Em entrevista de há dois dias na Antena 1, o Ministro da Defesa Nacional afirmou que, em resultado das reformas aplicadas pelo Governo no sector que tutela, “com a consensualização das chefias militares”, as Forças Armadas estão agora mais sustentáveis, mais operacionais e mais satisfeitas.
Num inquérito recente realizado pela AOFA aos oficiais, que obteve 1227 respostas, os inquiridos manifestaram a opinião de que nas Forças Armadas, no decurso da última década, pioraram ou pioraram muito:
- As condições de operacionalidade (mais de 80% das respostas);
- As condições de trabalho (67% das respostas);
- As condições de segurança (60% das respostas).
Note-se ainda que, no respeitante à assistência na doença, às recentes alterações ao EMFAR e consequente menosprezo pela “condição militar”, os inquiridos manifestaram elevadíssimas percentagens de descontentamento. A registar ainda que, considerando as 622 respostas de oficiais do activo, mais de 44% dos inquiridos declarou que, se lhe fosse possível, abandonaria a carreira militar.
Perante este quadro, como pode Sua Excelência ter o desplante de falar em satisfação das Forças Armadas. Até parece estar a referir-se a outro país que não Portugal.
Parecendo-me difícil de acreditar que haja de facto militares que tenham manifestado ao Senhor Ministro satisfação pela actual situação das Forças Armadas, julgo de concluir que se trata de uma lamentável e descarada invenção com finalidades político-partidárias. E utilizar as Forças Armadas para tal fim não pode deixar de ser classificado como um acto profundamente condenável.
Subscrevo este oportuno comentário.
ResponderEliminarFoi uma falha tipográfica. Faltou o "não" entre "Forças Armadas" e "estão" no texto.
ResponderEliminarComentário baseado nos dados que apresenta, pelo que a sua objectividade é inquestionável. Subscrevo-o inteiramente, com a ressalva de que o Speedy tenha razão...
ResponderEliminar