sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CMG (Ref.) João Carlos Shearman de Macedo Alvarenga

Faleceu o capitão de mar-e-guerra João Carlos Shearman de Macedo Alvarenga. Tinha 85 anos de idade e era natural da freguesia de São João Baptista, no concelho de Tomar, onde nasceu no dia 10 de Maio de 1929. Residia desde há pouco tempo na cidade de Pombal.
Depois de ter frequentado o Colégio Militar, alistou-se na Escola Naval em Novembro de 1950. Após a conclusão do seu curso embarcou no N. E. Sagres, foi Ajudante de Ordens do Ministro da Marinha, cumpriu uma comissão de serviço em Moçambique e foi Capitão do Porto de Aveiro. Comandou o navio-patrulha Santiago e a fragata Comandante João Belo. Em Setembro de 1974 passou à situação de Reserva, na sequência da situação político-militar que a Marinha e o país atravessaram. Em 1994 passou à situação de reforma.
Depois de deixar a Marinha desempenhou diversos cargos, designadamente o de vice-presidente da Delegação de Lisboa da Cruz Vermelha Portuguesa.
Era um grande coleccionador de discos, um entusiasta pela fotografia e um apaixonado e erudito aficionado.
À sua Família, em especial a seus filhos Miguel, Nuno e Mafalda Sofia, o Navio... desarmado apresenta as suas condolências.
Segundo informações que recebemos, o seu funeral realiza-se no sábado de manhã, dia 31 de Janeiro, em Sabacheira – Tomar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A propósito da reforma de que o MDN se vangloria. Alienação de infra-estruturas.

Recebido (correio electrónico) do CALM António Cabral o seguinte texto, com solicitação de publicação:

"Ao
"O Navio… desarmado"

A propósito da reforma de que o MDN se vangloria. Alienação de infra-estruturas.

Camaradas de armas, dos 3 ramos, têm criticado ao longo dos tempos uma boa parte daquilo que, pelo menos desde 1990, os sucessivos MDN apresentaram como reformas das FA. Não as comento. A meu ver muitas das decisões ministeriais dificilmente se podem encaixar na palavra reformas, pois reformas não são, para mim, apenas poupanças nos custos, alienações de imóveis, cortes cegos, definições de meios sem ter em conta a posição geográfica de Portugal. Adiante.
Nos meus zappings pelos OCS nacionais via NET, reparei no Jornal de Notícias de 27 deste mês, na notícia relatando que o Governo vai vender 60 imóveis militares. Artigo que, como seria de esperar, é dado à estampa pelo jornalista Carlos Varela.
Para não variar, este é mais um artigo que parece ser outro frete ao actual MDN. Como no passado foi acontecendo, quase sempre, com este e outros jornalistas. A história à volta dos jornalistas “acreditados junto do MDN”.
Todos nós devemos ser avaliados pelas acções e não pelo que parece ou é anunciado, ou porque simpatizam ou não connosco.
Refiro isto para salientar que me desgosta a superficialidade (propositada?) da generalidade dos artigos sobre reformas de FA, parecendo-me que este não foge à regra.
Quero salientar que, quando se escreve - "Vai Vender” - seria a meu ver intelectualmente mais honesto escrever - “o governo tenciona vender” - frase que devia ter logo colada outra frase - “naturalmente que a concretização desta intenção governamental muito dependerá do contexto económico e de investimento verificados”.
É que, creio, é um pouco diferente espalhar mais adiante pelo texto a questão económica, depois das loas e intenções do MDN. Marketing.
Porque o que fica, ou melhor, parece-me legítimo poder concluir, que se está a fazer de facto mais um frete ao locatário do 7º piso do edificio cor-de-rosa ao Restelo.
Um incauto civil poderá dizer - "ora aqui está um ministro reformador, que vai acabar com a pouca vergonha nas FA, vender dezenas de quartéis inúteis, pôr ordem nas FA”.
Mas, na minha opinião, se muitas infra-estruturas, muitos imóveis, há muitos anos que deviam ter saído da esfera do MDN, a realidade é que apesar das loas do senhor dr. Paulo Portas e do PM parece-me difícil que o mercado venha a satisfazer as projeções do MDN. Intenções, marketing carunchoso.
Além do mais, fica a questão das avaliações do que existe, uma nebulosa de há anos a que os senhores jornalistas acreditados nunca se dedicam. Pudera.
Acresce que, quando no artigo o jornalista refere que esta LPM é muito diferente das anteriores no que respeita à alienação de imóveis, diz ele, que antes, o fruto disso foi para o fundo de pensões o qual este governo extinguiu. Fica, assim, na essência, mais uma superficialidade e uma loa ao MDN e sua secretária de Estado.
Porque o senhor jornalista, claro que não lhe interessa, podia ao menos por uma vez procurar aprofundar o tema alienações versus fundo de pensões, e dizer aos portugueses, desde 1990, quais os imóveis e infra-estruturas das FA que foram alienados, vendidos, e os valores obtidos por cada um, e quanto desses montantes foram para o fundo de pensões (por ano civil), e quantos milhões ficaram directamente no Ministério das Finanças.
Enunciado como está no artigo, não passa de uma coisa feia. 
O senhor jornalista até me podia perguntar, porque não faz o senhor almirante essa averiguação? Simples, porque não tenho os elementos, que deveriam estar no MDN e no EMGFA, e que em cada ramo deviam igualmente saber quando foram alienados, e tinham a obrigação de ter obtido os valores oficiais da venda, e que partes anualmente foram para o fundo de pensões,  e o que ficou no MF. Ao longo dos anos tudo isso devia ter sido escalpelizado em CCEM, porque designadamente se tratava de um assunto delicado a mexer com o pessoal.
Ah, dirão alguns, mas isso é classificado, não pode vir a público, não pode ser. Pois eu direi, aposto que não existe para poder ser publicamente consultada, a discriminação exaustiva, por ano civil, do que foi de facto realizado com as alienações desde 1990. Direi que é uma vergonha as sucessivas chefias militares sempre terem pactuado com as pouca vergonhas ministeriais, no que a este assunto se refere. Fundo de pensões? O pessoal? Logo se vê.
Será que estou totalmente equivocado?
António Cabral, cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)"

domingo, 25 de janeiro de 2015

... nestas paragens "Cacilheiras"

Imagens cedidas pelo CALM António Cabral ("Estou enganado, ou havia a intenção de ali constituir um polo museológico com os dois navios?"):



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Windows 10

Neste link poderão ver a apresentação do Windows 10 pela Microsoft:
Assim partimos para o evento de apresentação oficial do Windows 10. Que novidades irá a Microsoft apresentar?

ADM

Mensagem que também enviei ao Provedor de Justiça e a todos os partidos com expressão parlamentar:
Aproxima-se mais outra machadada nas despesas com a sua saúde dos que dedicaram a sua vida ao bem comum em vez de exclusivamente a si próprios ou a servir os interesses individuais de alguns.
  Publicada hoje uma Resolução do Conselho de Ministros criando uma equipa para propor as alterações à legislação sobre ADSE, ADM e SAD. Prazo 60 dias a contar de amanhã.
  O objectivo deduz-se do preâmbulo da citada Resolução:
“... têm vindo a ser adotadas medidas tendentes ao seu autofinanciamento
...........................................................
Apesar dos avanços registados, é importante dar continuidade a este processo de reforma dos subsistemas de saúde.”
  Ou seja, no entender deste Governo, não interessa a Constituição. Nem interessa a especificidade dos militares das Forças Armadas e de Segurança, nem a dos civis que por todos velam (aliás até os mais causticados pela medidas apelidadas de “austeridade”).
  Para este Governo, foram estes eleitos para pagarem todas as despesas com a sua saúde e também, através dos seus impostos, as dos outros cidadãos!
  Há desrespeito pela Constituição e ainda, no que respeita aos militares, pela Lei de Bases da Condição Militar.
  Espero que entidades com poder para tal requeiram a inconstitucionalidade ao TC.
                                            António José de Matos Nunes da Silva
                                                           Oeiras

Nota: Para acederem à Resolução do Conselho de Ministros nº 5/2015 podem seguir esta ligação .

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Histórias que vêm do Mar - Exposição



Foi hoje inaugurada no Museu de Marinha – Sala D. Luís, a exposição “Histórias que vêm do Mar”, numa iniciativa conjunta de diversas entidades culturais e académicas açorianas, a que a Marinha se associou. 
A exposição aproxima-nos das metodologias de investigação usadas na arqueologia subaquática e de algumas realidades do património cultural subaquático açoriano, sobretudo a partir da identificação de sítios de interesse arqueológico e da apresentação de objectos provenientes de naufrágios que foram recolhidos nos mares dos Açores. Além disso, a exposição revela que a história da expansão marítima que tem sido feita a partir das fontes escritas, cartográficas e iconográficas, pode receber valiosos contributos da arqueologia subaquática, enquanto actividade científica, como esta exposição demonstra.
A exposição que hoje foi inaugurada no Museu de Marinha estará patente até ao dia 31 de Março de 2015.

sábado, 17 de janeiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

AR

Estão na AR as propostas de Lei do Governo quanto Programação e Infraestruturas Militares.

Proposta de Lei n.º 269/XII

Proposta de Lei n.º 270/XII

Um extracto da Programação, no que interessa à Marinha:

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

AH ... OS PATETAS QUE NOS RODEIAM

Recebido (correio electrónico) do CALM António Cabral o seguinte texto, com solicitação de publicação:

"AH ... OS PATETAS QUE NOS RODEIAM
Tenho poucas certezas na vida, muito poucas. Uma, é inquestionável: todos morremos. Quando, de quê, muito velhinhos, repentinamente, etc, isso é outra coisa. Mas todos morremos.
Outra certeza, para mim, mas admito que seja discutível, é que em todos os países através dos séculos, todos tiveram /têm / e terão sempre um conjunto de cidadãos que são uns verdadeiros patetas, para não gastar adjectivação que melhor se lhes aplica.
Em Portugal, como se continua a ver em todos os sectores, os patetas, desde os que nos continuam a desgovernar a todos os outros nas mais diferentes áreas da coisa pública abundam, e fico até com a sensação que são mais do que já foram. Então se lhes juntar os que se perfilam para as substituições que se verificarão até 2016 creio que, proporcionalmente, Portugal estará imbatível no que a patetas respeita. Creio mesmo que o desenvolvimento equilibrado de um País é inversamente proporcional ao índice de patetice.
O que me traz hoje aqui, e não pretendendo maçar excessivamente quem tiver a gentileza e paciência de ler estas linhas, é uma espécie específica de patetas.
São aqueles patetas que se sentem sempre ufanos da sua superioridade, a todos os níveis, e da sua infalibilidade. Existem em ambos os géneros!
E ufanos e arrogantes e pesporrentes porquê? Porque apatetados que são, julgam que a superioridade que imaginam ter e a legitimidade para as enormidades que praticam advêm do facto de os terem posto nos andares superiores de edifícios públicos. 
Estou em crer que como têm boas vistas sobre o estuário do Tejo, acreditam que daí lhes entra mais facilmente nos neurónios a inspiração para as suas tomadas de decisão.
Mas essas luminárias, não têm em conta que o ar que porventura lhes entra pelas janelas do sétimo e oitavo pisos nada os beneficia (coisa aliás impossível), pois vem poluído com os gases dos escapes das centenas de viaturas que circulam todo o santo dia nas vias dos dois lados do caminho de ferro LX-Cascais.
Essa poluição exponencia as barbaridades que na sua esfera de responsabilidade (??) vão despejando para o DR. Com prejuízo para o País e directamente para os cidadãos que procuram manter a dignidade dentro da sua secular instituição. Exponencia as barbaridades, além de que de base já lhes falta quase tudo: desconhecem a história, desconhecem conceitos básicos, não ligam ás leis existentes. Uma coisa têm: ausência quer de vergonha quer sentido de Estado.
Julgam-se acima de tudo e todos, talvez pensando que ainda estamos no tempo da arma que se vê na fotografia. Patetas.
António Cabral
cAlmirante, reformado, 
(Chapéus há muitos)"


Condição Militar?


ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS DE MILITARES

COMUNICADO
(12 JAN 2015)

DESFAÇATEZ, EMBUSTE E SIMULACRO NA ADM

Para lerem este comunicado, na íntegra, podem seguir esta ligação.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dia de Reis



Com a ajuda de Botticelli, aqui ficam os desejos de um bom Dia de Reis aos seguidores do Navio.

sábado, 3 de janeiro de 2015

O NRP "Sagres" em Lego

(Artigo publicado na Revista da Armada de Janeiro de 2015)


A LEGO é um sistema de peças fabricadas com plástico injetado, criado por Ole Kirk Kristiansen (1891-1958) em 1934. O nome tem origem na expressão dinamarquesa leg godt, cujo significado é “brincar bem”. Após a sua implantação no mercado internacional constatou-se que em latim o termo é sinónimo de juntar ou reunir. Muito popular entre crianças e jovens de várias gerações, as peças LEGO permitem replicar todo o tipo de construções, cujo limite é a imaginação de cada um. Tratando-se de peças robustas e fáceis de montar e desmontar, todos os dias se pode efetuar uma construção diferente, muito embora as mais elaboradas requeiram a dedicação de um grande projeto. De acordo com um estudo efetuado pelo Departamento de Matemática da Universidade de Copenhaga, com apenas seis peças 2x4 de cores diferentes – o mais célebre tijolo – é possível obter mais de 900 milhões de combinações diferentes, mais concretamente 915 103 765.
Em 1980, numa altura em que a marca enfrentava algumas dificuldades e procurava desenvolver produtos de cariz mais tecnológico para estimular a concentração e a criatividade, foi criada a divisão educacional da LEGO em colaboração com o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Além das peças mais conhecidas da LEGO system, foram desenvolvidos outros conceitos como a LEGO Technic e a LEGO Mindstorms, que ajudam estudantes, projetistas e investigadores em áreas como a robótica, o design e a mecatrónica. As diferentes séries contribuem para a presença da LEGO em todo o mundo, desde os jardins- de-infância às universidades. Depois da Legoland Billund na Dinamarca (1968), a LEGO tem vindo a inaugurar outros parques temáticos, como a Legoland Windsor (1996) em Inglaterra, a Legoland Carlsbad na Califórnia (1999) e a Legoland Günzburg na Alemanha (2002).
Também os adultos de vários países e fans da LEGO têm criado associações, clubes e grupos dedicados a este hobby. Em Portugal foi necessário aguardar até 2004, altura em que um conjunto de 12 sócios fundadores, onde se encontrava o signatário, fundou a PLUG, acrónimo de Portuguese LEGO Users Group (Associação Portuguesa de Utilizadores de LEGO). Sendo uma associação sem fins lucrativos (www.plug.pt), os sócios da PLUG elegem em assembleia-geral os respetivos órgãos sociais, como a direção, a mesa da assembleia-geral e o conselho fiscal. A PLUG organiza encontros de convívio, debates e palestras sobre LEGO, assim como exposições abertas ao público onde estão patentes as construções e os modelos desenvolvidos pelos sócios. Da relação direta com a marca, obtém regularmente ofertas que são distribuídas pelos associados, que também beneficiam de melhores preços nos conjuntos e peças avulso. A partir de 2010 a PLUG registou a marca BRInCKa, utilizada na promoção dos seus eventos. Depois dos grandes LEGO fan events em Oeiras em 2013 e 2014, com uma área de 1200 m2 de exposição, a associação organizou recentemente em Braga o maior evento até à data com uma área de 5000 m2, que nos três dias recebeu mais de 22 000 visitantes. E foi por essa ocasião que o consócio Jorge Reis expôs o seu modelo do NRP Sagres, construído com cerca de 25 000 peças à escala minifig, as figuras humanas da LEGO system. Poucos dias antes, a RTP convidou-o a estar presente no programa Agora Nós, onde pela primeira vez foi mostrado este modelo da Sagres em LEGO iniciado em 2011, que tem 1,40 m de comprimento e 0,95 m de altura. Pelo contributo para a Construção da Lenda em que se tornou o ex-libris da Marinha, a Revista da Armada aproveita o ensejo para publicamente lhe agradecer a colocação desta relevante “peça” na história do NRP Sagres. Bem haja!
António Manuel Gonçalves
CFR
amg.sailing@gmail.com

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Mais uma reforma

Cada ministro sua reforma. É preciso apresentar serviço. Para o ano deve entrar novo MDN. O que é que irá fazer? Baralhar tudo outra vez? Baralhado já isto anda, basta ler os preâmbulos da molhada de leis que saíram para se perceber a clareza de pensamento e a lógica das coisas. A lógica do dinheiro fica logo evidente quando é determinado que o processamento, liquidação e pagamento de todo o pessoal no âmbito do MDN é feito pela secretaria-geral do ministério. Podemos prever o pior.
No MDN fundiram três direcções-gerais numa só, a D.G. Recursos, cujo D.-G. se intitulará Director Nacional de Armamento. Estão a ver o eterno Alberto Coelho ou outro qualquer rapazito do partido sentado em Bruxelas como Director Nacional de Armamento?
O EMGFA continua a engordar. Para além do hospital e do Instituto ainda lhe penduram uma nova Unidade de Ensino, Formação e Investigação de Saúde Militar que substitui a ESSM, que era do Exército.
As relações de comando são uma baralhada de conceitos onde se mistura níveis de comando com modalidades de comando, na ânsia de o CEMGFA mandar em tudo e sempre. Neste aspecto a missão do Comando Naval é patética. Basicamente faz o que lhe mandarem no campo militar, mas tem muito mais competências no âmbito da autoridade marítima. Não há atribuição de responsabilidades de área aos comandos operacionais, que agora chamam comandos de componente, macaqueando uma moda dos anos 90 em que tudo tinha que ser conjunto, mesmo que não fosse preciso (os políticos tinham aprendido a palavra). Mas salve-se uma coisa: o Comando Naval continua a ser o SUBOPAUTH. Pelos vistos ninguém teve a lata de pôr um major do EMGFA a tratar da segurança dos submarinos !
Desapareceu a Flotilha, revertendo as suas funções para o Comando Naval, como era dantes. Fechou-se o circulo. Pena que as esquadrilhas não voltem a chamar-se flotilhas. A terminologia continua errada.
Não tive tempo de ler as leis orgânicas do Exército e da Força Aérea. Fica para o ano.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Leis Fiscais

Publicadas hoje as seguintes Leis fiscais:


- Grandes Opções do Plano 2015
- Alterações ao Código do IRS

https://dre.pt/application/conteudo/66022085

- Fiscalidade ambiental (verde)

https://dre.pt/application/conteudo/66022084

A nova reforma das Forças Armadas

    Não foi só a oposição que não foi ouvida. Também os próprios militares e as suas associações sócio profissionais não foram ouvidas quanto ao modo de se organizarem, de desempenharem as suas missões. Só agora, depois de publicados os Decretos-Leis, puderam saber do seu teor.
   Cozinhados por advogados, sem audição dos profissionais militares, o que esperam?
  Erros que sairão caros.
   Segundo esses diplomas, o Chefe do Estado Maior da Armada é, por inerência, Autoridade Marítima Nacional. Neste cargo, depende do Ministro. No de CEMA depende do CEM General das Forças Armadas para o emprego de Forças. Mas os navios de que dispõe para exercer os 2 cargos são os mesmos.
  Um mero exemplo: Pode acontecer que seja preciso interceptar uma embarcação, suspeita de contrabando ou de ter terroristas a bordo, e o navio melhor posicionado para o fazer seja uma Fragata que esteja a executar missão agora atribuída pelo CEMGFA. Antes, o CEMA/ATMN avaliava prioridades e optava. Agora, como ATMN, apesar de não depender do CEMGFA nesse cargo, tem de lhe pedir autorização para desviar a fragata para interceptar aquela embarcação. E se o CEMGFA estiver difícil de contactar ou não concordar?
  Um imbróglio. Perigoso.

2015

Feliz Ano Novo
Que o próximo ano seja bem mais colorido do que o que passou!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Novas Leis Orgânicas


Publicadas hoje as novas leis orgânicas do MDN e das Forças Armadas:

DL 183/2014 - Aprova a Lei Orgânica do Ministério da Defesa Nacional.


DL 184/2014 - Aprova a Lei Orgânica do Estado-Maior General das Forças Armadas.

https://dre.pt/application/file/65985942

DL 185/2014 - Aprova a Lei Orgânica da Marinha.


DL 186/2014 - Aprova a Lei Orgânica do Exército.

https://dre.pt/application/file/65985944

DL 187/2014 - Aprova a Lei Orgânica da Força Aérea.


  Numa leitura rápida, penso irá baralhar muito. Saber-se o que compete a quem.

  Além do aprofundamento da menorização dos Ramos, saltou-me à vista a questão peregrina de se pretender vir a ser a Secretaria Geral do MDN a fazer todos os pagamentos ao pessoal: estou a ver um navio, há 2 meses fora, com o pessoal à espera que lá chegue o seu dinheiro! Em tempo de paz ou, pior ainda, em tempo de guerra!!!

 Decreto-Lei n.º 183/2014  de 29 de Dezembro (Lei Org do MDN):

“Artigo 11.º

Secretaria-Geral
...........................................................................

2 — A SG prossegue, designadamente, as seguintes atribuições:
....................................................

f) Assegurar o processamento, a liquidação e o pagamento de todas as despesas com o pessoal do universo da defesa nacional;
.............................................................................

Artigo 31.º

Regime transitório
................................................................

3 — O EMGFA e os ramos das Forças Armadas mantêm o processamento das remunerações e outros abonos do pessoal dos respetivos quadros, até à implementação do sistema que assegure o processamento, a liquidação e o pagamento de todas as despesas com o pessoal do universo da defesa nacional, referido na alínea f) do n.º 2 do artigo 11.º”

 E o desnorte agrava-se quando, por outro lado, se diz, na Lei Org da Marinha, que esta tem “autonomia administrativa”. Em que ficamos?

Decreto-Lei n.º 185/2014 de 29 de Dezembro (Lei Org da Marinha)

“Artigo 5.º

Administração financeira

1 — A administração financeira da Marinha rege–se pelos instrumentos legais e regulamentares aplicáveis aos serviços da administração direta do Estado, dotados de autonomia administrativa.”

Outra anomalia, grave: O CEMA não pode falar directamente com o MDN sobre questões de saúde ou ensino do seu Ramo!!!

“Artigo 8.º

Competência do Chefe do Estado -Maior da Armada
5 — O CEMA relaciona -se diretamente com o CEMGFA, para além do referido no n.º 3, nos aspetos respeitantes às informações e segurança militares, ensino superior militar, saúde militar e outras áreas de actividade conjunta ou integrada.

6 — O CEMA relaciona -se diretamente com o Ministro da Defesa Nacional, nos aspetos respeitantes à gestão corrente de recursos do respetivo ramo, bem como ao funcionamento dos órgãos, serviços ou sistemas regulados por legislação própria.”

  E há mais, muito mais, a baralhar a capacidade operacional das Forças Armadas!

  Pobre País!!

António José de Matos Nunes da Silva

C/Alm Ref.

domingo, 28 de dezembro de 2014

CMG EMQ (Ref.) Francisco Manuel Lemos Pinheiro

Faleceu o CMG Eng. Maq. Naval (Ref.) Francisco Manuel Lemos Pinheiro, que completara 92 anos de idade no passado dia 11 de Dezembro.
Entrou para a Escola Naval em 1943, como cadete do Curso “D. João de Castro” e foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1974. Profissional altamente competente, desde cedo se revelou também como um activista político contra o regime do Estado Novo, tendo chegado a ser perseguido pela PIDE.
Não haverá velório e a sua cremação terá lugar na 2ª Feira, dia 29 de Dezembro, pelas 11:00 horas, no cemitério de Vale Flores - Feijó.
 À Família enlutada e aos seus camaradas de curso, o Navio... desarmado apresenta sentidos pêsames.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Brrr...



Ao que parece, aproxima-se o frio. O navio já se sente enregelado e pede às almas caridosas que o aqueçam...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

NATAL

Para toda a "guarnição" deste Navio e para todos os seus visitantes desejamos um Feliz Natal, cheio de saúde e paz de espírito.

Giotto di Bondone (1266-1337)

domingo, 21 de dezembro de 2014

TAP

  Durante a última Guerra Mundial, o abastecimento de Portugal foi praticamente assegurado pela navegação mercante portuguesa. Em combustíveis líquidos, apenas pelo petroleiro São Brás da Marinha de Guerra. E, nesse tempo, era via marítima que se fazia o transporte de passageiros entre Continentes e com os nossos arquipélagos.

  A navegação mercante dos outros países foi então desviada para o seu próprio abastecimento, para a logística da guerra. Nem lhes compensava o risco de afundamento para fazerem comércio connosco.
  Já não temos, praticamente, navegação mercante.
  Pretendem agora também privatizar totalmente a TAP. Em concurso público, vendida com toda a probabilidade a estrangeiros.
  Não é impossível uma outra guerra.
  Não está pois em causa apenas uma questão de soberania, de ligações com a diáspora em rotas pouco rentáveis, de economia, de financiamento, de postos de trabalho.
  A tudo isso soma-se a sobrevivência dos portugueses em caso de conflito generalizado.
 A TAP é empresa estratégica e é altamente perigoso que passe a mãos estrangeiras.
                         Nunes da Silva                                    

sábado, 20 de dezembro de 2014


Recebido (correio electrónico) do Calm António Cabral o seguinte texto, com solicitação de publicação:

"Ao
"O Navio…..Desarmado"
Faleceu o Almirante Vítor Crespo. Descansa finalmente. 
Como acontece muitas vezes, vai ser exaltado por muitos, incluindo vários dos seus detractores em vida. Vai continuar a ser execrado por outros tantos.
Vai haver outros pantomineiros da moda que o celebram mais talvez para dizerem “ah, eu também estive lá”.
Pela minha parte, não tenho o conhecimento rigoroso para, por exemplo, opinar sobre a fase da sua vida em que foi Alto Comissário em Moçambique.
A descolonização que uns certos senhores que se outorgam donos do País qualificam de exemplar, foi um passo que foi dado muito, mas muito tardiamente na nossa história. Mas exemplar, dá vontade de rir. 
Duvido muito, que o Almirante Crespo alguma vez tenha tido responsabilidades criticáveis nesse processo. 
Também não me posso pronunciar sobre a sua curta fase de ministro, em 1975, nem sobre a sua actividade política até 1982. 
Mas recordo este Homem com respeito e consideração, e em primeiro lugar porque foi meu respeitado professor. 
Recordo-o como um cidadão digno, afável no trato, com espírito de humor, e um militar muito inteligente calmo e nada pesporrente, contrariamente a outros que também bem conheci nessa altura, e tinham então o mesmo posto, o de 1º Tenente.
O então 1º Tenente Vítor Crespo, tinha por vezes um ar um pouco despistado, não foi uma nem duas as súbitas trocas entre o giz e o cigarro. 
Uma das histórias que bem recordo, foi aquela de uma manhã em que, ao entrar bem cedo na Escola Naval, o homem que estava à entrada não reconheceu o “paisano” que se preparava para aceder ao edifício, e pediu-lhe a identificação. 
Se outro fosse, tinha havido berreiro, gesticular, e participação; esse chegou bem longe. O meu antigo professor, mostrou o BI, entrou, foi fardar-se, e veio dar-nos aula fardado de 3B, o uniforme de saída e não o uniforme de serviço interno. No intervalo das aulas, nossas e seguintes, durante a manhã e até à hora de almoço, passeou-se no átrio para trás e para a frente, fumando em frente ao porteiro, nada dizendo.
Salvo melhor opinião, esta historieta, diz qualquer coisa.
O Almirante Crespo foi um bom profissional, um excelente Artilheiro, sério e honesto, e tenho-o como estudioso e de elevada craveira intelectual. Um cidadão esclarecido, e nada conformado.
Ao longo dos anos troquei com ele muito breves palavras, a maioria dentro do CMN. Foi aqui que o encontrei a última vez.
Que descanse em paz.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos - marrevoltado.blogspot.pt)"

Banda da Armada

Recebida (correio electrónico) a seguinte mensagem, que muito agradecemos:
"Ao
"O Navio….Desarmado”
Uma fotografia da nossa Banda, a Banda da Armada, aqui observada já a marchar no início do desfile militar, no Dia da Marinha 2014, em Cascais.
A propósito da Banda da Armada, tive o gosto de, juntamente com o meu neto mais velho, assistir ao concerto de Natal, dia 18 DEZ no Pavilhão das Galeotas. Salvo melhor opinião, um excelente espectáculo, mais uma extraordinária prestação da Banda da Armada. Pena estar tão pouca assistência. Pouca divulgação? Creio que uma das razões.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos - marrevoltado.blogspot.pt)"


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Contra-Almirante (Ref.) Vítor Manuel Trigueiros Crespo


Com 82 anos de idade faleceu hoje o Contra-Almirante Vítor Manuel Trigueiros Crespo. 
Natural de Porto de Mós, tinha ingressado na Escola Naval em 1952 e durante a sua carreira profissional cumpriu uma comissão de embarque no Estado da Índia, especializou-se em Artilharia, foi professor do 9º Grupo de cadeiras da Escola Naval (Artilharia e Tiro) e comandou a corveta "Jacinto Cândido" em Moçambique. 
Era Capitão-tenente e tinha 42 anos de idade quando integrou o Movimento das Forças Armadas (MFA) que em 25 de Abril de 1974 derrubou o Estado Novo, tendo sido o único oficial da Armada que permaneceu no Posto de Comando do MFA na Pontinha, durante as operações que levaram à queda do regime. Integrou depois a Comissão Coordenadora do MFA e desempenhou as funções de Alto Comissário e Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique durante o período da descolonização até à independência moçambicana. A partir de Setembro de 1975 integrou o 6º Governo Provisório presidido pelo Almirante Pinheiro de Azevedo, ocupando a pasta da Cooperação. 
Com a criação do Conselho da Revolução passou a integrar esse orgão até 1982.
De regresso à Marinha veio a desempenhar, já como Contra-Almirante, as funções de Director da Biblioteca Central da Marinha. Embora se tivesse já destacado na sua carreira militar como comandante e como professor, foi a sua corajosa participação no Movimento do 25 de Abril e a sua coerente intervenção cívica durante os anos que se seguiram, em nome dos ideais da paz e da democracia, que o tornaram credor da admiração, não apenas da Marinha, mas  do país em geral.
A Associação 25 de Abril, de que era membro fundador, está de luto, tal como muitos daqueles que privaram com o Almirante Vítor Crespo e dele retêm a imagem de um militar e homem de invulgar carácter e tenacidade.
É sempre dolorosa a perda de um camarada; esta é-o tanto mais quanto o Almirante Vítor Crespo prestou valiosíssimos serviços ao país em circunstâncias particularmente difíceis e constitui para muitos um exemplo de verticalidade e coerência.  
À sua Família expressamos as nossas sentidas condolências.
 
(O corpo do Almirante Vítor Crespo seguirá amanhã, pelas 1700 hrs, para a Basílica da Estrela. O funeral será na sexta-feira, pelas 1200 hrs, para o cemitério do Alto de S.João onde será cremado.)

Concerto de Natal no Museu de Marinha


                                  Concerto de Natal no próximo dia 18 de Dezembro, pelas 21.30,
                                              no Museu de Marinha - Pavilhão das Galeotas.

                                       Este evento conta com a actuação da Banda da Armada e
                                     do Coro de Câmara da Escola Superior de Música de Lisboa.

                                                                         Entrada livre