terça-feira, 31 de maio de 2022

O livro do GREI


 "As Forças Armadas e o seu enquadramento estratégico e funcional - algumas reflexões": assim é o título do último livro lançado sobre a égide do GREI. Os interessados podem aceder ao livro seguindo esta ligação.  A CNN- Portugal emitiu ontem de manhã uma notícia sobre esta matéria onde foi convidado o VALM Pires Neves (a entrevista pode ser visionada seguindo esta ligação, entre as 1:18:46 e 1:29:15  da fita de tempo.)

segunda-feira, 30 de maio de 2022

CALM MN (Ref) Fernando Helder Silvestre Romero


 Lamentamos informar a notícia transmitida pela "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

É com muita tristeza que damos a conhecer o falecimento ontem, 29 de Maio, do nosso camarada Médico Naval Contra-Almirante MN Fernando Silvestre Romero.

À sua Família, aos seus Camaradas e Amigos apresentamos o testemunho do nosso profundo pesar."

"O Navio... desarmado" associa-se a esta manifestação de pesar.

POR  AÍ

António Cabral

Calm, ref
(marrvoltado.blogspot.pt)

sábado, 28 de maio de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 É habitual que o pessoal que embarca pela primeira vez num navio , seja pelo enjoo,  pelo diferente tipo de actividade ou pela mudança de ambiente, tenha de início alguma dificuldade de adaptação ( nalguns poucos casos tal dificuldade  vai muito para além do início, por vezes até quase ao fim ) o que os leva a procurar o apoio do médico de bordo para , a pretexto dos mais variados e estranhos sintomas, obterem a almejada dispensa do serviço. Numa das viagens que fiz a bordo do NRP Sagres, nos primeiros dias, a fila de cadetes e praças  à porta da botica era, senão maior pelo menos igual às que ainda há bem pouco tempo se viam nos locais de vacinação. Nessa viagem o médico do navio, cujo sentido de humor era bem peculiar, resolvia quase na totalidade o rosário de queixas que lhe eram presentes, com a seguinte frase :

” Lamento informá-lo, mas  não tem nada “

E. Gomes

 

quinta-feira, 26 de maio de 2022

A  PESSOAS  COMUNS  PARECE  ÓBVIO
Para qualquer pessoa comum parece óbvio o que o presidente americano terá dito ontem -"A ideia de que um jovem de 18 anos pode entrar numa loja e comprar armas de guerra projetadas para matar é errada", lamentou o Presidente. O democrata voltou a fazer um apelo para que se enfrente o "lobby" das armas".

Mas a indústria de armamento, o lobby das armas, que dizem ser defendidos pelo partido republicano mas que se sabe são igualmente muito acarinhados também em meios do partido democrata, têm um peso enorme na sociedade americana.

Juntem-se a isto, os problemas sociais em crescendo, a desarticulação de famílias, os problemas raciais, e os enormes problemas daquela sociedade no plano da saúde mental, e está feito um "Cocktail" quase termonuclear. Resultados anual e periodicamente à vista.

Repito o que já escrevi sobre a minha estadia nos EUA e acrescento outra experiência de que me recordei agora. primeiro a repetição.
Ah, os rapazes lá pelos "States" baseiam-se na "Amendment II" para a coisa das armas. 
Isto lembra-me uma vez mais a notícia que um amigo que já estava na América há uns meses antes de mim me deu quando lá cheguei. 
Que uns dias antes de ele ter chegado, o parlamento estadual do Estado da Virginia tinha rejeitado uma proposta de lei para limitar a 12 (doze) o número de armas de fogo que cada pessoa podia ter.!!!!!!!
E  FICA  TUDO  DITO  SOBRE  O  INACREDITÁVEL  ASSUNTO.

Agora outra recordação.
Esse mesmo amigo, para me elucidar mais sobre esta estranha situação americana, passados vários meses levou-me a uma "feira" mais ou menos ao estilo das feiras na FIL, em Lisboa.
Mas era sobre armamento.
Era dentro de um enorme armazém, e quando refiro enorme era mesmo gigantesco. 
Ao chegar, fiquei logo estarrecido, pois na fila para entrar, adquirir bilhete de ingresso, havia gente diversa, e com diverso armamento à vista - para vender - informou-me o meu amigo.

Lá dentro mais estarrecido fiquei. Bancadas gigantescas, com armamento o mais diverso. Munições variadas, explosivos, armas brancas desde as chamadas normais às coisas mais inacreditáveis com picos e etc., armas de caça desde ar comprimido a caça grossa, armas de guerra desde revólveres e pistolas a metralhadoras diversas e até peças de artilharia ligeira, camuflados e uniformes diversos, etc. Inacreditável, para mim naturalmente.

Não vi lá canhões, mas se bem recordo havia de calibre até 40m/m, coisa que existia na Guiné dos meus tempos Africanos.
Enfim. Fica outra vez a norma constitucional.
AC 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

UNIÃO  EUROPEIA (UE) e PORTUGAL

A lourinha Ursula e particularmente os seus gritinhos que não se ouvem mas se descortinam por trás das suas, vozinha e histórias da carochinha, têm-me levado a reler muita coisa sobre a UE, anteriormente designada por CEE. E olhar depois para dentro de casa.

Ler, reler, pensar por exemplo na questão Turca, ou na Grega, ou no continuado impasse de alargamento a certas regiões. Olhar ao início, às diferentes fases e marcos, ao alargamento, às promessas e aldrabices. Olhar à introdução do Euro.

Começando por este último aspecto, o Euro/ €, aderiram ao Euro 11 países. Era então 1 de Janeiro de 1999. A Grécia juntou-se dois anos depois e, pomposa e oficialmente, disse-se que assim foi porque  apenas dois anos depois foi assegurado o cumprimento dos critérios de convergência. Aldrabice conhecida, mas outros valores por baixo da mesa foram tidos em conta. 

O caminho para a moeda única foi aberto com o Tratado de Maastricht. Na altura, ficaram de fora a Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia. O € entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2002. Em 28 de Fevereiro de 2002 o escudo deixou de poder circular. Acabou o ciclo de mais ou menos 90 anos da nossa velha moeda.

Ao olhar para documentação oficial da UE sobre o assunto e dessa época recordo, por exemplo, valores de PIB per capita em Euros:

> Alemanha - 22600 €
> Áustria - 23300 €
> Bélgica - 23400 €

> Holanda - 23600 €
> Finlândia - 21800 €
> Irlanda - 23000 €
> Luxemburgo - 37700 €
> Itália - 20900 €
> França - 21300 €
> Espanha - 17300 €
Portugal - 15800 €
> Grécia - 14100 €

E quando se compara o que vale um  ou seja, o que ficou estipulado na adesão ao € em relação a alguns dos países:
200,482 Portugal
> 1,95583 Alemanha
> 2,20371 Holanda
> 40,3399 Luxemburgo
> 13,7603 Áustria

Isto dá bem a noção do desenvolvimento e pujança de cada país.
área do Euro inclui portanto países aderentes, Estados-membros, que adotaram o € como moeda única, havendo uma política monetária única sob responsabilidade do Banco Central Europeu. Consequências positivas e negativas. Há quem diga que são só negativas. Não discuto isso.

O meu ponto é apenas sobre uma questão simples: o desenvolvimento de cada país e concretamente o nosso. O que fizemos ou não fizemos desde 2002, e já nem vou lembrar o que fizemos ou não fizemos com a torrente de dinheiro antes de 2002. Agora dizem que vem aí o dilúvio PRR.

Há data da adesão ao € e concretamente ao longo do tempo até 1 de Janeiro de 2002, as loas e discursos por cá (e não só) eram no sentido de que a adesão ao €, por exemplo, 
> trouxe forte redução da instabilidade macroeconómica para o nosso país,
> permitiu uma descida muito significativa da inflação e das taxas de juro,
> a diminuição acentuada dos encargos financeiros,
> o mais baixo custo do capital permitiu às empresas aumentar o esforço de investimento e modernização,
> maior competitividade do sector produtivo nacional, 
> facilidade de viagens e transações entre países, etc.

Uma das preocupações que existiam na altura era a da questão dos preços isto é, se a entrada em vigor do € provocaria necessariamente um aumento de preços. 
Claro que a propaganda na altura era - não senhor, nem pensar - mas depois, sorrateiramente em voz mais baixinha diziam - mas será necessário algum cuidado. Isto foi tudo escrito, não é invenção minha.

Entre muitos outros exemplos lembro-me bem do preço de um café, uma bica. 
Mas, como sempre, a bovinidade portuguesa tudo aceitou. 
Foi pena que à data de 1 de Janeiro de 2002  Passos Coelho não fosse o PM, pois então talvez a populaça se tivesse revoltado, e então muito BEM, com uma série de coisas.

O meu ponto é, o desenvolvimento e o estado deste Estado, o nosso bem estar e segurança colectiva.

Certamente que a adesão ao Euro e a aceitação por 1 € = 200, 482 trouxe vantagens, inconvenientes, dificuldades.
Mas, quando ouço por exemplo, Francisco Louçã, Eugénio Rosa, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins, Mortágua, Agostinho Lopes, João Ferreira, João Ferreira do Amaral, Miguel Tiago, João Rodrigues e tantos ouros que se não estou enganado são críticos ferozes da adesão ao Euro, gostava que me explicassem com detalhe (coisa nunca feita) o que acontecia por exemplo aos meus parcos euros no banco se saíssemos do Euro e da UE.

E gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE e ao Euro, que o ordenamento do território está como está, que o despovoamento é uma triste realidade, e que o sistema nacional de saúde (SNS) está como está ao ponto de, um destacado socialista e ex-secretário de Estado e actual director do hospital de S.João no Porto escrever publicamente o que se leu há dias. 
Não me estou a referir a sindicalistas afectos ou não à CGTP, estou a falar de gente decente, de gente socialista, como por exemplo também o ex ministro da saúde, muito crítico ao que se vem passando no âmbito do SNS.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ferrovia, a CP, os metro, as empresas que trabalhavam no sector de manutenção e reparação e construção de material circulante, chegaram ao que chegaram. Se foi por causa dessa adesão que deixaram um sacripanta fazer o que fez à TAP e o que agora o chefinho e o seu Pedrinho fazem o que se vê.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ligação ferroviária ao exterior marca passo, que o aeroporto marca passo, que os caudais de água nos rios que nascem fora de Portugal têm o controlo que se vê, que a construção ou não de barragens tem uma envolvente que parece…... nebulosa.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a grosseira governamentalização das Forças Armadas iniciada em 1995 chegou ao descaramento absoluto, e se os crescentes e indesmentíveis problemas nas Forças Armadas decorrem dessa adesão.

Gostava ainda que me explicassem tanta coisa mais, e que me explicassem que afinal….eu não tenho razão….EM NADA.

António Cabral (AC)
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 23 de maio de 2022

MARINHA  PORTUGUESA

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 Numa unidade em que prestei serviço um dos militares, ali igualmente colocado, era um grande apreciador de bebidas alcoólicas, muito menos na qualidade do que na quantidade. Pese embora não se verificasse grande influência da bebida no desempenho das suas actividades o que é um facto é que muitos dos seus camaradas insistiam, com frequência, para que ele moderasse aquela sua apetência ao que ele, por norma, respondia que o gosto que tinha pelo consumo  de álcool era tal que :

Se o mar fosse vinho só não o bebia todo com medo que os navios ficassem em seco

E. Gomes                                            


DIA  da  MARINHA

Celebra-se hoje. Celebrações e cerimónias principais a terem lugar em Faro.

Em 1498 Vasco da Gama fundeava em Calecute, assim ficando descoberto o caminho marítimo para a Índia.

Pela minha parte, não podendo ir espreitar Faro, fiquei-me pela fotografia, pela caminhada, e por outras coisas. Mas sempre com ligação ao mar.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)
BEBER, BOM, MAS COM MODERAÇÃO
Para que o vinho seja sempre só motivo de prazer.
Tenham um bom fim de semana.
António Cabral

Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 18 de maio de 2022

NESSES  TEMPOS ……

Nesse passado distante havia destas coisas e outras, mas não havia blocos militares, mas havia alianças militares que se faziam e desfaziam. Guerras de meses, 7, 30, 100 anos!

Não havia NATO que se formou primeiro, nem Pacto de Varsóvia que se constituiu depois.

Não havia a doutrina Monroe.

Não havia o açambarcamento à moda Estaline logo do final da II GG em diante.

Não havia ONU e, portanto, nem um bácoro a bater com o sapato na mesa da sala da assembleia geral da ONU.

Não havia plantação de mísseis em Cuba.

Observavam-se as estrelas, mas não havia guerra das estrelas, e progressiva invasão do espaço.

Nesses tempos do passado quem se portava mal, ou era considerado como se tendo portado mal, acabava dentro deste tipo de coisas…..

……...ou acabava pior!

Nesse tempo não havia o nuclear, a terra não tinha aquecido tanto, havia pragas e pestes, não era melhor nem pior, era diferente. Era à espadeirada. E havia invasões a torto e direito. E combinavam casamentos e fortunas. E havia miséria a dar com um pau.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Algures...

 Uma rua com este nome

 

 só podia ser assim


 mas sempre se salvam os bonitos candeeiros.

 

 


Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 Numa unidade onde prestei serviço, aquando da mudança de alguns elementos, o ambiente “ na câmara “, contrariamente ao que era até então habitual, tornou – se bastante desagradável, sendo evidente, em especial devido à actuação de um desses novos elementos, um claro mal estar entre a grande maioria dos oficiais. Um certo camarada, de sua natureza bastante cáustico, afirmava para quem o queria ouvir que a situação existente tinha, pelo menos , o mérito de resolver um problema, por vezes, bicudo, com que se deparavam, que era o da escolha da habitual lembrança a oferecer aquando do destacamento desse elemento. Quando interpelado no sentido de melhor esclarecer o assunto acrescentava que o presente teria de ser forçosamente uma pequena lata com duas ou três brasas lá dentro para

Ir fazer o inferno para outro lado

E. Gomes                                                


domingo, 15 de maio de 2022

CFR SG REF FERDINANDO OLIVEIRA SIMÕES

É com profundo pesar que damos a conhecer o falecimento do nosso Camarada e Amigo comandante Ferdinando Oliveira Simões, ocorrido na passada 5ª feira, dia 12 de Maio, em Lisboa.

As Cerimónias Fúnebres realizam-se amanhã, 2ª feira, dia 16 de Maio, no Centro Funerário de Cascais, em Alcabideche, com o seguinte horário:

14:30 – Velório

17:30 – Cerimónia Religiosa

18:00 – Cremação

A toda a sua Família, em particular sua mulher Maria Fernanda e seu filho António Miguel, assim como a todos os seus amigos e camaradas, designadamente mergulhadores e submarinistas, apresentamos sentidas condolências.

sábado, 14 de maio de 2022

MUNIÇÕES

Telejornal TVi afirma que Exército português está com muito poucas munições, munições para artilharia de campanha!
Ah, mas haverá sempre a LPM!
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

DITOS e PROVÉRBIOS

- Pela porta do hospital é que se conhecem os amigos.

- Quem recebe um favor vende a liberdade.

- O bom vinho alegra o coração do homem.

- As águias não geram pombas.

- Quem tudo quer tudo perde.

- Dá Deus o frio conforme a roupa.

António Cabral
Calm, reformado
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sexta-feira, 13 de maio de 2022

POR  AÍ

Tenham um bom fim de semana
António Cabral
Calm
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quarta-feira, 11 de maio de 2022

FINAL  de  DIA

António Cabral


terça-feira, 10 de maio de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

No fim da avenida principal de Bissau, quando por lá andei, existia um café esplanada , o café do Bento, igualmente conhecido como o Hospital Militar nº 2 de Bissau, tal a quantidade de médicos militares que por lá era possível encontrar. O local era igualmente poiso de inúmeros garotos indígenas que vendiam mancarra ou engraxavam sapatos e que se tornavam mais incómodos que os mosquitos. Um dos médicos navais, cujo gosto pela Guiné era inversamente proporcional ao seu sentido de humor, costumava comentar a situação nos seguintes termos :

Não suporto os “ industriais “ da mancarra, nem os profissionais da graxa e , tão pouco, as senhoras do Movimento Nacional Feminino, muito em especial estas

Nota : A frase acima era, consoante os humores do autor, por vezes completada com uma adjectivação, nem sempre abonatória  das referidas senhoras.

E. Gomes

segunda-feira, 9 de maio de 2022

A Sra MINISTRA da DEFESA NACIONAL (MDN)

Um bom amigo telefonou-me - António, viste as notícias na SIC Notícias?

Ao responder-lhe que não disse-me, vai ver, esteve lá a tua ministra!

Agradeci e usei a tecnologia para andar para trás.

Depois do que ouvi, não fiquei estarrecido porque já é difícil. Lembrei-me de ter visto em tempos escrito ou dito por alguém que ela seria a pessoa melhor preparada para o cargo. 

Já estou vacinado há muito e quase a desligar-me de escrever seja o que for sobre DN e FA. Fica-me cada vez mais a sensação que lá no fundo estão quase todos muito satisfeitos. 

Mas voltando à senhora, retive particularmente palavras como "colaborativo", "instrumentos" "estudos" e outros chavões  muito repetidos e que bem ilustram na presença de quem estamos.

E estamos na presença de uma pessoa que, quanto a jovem que a questionava (!?!?) lhe disse que nas Forças Armadas havia 99 oficiais generais no activo e como é que isso podia ser, o que a senhora debitou deixou-me definitivamente descansado. E nem vale a pena falar no debitado sobre a LPM, o dia nacional da defesa, e os jovens. 

Estamos assim muito bem entregues! Boa noite, saúde.

António Cabral 
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Frases que fizeram história ( ou que deveriam ter feito )


A introdução do bivaque para oficiais no plano de uniformes da Marinha , provocou , como seria de esperar, algumas reacções , uma das mais curiosas ouvia – a da boca de uma praça antiga que ao deparar- se com um grupo de oficiais utilizando bivaques  terá exclamado para uma outra praça que o acompanhava.

Deve ser uma nova classe de oficiais, a Cavalaria de Marinha

E. Gomes

Por aí

AC

DESPOVOAMENTO, SOLIDÃO, INTERIORIDADE

António Cabral

Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 3 de maio de 2022

DOS  DIAS  QUE  CORREM
A partir de certa altura a realidade da vida leva a que homens da mesma profissão se vão deixando de encontrar, e o mesmo acontece com conhecidos e certos amigos.
Falo por mim naturalmente, mas esse afastamento não esmorece em relação a muitos a estima, consideração, respeito e em vários casos a amizade.

Vem isto a propósito do "roubo" que estou a fazer, concretamente, roubei o título a um camarada menos novo que considero e estimo.
Título de pequeno texto aqui por ele publicado dois dias antes do Natal passado e que, opinião pessoal, me pareceu uma mistura de tristeza e desejo. 
Tristeza por aquilo que, do seu ponto de vista, se vinha passando menos bem dentro da nossa " Briosa" e muito diferente em aspectos diversos do passado que conhecêramos. 
E um desejo para que as coisas se modificassem e melhorassem, terminando com a frase - "lhe traga dividendos".

Vem isto a propósito da "Briosa" uma vez que, creio, infelizmente, as coisas continuam a não correr lá muito bem.
Têm-se sucedido episódios (alguns vindos a público), que são na minha opinião lamentáveis, embora possa a alguns parecer que tudo isso lhes trará dividendos.
Teremos que aguardar mais cerca de 9 meses para saber se isso se confirma ou não.

Quando digo - creio, infelizmente, as coisas continuam a não correr lá muito bem - baseio-me apenas naquilo que me é transmitido por camaradas designadamente ainda no activo. E por quem, sendo civil, assiste a certas coisas.

Infelizmente, o presente, faz-me recordar os tempos dos anos 60 e 70 do passado em que, por exemplo, alguns elementos de uma dada guarnição chegada à BNL eram convidados a logo entrar em outra unidade naval com missão para daí a poucas horas. E lembro-me de muitas outras coisas e dificuldades.

Este texto vem a propósito das coisas não me parecerem de facto nada bem. E refiro-me a "ambientes", "profissionalismo", "escassez de meios", "dificuldades diversas", e "uma gestão" que dá muito que pensar. 

Estimados camaradas, como devo reagir quando, num prato da balança coloco valores e vejo como eles foram/ são tratados e, no outro prato coloco o que vem vindo a publico e os danos que na minha opinião isso acarreta?
E se juntar a isto que digo, o último desgraçado dos exemplos que do mundo exterior à Marinha me chegam por via digital, no caso a cópia de uma mensagem interna da Marinha onde está escarrapachada e evidente a triste realidade de escassez de recursos (no caso, materiais)?

Dá que pensar!

Tenham uma boa semana. Saúde.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

Vai já para muitos anos um comandante do NRP Sagres tinha por hábito, quando a navegar em viagens de instrução, convidar diariamente 2 cadetes para jantar. A refeição revestia–se de algum formalismo iniciando–se na camarinha onde eram servidos aperitivos e se tentava, com conversa de ocasião, ultrapassar o natural acanhamento dos cadetes. Aquando da passagem para a sala das refeições sucedia quase sempre que, embora convidados a passar, a quase totalidade dos cadetes procurava que o comandante fosse o primeiro a ali entrar, o que dava origem a que este declarasse :

Fazem favor senhores cadetes, porque um convidado, por mais ranhoso que seja, o que não é o caso, é sempre um convidado

E. Gomes                             


A PROPÓSITO DA GUERRA NA EUROPA

MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA. GUERRA DE INFORMAÇÃO.

A guerra na Europa, a guerra iniciada com a agressão militar da Rússia invadindo a Ucrânia, tem contornos vários, consequências diversas, não se sabe como isto acabará, quando acabará, e o que virá a seguir.

Mas existem, convicção minha naturalmente, algumas certezas.

Desde logo, a definição de anjos e puros e virgens ofendidas por parte dos do costume, e o ressurgimento de inflamados militaristas, nacionais (militares, civis, actuais e ex-titulares de órgãos de soberania), e estrangeiros mas, todos, mais ao estilo agarrem-me senão vou-me a ele!

Esta guerra na Europa tem muito que se lhe diga, e tendo sempre presente quem invadiu (Rússia) e quem está invadido, a história não começou em 24 de Fevereiro passado.

Mas o meu foco neste texto é sobre "guerra de informação".

Atrevo-me a dizer, que nesta guerra está claramente em cima da mesa a utilização da "Informação" e do "Conhecimento(intelligence), com aplicação no conflito, com aplicação nas actividades militares em curso, e não só. Temos já exemplos múltiplos, ocorrências diversas bem demonstrativas.

Nesta guerra que, bem antes de 24 Fevereiro 2022, era de há muito uma guerra surda e na sombra entre os EUA e a Rússia quer neste palco Europeu como em outras áreas, parece-me evidente que a informação tem sido fornecida aos Ucranianos na altura exacta. E creio que bem aplicada.

Antes de prosseguir, e tendo presente a série de criaturas que por aí andam sempre a fiscalizar as mentes e a impingir a verdade única (a deles), estou a borrifar-me para os protectores/ defensores dos ofendidos e das virgens, e mais ainda a borrifar-me para os adeptos da intervenção militar especial (os tais que vão ao dicionário e na definição de intervenção não encontram a palavra guerra).

Estou interessado, como sempre estive, em analisar as coisas do ponto de vista histórico, do ponto de vista técnico dentro do tema que abordo, do ponto de visto de estudioso destas coisas. Quanto aos culpados, deixo isso a outros e ás instituições internacionais que deveriam olhar para o horror que se está a desenrolar por lá. 

Não tenho bola de cristal. Conheço as minhas limitações. Mas por razões profissionais e também por interesse pessoal, alguma coisa sei sobre o assunto. "Poucochinho", como diria o outro! Mas qualquer coisa.

Do lado Russo e do lado Ucraniano há teórica e obviamente comando bem definido. Há certamente de ambas as partes um sistema de informações. 
Do lado Ucraniano, obviamente fornecido pelos EUA. 
De um e outro lado, em apoio táctico e operacional senão mesmo estratégico. 
É minha convicção que, do lado Russo, parece estar a haver muita incompetência. Tal como me fica a sensação da relevante superioridade tecnológica do lado Americano. O que até agora se passou parece indicar isto.

Já agora, e não sabendo o que na realidade se passou e que talvez um dia se saiba, enquanto uns cantam contentes que os Russos tiveram uma derrota estrondosa na zona de Kiev e por isso retiraram, pessoalmente parece-me que se passou tudo um pouco de forma diferente. 

Por mim, o ataque em várias zonas e depois irem logo para a zona de Kiev, creio que com isso os Russos quiseram foi fixar por ali importantes quantidades de tropas Ucranianas, e assim impedir que pudessem logo acorrer ao Leste e ao Sul. 

Mas também me parece, que os Russos não contavam com a resistência que encontraram. E também me parece que estariam muito mal informados. 
A troca constante de generais parece apontar nessa direcção. E sabemos lá quantos em Moscovo não foram "despachados" dado o que que tem acontecido no terreno.

Portanto, para mim, os Russos têm claudicado muito no que a guerra de informação respeita. Quanto à guerra mediática, perderam-na desde o início. 

A meu ver, no que respeita a computadores, informações/ intelligence, comunicações, guerra electrónica, comando e controlo, ciberespaço, geolocalização, os Russos têm demonstrado grande fraqueza. E arrisco isto porque, as operações para alcançar os objectivos específicos que me parecem poder ser os dos Russos estão a correr bastante mal para as cores Putinescas. Posso naturalmente estar enganado.

Interrogo-me, que operações de decepção se terão desenvolvido? Que operações psicológicas estarão no terreno? Que disfunções têm acontecido? Muito disto tudo um dia se saberá, pelo menos em parte.

Parece-me evidente que do lado Ocidental e com consequente vantagem para os Ucranianos, a manipulação da informação tem sido brilhante.
De algumas coisas estou convicto.
Esta guerra está com ingredientes que me causam crescente apreensão.
Depois das declarações de há dias, bem explícitas, por parte do secretário da defesa Americano (equivalente a ministro da defesa nos países Europeus), confirma-se em mim a noção que já tinha de que, a política mundial é uma política de poder e de interesses, e a última forma de poder é o poder militar.

Sendo a prudência a virtude suprema da acção política, parece-me evidente que o execrável Putin e os seus conselheiros não tiveram isto em conta. Mas preocupa-me também se do lado Americano lêem Morgenthau e outros. Parece-me que não. Aguardemos.

António Cabral (AC)