quarta-feira, 27 de agosto de 2025

CMG (Ref.) Rui Coelho Cabrita


 
(1943-2025)

 A notícia brutal e inesperada circulou rapidamente: o Comandante Rui Coelho Cabrita faleceu ontem em Tavira com 80 anos de idade.

Ingressara na Escola Naval em Setembro de 1963 como cadete de Marinha do Curso Miguel Corte Real e foi promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1967. Integrou o Destacamento Nº 10 de Fuzileiros Especiais na Guiné, tendo sido condecorado com a Cruz de Guerra de 3ª Classe e com o Distintivo da Ordem Militar da Torre e Espada. Foi instrutor da Escola Naval, comandou o NRP “Mandovi” e serviu no Gabinete do Ministro da República da Região Autónoma da Madeira. Em Agosto de 1997 foi promovido a capitão de mar-e-guerra e em 1999 passou à Reserva. Era um camarada de bom trato e de muita sociabilidade, sendo muito estimado por todos os que com ele conviveram.

O “Navio… desarmado” apresenta condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, especialmente os que fazem parte do seu Curso Miguel Corte Real.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

CMG ECN (Ref.) João Caiado Gago Falcão de Campos


Recebido, ontem, de "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

É com muito pesar que damos a conhecer o falecimento, ocorrido hoje, do nosso camarada Capitão-de-Mar-e-Guerra ECN (Ref) João Caiado Gago Falcão de Campos. Não temos ainda conhecimento das Cerimónias Fúnebres previstas para o seu Funeral, que divulgaremos assim que seja possível.

À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso Gonçalves Zarco (1952) a que pertencia, apresentamos as nossas sentidas condolências.

Saudações Navais,

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)

Estimados Camaradas,

As cerimónias Fúnebres do nosso Camarada CMG João Falcão de Campos decorrerão no Centro Funerário de Cascais, na Quinta-Feira dia 28 com o seguinte e único horário: Velório a partir da 11 horas da manhã. a que se seguirá a Cerimónia de Despedida pelas 15h:30m.

Saudações Navais,

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

"O Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames à Família do Engenheiro Falcão de Campos bem como aos seus amigos e camaradas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

1Ten (Ref) António Manuel Ramalho da Costa Martins


Recebemos de "A Voz da Abita":

 "Estimados Camaradas,

Acabamos de tomar conhecimento do Falecimento do nosso Camarada 1º Ten M (Ref-1996) António Manuel R. da Costa Martins, ocorrido ontem pelas 10 Horas no Hospital de Torres Vedras. O corpo deste nosso Camarada, estará em Velório amanhã (Dia 18) pelas 10h30m, em Lisboa,  no Cemitério do Alto de S. João, e a que seguirá a colocação em Jazigo de Família.

À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos de Curso "Diogo Cão" (1957) , que frequentou, apresentamos as nossas condolências.

Saudações Navais

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

"O Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames à Família do Tenente Costa Martins e aos seus amigos e camaradas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CMG (Ref.) Manuel Monjardino de Azevedo Gomes Nemésio



Do "Notícias de Castelo de Vide":

"Faleceu esta quarta-feira dia 6 de Agosto na zona de Lisboa o comandante Manuel Monjardino de Azevedo Gomes Nemésio, segundo informou a família. Muito estimado e popular em Castelo de Vide, onde era conhecido como comandante Manuel Nemésio, tinha acabado de fazer 95 anos no passado dia 26 de Julho.

...

Manuel Monjardino de Azevedo Gomes Nemésio era filho do escritor e poeta Vitorino Nemésio e de Gabriela Monjardino Azevedo Gomes, e residiu e passava largas temporadas durante vários anos na sua casa em Castelo de Vide. Foi um dos fundadores do MUD Juvenil em Coimbra e por "vocação e paixão" entrou para a Escola Naval, seguiu a carreira militar como oficial da Marinha de Guerra Portuguesa e participou activamente no movimento das Forças Armadas, em Abril de 1974. Cursou Filosofia, tendo sido professor cooperante e pertenceu à Comissão de Redacção dos Anais do Clube Militar Naval e em inúmeras revistas e livros evocativos de seu pai."

"O Navio... desarmado " apresenta sentidas condolências à Família do Comandante Nemésio e aos seus amigos e camaradas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

CMG (Ref) Manuel Mário de Oliveira de Seixas Serra


 Recebida a seguinte triste notícia:

"Estimados Camaradas,

Chegou hoje ao nosso conhecimento o falecimento do nosso Camarada Capitão de Mar-e-Guerra M (Ref) Manuel M. de Oliveira de Seixas Serra, ocorrido no passado dia 31 de Julho.

À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso D. DUARTE DE ALMEIDA (1955 ) o testemunho do nosso pesar.

Saudações Navais

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

 "O Navio... desarmado" acompanha esta manifestação de pesar e envia sentidos pêsames à Família do Comandante Seixas Serra e aos seus amigos e camaradas.

Aguarela "Bênção dos Bacalhoeiros", do Comte Pinto Basto, no Aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo

 


Os Amigos do Museu de Ílhavo ofereceram ao Museu Marítimo de Ílhavo, por ocasião do seu 88º Aniversário, um quadro com a belíssima aguarela “Bênção dos Bacalhoeiros”, do Comte Pinto Basto, datada de 1938, tema com grande significado para as gentes de Ílhavo.

A Câmara Municipal de Ílhavo e o Museu Marítimo de Ílhavo tiveram a feliz iniciativa de utilizar a imagem desta aguarela para ilustrar a divulgação do evento e do seu programa.



Parabéns ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo seu aniversário e aos Amigos do Museu de Ílhavo por mais esta magnífica oferta ao seu Museu. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

LIVRO "A SAGRES EM AVEIRO 2024"

 


Este livro, editado pela Câmara Municipal de Aveiro, regista a visita inédita do NRP “Sagres” à cidade de Aveiro entre 9 e 21 de Maio de 2024, integrada no Dia da Marinha 2024, nas festividades do Dia da Cidade e nas celebrações de Aveiro, Capital Portuguesa da Cultura. Reúne testemunhos, imagens, dados históricos e bastidores de um acontecimento notável que ficará na memória colectiva desta cidade.

A obra, produzida pela CMA como um documento institucional, promocional e patrimonial, reflecte a visão de Aveiro como cidade aberta ao mar e à cultura, e está dividida em três capítulos: “A História”, “A Sagres em Aveiro” e “O Legado”.

Editado em português e inglês, o livro tem formato de álbum (30 x 30 cm), capa dura e 120 páginas profusamente ilustradas com magníficas fotografias da “Sagres” - tanto a navegar como no porto de Aveiro -  assim como dos diversos eventos então realizados, designadamente os do Dia da Marinha 2024.

O livro teve apresentação internacional no dia 23 de Maio deste ano, no Pavilhão de Portugal, na Expo 2025 Osaka, Japão, onde esteve presente uma representação da CMA, e foi também lançado publicamente na Feira do Livro de Aveiro, no passado dia 22 de Junho.

Parabéns à Câmara Municipal de Aveiro por esta magnifica iniciativa que muito dignifica a cidade e se constitui como um honroso tributo à Marinha Portuguesa e ao Navio-Escola “Sagres”.

domingo, 3 de agosto de 2025

Malandragem!!!


 Os dois palhaços a brincar com coisas sérias!

sexta-feira, 11 de julho de 2025

CTEN EMT (REF) JOÃO PAULO GONÇALVES BÁRCIA


E com muita tristeza que damos a conhecer o falecimento, ontem dia 10JUL, do Capitão-tenente EMT (Ref) João Paulo Gonçalves Bárcia.

O seu Velório terá lugar nas Capelas Mortuárias do Mosteiro dos Jerónimos no Sábado dia 12JUL a partir das 17h00, e o seu Funeral realizar-se-á no Domingo dia 13JUL, com uma Cerimónia às 12h30 no Cemitério do Alto de S. João.

À sua Família, em particular a sua Mulher Margarida e às suas duas Filhas Rita e Luísa, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do “Curso Martim Moniz” (1966) a que pertencia, o testemunho do nosso profundo pesar.

O Navio Desarmado.


Do Curso "Martim Moniz":

Aluno brilhante, carismático chefe do seu curso na Escola Naval, camarada exemplar e amigo de eleição, desportista de mérito, promissor oficial de Marinha especializado em electrotecnia, credenciado engenheiro de material naval ramo de electrónica e pioneiro no sector das Tecnologias da Informação, engenheiro de sucesso nos sistemas e infraestrutura tecnológica para aplicações bancárias, homem de cultura e viajante do mundo, bem humorado, humanista e atento ao evoluir da nossa sociedade, apreciador das coisas boas da vida, amante do Mar e do campo.

E muito mais se poderia dizer sobre o nosso querido camarada e amigo João Paulo Gonçalves Bárcia, que nesta data partiu para a viagem sem fim. Era o mais novo de todos nós e uma pessoa superior.

O João Paulo Bárcia terminou o nosso curso como o cadete melhor classificado. Foi, como se diz na gíria dos cadetes, “O Penico”. Como chefe de curso, foi consensual mas determinado nas suas posições e mereceu sempre, da parte dos seus camaradas de curso, todo o apoio, reconhecimento e aprovação da sua acção como tal. Foi um chefe de curso exemplar.

Durante a sua carreira naval, mais curta do que a da generalidade dos seus camaradas de curso, o João Paulo Bárcia teve, por duas ocasiões, de tomar decisões que alteraram profundamente o seu percurso na Marinha. A primeira, quando se candidatou a frequentar nos EUA o Master em “Electrical and Computer Engeneering”, o que implicou a sua mudança da classe de Marinha para a classe de Engenheiros de Material Naval. A segunda, certamente muito bem ponderada por ser de consequência muito mais relevante e definitiva, foi o seu pedido de passagem à situação de Reserva para, na sociedade civil, poder aceitar o desafio e integrar a SIBS, empresa chave do ecossistema financeiro de Portugal e de outros países, e onde veio a desenvolver toda a sua brilhante actividade profissional.

Apesar de ter deixado o serviço efectivo na Marinha, o nosso camarada João Paulo Bárcia manteve sempre um estreito relacionamento com os seus camaradas de curso, participando de forma activa em todos os eventos que ao longo dos anos se foram realizando. E para relembrar os seus tempos de marinheiro, era vê-lo no “seu” Alentejo a navegar com a sua embarcação no “Mar do Alqueva”, feito qual velho “Lobo do Mar”!

A notícia do seu falecimento foi recebida sem surpresa pois infelizmente, nos anos recentes, o nosso camarada navegou a última singradura da sua viagem nesta vida em plena Tempestade Perfeita, a qual, de tão perfeita, não dava direito à bonança. Doença rara e fatal, sem processo de ser contrariada ou pelo menos retardada, que lhe foi agravando a sua qualidade de vida. Embora sabendo qual o destino final deste infortúnio, o João Paulo sempre enfrentou de forma corajosa esta sua trágica situação, procurando, enquanto pode, viver a vida como ele gostava de a viver. Um Senhor até ao fim!

Gostava da Marinha e tinha orgulho em ser do MM. Todos o sentíamos. E para o curso, era uma honra ele ser um dos nossos.

Mais um querido camarada e amigo que partiu e que ficará para sempre nas nossas memórias e nos nossos corações. NUNCA TE ESQUECEREMOS!

Em nome do Curso “Martim Moniz”, apresento os mais sinceros pêsames a sua mulher e nossa querida amiga Margarida, às suas filhas Rita e Luísa e a toda a Família.

ATÉ SEMPRE, JOÃO PAULO!

“NÓS SOMOS O MARTIM MONIZ”!

10 de Julho de 2025

Tito Cerqueira


domingo, 29 de junho de 2025

Até sempre, Agostinho!

 

Junto se transcreve a homenagem póstuma de um seu camarada de curso, o Engenheiro Jorge Bettencourt:

"Camaradas e Amigos, 

A notícia da partida do Agostinho Ramos da Silva chegou como um murro no estômago — injusta e pesada. Escrevi na minha mensagem que “partiu mais um dos melhores de nós”, e é impossível não sentir o peso desta verdade. A cada partida, a nossa formatura vai ficando mais pequena, mas a memória dos que se destacaram pelo seu carácter, entrega e amizade permanece viva entre todos. O Agostinho foi para os que responderam à minha mensagem, uma referência de camaradagem, de princípios e de dedicação. Todos recordaram a sua generosidade, o compromisso com o que era justo e necessário, a sua entrega às causas comuns e a lealdade para com os amigos. Foi um companheiro de jornada, alguém com quem partilharam esperanças, lutas e sonhos. As memórias que partilharam evocam encontros marcantes: almoços a bordo do “Santa Maria Manuela”, convívios no Instituto Hidrográfico, conversas e reencontros que ficam gravados como momentos de verdadeira amizade. Para muitos, o Agostinho era o amigo de eleição, com quem partilharam aventuras e confidências, como as “caçadas” aos espanhóis no Algarve, e que nunca faltava com uma palavra ou um telefonema, especialmente pelo Natal. Os comentários à minha publicação no Facebook, igual à que vos enviei por mensagem, traçam dele um retrato comovente: um homem bom, genuinamente bom, que soube cultivar amizades ao longo de toda a vida — desde os tempos da infância até aos navios e organismos onde serviu, muitas vezes como Comandante, passando naturalmente pela Escola Naval. Lembraram-no como Comandante no Cunene e na António Enes, como Chefe do Departamento Marítimo dos Açores, como companheiro nas lutas comuns e até como amigo para as sardinhadas na Rebelva. Cada memória partilhada carrega a dignidade de uma despedida sincera, e a certeza de que o Agostinho deixa um vazio difícil de preencher. Mas não foram só as palavras de luto. Houve também música — como o “O Mio Babbino Caro”, partilhado em sua honra — e gestos de homenagem silenciosa que dizem tanto como as palavras. A sua companheira de vida, Manuela, foi várias vezes mencionada com ternura, reconhecimento e respeito, tal como o seu irmão Paulo. A sua cultura, seriedade e perfil inspirador deixaram marca. Era um amigo “seguro”, alguém cuja presença transmitia respeito e confiança. A sua ausência deixa um vazio difícil de preencher, uma sensação de perda de uma referência, de alguém com quem todos gostariam de se ter cruzado mais vezes. A notícia da sua partida foi recebida com consternação e tristeza, mas também com um profundo sentimento de gratidão por tudo o que partilhámos. Mesmo aqueles que, por razões de distância, não poderão estar presentes nas cerimónias fúnebres, fizeram questão de expressar o seu pesar e de sublinhar a importância do Agostinho nas suas vidas. A vida impõe-nos despedidas difíceis, e esta é, sem dúvida, uma das que mais dói. O Agostinho deixa muitas saudades, mas também a certeza de que, enquanto houver memória, continuará presente na nossa formatura, no espírito de camaradagem e nos valores que partilhámos. 

Descansa em paz, Camarada. A tua memória permanece viva entre todos nós.

Abraços,

Jorge"

sábado, 28 de junho de 2025

VALM (Ref.) Agostinho Ramos da Silva



A triste notícia chegou-nos por diferentes vias: o almirante Ramos da Silva faleceu ontem com 74 anos de idade. Tinha sido incorporado na Escola Naval em 1969 como cadete de Marinha do Curso Baptista de Andrade e, depois de uma longa carreira naval, foi promovido a Vice-Almirante em 2010. Durante todo o seu percurso profissional este distinto oficial foi sempre muito estimado pela corporação. Desempenhou o cargo de Diretor-Geral do Instituto Hidrográfico entre 2010 e 2013. Reformou-se em 2017.

"O Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames à sua Família e a todos os seus amigos e camaradas.

Cerimónias fúnebres a 29 de Junho;

Velório: A partir das 10 00 hrs na Capela Mortuária da Igreja de Sto António de Oeiras;

Missa de corpo presente: Na mesma Capela pelas 16 30 hrs;

Cremação: No Centro Funerário de Cascais pelas 18 00 hrs.


sábado, 21 de junho de 2025

“Bamos Intão Lá Cum Deus …” , um historial do “Barco Moliceiro Lagunar”. Museu Marítimo de Ílhavo, 21 de Junho de 2025, às 16h00

Por Senos da Fonseca

O livro “Monografia do Barco Moliceiro – Dois Séculos de História”, que colocamos à disposição do leitor, não pretende ser um álbum recheado de abundantes registos fotográficos, repetidos ou muito semelhantes, do actual (última versão) barco moliceiro lagunar.

À recuperação dos restos que ainda existiam, foram-se juntando novas unidades (saídas das mãos prodigiosas dos últimos e incomparáveis mestres da enxó e do machado), cujo destino se reparte, hoje, entre a sua utilização em fins regateiros festivos (sempre empolgantes de apreciar nas singraduras de arrepiar em procura de “amuras”) ou, embora decapitados dos seus imponentes mastros e velas fartas, navegam carregados de turistas, vindos de todo o mundo, atraídos a neles embarcar pelos volteios dos já “acanhados” canais da cidade de Aveiro, cativados pela singularidade, esbelteza e atrevimento das formas (únicas) da embarcação, a que se junta a garridice e o atrevimento jocoso e brejeiro dos seus painéis brochados.

Não… este livro não se limita a destacar essa faceta, a mais atrativa. Este livro inclui todo o historial do “Barco Moliceiro Lagunar”, historial que ultrapassa já três séculos, sempre que possível, documentalmente  justificado.

Abordaremos, assim, os aspetos que a seguir se apontam e que, nos parecem fundamentais, para o seu verdadeiro conhecimento:

1- As razões que levaram a notável mestrança naval, lagunar, a criar uma embarcação capaz de responder à solicitação do “rústico da lavra” que, sonhava ser possível, apesar de tudo, fazer dos pauis encharcados e lodosos, ribeirinhos, terra esverdeada produtiva, capaz de dar pão;

2- O fixar a data do aparecimento, na Laguna, do primeiro tipo de barco especificamente voltado para a apanha, por arrasto, dos fundos lodosos da ria. Historiar a apanha das ervagens que, já secas, misturadas com o “escasso”, serviam para engordar e impermeabilizar os encharcados e arenosos terrenos da beirada lagunar, onde, até então, nem uma vergôntea enfezada medrava. Surribados, ano após ano, adoçaram-lhes o ventre, misturando-lhes o moliço e escasso, prontos a receberem a semente que os transformou em orla de jardins verdejantes;

3- A sistematização de todo o historial do “Moliço”, cujas referências benfazejas, vinham já do Séc. XIII;

4- A reconstituição da dimensão da recolha de moliços que logo se mostrou excessiva, crescendo exponencialmente, com efeitos perniciosos, destrutivos, da fauna lagunar. No livro, elabora-se um cálculo, o mais aproximado possível (exercício único apenas iniciado por Regalla no Séc. XIX) das quantidades anuais extraídas após 1883, até ao fim das safras moliceiras (1961). Pela dimensão dessa dádiva lagunar, constatamos da sua importância na criação de um mundo fértil que permitiu atrair e fixar gentes para esta zona, ao princípio desesperadamente hostil, desértica de gente e vida. Perceberemos como os valores da riqueza provinda da zona lagunar, pelo “moliço”, ombrearam com os do sal e com os provindos da actividade de pesca interior; 

5- A sistematização dos dois tipos de embarcações “Moliceiras”, Barco do Centro/Sul (MATOLA) e Barco do Norte lagunar, estudando-os (definindo-os), procurando as razões das suas diferenças, apresentando os planos geométricos de cada um deles, em 2D e 3D. No livro descreve-se todo o método de construção utilizado pela “mestrança da enxó e do machado” para produzir tão belos e singulares instrumentos de trabalho, guiados pelo célebre “pau-de-pontos”, onde, marca a marca, estão inseridas todas as medidas fundamentais da embarcação;

6- A referência inevitável à brochagem dos painéis (hoje pinturas de algum, assinalável, pendor artístico), ainda que feita de um modo completamente diferente do fim e intenção como tem sido abordada. O livro assume as razões que influenciaram o seu aparecimento na Laguna, a evolução, a “chança” na exibição festiva das embarcações, e a justificação da garridice, e até brejeirice, dos painéis. Porque, historicamente, não foram apenas os barcos Moliceiros de arrasto, as embarcações que colheram moliço da ria, o livro faz também uma revivência das Bateiras Erveiras, (tipos) incluindo destas os planos geométricos, ou construção, em 2D e 3D (oque julgamos do maior interesse para memória futura, integrados em Escolas, Museus, Centros de Estudo, etc.). Finalmente, damos conta, do modo como a consulta dos Registos de Embarcações na Capitania do Porto de Aveiro (e dos livros daqui perdidos, hoje depositados no Arquivo Geral da Marinha), dão uma perfeita e completa indicação (destruindo ideias tantas vezes, erradamente, assumidas) sobre a evolução da tipologia das embarcações e das quantidades, anualmente construídas, bem como do nome e origem dos Mestres Construtores, lagunares, sua importância e dimensão.

Pensamos, pois, deixar bem claro que o propósito da “Monografia do Barco Moliceiro” pretende ser o inédito e o mais completo registo histórico do instrumento de trabalho prodigioso – o Moliceiro. Apresentamo-lo como a embarcação singular, única, que permitiu ao homem lagunar tirar do fundo lodoso da ria, o estrume vegetal, logo espalhado sobre o areal solto, roto, por onde a água se esvaía facilmente, ano após ano, engordando-o e, simultaneamente, impermeabilizando-o. Foi o suficiente para nele reter a humidade doce, vinda da ria, ao tempo em que, refrescados pela brisa marinha estival, permitia o milagre de transformar lamaçais inóspitos em fecundas terras pintadas de um verde tenro e fresco a garantir ao homem lagunar, o pão e leite de que precisava. E se, na dorida labuta, o vento e a marola, na invernia, lhe destruíam ou corroíam obra feita, o homem lagunar voltava de novo ao princípio, esfalfando-se acurar as feridas provocadas pela ingratidão da natureza.

Como em nenhum outro lugar, foi tão escancaradamente notória a interacção do homem com o meio que o rodeava, e onde se pretendia instalar. Aqui, o homem tornou-se um verdadeiro fazedor de paisagens. Agarrado ao arado, com ele sulcou vezes sem fim a planura lassa, misturando-lhe o estrume marinho, estendendo-lhe a semente, para nela fazer surgir a clorofiladas gramíneas intensivamente deitadas à terra.

Nos raros intervalos da labuta, teve ainda tempo e disposição para, em dias assinaláveis, esquecer as agruras da ciclópica tarefa de demiurgo terreno a fazer um mundo novo, ao encontrar alegria e renovada esperança no transitório dos momentos festivos, assinalados, dos seus oragos protectores. Gente para quem, no dizer de Luís Magalhães, “a semana é de água e o domingo de terra”.


Nota: natural de Ílhavo, o autor é Engenheiro Mecânico e foi Oficial da Reserva Naval (5 CEORN 1962). Foi o vencedor do Prémio Almirante Sarmento Rodrigues em 2011, atribuído pela Academia de Marinha. Escritor, poeta, investigador e historiador, tem uma vastíssima obra publicada, designadamente sobre a historiografia da sua terra e das suas gentes, a construção naval das embarcações da Ria de Aveiro, a pesca do bacalhau e as  navegações marítimas portuguesas.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Apresentação do livro "Era Abril e estive lá" em Aveiro (Biblioteca Municipal) 7JUN2025

 






Caseiro Marques frequentou e concluiu o 21º CFORN (1972), da Classe de Fuzileiros e serviu a Marinha durante onze anos, tendo atingido o posto de Primeiro-tenente.

Segundo o autor, este livro narra os acontecimentos por ele vividos ao longo da sua permanência na Armada, designadamente quando prestou serviço na Escola de Fuzileiros, durante o golpe de 25 de Abril, 25 de Novembro e nos anos subsequentes. Posteriormente, prestou serviço no Forte de Caxias, entre 1977 e 1980. Terminou a sua carreira militar em 1983, depois de prestar serviço durante três anos, na Chefia do Serviço de Justiça da Marinha.

Trata-se de um livro de memórias, que integra dezenas de documentos e fotografias relacionados com os acontecimentos relativos àquelas datas. Entre muitos outros factos, o livro relata a participação do autor na libertação dos presos políticos do Forte de Caxias no 25 de Abril.

O autor oferece-nos um relato de vida como que um diário. Sem pretensões nem artificialismos, desnuda-se perante os leitores – respeita-se a si próprio.

O autor não foi à guerra, mas ficou em contacto com uma parte dessa realidade. E no 25 de Abril foi confrontado com aquilo que nem sabia bem o que era, e muito menos, o que viria a ser. Foi então que esteve face à realidade dos presos políticos em Caxias.

Este livro dá-nos, de maneira singela, uma versão dos acontecimentos. As versões são interpretações da realidade. As interpretações vivem da formação integral de cada indivíduo. E a Democracia é o regime que, por definição, convive com as diferentes visões do mundo. Não temos de concordar com os outros, para os respeitarmos. Não podemos é tolerar os que, a coberto da democracia, desejam atentar contra ela!

Caseiro Marques realça a necessidade de apostar na defesa da Liberdade e da Democracia. Viver com Honra, de cara levantada.


Fonte: autor Dr. António Caseiro Marques / 1 TEN FZ RN

terça-feira, 3 de junho de 2025

CMG SES (Ref) João Carlos Filipe

 Tomamos conhecimento através do FB deste triste acontecimento:


"O Navio... desarmado" expressa o seu sentido pesar pelo falecimento do Comandante Carlos Filipe e envia os pêsames à sua Família e aos seus amigos e camaradas.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

CMG (Ref) António José Fernandes Rodrigues.



Transmitimos a seguinte mensagem recebida através de "A Voz da Abita":

 "Damos a conhecer a triste notícia do falecimento durante o dia de ontem no HFAR do nosso Camarada, Capitão-de-Mar e Guerra  (Ref) António José Fernandes Rodrigues. De acordo com as informações até agora recebidas, o seu corpo seguirá, ainda hoje, para a Igreja dos Foros de Amora. À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos dos Cursos "Mem de Sá (1965)" e "Martim Moniz (1966) que frequentou, o testemunho do nosso pesar.

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

"O Navio... desarmado" acompanha esta manifestação de pesar e apresenta sentidas condolências à Família e aos amigos e camaradas do Comandante Fernandes Rodrigues.

Em tempo:

"Estimados Camaradas, 

Segundo informações recebidas o Velório do nosso camarada, CMG António José Fernandes Rodrigues, decorrerá a partir das 17h de amanhã Sábado  na  já referida Igreja do Senhor do Bonfim, em Foros de Amora, e a sua cremação  está prevista para as 11h de Domingo no Cemitério da Quinta do Conde. 

Saudações Navais

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

Aqui se reproduz o comentário de um seu camarada de curso:

"Quando uma guarnição fraterna, coesa e activa, como é o Curso “Martim Moniz”, escorada numa forte camaradagem iniciada na nossa Alma Mater “Escola Naval” há quase seis décadas, vê partir para a viagem sem retorno um dos seus melhores, há que enfrentar esta tormenta com coragem e manter as mãos firmes no leme, rumo a um destino que honrará a memória de todos os que já não estão entre nós e dignificará os que ainda resistem ao inevitável.

O falecimento do nosso querido camarada António José Fernandes Rodrigues – o “Mó” ou o “Barry” ou até mesmo o “Barrigas” - foi para todos os seus camaradas de Curso um profundo choque. Foi um verdadeiro “porta-aviões ao fundo”! Sabíamos que há muito navegava em Mar encapelado, onde uma onda traiçoeira o poderia fazer naufragar, mas confiávamos nas suas qualidades de marinheiro de fina água para levar de vencida o que se veio a revelar invencível.

O Fernandes Rodrigues amava a sua / nossa Marinha e tinha orgulho em ser oficial de Marinha. Era um marinheiro de excepção, inteligente, com sentido de humor e boa disposição. Era são, recto e digno. UM OFICIAL DE MARINHA DISTINTO!

O “Barry” personificava o verdadeiro “Espírito MM” e tinha orgulho em pertencer ao nosso Curso. Era querido, estimado e mimado por todos nós e ficará para sempre nas nossas memórias e nos nossos corações. Dói muito ver partir um amigo e camarada como ele. NUNCA TE ESQUECEREMOS!

Em nome do Curso “Martim Moniz”, envio os mais sinceros pêsames a sua mulher e nossa querida amiga Isi, a sua filha Patrícia e a toda a Família.

“NÓS SOMOS O MARTIM MONIZ”!

Tito Cerqueira"

terça-feira, 20 de maio de 2025

Hoje é dia da Marinha


 


A Sagres em Viana do Castelo.


segunda-feira, 19 de maio de 2025

Desastre no Cuauhtémoc

O navio escola mexicano Cuauhtémoc sofreu (ontem) um grave acidente embatendo na ponte de Brooklyn em Nova Iorque depois de perder energia. Dois mortos e cerca de vinte feridos foi o resultado da tragédia que destruiu a mastreação do navio onde seguiam vários elementos da guarnição. 



(Para ampliar "clicar" na imagem)

Daqui envio um abraço de solidariedade para a marinha Mexicana esperando que a situação seja rapidamente solucionada e que o navio possa voltar a navegar em segurança. Sentidos pêsames para as famílias das vítimas e desejos de rápida e total recuperação dos feridos.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Coincidências ?

Hoje , por mero acaso , encontrei uma cópia de um projecto, de 1975, para o Estatuto da Condição  do Militar e então não é que um dos artigos estabelecia que era proibido aos militares, por si ou por interposta pessoa , ter negócios com as Forças Armadas .

Abraço amigo do E. Gomes 

quarta-feira, 30 de abril de 2025

CMG (Ref) António Emílio Rodrigues Ponte

Recebida mais uma triste notícia através de "A Voz da Abita":


"Estimados Camaradas,

Acabamos de receber a triste notícia do falecimento, na Póvoa do Varzim onde residia, do nosso Camarada Capitão de Mar-e-Guerra M (Ref)  António Emílio Rodrigues Ponte. Segundo a notícia recebida o corpo do nosso camarada estará em Velório na Igreja da Póvoa do Varzim a partir das 10:00 de amanhã dia 1 de Maio, sendo a sua cremação prevista para a tarde do mesmo dia.

Apresentamos sentidas condolências à sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso Diogo Cão (1957) a que pertencia.

...

Através de contacto directo com o Filho do falecido CMG Rodrigues Ponte, esclarecemos que às 15 horas de amanhã será celebrada uma Missa de Corpo Presente na Igreja da Misericórdia da Póvoa do Varzim no final da qual o corpo seguirá para cremação em cerimónia restrita.

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

"O Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames à Família do Comandante Rodrigues Ponte bem como aos seus amigos e camaradas.

CMG AN (Ref) Manuel Fernandes Frutuoso da Costa

Recebida de "A voz da Abita" a seguinte notícia:

 "Estimados Camaradas,

Lamento dar a conhecer o falecimento do nosso Camarada Capitão-de-Mar e Guerra  de Administração Naval (Ref) Manuel Fernandes Frutuoso da Costa, ocorrido no passado dia 25 de Abril. À sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso D. Manuel I (1968) apresentamos as nossas condolências.

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

"O Navio... desarmado" acompanha este lamento e envia sentidos pêsames à Família do Comandante Frutuoso da Costa e aos seus amigos e camaradas.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

domingo, 6 de abril de 2025

CMG (Ref.) João Diogo de Barros e Sousa de M.M. Leitão e Carvalhosa


 É com profundo pesar que transcrevemos a seguinte mensagem de "A Voz da Abita":

Estimados Camaradas,

Lamentamos dar a conhecer o falecimento do Capitão-de-Mar e Guerra (Ref) João Diogo Barros S. Leitão e Carvalhosa. Desconhecendo de momento as Cerimónias Fúnebres previstas, apresentamos as nossas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso "Comandante Ferreira do Amaral (1949)" a que pertencia.

Saudações Navais

A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"

"O Navio... desarmado" associa-se a esta manifestação de pesar e apresenta condolências à Família do Comandante Carvalhosa e a todos os seus amigos e camaradas.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Medalhas Comemorativas da participação na Revolução dos Cravos


 "O Presidente da República impôs a Medalha Comemorativa da participação nas ações militares do dia 25 de Abril de 1974 ao Almirante José Alberto Nunes da Cruz, ao Coronel Armando Manuel da Silva Aparício e ao Coronel Jorge Manuel da Silva Alves, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém e que assinalou a primeira entrega destas medalhas criadas por ocasião da celebração do 50.º aniversário da Revolução dos Cravos."

"O Navio... desarmado" felicita todos os agraciados.

domingo, 23 de março de 2025

 CULTURA

António Cabral

terça-feira, 18 de março de 2025

ESTEJAM  DESCANSADOS . . . . 

Estejam descansados, estejam descansados que estamos muito bem entregues.

Estamos em muito boas Mãos!

A Ursula define uma "Era do Rearmamento"

Deve ser émula da época em que ela foi ministra da defesa. Foi não foi? Estou enganado?

António define uma "Mentalidade de Defesa Europeia".

Mentalidade certamente émula daquela com que ele olhou embevecido e dedicado para a defesa nacional quando durante um pouco mais de oito anos foi PM. Lembram-se?

Estejam descansados, estamos em muito boas Mãos!

António Cabral

sábado, 15 de março de 2025

CHAPÉUS HÁ MUITOS … e BARRETES TAMBÉM

E barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.

Neste chapéu, fotografado em Novembro de 2011, em Ilhéus (terra dos coronéis), Brasil, e em Vasco Santana, me inspirei para o nome do meu blogue. 
António Cabral
CAlm Ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 11 de março de 2025

A  PROPÓSITO  de  MILITARES


"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. 

É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. 
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. 
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. 
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. 
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…

("parte de discurso do então presidente Barack Obama numa cerimónia do Dia do Veterano (MEMORIAL DAY) 

Por aqui escrevi palavras sobre militares, várias vezes, na sequência do que fui aprendendo com o meu melhor amigo militar que é almirante já reformado.
Aqui deixo desta vez palavras de um estrangeiro, palavras acerca de soldados, acerca de militares, acerca da instituição militar. 
Faço-o apontando não ao seu endeusamento, mas à sua importância nas sociedades, ao seu lugar nas sociedades democráticas.

Dedico-as, como Obama fez, àqueles que perguntam “Para que servem os militares?”. 
Particularmente aos que desprezam e achincalham a instituição militar, como muitos cidadãos comuns mas, sobretudo, responsáveis políticos e muitos outros com responsabilidades várias.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 7 de março de 2025

UMA RECEITA, ESTA É BEM ANTIGA
Estou numa de - eu é mais bolos!
Contrariamente a alguns que conheço!
AC
 

terça-feira, 4 de março de 2025

PUDIM de ÁGUA
Antes de me deitar, caminhava o relógio lentamente para a 1 hora da madrugada, estava a folhear os meus livros de culinária tendo em vista um jantar importante aqui em casa, no próximo Sábado.

Estava num dos meus livros de doçaria e dei de repente com o Pudim de Água.
Não sei ainda o que irei fazer, há que ponderar com a minha mulher os aperitivos líquidos e sólidos, as entradas, a sopa já está definida (a deliciosa sopa de ovo), o prato em que uma das alternativas é o suflê de bacalhau, as sobremesas, entre doces e frutas.

Mas voltando ao dito Pudim de Água ocorreu-me que é um doce que facilmente, quer na Presidência da República, quer na Assembleia da República, quer no Governo, quer nos Tribunais particularmente os de 1ª Instância e os Supremos, dizia eu, facilmente ali o podem fazer, pois é simples, e leva bastante água que é um elemento que abunda infelizmente nos órgãos de soberania às mãos e mentes dos seus titulares.

Aqui deixo a receita.

Ingredientes:
18 gemas, 500 gr de açúcar, 100 gr de manteiga e 2,5 dl de água.

Preparação:
1. Tenha pronta, uma forma de pudim (com tampa) untada com manteiga e um  recipiente para derreter a manteiga ou em fogão ou microondas.
2. Tenha um tacho largo/ grande onde caiba a forma de pudim, pois o pudim será cozido no forno em banho maria.
3. Ligue o forno a 180º C.

4. Dentro de uma tigela grande desfaça as gemas mas sem as bater.
5. Junte depois o açúcar todo, em chuva, devagar, peneirado com passador de rede fina.
6. Misture delicadamente, mas muito bem, e demoradamente. 
7. Adicione depois a água e a manteiga derretida, mas morna.
Misture muito bem, lentamente até ter um preparado completamente homogéneo.

8. Deite o preparado na forma. 
Coloque a forma dentro do tacho com  pouca água para não verter e leve ao forno.
9. Ao fim de uma hora verifique com palito se está cozido, ou se requer mais alguns minutos.
10. Retire do forno; retire do tacho a forma de pudim, tire a tampa, e deixe arrefecer. Desenforme apenas quando completamente arrefecido.

Bom proveito.

Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte.
AC

domingo, 2 de março de 2025

Coincidências ?

Coincidências ? 

Não sei porquê mas lembrei - me hoje de uma historieta que, em tempos, aqui publiquei e que agora sucintamente recordo 

Um graduado, responsável pela instrução de recrutas, aquando da ida destes para as férias de Natal, terá afirmado algo como :

" Eu sei que é costume, no regresso de férias, trazerem - me presentes . Quero, desde já, afirmar - vos que não aceito, nem gosto desse tipo de atenções .

Agora, se os trouxerem para a minha mulher, que por acaso até gosta, nada tenho a objectar "

    E. Gomes 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

RECLAMAÇÕES

Em Portugal é assim, na máquina do Estado, no ambiente civil e no militar
AC

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

MARAFONA
MARAFONA, uma boneca, existe em tamanhos diversos, desde esta com estatura de ser humano adulto, até pequeninas cabendo na palma da mão.
Cruz de madeira vestida com aspecto de boneca, associada a cultos de fertilidade, utilizada para afastar o perigo das trovoadas e participa nos desfiles da Festa da Divina Santa Cruz, anualmente, no dia 3 de Maio.

Tradicionalmente, popularmente, colocada debaixo da cama dos noivos recém casados.

Popularmente, diz-se que boneca sem olhos e sem orelhas para não poder ouvir nem ver a "badalica"!

Bom dia, saúde e boa sorte.
AC

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

SEGURANÇA, DEFESA, GUERRA


A propósito do tema supra, a propósito dos sobressaltos que vão por esse mundo fora e designadamente ainda mais depois de 20 de Janeiro deste 2025, a propósito das baratas tontas que são os chamados lideres (????) Europeus deste anão militar que é a União Europeia (UE), a propósito dos sucessivos dislates na vertente interna onde incluo a MRPP que diz que os russos vêm por aí abaixo mais entrevistas e comentários de vários civis e militares, tenho repescado vários textos de opinião dos muitos que ao longo dos anos tenho escrito e partilhado no meu blogue marrevoltado.blogspot.pt, também aqui no Navio Desarmado e em outros locais, e tenho expendido algumas opiniões sobre o que se vai agora passando.

Hoje reproduzo uma parte de um texto antigo, de um verdadeiro SENHOR referente a conceitos na esfera Constitucional e militar.
..........
Tem sido propalado, por alguns orgãos de comunicação social, o conceito da subordinação do chamado "poder militar" ao poder político.
Com a única intenção de contribuir, a nível interno, para alguma consonância na interpretação de tal expressão, entendi por bem tecer as seguintes considerações:
O "poder militar", na acepção que habitualmente se lhe pretende dar nos meios de comunicação social, não existe

- O que existe, isso sim, é uma componente militar do poder nacional, representada pelas suas Forças Armadas, essencial à defesa do País ou dos seus interesses vitais quando estes se encontrem ameaçados.

- No que respeita à subordinação do aparelho militar ao poder político, ela é inquestionável e constitui uma condição fundamental num Estado de direito democrático tal como, no nosso caso, está consagrado na Constituição.

(Almirante Vieira Matias, quando era Chefe do Estado-Maior da Armada)
………………..
(sublinhados da minha responsabilidade)

Claro, simples, inquestionável, mas continua a ver-se na sociedade, aqui e ali, que não percebem, ou melhor . . . . . . .  querem lá saber.

E acrescento, há uma diferença abissal entre subordinação e submissão.
Um bom militar é subordinadonunca submisso.

No final do Cavaquismo, e com o entusiástico aplauso do PS, as normas para nomeação das chefias militares foram alteradas, depois de um episódio que causou muita azia aos então PM e MDN. 

O episódio: queriam para chefe de um dos ramos das forças armadas  uma dada criatura, mas essa criatura não apareceu na lista de três nomes que, de acordo com as normas legais da altura, esse ramo submeteu à consideração do então MDN, que podia ter recusado a lista, e querer do ramo uma outra. Não recusou, mas ficou com uma grande azia.

A preferida criatura mas não constante da tal lista inicial, veio a ser mais tarde premiada com um importante cargo na máquina do Estado.

As chefias militares passaram a ser nomeadas com grande carga política, passaram a ser fortemente politizadas, sem nenhuma intervenção dos ramos das Forças Armadas. 

Quando se coloca a questão da substituição de um chefe de um dos ramos das forças armadas, todos os oficiais generais (generais e almirantes) de três estrelas no activo são chamados, um a um, ao gabinete do MDN que, depois de conversas, escolhe o que lhe parece mais adequado (fofinho, no dizer de alguns), sugere-o ao PM, e este leva ao PR, que formalmente nomeia e dá posse.

Normalmente, os três (PR, PM, MDN) ficam agradados à primeira com o perfil escolhido. 
Não recordo desde 1994 nenhuma 2ª volta destes processos.
Mérito para que te quero!

Tenham uma boa 5ª Feira. Saúde, boa sorte.

António Cabral