Marítima Regional, quando um dia o então reitor da Universidade dos Açores me convidou para "embelezar" a cerimónia de posse do sr Alabaça, num cargo qualquer na Universidade de que não me lembro. Por isso existe esta fotografia e este video que voltou a aparecer na RTP.

O que hoje se passou foi a propósito de um acto da ministra da cultura, que exonerou o seu director - geral do património, director que escolhera e nomeara algures em Fevereiro do ano passado. Mais ou menos passados 16 meses, depois de loas várias em 2020, exoneração rápida. Sem comentários.

Mas quero acrescentar mais o seguinte. 

Quando o sr Alabaça foi nomeado e empossado em 2020, nesse dia, à tarde, a minha mulher recebeu um telefonema de uma amiga com quem não falava há certo tempo. Depois daquelas coisas habituais nestes telefonemas houve uma informação - "Fátima, há bocadinho vi o teu marido na televisão".

"Rosalita, bebeste demais ao almoço, estamos os dois aqui na aldeia, o António não foi a televisão nenhuma"!

"A sério que vi".

Bom, lá fomos andar para trás e lá me encontrei. Hoje repetiram.

A terminar, devo assegurar que não tive responsabilidade alguma na nomeação do senhor nem nos Açores nem cá, nem agora na sua exoneração! Tal como não tenho culpa de que mais nenhuma fotografia pública exista do senhor.


António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 24 de junho de 2021

ESTA  MANHÃ,  NA  PRAIA……….

Esta manhã, na praia, caminhando devagar pelo areal vazio com maré muito recuada, dei por mim com os olhos a passar do areal para o Bugio, daqui para o barco de pesca que se fazia à barra, outra vez para o Bugio, depois a observar a mota quatro que devagar circulava pelo areal quase sem gente.

Dei por mim, depois, a olhar o Atlântico dali visível, o oceano que tão pouco patrulhado já é, o oceano que qualquer dia se vai esquecer de certos "hieróglifos" começados com uma letra maiúscula seguida de uns algarismos. 

E continuei a longa caminhada, o areal estava bom. 

Fez-me bem.  

E fui recordando muitas coisas. E pensando no que aí virá.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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terça-feira, 22 de junho de 2021

P O R    A Í


António Cabral

cAlmirante, reformado

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segunda-feira, 21 de junho de 2021

"BITAITES" e a ARTE de NADA DIZER

ou o "copy paste" de palavras do, MDN, CEMGFA, PR 

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sábado, 19 de junho de 2021

P O R   A Í

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 17 de junho de 2021

P  O  R     A  Í

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sábado, 12 de junho de 2021

P O R   A Í



António Cabral
cAlmirante, reformado
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sexta-feira, 11 de junho de 2021

 F  Ó  S  S  E  I  S

Ao menos estes fósseis são interessantes.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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segunda-feira, 7 de junho de 2021

AQUÁRIO  VASCO  da  GAMA

Em que data lá estive? tentei recordar-me quando, na manhã da passada 6ª feira lá entrei com o mais novinho dos meus netos. Ponderando com base na idade dos meus filhos, seguramente não ia lá há mais de 40 anos. Adiante. 

Salvo melhor opinião, uma das nossas "pérolas". Uma parte está em renovação. Uma bela manhã, e o "puto" delirou.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quarta-feira, 2 de junho de 2021

FORÇAS  ARMADAS
Dois almirantes falaram em tons diferentes sobre a reforma militar.
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas defendeu o modelo. Chefe da Armada fez apreciação demolidora.
(Nuno Ribeiro, 2 de Junho de 2021, "Publico")

Nas últimas audições da comissão parlamentar de Defesa Nacional às chefias em exercício nas Forças Armadas, na manhã desta quarta-feira, houve um flagrante contraste. Dois almirantes pronunciaram-se em tons diferentes sobre a reforma militar do Governo, já aprovada na generalidade na Assembleia da República.

No tom mais duro das quatro audições, o almirante Mendes Calado, Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, fez um claro statement contra as alterações no topo da hierarquia das Forças Armadas definidas pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho. 
Foi incisivo e emotivo nas críticas em relação aos princípios da reforma.

Tal como os seus antecessores da Força Aérea e do Exército, deixou aos deputados as propostas apresentadas à tutela em sede do Conselho Superior Militar, algumas das quais foram carreadas pelo ministro da Defesa para a reforma. Contudo, não especificou o que propôs, mas, tal como os chefes militares que o antecederam na terça-feira, revelou que as suas posições tinham sido comunicadas ao ministro.

Centrou-se na reforma, não falou de falta de meios humanos e materiais, da situação do Arsenal do Alfeite, um dos temas constantes naquela comissão. Nem depois da carta de sete antigos chefes de Estado-Maior da Armada, almirantes Melo Gomes, Macieira Fragoso, Saldanha Lopes, Cruz Vilaça, Ribeiro Pacheco, Mendes Cabeçadas e Fuzeta da Ponte, ao ministro da Defesa contra a aquisição pela GNR da primeira de quatro lanchas rápidas para fiscalização e prevenção criminal, o tema foi abordado pelo responsável da Armada.

Os sete almirantes referem que a GNR se quer substituir à Marinha, o que levou o ministro da Defesa a uma esclarecedora afirmação. “Desconheço qualquer pretensão por parte da GNR a substituir a Marinha”, disse, neste domingo, na recepção à fragata “Setúbal” que regressava de uma missão.

“A nossa Marinha tem dado provas de estar disponível para apoiar os portugueses seja em termos militares seja nas suas necessidades de outra natureza. Portanto, não vejo que haja nenhuma necessidade de substituição”, concluiu Gomes Cravinho. De algum modo, demarcou-se da compra, com dotação europeia de 75%, das lanchas rápidas, a primeira das quais, “Bojador” deve entrar ao serviço no fim do primeiro semestre de 2021. É um tema que incendeia a Marinha e incómodo para o ministro da Defesa que já o era quando o Governo aprovou a compra. Contudo, o almirante Mendes Calado não se referiu a esta situação, teve o seu foco na mais dura contestação à reforma, ouvida pelos deputados da comissão parlamentar de Defesa.


CEMGFA defendeu reforma.
Diferente foi o discurso do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro. O CEMGFA, que pela reforma apoiada pelo PS, PSD e CDS reforça os seus poderes militares nos três ramos, defendeu a opção governamental.

E mais disse. Que mal a reforma lhe foi apresentada em linhas gerais na primeira de três reuniões do Conselho Superior Militar que analisaram os propósitos governamentais colocou o seu staff a trabalhar.

Não manifestou surpresa pela iniciativa porque, recordou, desde o passado, consta dos programas de Governo do PS e do PSD. Como consta, aliás, do do actual executivo.

Os trabalhos da comissão, que na fase das audições decorreu à porta fechada por solicitação dos quatro chefes militares, continuam agora com o debate sobre a lei, ponderadas as propostas deixadas aos deputados. Os trabalhos recomeçam na semana de 14 de Junho, com uma limitação e um calendário proposto por Gomes Cravinho: que as alterações não desvirtuem os princípios e que o processo esteja concluído até ao Verão
.
************************************
Este é o título e texto da notícia do Público.
O título poderia ser diferente, por exemplo - Qual é a surpresa? - e outros. Adiante.
O sublinhado a amarelo é da minha responsabilidade, por ter achado verdadeiramente delicioso o que o jornal atribui a um dos conselheiros do ministro. DELICIOSO!

Este tema - alterações na estrutura superior das Forças Armadas - a que, como repetidamente realço, tenho a certeza (não possível de confirmar) de que a esmagadora maioria dos portugueses não quer saber e alguns até reagem dizendo por exemplo - acabem mas é com as capelinhas tem por trás o incremento da governamentalização das Forças Armadas. Coisa a que os portugueses maioritariamente não ligam pevide. Estamos em democracia, já não há dessas coisas, nem censura nos jornais (eles próprios, não o vão fazendo, já?), nos blogues, em redes sociais diversas. O Sol está a chegar, as praias, etc. Vida boa.
Para quê aborrecermo-nos?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

domingo, 30 de maio de 2021

D E U S E S

Nas minhas andanças por aí, ao observar as diferentes salas do muito interessante museu PO.RO.S que ocupa o antigo solar da Quinta de São Tomé (edificada no século XVI, remodelada em XIX) dei por mim a invocar os deuses. 

Eu explico. Na sala chamada "O domínio dos Deuses", onde de forma breve se percorre do Politeísmo ao Cristianismo ou seja dos deuses Romanos e Romanizados à origem dos Cristãos, dei por mim a pensar nessa coisa que teimam chamar de reformas, e perguntei-me se Neptuno juntamente com Júpiter não poderiam despejar as suas justas iras sobre o malicioso autor de tais encenações. Aguardemos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sábado, 29 de maio de 2021

B R I O S A

Indefectível da verdadeira "Briosa", ao passar ali………não resisti.

Pecado da gula!

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sugestão

 Havendo notícia de que alguns visitantes não conseguiram ler o conteúdo dos escritos através dos "AQUI" publicados nas ondas abaixo sob os títulos:

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR

e

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR - II

sugere-se tentarem-no através dos links:

https://www.dn.pt/politica/adriano-moreira-e-ex-chefes-da-armada-alertam-contra-a-deriva-maritima-da-gnr-13776672.html

ou

http://www.aofa.pt/rimp/210513_Carta_dos_Generais_Reforma_Estrutura_Superior_das_FFAA.pdf

ou ainda

https://zap.aeiou.pt/almirantes-cabrita-marinha-amadora-gnr-405738

REFORMA DA ESTRUTURA SUPERIOR DAS FFAA (cont.)

 Com a devida vénia, transcreve-se o escrito do Alm Melo Gomes no seu Facebook em 27.5.2021.

"A Comissão de Defesa Nacional ao excluir do debate quem fez a democracia e quem conhece profundamente a Instituição Militar não honra a tradição parlamentar democrática.
Sabe que não tem argumentação sólida que possa rebater as posições que apresentámos aos Grupos Parlamentares do PS e do PSD aliás, como reconheceram claramente nas audiências que nos concederam (é assim porque sim e nos disseram que assim será)!!!!
Como muitos afirmam Portugal já não é uma democracia liberal pois está desprovido de mecanismos adequados de escrutínio e de garantia de separação de poderes. Os directórios partidários impõem-se e isto é um grave sintoma de degradação democrática. O que se tem passado com a" Reforma das Forças Armadas " é disso um exemplo claro.
Em breve o Senhor Ministro da Defesa assumirá um confortável posto na carreira diplomática, deixando as Forças Armadas em falência de efetivos, de meios operacionais e, se este pacote legislativo for aprovado pela aliança do PS com o PSD e não só…também em falência organizacional.
Não admira que mais de metade dos Portugueses assuma hoje ter simpatia por lideranças autoritárias. Lá chegaremos!
 
PS: A contra informação está a tentar passar a mensagem de que os atuais CEM estarão a favor da reforma .... se assim fosse, eu e muitos outros, não nos bateríamos nem mais um minuto contra esta "Reforma" que é desastrosa para as Forças Armadas.”
 
Fernando Melo Gomes
 
In facebbok, 27 de Maio 2021

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR - II

 A mesma notícia, de outra fonte.

Se quiser, pode lê-la AQUI.

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR

 Aqui vai mais uma carta, desta feita de proeminentes figuras nacionais e de Ex-Chefes do Estado-Maior da Armada, sobre um outro assunto, igualmente candente como o da "Reforma da Estrutura Superior das FFAA", e  que o País e os cidadãos atentos e interessados, não podem deixar de preocupadamente acompanhar.

Ler AQUI.

terça-feira, 25 de maio de 2021

BANDEIRA  NACIONAL, militar, outras

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

DIA  DA  MARINHA 

Assinala-se hoje como todos os da "Briosa" sabem e, felizmente, sabem também mais algumas pessoas no país.
Um estimado vizinho na aldeia deu-me os parabéns pelo dia.
Não é intenção vir aqui maçar os camaradas de armas com aspectos pessoais.
Mas estou a referir-me a isto porque o meu vizinho publicou na conta pessoal no facebook um texto sobre este dia.
Relevante, e por isso o partilho com todos vós, prezados camaradas de armas e visitantes, ele fez acompanhar o dito texto da reprodução de uma bela (é o meu entendimento) tela de um pintor português pouco conhecido, José Manuel Soares, autor de vasta obra e que em grande parte está no museu em seu nome, no antigo Paço Episcopal em Pinhel). Vale a pena lá ir. Aqui fica.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

ESPECIALISTAS, RESSABIADOS,

e os BÉBÉS, chegam no BICO da CEGONHA ?

Vai por aí uma certa tormenta a propósito das propostas de alterações a certa legislação para dar poderes acrescidos ao CEMGFA.

Nos bastidores, ressabiados do passado, prepararam o que agora todos os da mesma linha declaram perfeitamente inofensivo. Poucos o declaram directamente, pois basta-lhes os OCS amigos e certas criaturas dos partidos que se têm especializado em parvoíces as quais ao longo do tempo são maquiavelicamente aperfeiçoadas pelos outros.

Nos OCS, camaradas de armas mais velhos têm apresentado os seus pontos de vista quanto ao que da parte do governo é pretendido concretizar.

Da parte do governo, e concretamente do ministro da tutela e incluindo a sua triste prestação na AR, ouvem-se coisas que quase nos parecem querer convencer de que afinal os bebés chegam de Paris no bico da cegonha.

Da parte do Governo, e concretamente do Primeiro Ministro, a postura habitual, lamentável, como se nada fosse com ele. Silêncio tumular.

O inquilino em Belém faz bem em assistir tranquilo ao salutar desenrolar da democracia.

Dos oficiosos apoiantes da geringonça não formal apareceram entrevista e referências a estudos no próprio dia de início do debate (??) do tema na AR. A máquina de propaganda da geringonça está bem oleada e preparada.

Na AR, assisti a um debate onde, com raras excepções, as intervenções foram de uma extrema pobreza em todas as vertentes. 

Não sou especialista como alguns "War experts", e menos ainda se me comparassem (o que me ofenderia) a empreendedores de "certa agricultura". Mas, garantidamente, sei alguma coisinha destas coisas,  pois sobre elas me debruço e estudo, estou atento como sempre estive a quem sabe mais que eu e, também por razões de carreira e designadamente pela relevante convivência durante anos com quem integrava forças armadas dos EUA, França, Holanda, Noruega  e Bélgica. Aproveitei bem esses tempos passados para ponderar sobre essas Forças Armadas e países, sobre essas sociedades.

Isto dito, confesso que não comungo de todos os argumentos por parte de alguns camaradas de armas mais velhos, mas comungo da essência do que têm colocado à vista de todos os portugueses.

A desfaçatez de certas criaturas vai ao ponto de se declararem surpreendidos com aquilo a que chamam alarido.

Há para mim dois pontos chave :

> Que defesa nacional para o nosso país e subsequente pilar militar,  olhando ao que está a acontecer e, apesar de cada vez mais incertezas, ponderar o que parece poder ocorrer futuramente sendo certo que as ameaças são globais e exigem certamente respostas coordenadas e centralizadas; 

> a questão da governamentalização das Forças Armadas.

Volto por agora apenas à governamentalização, por razões diversas, além de que me recordo onde estava na altura de certos eventos e ao que assisti ligeiramente à distância.

A coisa é simples. Até certa altura da 2ª maioria absoluta de Cavaco Silva, o processo para nomeação dos Chefes de Estado-Maior da Marinha, Exército e Força Aérea que a legislação então consagrava tinha as seguintes fases:

> o ramo em causa apresentava uma lista de 3 nomes ao ministro da defesa nacional, lista onde normalmente estava o vice-chefe da altura;

> com essa lista o ministro debatia o assunto com o PM, e em conselho de ministros tomavam uma decisão, e apresentavam um nome ao Presidente da República que, anuindo, marcava a data de posse do futuro chefe desse ramo.

O processo era bom, ou era mau? Não sei, mas tinha uma característica para mim muito importante, não se iniciava com interferência política. Os militares juram perante a Bandeira Nacional.

Acontece que nesse período que acima indico, e para enorme surpresa dos então PM e MDN, na lista de um ramo à beira de ter o seu chefe a terminar o mandato, não aparecia um nome que se desconfiava ser o desejado pelos políticos. Não se desconfiava, tinha-se a certeza, aliás o brado que a surpresa deu confirmou-o, e a contra gosto lá nomearam um dos que estava na lista. Mas ficaram com uma azia enorme. A vingança não se fez esperar. Além de que tiveram de arranjar um "bombom" para o não premiado.

Portanto, nunca mais, toca de alterar a lei. E à pala da nova lei, aprovada com os entusiásticos aplausos e gáudio do PS que, repito, sempre maquiavelicamente aperfeiçoa as bacoradas do PSD, os MDN passaram a chamar todos os oficiais generais de 3 estrelas de um dado ramo, conversando a sós com cada um. Escolhem então um nome e o Presidente dá posse. Como qualquer português comum percebe, nada de governamentalização existe em tal processo de nomeação dos chefes militares dos ramos das Forças Armadas.

Olhando agora ao caso do CEMGFA. Até uma dada altura da nossa história recente, e no Estado Novo foi ainda pior, o CEMGFA era sempre um general do Exército (houve uma excepção inicial, Força Aérea). Na nossa actual República é a partir de 1 de Fevereiro de 1994 que se começa a cumprir a norma NÃO ESCRITA de que o CEMGFA seja por rotação entre oficiais oriundos dos três ramos das Forças Armadas.

Indo agora ao presente, e ao alarido citado por certa criatura, a concretização da concentração desmesurada de poderes no CEMGFA obviamente que ainda mais governamentalizado tornará o processo de escolha do CEMGFA e, em consequência, ainda mais os dos CEM's, dado que para estes há uma prévia consulta ao CEMGFA. Até a minha idosa vizinha na aldeia percebe isto, e ela até se ri da oratória que uns quantos empregam sempre assumindo que para tontos estão a falar - ajustar competências a responsabilidades,…. limita-se a prever de forma simples e operativa, quem nomeia, quem propõe e quem deve ser ouvido! Ah, e claro, a nomeação é do Presidente da República.

Usando a fraseologia de certo especialista, eu como ignorante destas coisas é que estou a distorcer tudo isto. Enfim.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

2 0  de  M A I O  -  Dia  da  MARINHA

1498 - Vasco da Gama chega, não a Calcutá, mas fundeia em Calecute, na costa Sudoeste da Índia, assim cumprindo a sua missão de encontrar o caminho marítimo para a Índia.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

(grato por me chamarem à atenção por esta disparatada distração; presumo que sejam restos dos efeitos da 2ª dose da Pfizer)

terça-feira, 18 de maio de 2021

 DEFESA NACIONAL.  FORÇAS ARMADAS.

TEMPESTADE PERFEITA ?

Não tenho nem nunca tive certezas absolutas na vida. 

Sei de fonte segura que uma coisa na vida é inexorável. Todos regressamos à terra, por acidente, por doença não sendo ainda muito idoso, ou por muita velhice em que um dia se acaba por adormecer definitivamente na cama, em sossego, sem sobressaltos. Tenho dois exemplos destes na família.

Isto dito a propósito de certezas, não tenho certezas quanto à evolução do processo em que quem está no olho do furacão é este chamado ministro da defesa nacional mas, opinião minha, a origem disto tem  bem conhecidas figuras, civis e militares.

Se alguém ainda tiver dúvidas sobre a montagem do cenário desta temática do momento muito bem fomentada por insidioso e bem conectado matreiro, e a que a esmagadora maioria dos cidadãos não liga nada como sempre tem acontecido desde 24 de Abril de 1974, recomendo a quem eventualmente não tenha reparado que leiam demoradamente as páginas 4 e 5 do Diário de Notícias (um dos orgãos oficiosos dos geringonças) de hoje, onde está uma entrevista a um doutor  em "War Studies", Bruno Cardoso Reis e que, entre outras coisas, é assessor técnico do ministério da defesa nacional.

Está lá tudo bem explicado, e por exemplo entre muitas coisas:

> desde o começar a gerarem-se certas coisas sobretudo a partir de 1995,

> devemos continuar a melhorar, sobretudo na rapidez de resposta a problemas operacionais, mas sem que isso afecte o controlo necessário da despesa. (!?!?!)

E, como diz o inquilino de Belém, no seu modo genuíno, é a democracia a funcionar.

Como é sabido, uma tempestade perfeita é um evento meteorológico nada favorável e que é drasticamente agravado por combinação rara de circunstâncias daí resultando um desastre de grande magnitude.

Como suponho que a liberdade de expressão ainda é mais ou menos (já não é bem livre) dita livre, a minha convicção é que temos nesta "dita reforma" uma autêntica tempestade perfeita: 

> em Belém, proposta de reforma caucionada com suavidade mesmo até num tom adocicado, em duas reuniões e relembrando de estamos a assistir à democracia a funcionar; 

> o PSD com Rio, Ângelo Correia e uma senhora deputada aparentemente 100% de acordo com a coisa; 

> os outros partidos actuarão mais ou menos como de costume (veremos em quanto me enganei); 

> muitos a esquecerem-se do passado; 

> o primeiro ministro, que tem aparentemente grandes admiradores militares, sossegado que nem um anjo, pois nenhum jornalista ou seja quem for se atreve a questionar o senhor sobre seja o que for, como se uma coisa destas pudesse avançar sem a sua concordância. 

Ninguém, civil ou militar, questiona António Costa sobre que modelo de Defesa Nacional e subsequente pilar militar ele entende que Portugal deve ter daqui para futuro. 

É notável!

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 17 de maio de 2021

REFORMA DA ESTRUTURA SUPERIOR DAS FFAA

 Mais duas achegas sobre o assunto em causa.

Vale a pena ver AQUI e ALI.