terça-feira, 29 de setembro de 2020

Almirante Vítor Crespo

 Recebido do Cte Pedro Lauret o seguinte comentário, que agradecemos:

"Meus caros editores do blogue “Navio Desarmado”,

Em complemento do post do nosso camarada António Cabral sobre o Parque Almirante Vítor Crespo em Porto de Mós envio alguma informação adicional e fotos para, se entenderem que é de interesse, publicarem. 

Após a morte do almirante Vítor Crespo, alguns camaradas e amigos decidiram editar um livro de testemunhos em sua memória, tendo sido publicado em 2015, pela editora Colibri um livro com o título;: “Cidadão e Marinheiro – Livro de Homenagem ao Almirante Vítor Crespo (in memoriam)”, coordenado por Almada Contreiras, João Freire e por mim próprio. O livro foi lançado no Pavilhão da Galeotas. Mais tarde a Câmara de Porto de Mós decidiu atribuir o nome de Almirante Vítor Crespo a um Parque da Cidade, tendo promovido uma série de iniciativas no dia 25 de Abril de 2016, de que destaco:

- Inauguração do Parque Almirante Vítor Crespo, descerramento da placa toponímica com a presença do Presidente da Câmara, viúva, filha e netos do almirante Crespo e outras individualidades. Discursaram então o Presidente da Câmara e a viúva do almirante Crespo, Prof.ª Teresa Barata Salgueiro.

- Sessão solene com a apresentação do livro e outros depoimentos sendo a mesa constituída pelo Presidente da Câmara, filha do almirante Crespo, almirante Vieira Matias, também natural de Porto de Mós, professor João Freire, por mim próprio e ainda o editor do livro dr. Fernando Mão de Ferro. 

- Atuação da Banda da Armada.

Em Maio de 2016 a Prof.ª Teresa Barata Salgueiro, viúva do almirante Crespo, e eu próprio fizemos outra apresentação do livro no Museu do Aljube em Lisboa. 

Cumprimentos e abraços

Pedro Lauret



DIRECTIVAS do MDN

(retirado da TSF online, suponho que não é "fake news")

Comunicação inclusiva." Governo quer militares a usar linguagem não discriminatória

Diretiva enviada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares prevê que política de comunicação seja "inclusiva em todos os documentos oficiais". Regras aplicam-se não só à escrita, mas também à oralidade e à imagem.


© Maria João Gala/Global Imagens
PorFilipe Santa-Bárbara
29 Setembro, 2020 • 06:45

Em vez de escrever "o coordenador", deverá utilizar-se "a coordenação", em vez de "os participantes", "quem participa", ou até o "sejam bem-vindos" deve ser trocado por "boas vindas a todas as pessoas". Estes são apenas três exemplos que constam da diretiva enviada pelo Ministério da Defesa Nacional ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares.

No documento a que a TSF teve acesso e que é datado de 18 de setembro, o Ministério nota que "na língua portuguesa é comum o recurso à utilização do género masculino para designar as pessoas de ambos os sexos, o que gera indefinições quanto às pessoas, homens e mulheres a que se refere, e torna as mulheres praticamente invisíveis na linguagem".

Por isso, tendo em conta recomendações internacionais (e também nacionais) e para fazer cumprir o plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021, é agora produzida esta diretiva para que a linguagem seja o mais inclusiva e não discriminatória possível.

No plano com 16 páginas, lê-se que o objetivo é "salientar a importância para a utilização de linguagem sensível ao género, dar a conhecer exemplos práticos que previnam a utilização de linguagem discriminatória e contribuir para a eliminação dos estereótipos existentes".

As orientações destinam-se a todos os documentos oficiais, nomeadamente, "decisões de dirigentes e chefes militares e respetivas comunicações internas e externas, incluindo ofícios; informações, pareceres, memorandos e outros documentos de suporte à decisão; instrumentos de gestão; documentos relativos ao recrutamento e à gestão de pessoal; apresentações institucionais e materiais usados em sessões de formação e apresentação; e ainda na comunicação e relações públicas" que engloba entre outras coisas, guiões para cerimónias públicas, convites ou a comunicação nas redes sociais.
Das palavras às fotografias: como tornar a comunicação mais inclusiva

No capítulo da comunicação escrita, a diretiva do governo recomenda que se utilizem as estratégias da "neutralização ou abstração" e da "especificação". Ou seja, no primeiro caso a ideia passa por substituir palavras e expressões por termos neutros: preferir, por exemplo, "data de nascimento" a "nascido em" ou "a classe política" em substituição de "os políticos".

Mas os exemplos seguem com a substituição de nomes por pronomes invariáveis ou outras soluções alternativas. Vamos aos exemplos: em vez de "não recrutará um candidato que..." deverá utilizar-se "não recrutará alguém que..." ou até um "obrigado pela sua colaboração" pode ser substituído por "agradecemos a sua colaboração".

Já a "especificação" é apontada como a "solução a evitar sempre que é adequado recorrer à neutralização ou abstração, uma vez que tem o inconveniente de tornar os textos mais longos e menos elegantes". Ainda assim, a diretiva esclarece que, "num texto inclusivo, nem sempre é possível" evitá-la.

Ora, a especificação do género deve ser privilegiada nomeadamente nos textos relativos a recrutamento de pessoal, formulários administrativos ou alocuções em textos em que o orador pretende vincar que se dirige a homens e mulheres.

Aqui devem ser utilizadas ou as formas duplas ("Estas instalações destinam-se a alunos e alunas..."), a menção "m/f" ou o uso de barras ("O/A") e nunca os parênteses porque, nota o documento, "estes indicam a introdução no texto de um elemento secundário, o que seria contrário ao objetivo de respeitar a igualdade de género".

Também na comunicação visual, as Forças Armadas devem ter em atenção a escolha de imagens que reflitam a diversidade, por exemplo, uma fotografia onde se possam ver mulheres e homens a trabalhar em conjunto.

Mais: imagens que "mostrem pessoas de géneros diferentes em papéis de igual valor", que tenham "homens e mulheres em atividades relevantes", que valorizem a "presença do sexo sub-representado" ou onde seja valorizado que a "instituição não tem preconceitos de género" que, no caso, é ilustrado com uma fotografia de um homem e de uma criança e descrita como "em funções de cuidados familiares".

Sem estipular datas para começar a ter em atenção à linguagem, a diretiva do Ministério da Defesa apenas sublinha que o documento deve ser "divulgado por todas as pessoas da organização". Ou seja, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas e respetivos ramos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)


Ps: enquanto trata deste importante assunto,  Cravinho Jr tem na área em que formalmente superintende, uma desastrosa situação no Arsenal do Alfeite, uma crescente inoperacionalidade da esquadra nacional, bastando apenas ir ao AA e ver o que lá está. E enquanto isto é produzido, olhe-se ao que se passa nos outros ramos também. Olhe-se ás cativações, etc.

domingo, 27 de setembro de 2020

ALMIRANTE  TRIGUEIROS  CRESPO


António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

CTEN (Ref) Fernando Ventura Duarte


 Foi através d'"A voz da Abita" que fomos informados do falecimento do Cte. Ventura Duarte do "Curso Gonçalves Zarco". Tinha 89 anos.

"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Memórias navais (última)

Como tudo o que começa acaba, finaliza o Com. e Prof. João Freire a divulgação desta série de magníficos excertos sobre temas navais que, com seu consentimento, o "Navio desarmado" teve o privilégio de vir reproduzindo a partir de determinada altura.

Que a próxima e por ele prometida série venha breve, para delicia de todos aqueles que se habituaram a visitar esta virtual unidade naval, e não só, quantas vezes para reviver e matar saudades dos "seus tempos" marinheiros.

Com as felicitações pela iniciativa e um particular agradecimento ao Com. João Freire do "Navio desarmado", AQUI fica esta peça, fechando com chave de ouro a série.


sábado, 19 de setembro de 2020

CTEN (Ref) António Carlos Neves Carrilho Perlouro



 Alertado pela triste notícia no FB vimos anunciar, com profundo pesar, o falecimento do Comandante Perlouro (Curso Martim Moniz), com 73 anos. O Cte Perlouro tinha deixado a Marinha em 1988 quando passou à Reserva mas era bem conhecido e estimado por todos. Não se conhecem detalhes sobre as cerimónias fúnebres.
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências á sua Família e a todos os seus amigos e camaradas.

Nota: O corpo do malogrado Perlouro irá para a Igreja da Boa Hora (Ajuda), hoje, pelas 1600 hrs. O funeral realiza-se amanhã no cemitério dos Olivais às 1300 hrs.

Arsenal do Alfeite IV

"A transformação do Arsenal do Alfeite em sociedade anónima foi um erro histórico?" 

Eis a posição (publicada no Diário de Notícias) de um directo interveniente na recente evolução do AA, um ex-CEMA, o Almirante Melo Gomes. Para a ler podem seguir esta ligação.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Arsenal do Alfeite

Ler o artigo do DN é muito penoso.

Desde as belas palavras do Presidente da República, passando pela referência 'de costas voltadas' feita por Garcia Belo, pela ausência da Marinha no Conselho de Administração, pela ideia de gerir o estaleiro sem apoio dos quadros superiores e perante o cepticismo dos trabalhadores, pela presença do 'accionista único', o Estado português, através da 'IdD - Portugal Defence, S.A.' (que nem o nome tem português...), cativações, promessas de investimento, entre outras coisas, tudo parece desalinhado mas esclarecedor do 'enigma sobre o futuro do AA'.

Lê-se que o MDN 'assegura que a AA, S.A. vai continuar a ter a Marinha como parceiro estratégico, não estando prevista qualquer alteração nesse domínio'. Não ao contrário, a Marinha ter o AA como parceiro estratégico. Está portanto tudo bem, governe-se assim, materializando-se o futuro em promessas de investimento. Mais palavras. Mais potenciais cativações. Mais Conselhos de Administração. Mais reorientações.

A Marinha, como componente da Defesa Nacional, algo que parece estratégico, talvez merecesse um dimensionamento, a definição de capacidades, o estabelecimento de objectivos, um programa naval, enfim um plano, de onde pudessem decorrer recursos a garantir e a forma de os obter. O AA é imprescindível num quadro dessa natureza.

Ao contrário, o AA parece um empecilho, a Marinha uma entidade incómoda e estranha: recorrer a estaleiros estrangeiros? 'A questão deverá ser colocada à Marinha', como se nem MDN nem IdD tivessem algo com isso, mesmo que este tenha como 'missão principal manter a esquadra da Marinha'.

Um sentimento de fragmentação de responsabilidades, falta de integração de objectivos, de unidade de chefia ou comando é inevitável e, assim, não haverá Marinha. Garcia Belo parece ter conseguido o 'alinhamento do AA com a Marinha'. Sol de pouca dura, a mim parece-me que nunca estiveram tão distantes.

Tudo parece indicar que o modelo actual aplicado ao AA e seu relacionamento com a Marinha está esgotado, nunca foi satisfatório e caminha para um destino funesto. Talvez seja urgente revê-lo.

 ARSENAL  do  ALFEITE

O estaleiro (AA) está no mesmo sítio há décadas.

O estado dele é que é cada vez mais desgraçado, dizem por aí, eu não acredito, deve ser apenas mais um ataque a este governo e ao actual MDN. Alguma cabala.

É uma situação gravíssima, dizem, eu continuo a não acreditar. cabala de certeza. A situação do AA é cada vez mais preocupante, não pode ser verdade, só pode ser mentira  Pessoalmente não precisava de mais um extenso artigo como este de 15 de Setembro onde se retratam muitos pormenores, facetas, tragédias, pois á distância e através de alguns poucos vou acompanhando o que se passa na Marinha, no AA, na instituição militar.

Não é preciso ler este artigo do DN para saber e estar descansado, como sempre soube, o desvelo, o cuidado, a importância, direi mesmo o carinho, que dedicam á instituição militar e particularmente à Marinha e ao AA, o Presidente da República actual, o Primeiro-Ministro actual, o MDN actual, a comissão parlamentar de defesa, o presidente da AR, o CEMGFA actual, tal como todos os seus antecessores.

Por isso estou muito descansado, os pequenos problemas hoje  injustamente apontados são coisa passageira, e a nova administração do AA está já a reorientar o estaleiro numa nova e pujante rota, a nível nacional e internacional.

A bem da Nação, evidentemente.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

Arsenal do Alfeite



 Directamente do "Diário de Notícias":

"Vai o histórico estaleiro recuperar ou afundar-se de vez"

Para o caso de haver interessados podem ler o artigo completo seguindo esta ligação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Navegando em missão diplomática - Japão

 Mais outra interessante memória naval, como habitualmente compilada pelo João Freire.

Para ler, carregar AQUI se.f.f.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Falecimento do V/Almirante Rasquilho Raposo

Pel´"A Voz da  Abita" chegou-nos a notícia do falecimento, dia 7 de Setembro, do V/Almirante Rasquilho Raposo.

Desconhecem-se pormenores das cerimónias fúnebres a realizar.

"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências a sua Família  e a todos os seu Amigos e Camaradas, em particular aos do seu Curso "Salvador Correia de Sá e Benavides".

sábado, 5 de setembro de 2020

CMG EMQ (Res) Francisco José Piedade Oliveira


 Recebida a seguinte informação através d' "A Voz da Abita":

"Lamentamos dar a conhecer o inesperado falecimento do nosso Camarada CMG EMQ (R) Francisco Piedade Oliveira. 

Desconhecendo pormenores sobre as Cerimónias Fúnebres previstas, apresentamos as nossas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas em particular aos do seu Curso "Cmte. Daniel Augusto da Silva" curso esse que ingressou na Escola Naval em 1978. "

"O Navio... desarmado" associa-se a esta expressão de pesar perante tão funesto acontecimento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Memórias navais - Timor, nas últimas horas

 Mais outra Memória naval, esta do outro lado do globo, em Timor.

Ler AQUI.