sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Competências dos actuais Ministros no que mais interessará à Marinha


D.R. do dia 17-dez-2015

Lei Orgânica do XXI Governo Constitucional, Decreto-Lei n.º 251-A/2015 de 17 de dezembro

Artigo 15.º

Defesa Nacional

1       — O Ministro da Defesa Nacional tem por missão formular, conduzir, executar e avaliar a política de defesa nacional no âmbito das competências que lhe são conferidas pela Lei de Defesa Nacional, bem como assegurar e fiscalizar a administração das Forças Armadas e dos demais serviços, organismos, entidades e estruturas nele integrados.

2       O Ministro da Defesa Nacional exerce as compe- tências legalmente previstas sobre os serviços, organis- mos, entidades e estruturas identificados no Decreto-Lei n.º 183/2014, de 29 de dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 146/2015, de 3 de agosto.

3       O Ministro da Defesa Nacional exerce a tutela sobre as instituições de ensino superior militar, em coordenação com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no que respeita às matérias de ensino e investigação.

4       Compete ao Ministro da Defesa Nacional, conjuntamente com a Ministra do Mar, no âmbito das respetivas competências, definir as orientações estratégicas para a Autoridade Marítima Nacional e coordenar a execução dos poderes de autoridade marítima nos espaços de juris- dição e no quadro de atribuições do Sistema da Autoridade Marítima.

     5— Compete ao Ministro da Defesa Nacional definir as orientações estratégicas para o Instituto Hidrográfico, bem como fixar objetivos e acompanhar a sua execução,em coordenação com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Ministra do Mar.

     6— O Ministro da Defesa Nacional conduz a atividade interministerial de planeamento civil de emergência, em matérias da sua competência e, especificamente, no que respeita às relações com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em coordenação com a Ministra da Administração Interna.

7 — O Ministro da Defesa Nacional exerce ainda os poderes que lhe são conferidos pelo n.º 13 do artigo 28.º

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Artigo 28.º

Mar

5  A Ministra do Mar tem por missão a coordenação transversal dos assuntos do mar, através da definição e acompanhamento da Estratégia Nacional para o Mar, da promoção do conhecimento científico, da inovação e do desenvolvimento tecnológico na área do mar, da definição e coordenação da execução das políticas de proteção, pla- neamento, ordenamento, gestão e exploração dos recursos do mar, da promoção de uma presença efetiva no mar, dos seus usos e de uma economia do mar sustentável, das pescas, do transporte marítimo e dos portos, e a gestão dos fundos nacionais e europeus relativos ao mar.

6  Compete à Ministra do Mar, conjuntamente com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, a coordenação intersectorial da participação nacional nos organismos europeus e internacionais responsáveis pela definição e pela monitorização das políticas marítimas.

7  A Ministra do Mar exerce a direção sobre:

a) A Direção-Geral de Política do Mar;

b) A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos;

c) O Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos e da Autoridade para a Meteorologia Aeronáutica;

d)  A Comissão Técnica do Registo Internacional de Navios da Madeira;

e)  A Autoridade de Gestão do Programa Operacional Mar 2020 (Mar 2020).


4 A Ministra do Mar, conjuntamente com o Minis- tro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, exerce a direção, no que diz respeito às matérias da sua competência, sobre:

a)  O Gabinete de Planeamento, Políticas e Adminis- tração Geral;

b) As direções regionais de agricultura e pescas.


5   A Ministra do Mar, conjuntamente com o Ministro Adjunto, com o Ministro do Ambiente e com o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, exerce a direção sobre a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, no que diz respeito às suas áreas de competência.

6   A Ministra do Mar, conjuntamente com o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, exerce a superintendência e tutela do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P., e em coordenação com o Ministro das Finanças e com o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

7   Nos termos do disposto no número anterior, a Mi- nistra do Mar exerce a superintendência e tutela em matéria de mar e respetivos fundos europeus, conjuntamente com o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que exerce a superintendência e tutela em matéria de agricultura, florestas, desenvolvimento rural e respetivos fundos europeus.

8   Sem prejuízo dos poderes legalmente conferidos ao Conselho de Ministros e ao Ministro das Finanças, a Ministra do Mar exerce a superintendência e tutela sobre as administrações portuárias, em coordenação com o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

9   Compete à Ministra do Mar, sem prejuízo dos poderes legalmente conferidos ao Conselho de Ministros e

ao Ministro das Finanças, a superintendência e tutela da

Docapesca Portos e Lotas, S.A..

10   A Ministra do Mar exerce a superintendência e tutela sobre o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P., em coordenação com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com o Ministro do Ambiente.

11— A Ministra do Mar exerce a tutela sobre a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, em coordenação com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 12 A Ministra do Mar coordena a Comissão Inter- ministerial para os Assuntos do Mar, com a faculdade de substituir o Primeiro-Ministro, nas suas ausências e impedimentos, que a preside.

13   Compete à Ministra do Mar definir as orientações estratégicas para a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, em coordenação com o Ministro da Defesa Nacional.

14   Compete à Ministra do Mar, conjuntamente com o Ministro da Defesa Nacional, no âmbito das respetivas competências, definir as orientações estratégicas para a Autoridade Marítima Nacional e coordenar a execução dos poderes de autoridade marítima nos espaços de jurisdição e no quadro de atribuições do Sistema da Autoridade Marítima.

15   — Compete à Ministra do Mar definir as orienta- ções estratégicas para o Observatório para o Atlântico, em coordenação com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Ministro da Economia e o Ministro do Ambiente.

    16— A Ministra do Mar exerce ainda os poderes que lhe são conferidos pelo n.º 4 do artigo 12.º, que

lhe são conferidos pelo n.º 4 do artigo 12.º, pelo n.º 5 do artigo 15.º, e pela alínea d) do n.º 2 do artigo 24.º n.º 2 do artigo 24.º

AQUI SE RECORDAM MEMÓRIAS DO PASSADO!

Fotografias do amador, e espectador, no 10 de Junho de 2012.




António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Complementos de pensões

Notícia do DN:

Estado vai pagar mais de dois milhões a 40 militares reformados

Supremo obriga Defesa a devolver milhões de euros a militares que tiveram complementos de pensão mal calculados
E o texto integral do Acórdão:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Capitão de Fragata (Ref) José Alberto de Milharadas Pedro



Só muito recentemente tivemos a triste notícia do passamento do nosso camarada Milharadas Pedro. Faleceu em Lisboa há cerca de dez dias. Tinha 74 anos e estava reformado desde Outubro de 2001. Ingressou na EN em 1960 com o curso Luís de Camões, tendo-se especializado, mais tarde, em Fuzileiro Especial e Comunicações. Fez comissões em Angola (1968) e Moçambique (73/74), tendo  prestado serviço na "Sagres" e comandado (1975) o NRP "Santa Luzia". Ao longo da sua carreira obteve vários louvores e condecorações.
Lamentando não poder dar mais detalhes, "O Navio ... desarmado" apresenta condolências à sua Família e a todos os seus camaradas, em particular dos cursos "Luís de Camões" e "Nuno Tristão". Que descanse em paz!

Convite

Recebido do Cte Pedro Lauret o seguinte convite, com pedido de divulgação:


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O atendimento no HFA

  Fui hoje a consulta no Hospital das Forças Armadas.
  Granel completo. Infelizmente.
  Obras por todo o lado: Primeiro concentraram ali os doentes de 4 hospitais e acrescentaram o  atendimento a outros não pertencentes à família militar. Depois, já com os outros 3 hospitais encerrados, é que entraram em obras de ampliação de infra-estruturas!
  O ministro anterior foi alertado, mas não quis saber!
  O velho ditado: meteram o Rossio na rua da Betesga!
  É preciso tirar uma senha numa máquina para dizer que já lá estamos. Doentes idosos, com dificuldade de locomoção, em bicha para tirar essa senha. Máquina pouco explícita no modo de usar, senha que devia sair por uma ranhura (a cerca de 10 cm do chão), mas não aparece. Até que alguém descobriu que é preciso os doentes baixarem-se e meterem lá a mão para tirar a senha que ficou presa algures. Nenhum funcionário presente para ajudar!
  Obtida finalmente a senha, subo ao 1º andar, local onde fizera a consulta anterior. Na porta do gabinete médico um papel dizendo que a consulta já não era ali, mas sim no pavilhão H 04!
  Onde fica esse pavilhão? Não há qualquer mapa indicativo nem ninguém para explicar. Lá fui perguntando a um e a outro que fui encontrando. Tem de sair deste edifício e... Procurar!
     

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

AQUI SE RECORDAM MEMÓRIAS DO PASSADO!
Lembram-se?


António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)
Boas Festas
A toda a "guarnição" e Exmas Famílias, os meus votos de uma quadra festiva o mais feliz possível.
Bom Natal e melhor ano.
O meu postal tem pouco ou mesmo nada de Natalício, para lá das luzes, mas é só para ser diferente.
Celebro esta época com muita alegria. Faz parte da nossa cultura.
Boas festas a todos.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CMG (ref.) Manuel Maria de Menezes Pinto Machado



Depois de prolongada e dolorosa doença, faleceu hoje com 72 anos de idade o Comandante Manuel Pinto Machado. Antigo aluno do Colégio Militar, tinha ingressado na Escola Naval e, depois de frequentar o “Curso Oliveira e Carmo”, veio a ser promovido a guarda-marinha em 1966. Pouco tempo depois encontrava-se no Leste de Angola como Oficial Imediato do DFE 11, com base na Ponte do Lungué Bungo, “um rio de Fuzileiros e jacarés”, como gostava de o classificar. De regresso a Lisboa, serviu como instrutor na Escola de Fuzileiros, especializou-se em Comunicações, embarcou como Oficial Imediato do caça-minas Santa Maria e Comandante do draga-minas Velas e foi instrutor no Centro de Instrução de Minas e Contramedidas.
Em 1973 regressou a Angola para comandar o navio-patrulha Cacine e foi aí que em 1974 teve notícia do 25 de Abril. Em Fevereiro de 1975 regressou com o seu navio a Lisboa, tendo navegado em companhia do navio-patrulha Mandovi.
Em finais de 1975 serviu no Centro de Comunicações da Armada e, depois, no EMGFA. Foi aí que o Ministro Adelino Amaro da Costa, antigo oficial da Reserva Naval, o foi requisitar para o seu Gabinete. Entrou na Política e passou à Reserva. Foi durante vários anos vereador da Câmara Municipal de Lisboa, ajudou a fundar e foi secretário-geral da UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa e pertenceu durante vários anos aos quadros do IPE – Instituto de Participações do Estado.
Hoje despediu-se de nós e o seu humor e a sua inteligência vão fazer-nos falta. A Marinha perdeu um oficial de grande mérito e um devotado amigo da nossa corporação do botão de âncora, como aliás demonstrou continuadamente no seu blogue nrpcacine, que dirigiu e animou durante vários anos.
O Navio… desarmado expressa as suas condolências à sua Mulher, Filhos, Netos e restante Família, na qual se inclui o nosso camarada Almirante Alves Correia.

O corpo do Comandante Pinto Machado estará nas capelas mortuárias da Basílica da Estrela a partir das 18:00 horas de hoje. Amanhã às 10:30 horas será celebrada uma missa de corpo presente na Basílica da Estrela, seguindo o funeral depois para a cidade do Porto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Apresentação do livro "Os Últimos Heróis" no Museu Marítimo de Ílhavo (01DEZ2015)


Depois da exposição no Museu Marítimo de Ílhavo entre maio e julho deste ano, Pepe Brix apresenta uma homenagem aos últimos heróis portugueses que arriscam a vida na pesca do bacalhau. O fotógrafo viajou até aos mares da Terra Nova no arrastão “Joana Princesa”. Durante três meses e meio partilhou a vida a bordo com a tripulação daquele que é um dos últimos bacalhoeiros portugueses.Este livro é o resultado dessa viagem. Dezenas de fotografias que revelam a dureza física e psicológica de um quotidiano vivido num espaço circunscrito e em condições climáticas extremas. Parte destas fotografias foram publicadas na edição de fevereiro da revista National Geographic.


Pepe Brix
Pepe Brix é um vagamundo. Esse mundo com várias pontas, unido por vários pontos, atravessado por uma infinita ponte, que parte e chega dentro do coração. É fotógrafo, o que equivale dizer que olha acima dos outros, que vê o que os outros não vêem e que observa a alma instantânea das coisas que falam devagar. Tudo começou nessa ponta do mundo, no meio do atlântico, chamada Açores, num dos seus pontos mais pequenos: a Ilha de Santa Maria. Nasceu em 1984 numa família habituada a estender pontes para os outros. Aprendeu o ofício sem o saber, que há linguagens que não se aprendem, mas que se desvendam, de forma cardíaca, ao som da música, no chão das cidades, na altura das montanhas. A fotografia foi, assim, o laboratório onde a humanidade se revelou um mistério fabuloso, por haver tantos rostos soltando pontas, por haver tantos pontos a serem cruzados e a ponte a seguir, feliz de ir em frente, mesmo quando recua. Do Porto à Hungria, da Califórnia ao Ecuador, da Índia ao Nepal, pontas que contaram a dimensão humana dos sentidos, expondo os pontos, erguendo pontes. Pontes que atravessaram cordilheiras e chegaram à Terra Nova, como navegador da retina humana, que tudo vê, mas nem sempre percebe o que regista. Por isso, o tamanho do seu coração, para caber o que uma moldura não aguenta: a frequência de uma humanidade que celebra a sua própria humanidade, acima de tudo.
Daniel Gonçalves


Fonte: http://www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt/