É habitual que o pessoal que embarca pela primeira vez num navio , seja pelo enjoo, pelo diferente tipo de actividade ou pela mudança de ambiente, tenha de início alguma dificuldade de adaptação ( nalguns poucos casos tal dificuldade vai muito para além do início, por vezes até quase ao fim ) o que os leva a procurar o apoio do médico de bordo para , a pretexto dos mais variados e estranhos sintomas, obterem a almejada dispensa do serviço. Numa das viagens que fiz a bordo do NRP Sagres, nos primeiros dias, a fila de cadetes e praças à porta da botica era, senão maior pelo menos igual às que ainda há bem pouco tempo se viam nos locais de vacinação. Nessa viagem o médico do navio, cujo sentido de humor era bem peculiar, resolvia quase na totalidade o rosário de queixas que lhe eram presentes, com a seguinte frase :
” Lamento
informá-lo, mas não tem nada “
E. Gomes

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