quarta-feira, 28 de julho de 2021

O Arsenal do Alfeite, a Arsenal do Alfeite S.A. e a Marinha - Que Futuro?

 A Comissão Permanente de Defesa Nacional da Assembleia da República reuniu-se no início de Julho com a presença do MDN, num importante encontro em que a Marinha ocupou parte significativa das intervenções, expressando fortes preocupações com a redução da operacionalidade dos navios e com as crescentes dificuldades na sua manutenção, intimamente relacionadas com a situação da Arsenal do Alfeite, S.A.. Esta situação terá possivelmente concorrido para o abate do Bérrio e a consequente limitação resultante da indisponibilidade de um navio reabastecedor.

O MDN anunciou a decisão de construção de 6 patrulhas oceânicos e considerou a questão da AA S.A. matéria importantíssima, reconhecendo que os problemas persistem, mas que as bases da sua resolução já existem, tendo-se registado ‘avanços significativos‘ durante o primeiro semestre, nomeadamente a obtenção da ‘estabilização financeira’. O Ministro anunciou também  a criação da Academia da Arsenal do Alfeite, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, um possível contrato com a Marinha de Marrocos e a construção de uma ‘plataforma polivalente vocacionada para a logística, a ciência e a defesa do ambiente’ e mencionou a recente publicação do primeiro relatório da Comissão de Auditoria de Preços, onde se prevê um aumento do preço da mão-de-obra da AA S.A., factor preponderante para atingir o equilíbrio financeiro, prevendo-se um resultado positivo já no final de 2021, e o seu reforço em 2022.

O Alm Mendes Calado, CEMA, em finais de Março, durante a cerimónia de tomada de posse do Superintendente do Material, afirmou que ‘a Marinha reconhece a importância decisiva para o cumprimento da sua missão de um Arsenal do Alfeite perfeitamente sincronizado com as suas necessidades e prioridades de manutenção’, e salientou a necessidade de melhoria do ‘alinhamento da matriz de interesses das duas organizações’. O CEMA referiu também a necessidade de uma ‘robusta’ relação, bem como ‘um alinhamento estratégico’ adequado entre a AA S.A. e a Direcção de Navios, salientando como ‘relevante instrumento de diálogo e aproximação’ o Grupo de Coordenação e Alinhamento Estratégico Marinha - Arsenal do Alfeite (GCAEMA)’, que submeteu o respectivo relatório em Janeiro.

O DL 33/2009 de 5 de Fevereiro, que constituiu a Arsenal do Alfeite, S.A, reafirma a importância da Marinha para a soberania do Estado Português, e concede-lhe prioridade na aquisição de serviços. E, no seu Artigo 5º (Objecto) refere (ponto 1) que ‘A sociedade tem por objecto a prestação de serviços que se subsumem na actividade de interesse económico geral de construção, manutenção e reparação de navios, sistemas de armamento e de equipamentos militares e de segurança da Marinha, incluindo a prossecução de objectivos essenciais e vitais para a segurança nacional.’ E, no Anexo III (Bases da concessão), Base V (Princípios aplicáveis às relações com a Marinha) estabelece que a concessionária se obriga ‘a garantir a satisfação das necessidades de manutenção programada e dar prioridade às necessidades de manutenção urgentes dos sistemas de armas e demais apoio dos navios da Armada.’

Trata-se portanto de questão relacionada com a própria soberania, difícil de sobrevalorizar. Governo, Assembleia da República, Marinha e AA S.A, estão nisso solidamente de acordo e bem assim, na ‘decisiva importância’ do papel que a AA S.A. desempenha. No entanto, com 12 anos já decorridos desde a extinção do Arsenal do Alfeite (1), por, alegadamente, este carecer de ‘uma renovação profunda’ e se reconhecer que ‘o modelo vigente e enquadramento orgânico do Arsenal não tem condições para se regenerar’, encontramos também, em todos, significativas e iniludíveis preocupações.

No seu conjunto, as preocupações expressas na Comissão de Defesa, o reconhecimento pelo MDN da existência de persistentes problemas, as afirmações do CEMA relativas à necessidade de sincronização e alinhamento de interesses e o relatório do GCAEMA (sobre coordenação e alinhamento entre Marinha e AA !?), são o reconhecimento de que muito, mesmo muito, estará profundamente errado, o que não nos surpreende após 12 anos de continuada degradação. Estes sinais são extremamente preocupantes, na medida em que, enquanto se procura alinhar posições, sincronizar, afinar, e ultrapassar dificuldades, as já conhecidas e aquelas que surgirão pelo caminho, os sistemas não atingirão os equilíbrios dinâmicos que lhes permitam funcionar harmoniosamente, a manutenção dos navios tem hiatos, definha, e, com ela, os próprios navios, incluindo aqueles que venham a ser construídos ou adquiridos. Resulta daqui que as missões ou não são possíveis ou cumprem-se sem a eficácia e a eficiência desejadas, os objectivos definidos não são atingidos, o moral das guarnições e dos organismos que compõem a Marinha é afectado negativamente, e a Marinha vê-se impossibilitada de dar o concurso que lhe compete na defesa da soberania de Portugal e dos superiores interesses da Nação.

Apesar de apenas garantir a ausência de problemas salariais no estaleiro até ao fim do ano, o MDN, coloca-se numa posição optimista, quando refere os avanços significativos obtidos, destaca a ‘estabilização financeira’, esperançado em que a revisão do preço da mão-de-obra em alta a isso conduza. Por outras palavras, a estabilização financeira é o grande objectivo das medidas a aplicar à AA S.A.. Por outro lado, a Marinha pretende ’a diminuição do elevado défice de manutenção das unidades navais’, e o mesmo Ministro, quando responde a questões da manutenção dos navios, afirma que não é tarefa da tutela, sendo encargo da Marinha. Parece difícil que se venha a verificar uma sincronização e alinhamento de interesses.

Nem o percurso da AA S.A. até agora parece ter sido capaz de sincronização ou alinhamento com a Marinha, nem as medidas tomadas sugerem que tal venha a acontecer a breve trecho, levantando uma dúvida legítima relativamente à premissa de que era o ‘enquadramento orgânico do Arsenal’ que impedia a regeneração. Parece-nos, pelo contrário, que em vez de atacar os problemas do Arsenal do Alfeite (que, naturalmente, os tinha e não despiciendos) o novo enquadramento os veio agravar. E o custo daí resultante está e continuará a ser suportado precisamente pelo sector para o qual todo o sistema existe e deveria ter sido preservado dos solavancos organizacionais, os navios, que assim foram menosprezados. A transição para o novo enquadramento, decididamente, falhou e as perspectivas futuras continuam incertas.

Pelo conhecimento que tem da Marinha que comanda, a avaliação do CEMA merece-nos um crédito especial, mas dá-nos, também uma noção realista da dimensão e dificuldades da tarefa que se perspectiva. Ao longo de quase 20 anos, o AA(ou a AA S.A., como se queira)sofreu uma sangria imensa de pessoal, perderam-se ritmos de trabalho, rotinas e enquadramentos, e as suas infraestruturas e parque de equipamentos estão, cremos, pelo menos em parte, no limiar da obsolescência, e carentes de actualização, não sendo de esperar que possam responder de imediato a solicitações de tecnicidade e dimensão correntes noutros tempos. Queremos crer que a 'alma' do AA continua lá, mas o músculo só à custa de forte investimento, em meios humanos e materiais, poderá ser restaurado.

É esse o nosso desejo. Afinal é para os navios que todo o sistema deve funcionar e ser concebido. Toda a Marinha precisa de um Arsenal, que só uma Marinha justifica a sua existência.

Quando dizemos Marinha, não excluímos a Autoridade Marítima e referimos um complexo sistema de múltiplas e variáveis valências (sendo a manutenção dos navios apenas uma delas) que se organizam e concorrem para fornecer um dispositivo naval credível como defensor da soberania do Estado Português. É um sistema com custos elevados, impossível de criar em pouco tempo e difícil de manter. O cálculo dos custos que implica deveria envolver o conjunto das valências e a optimização ser procurada ao nível do sistema.

Será altura de reavaliar o caminho? É, pelo menos, tempo de fazer um ponto ao meio dia e alinhar as peças. Talvez a nomeação de um grupo de trabalho, com objectivos e um prazo bem definidos, possa conceber um plano de acção credível, e definir medidas capazes de proteger os navios das consequências das dificuldades actuais, não voltando a menosprezá-los.

 (1) O Arsenal do Alfeite começou a ser construído em 1928, entrou em laboração em 1938 e foi oficialmente inaugurado em 3/Mai/1939, cerca de 11 anos depois, dia em que também se realizou o assentamento da quilha do D. João de Castro, navio hidrográfico, a primeira construção.

A. Vasconcelos da Cunha
H. Costa Roque

"Nos Mares da Memória - Estórias de uma Faina Maior" hoje 28JUL2021 RTP 2 às 23:30 horas


Uma perspetiva histórica de um passado glorioso nas artes da navegação e da pesca

Se Portugal tivesse que enumerar alguns dos seus feitos mais gloriosos, a descoberta dos mares gelados da Terra Nova e da Gronelândia bem como a pesca do bacalhau no século XV, seriam seguramente dois deles.

Ao longo de cinco séculos de história os portugueses levaram mais longe o conhecimento nas artes da navegação e da pesca. Foram os primeiros colonizadores dessas terras tão longínquas e, ainda hoje, apesar de praticamente terem abandonado esses lugares, deixaram marcas profundas na cultura local.

Notáveis na inovação e na construção naval, considerada a melhor por exímios navegadores, detiveram uma das maiores frotas de pesca do mundo e o que resta, são unicamente cinco embarcações: o "Creoula", o "Santa Maria Manuela", o "Argus", o "Santo André" e o "Gil Eannes".

Perdem-se no tempo as memórias dos poucos que fizeram da pesca do bacalhau a sua senda de vida. Escasseiam as vivências dos que as experienciaram com tanto sacrifício e dedicação.

Um projeto como este visa granjear e preservar as inúmeras lembranças deste passado tão presente para alguns. Sistematiza a informação escrita, fotográfica e cinematográfica e converte as "estórias" num autêntico documento audiovisual.

Fruto de muita investigação e empenho na recolha e tratamento de todos os conteúdos, nasce este documentário. Não pretende, de forma alguma, enunciar tudo o que a temática proporciona, deseja simplesmente ser o mais abrangente possível, numa perspetiva histórica, realçando os factos que nos pareceram mais relevantes e numa abordagem, até agora, não patenteada.

Fonte texto: RTP


terça-feira, 27 de julho de 2021

Declaração do ex-Presidente Ramalho Eanes
"A notícia da morte do Otelo Saraiva de Carvalho magoou-me e surpreendeu-me. Magoou-me, por se tratar de mais um amigo que parte. Surpreendeu-me, porque estive, recentemente, com o Otelo, no funeral da sua mulher, e achei-o, naturalmente, abatido, mas, aparentemente, com vigor e saúde.
Conheci o Otelo na Guiné, onde o substituí na Direcção da Secção de Radiodifusão e Imprensa do Comando-Chefe. Tornámo-nos amigos. Foi, aliás, essa amizade que me levou a testemunhar em seu favor no julgamento a que foi submetido, apesar de muitos reparos e apelos para que o não fizesse.
O Otelo era um homem bom, generoso, embora, por vezes, pouco prudente, pouco realista – contraditório, mesmo. Adorava representar, até na vida real, esquecendo que a representação exige um espaço delimitado, em que tudo o que aí é normal não o é na vida real.
Para mim, e apesar de todas as contradições, o Otelo tem direito a um lugar de proeminência histórica. E tem esse direito, apesar da autoria de desvios políticos perversos, de nefastas consequências, porque foi ele quem liderou a preparação operacional do 25 de Abril, a mobilização dos jovens capitães, o comando da operação militar bem-sucedida.
E penso assim porque entendo que um Homem é uma unidade e continuidade, uma totalidade complexa, e que só é bem julgado quando considerando, historicamente, esse quadro e o seu contexto. Mas há homens que, num momento histórico especial, se ultrapassam, ganhando dimensão nacional, indiscutível, porque souberam perceber e explorar uma oportunidade histórica única, e sentir os anseios mais profundos do seu povo.
Otelo é uma dessas personalidades. A ele a pátria deve a liberdade e a democracia. E esta é dívida que nada, nem ninguém, tem o direito de recusar.
António Ramalho Eanes"

Todas as opiniões devem ser respeitadas, concorde-se ou discorde-se.
Permiti-me aqui trazer as palavras do nosso primeiro Presidente da República em Democracia na sequência do falecimento do camarada de armas do Exército, Otelo Saraiva de Carvalho. 
Estive uma única vez com o então Capitão em 1972, quando embarcou no navio onde eu prestava serviço acompanhando vários jornalistas estrangeiros convidados do general António de Spínola, evento dos vários que constituíram boa parte da campanha de promoção daquele então governador da Guiné e Comandante-Chefe.

Concordo com tudo o que o general Ramalho Eanes entendeu partilhar com os seus concidadãos. 
Sublinho a amarelo o que para mim é evidente e não deve ser calado.
Sublinho a vermelho a referência feita com elegância a tudo o que de muito perverso e trágico aconteceu, infelizmente. 
Descanse em paz Otelo.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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sábado, 10 de julho de 2021

A  SERVIR  PORTUGAL  NO  MAR

AO OLHAR HÁ POUCO PARA ESTE MEU MAGNÍFICO RELÓGIO ESTALOU-ME NA CABEÇA UM TURBILHÃO DE COISAS. POR EXEMPLO, EM CONSEQUÊNCIA DE:

> O QUE VAI DECIDIR MARCELO REBELO DE SOUSA QUANDO À LEGISLAÇÃO APROVADA RECENTEMENTE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA RELATIVA ÀS FORÇAS ARMADAS ?

> A QUESTÃO DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS, POIS VEJO ANUNCIADO QUE ATÉ 30 DE SETEMBRO MILITARES DA MARINHA ESTARÃO EMPENHADOS NA VIGILÂNCIA DAS FLORESTAS E NA SENSIBILIZAÇÃO DA POPULAÇÃO PARA A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS. O EMPENHAMENTO PARECE QUE SERÁ NOS CONCELHOS DE, PALMELA, SETÚBAL, ALMADA, SESIMBRA, SINES, ALJEZUR  ALCÁCER DO SAL, ODEMIRA, SANTIAGO DO CACÉM E VILA DO BISPO.

> A GNR A LANÇAR ALERTAS BASEADOS EM PREVISÕES DO IPMA RELATIVAMENTE A AGITAÇÃO MARÍTIMA NA COSTA OCIDENTAL E, ALÉM DOS ALERTAS, A ACONSELHAR ATENÇÃO JUNTO DAS ZONAS COSTEIRAS E NO ACESSO AOS MOLHES.

> A PARTICIPAÇÃO DE MERGULHADORES DA MARINHA NUMA FORÇA NAVAL DA NATO QUE PROSSEGUIRÁ NO ÁRDUO E PERIGOSO TRABALHO DE DESACTIVAR ENGENHOS EXPLOSIVOS QUE REPOUSAM NO FUNDO DE VASTAS ÁREAS OCEÂNICAS.

> UMA LONGA ENTREVISTA DE MILITARES FEMININAS QUE OUVI NA TSF.

FICO POR AQUI.

ANTÓNIO CABRAL

CONTRA-ALMIRANTE, REFORMADO

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sexta-feira, 2 de julho de 2021

ARRASTO………CERTAMENTE  LEGAL

Mesmo em frente às praias "Areias de S.João da Caparica". Com telemóvel não dá para mais.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

CTEN SEA José Batista Ferro

 

Foi com um sentimento de grande pesar que tomamos conhecimento, pelo FB, do falecimento do Cte. Ferro no Hospital da Luz onde se encontrava internado. Tinha 81 anos.

"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

CMG (Ref) Júlio Alberto Xavier de Carvalho Araújo


Lamentamos dar a conhecer a seguinte informação veiculada pela "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

Com muito pesar damos a conhecer o falecimento, hoje no Hospital da Luz, do nosso Camarada Capitão de Mar e Guerra (R) Júlio X. Carvalho Araújo desconhecendo ainda as cerimónias fúnebres que lhe serão prestadas.

À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso "V/ALM Campos Rodrigues" ao qual pertencia, as nossas sentidas condolências. "

"O Navio... desarmado" associa-se a esta manifestação de pesar e apresenta condolências à Família do Cte. Carvalho Araújo e aos seus amigos e camaradas.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Aqui deixo uma excelente reflexão do VAlm João Pires de Neves, onde aborda a primordial questão das responsabilidades.
António Cabral
CAlm, reformado
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A reforma da estrutura superior das Forças Armadas e o sistema de forças

Nos últimos tempos muito se tem falado e escrito sobre o processo de Reforma da Estrutura Superior das Forças Armadas (Reforma), das intricadas relações que se estabelecem entre o ministro da Defesa Nacional (MDN), o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e os chefes do Estado-Maior dos Ramos (CEM). Todavia, sem se escalpelizar e, muito menos, esclarecer, o que está em causa e qual dos graves problemas que, de há muito afetam as Forças Armadas (FFAA), e que por esta via, porventura se pretenderá resolver. Para melhor nos situarmos recordaria de forma breve que todo este assunto da Reforma veio a público, em 17 de fevereiro, pela voz do próprio MDN quando, em entrevista à Lusa, referia que iria propor ao Parlamento o reforço do elenco de competências do CEMGFA e um dos grandes objetivos seria dotar aquele chefe militar com a “capacidade para dispor a qualquer momento [das] forças de que precisa para executar as suas missões”.

Sendo este um dos objetivos globais a atingir e, numa lógica de uma sua melhor contextualização, vejamos como é que, à luz da atual Lei Orgânica de Bases de Organização das Forças Armadas (LOBOFA) se estabelecem e desenvolvem as relações entre estas três principais entidades - MDN, CEMGFA e CEM - e o que isso representa na estrutura de “Comando” e “Administração” das FFFAA, duas realidades distintas e três canais de responsabilização diferentes e que nem sempre são percecionados ou mesmo considerados como tal:

• O canal político-militar, de nível estratégico - MDN / CEMGFA -, como seu principal conselheiro militar e onde se colocam as questões de fundo relacionadas com a capacidade de resposta militar;

• O canal administrativo-logístico - MDN / CEM - onde são trazidos à colação os assuntos que se reportam à “administração superior” dos Ramos e, concomitantemente, das FFAA;

• Um canal, essencialmente, militar e operacional - CEMGFA / CEM - onde se colocam as questões de natureza operacional e de “Comando Operacional”, relacionadas com os meios e capacidades da componente operacional do Sistema de Forças (SF) e com a sua geração, preparação, aprontamento e emprego sustentado.

Neste contexto, é importante realçar que é este SF, e para todos os efeitos, o instrumento da missão das FFAA. Daí a sua concomitante relevância, quer para as FFAA, quer para quem, neste domínio relacional da Política com a Estratégia, tenha de assumir responsabilidades diretas, em primeira mão e na linha da frente, os políticos, pela génese e atribuição dos meios e, em segunda mão e na linha operacional, os militares pela sua estruturação, organização e emprego.

A definição daquele objetivo por parte do MDN pode fazer subentender que o CEMGFA não dispõe das “Forças” para empregar e utilizar quando e sempre que isso lhe é requerido. E se assim é, perguntar-se-á porquê? Porque os Ramos não providenciam as forças preparadas e prontas e não o fazem em tempo oportuno?

Confirmadas estas circunstâncias e este cenário, duas hipóteses poderiam então colocar-se. Por um lado, primeira hipótese, as forças não existem, constam do SF, mas não estão adquiridas, construídas ou edificadas. Porquê? Por falta de planeamento e de enquadramento da sua programação, por falta de pessoal e de apoio técnico eficiente e capaz. De quem é a responsabilidade?

Por outro lado, segunda hipótese, as forças existem, integram o SF, mas não estão levantadas e aprontadas. Porquê? Por falha de planeamento, por falta de efetivos, por falta de recursos, financeiros ou materiais, que permitam proceder ao seu aprovisionamento e preparação atempada.

Ambas as hipóteses poderão ter na sua base problemas de natureza orçamental.

Na primeiramente referida, respeitante à aquisição ou à edificação oportuna dos meios será o “orçamento de investimento” a explicar porventura a sua falta. Na segunda hipótese, relacionada mais com dia- a-dia da gestão, estará em causa o “orçamento de funcionamento” e a existência ou não de verbas para, nas devidas condições, recrutar, formar, preparar, manter e sustentar os meios e as forças consignadas àquele SF.

E se assim é, se em falta estão recursos financeiros e uma sua deficiente atribuição, o problema não será nunca um problema do CEMGFA, dos CEM, no fundo, não será um problema militar e do domínio da Estratégia. Será antes um problema político e do domínio da Política e, um problema, em primeira mão, do MDN, enquanto responsável de topo pelo emprego das FFAA, pelas suas capacidades, meios e prontidão e ainda pela sua administração superior e direção.

Por outro lado, se a questão se coloca também no campo da edificação do próprio SF, pese embora se trate de uma questão igualmente do domínio da Política, a responsabilidade, aqui, não é só do MDN, é uma responsabilidade, em certa medida, partilhada por mais do que um órgão de soberania, seja o primeiro-ministro e o Governo, o Governo no seu todo, seja a própria Assembleia da República (AR) e os partidos políticos que nela têm assento.

Por tudo isto, estamos em crer que não é reforçando o CEMGFA com mais poder e nele centralizando competências de natureza administrativa, que o problema das “forças”, ou da falta delas para as missões se resolve, a menos que a estratégia subjacente a esta iniciativa legislativa seja a de ignorar a realidade, escamoteando responsabilidades, colocando na esfera da organização das FFAA uma questão que é do coletivo e dos órgãos de Soberania envolvidos.

Sobre esta questão das forças e dos meios do SF que não estão edificados ou mesmo levantados, prontos e operacionais, como vem sendo, aliás, amplamente noticiado, era importante perceber porque é que isso acontece. De facto, sendo este um problema que se arrasta há uma série de anos, esse sim, mereceria a pena e devia realmente ser estudado, porque a falta de meios e forças, no fundo, a falta do tal instrumento da missão que anteriormente mencionámos, é que representa, no nosso entendimento, uma grande e grave vulnerabilidade.

Uma vulnerabilidade que em termos de País e da sua defesa e segurança importa colmatar e dirimir com determinação e empenho.

E se é de uma vulnerabilidade que se trata (e dela decorrem riscos) o problema será sempre um problema de recursos e de priorização da sua alocação e daí, concomitantemente, um problema do domínio da Política que não da Estratégia como acima já se sublinhou.

Sendo, pois, esta questão da fragilização do SF, como outras - da Condição Militar, do Estatuto, da Saúde e do Apoio e integração social - os grandes problemas com que se defrontam as FFAA perguntar-se-á e a reforma, essa, de que tanto se fala, resolverá toda esta difícil e grave situação? Convictamente julgamos que não.

João Pires Neves
Vice-almirante, reformado
Ex-vice-chefe do Estado-Maior da Armada
29 JUNHO 2021
(Expresso online)

segunda-feira, 28 de junho de 2021

F I N A L M E N T E

Reconhecimento

António Cabral

cAlmirante, reformado

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domingo, 27 de junho de 2021

CARAVELA  "BARTOLOMEU  DIAS"

Andando pelos muitos arquivos e "tesourinhos" em casa.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sexta-feira, 25 de junho de 2021

ORA   ESTA…..

Ele há cada coisa.

Uma pessoa sai da praia antes da grande "caloraça", chega a casa poucos minutos depois e prepara-se para um reconfortante duche e, de repente, lá da sala vem um tonitruante - "António, estás na televisão"! Foi a propósito do sr Alabaça, que é o senhor do meio, e o outro era o então reitor da Universidade nos Açores.

Safa, como diria Cavaco Silva. Depois do duche, fui usar a tecnologia, andei para trás, e lá estava eu, fardado. Esta cena é repetida, e a fotografia é de 2005 ou já 2006, já não me lembro. Eu explico.

Estava eu nos Açores, Comandante da Zona Marítima e em acumulação Autoridade Marítima Regional e Comandante da Polícia Marítima Regional, quando um dia o então reitor da Universidade dos Açores me convidou para "embelezar" a cerimónia de posse do sr Alabaça, num cargo qualquer na Universidade de que não me lembro. Por isso existe esta fotografia e este video que voltou a aparecer na RTP.

O que hoje se passou foi a propósito de um acto da ministra da cultura, que exonerou o seu director - geral do património, director que escolhera e nomeara algures em Fevereiro do ano passado. Mais ou menos passados 16 meses, depois de loas várias em 2020, exoneração rápida. Sem comentários.

Mas quero acrescentar mais o seguinte. 

Quando o sr Alabaça foi nomeado e empossado em 2020, nesse dia, à tarde, a minha mulher recebeu um telefonema de uma amiga com quem não falava há certo tempo. Depois daquelas coisas habituais nestes telefonemas houve uma informação - "Fátima, há bocadinho vi o teu marido na televisão".

"Rosalita, bebeste demais ao almoço, estamos os dois aqui na aldeia, o António não foi a televisão nenhuma"!

"A sério que vi".

Bom, lá fomos andar para trás e lá me encontrei. Hoje repetiram.

A terminar, devo assegurar que não tive responsabilidade alguma na nomeação do senhor nem nos Açores nem cá, nem agora na sua exoneração! Tal como não tenho culpa de que mais nenhuma fotografia pública exista do senhor.


António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 24 de junho de 2021

ESTA  MANHÃ,  NA  PRAIA……….

Esta manhã, na praia, caminhando devagar pelo areal vazio com maré muito recuada, dei por mim com os olhos a passar do areal para o Bugio, daqui para o barco de pesca que se fazia à barra, outra vez para o Bugio, depois a observar a mota quatro que devagar circulava pelo areal quase sem gente.

Dei por mim, depois, a olhar o Atlântico dali visível, o oceano que tão pouco patrulhado já é, o oceano que qualquer dia se vai esquecer de certos "hieróglifos" começados com uma letra maiúscula seguida de uns algarismos. 

E continuei a longa caminhada, o areal estava bom. 

Fez-me bem.  

E fui recordando muitas coisas. E pensando no que aí virá.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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terça-feira, 22 de junho de 2021

P O R    A Í


António Cabral

cAlmirante, reformado

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segunda-feira, 21 de junho de 2021

"BITAITES" e a ARTE de NADA DIZER

ou o "copy paste" de palavras do, MDN, CEMGFA, PR 

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sábado, 19 de junho de 2021

P O R   A Í

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 17 de junho de 2021

P  O  R     A  Í

António Cabral

cAlmirante, reformado

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sábado, 12 de junho de 2021

P O R   A Í



António Cabral
cAlmirante, reformado
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sexta-feira, 11 de junho de 2021

 F  Ó  S  S  E  I  S

Ao menos estes fósseis são interessantes.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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segunda-feira, 7 de junho de 2021

AQUÁRIO  VASCO  da  GAMA

Em que data lá estive? tentei recordar-me quando, na manhã da passada 6ª feira lá entrei com o mais novinho dos meus netos. Ponderando com base na idade dos meus filhos, seguramente não ia lá há mais de 40 anos. Adiante. 

Salvo melhor opinião, uma das nossas "pérolas". Uma parte está em renovação. Uma bela manhã, e o "puto" delirou.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quarta-feira, 2 de junho de 2021

FORÇAS  ARMADAS
Dois almirantes falaram em tons diferentes sobre a reforma militar.
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas defendeu o modelo. Chefe da Armada fez apreciação demolidora.
(Nuno Ribeiro, 2 de Junho de 2021, "Publico")

Nas últimas audições da comissão parlamentar de Defesa Nacional às chefias em exercício nas Forças Armadas, na manhã desta quarta-feira, houve um flagrante contraste. Dois almirantes pronunciaram-se em tons diferentes sobre a reforma militar do Governo, já aprovada na generalidade na Assembleia da República.

No tom mais duro das quatro audições, o almirante Mendes Calado, Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, fez um claro statement contra as alterações no topo da hierarquia das Forças Armadas definidas pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho. 
Foi incisivo e emotivo nas críticas em relação aos princípios da reforma.

Tal como os seus antecessores da Força Aérea e do Exército, deixou aos deputados as propostas apresentadas à tutela em sede do Conselho Superior Militar, algumas das quais foram carreadas pelo ministro da Defesa para a reforma. Contudo, não especificou o que propôs, mas, tal como os chefes militares que o antecederam na terça-feira, revelou que as suas posições tinham sido comunicadas ao ministro.

Centrou-se na reforma, não falou de falta de meios humanos e materiais, da situação do Arsenal do Alfeite, um dos temas constantes naquela comissão. Nem depois da carta de sete antigos chefes de Estado-Maior da Armada, almirantes Melo Gomes, Macieira Fragoso, Saldanha Lopes, Cruz Vilaça, Ribeiro Pacheco, Mendes Cabeçadas e Fuzeta da Ponte, ao ministro da Defesa contra a aquisição pela GNR da primeira de quatro lanchas rápidas para fiscalização e prevenção criminal, o tema foi abordado pelo responsável da Armada.

Os sete almirantes referem que a GNR se quer substituir à Marinha, o que levou o ministro da Defesa a uma esclarecedora afirmação. “Desconheço qualquer pretensão por parte da GNR a substituir a Marinha”, disse, neste domingo, na recepção à fragata “Setúbal” que regressava de uma missão.

“A nossa Marinha tem dado provas de estar disponível para apoiar os portugueses seja em termos militares seja nas suas necessidades de outra natureza. Portanto, não vejo que haja nenhuma necessidade de substituição”, concluiu Gomes Cravinho. De algum modo, demarcou-se da compra, com dotação europeia de 75%, das lanchas rápidas, a primeira das quais, “Bojador” deve entrar ao serviço no fim do primeiro semestre de 2021. É um tema que incendeia a Marinha e incómodo para o ministro da Defesa que já o era quando o Governo aprovou a compra. Contudo, o almirante Mendes Calado não se referiu a esta situação, teve o seu foco na mais dura contestação à reforma, ouvida pelos deputados da comissão parlamentar de Defesa.


CEMGFA defendeu reforma.
Diferente foi o discurso do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro. O CEMGFA, que pela reforma apoiada pelo PS, PSD e CDS reforça os seus poderes militares nos três ramos, defendeu a opção governamental.

E mais disse. Que mal a reforma lhe foi apresentada em linhas gerais na primeira de três reuniões do Conselho Superior Militar que analisaram os propósitos governamentais colocou o seu staff a trabalhar.

Não manifestou surpresa pela iniciativa porque, recordou, desde o passado, consta dos programas de Governo do PS e do PSD. Como consta, aliás, do do actual executivo.

Os trabalhos da comissão, que na fase das audições decorreu à porta fechada por solicitação dos quatro chefes militares, continuam agora com o debate sobre a lei, ponderadas as propostas deixadas aos deputados. Os trabalhos recomeçam na semana de 14 de Junho, com uma limitação e um calendário proposto por Gomes Cravinho: que as alterações não desvirtuem os princípios e que o processo esteja concluído até ao Verão
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Este é o título e texto da notícia do Público.
O título poderia ser diferente, por exemplo - Qual é a surpresa? - e outros. Adiante.
O sublinhado a amarelo é da minha responsabilidade, por ter achado verdadeiramente delicioso o que o jornal atribui a um dos conselheiros do ministro. DELICIOSO!

Este tema - alterações na estrutura superior das Forças Armadas - a que, como repetidamente realço, tenho a certeza (não possível de confirmar) de que a esmagadora maioria dos portugueses não quer saber e alguns até reagem dizendo por exemplo - acabem mas é com as capelinhas tem por trás o incremento da governamentalização das Forças Armadas. Coisa a que os portugueses maioritariamente não ligam pevide. Estamos em democracia, já não há dessas coisas, nem censura nos jornais (eles próprios, não o vão fazendo, já?), nos blogues, em redes sociais diversas. O Sol está a chegar, as praias, etc. Vida boa.
Para quê aborrecermo-nos?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

domingo, 30 de maio de 2021

D E U S E S

Nas minhas andanças por aí, ao observar as diferentes salas do muito interessante museu PO.RO.S que ocupa o antigo solar da Quinta de São Tomé (edificada no século XVI, remodelada em XIX) dei por mim a invocar os deuses. 

Eu explico. Na sala chamada "O domínio dos Deuses", onde de forma breve se percorre do Politeísmo ao Cristianismo ou seja dos deuses Romanos e Romanizados à origem dos Cristãos, dei por mim a pensar nessa coisa que teimam chamar de reformas, e perguntei-me se Neptuno juntamente com Júpiter não poderiam despejar as suas justas iras sobre o malicioso autor de tais encenações. Aguardemos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 29 de maio de 2021

B R I O S A

Indefectível da verdadeira "Briosa", ao passar ali………não resisti.

Pecado da gula!

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sugestão

 Havendo notícia de que alguns visitantes não conseguiram ler o conteúdo dos escritos através dos "AQUI" publicados nas ondas abaixo sob os títulos:

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR

e

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR - II

sugere-se tentarem-no através dos links:

https://www.dn.pt/politica/adriano-moreira-e-ex-chefes-da-armada-alertam-contra-a-deriva-maritima-da-gnr-13776672.html

ou

http://www.aofa.pt/rimp/210513_Carta_dos_Generais_Reforma_Estrutura_Superior_das_FFAA.pdf

ou ainda

https://zap.aeiou.pt/almirantes-cabrita-marinha-amadora-gnr-405738

REFORMA DA ESTRUTURA SUPERIOR DAS FFAA (cont.)

 Com a devida vénia, transcreve-se o escrito do Alm Melo Gomes no seu Facebook em 27.5.2021.

"A Comissão de Defesa Nacional ao excluir do debate quem fez a democracia e quem conhece profundamente a Instituição Militar não honra a tradição parlamentar democrática.
Sabe que não tem argumentação sólida que possa rebater as posições que apresentámos aos Grupos Parlamentares do PS e do PSD aliás, como reconheceram claramente nas audiências que nos concederam (é assim porque sim e nos disseram que assim será)!!!!
Como muitos afirmam Portugal já não é uma democracia liberal pois está desprovido de mecanismos adequados de escrutínio e de garantia de separação de poderes. Os directórios partidários impõem-se e isto é um grave sintoma de degradação democrática. O que se tem passado com a" Reforma das Forças Armadas " é disso um exemplo claro.
Em breve o Senhor Ministro da Defesa assumirá um confortável posto na carreira diplomática, deixando as Forças Armadas em falência de efetivos, de meios operacionais e, se este pacote legislativo for aprovado pela aliança do PS com o PSD e não só…também em falência organizacional.
Não admira que mais de metade dos Portugueses assuma hoje ter simpatia por lideranças autoritárias. Lá chegaremos!
 
PS: A contra informação está a tentar passar a mensagem de que os atuais CEM estarão a favor da reforma .... se assim fosse, eu e muitos outros, não nos bateríamos nem mais um minuto contra esta "Reforma" que é desastrosa para as Forças Armadas.”
 
Fernando Melo Gomes
 
In facebbok, 27 de Maio 2021

Adriano Moreira e Ex-Chefes da Armada alertam contra a "deriva" marítima da GNR - II

 A mesma notícia, de outra fonte.

Se quiser, pode lê-la AQUI.