Recebido (correio electrónico) do CALM António Cabral o seguinte texto, com solicitação de publicação:
"AH ... OS PATETAS QUE NOS RODEIAM
Tenho poucas certezas na vida, muito poucas. Uma, é inquestionável: todos morremos. Quando, de quê, muito velhinhos, repentinamente, etc, isso é outra coisa. Mas todos morremos.
Outra certeza, para mim, mas admito que seja discutível, é que em todos os países através dos séculos, todos tiveram /têm / e terão sempre um conjunto de cidadãos que são uns verdadeiros patetas, para não gastar adjectivação que melhor se lhes aplica.
Em Portugal, como se continua a ver em todos os sectores, os patetas, desde os que nos continuam a desgovernar a todos os outros nas mais diferentes áreas da coisa pública abundam, e fico até com a sensação que são mais do que já foram. Então se lhes juntar os que se perfilam para as substituições que se verificarão até 2016 creio que, proporcionalmente, Portugal estará imbatível no que a patetas respeita. Creio mesmo que o desenvolvimento equilibrado de um País é inversamente proporcional ao índice de patetice.
O que me traz hoje aqui, e não pretendendo maçar excessivamente quem tiver a gentileza e paciência de ler estas linhas, é uma espécie específica de patetas.
São aqueles patetas que se sentem sempre ufanos da sua superioridade, a todos os níveis, e da sua infalibilidade. Existem em ambos os géneros!
E ufanos e arrogantes e pesporrentes porquê? Porque apatetados que são, julgam que a superioridade que imaginam ter e a legitimidade para as enormidades que praticam advêm do facto de os terem posto nos andares superiores de edifícios públicos.
Estou em crer que como têm boas vistas sobre o estuário do Tejo, acreditam que daí lhes entra mais facilmente nos neurónios a inspiração para as suas tomadas de decisão.
Mas essas luminárias, não têm em conta que o ar que porventura lhes entra pelas janelas do sétimo e oitavo pisos nada os beneficia (coisa aliás impossível), pois vem poluído com os gases dos escapes das centenas de viaturas que circulam todo o santo dia nas vias dos dois lados do caminho de ferro LX-Cascais.
Essa poluição exponencia as barbaridades que na sua esfera de responsabilidade (??) vão despejando para o DR. Com prejuízo para o País e directamente para os cidadãos que procuram manter a dignidade dentro da sua secular instituição. Exponencia as barbaridades, além de que de base já lhes falta quase tudo: desconhecem a história, desconhecem conceitos básicos, não ligam ás leis existentes. Uma coisa têm: ausência quer de vergonha quer sentido de Estado.
Julgam-se acima de tudo e todos, talvez pensando que ainda estamos no tempo da arma que se vê na fotografia. Patetas.
António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)"

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