(do "sítio" da Presidência da República) (sublinhados meus)
Atendendo ao parecer unânime do Conselho Superior de Defesa Nacional, ao entendimento largamente maioritário do Conselho de Estado, à versão final dos diplomas – atenuando uma ou outra faceta mais controversa –, e, sobretudo, às muito expressivas maiorias parlamentares, aliás consonantes com as mesmas que tinham votado as Leis n.º 5 e 6/2014 – que abriram caminho ao estatuto de superior hierárquico do CEMGFA e, também ao espaço existente na futura apreciação das leis orgânicas do CEMGFA e dos três ramos das Forças Armadas, o Presidente da República, tendo ouvido, no termo do processo legislativo, os quatro Chefes Militares que, aliás, compreenderam a lógica da posição presidencial, promulgou os decretos da Assembleia da República que procedem a alterações à Lei de Defesa Nacional e à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas.
Seis comentários:
1º - SEM NENHUMA SURPRESA, como eu esperava e certamente muitos mais, excepto porventura para aqueles que andaram anos a tratar de não ver ou fingir que não percebiam, o que devagarinho os políticos enamorados pelas Forças Armadas foram preparando e teve incremento sem parar desde 1995. Entretiveram-se a tratar da vida, a olhar o umbigo, a desprezar leais, atentos e venerandos.
O resultado está à vista.
2º - Os assessores frustados de há poucos anos, sempre activos quase sempre na sombra, certamente que se sentem agora vingados.
3º - Quanto ao transitório inquilino em Belém não perco tempo.
4º - Quanto ao responsável maior por tudo isto idem.
5º - A governamentalização das Forças Armadas era já um facto com a alteração da lei no respeitante à nomeação dos Chefes de Estado-Maior dos Ramos das Forças Armadas, alteração feita no final do "Cavaquismo", depois da azia que lhes causou não terem podido nomear para Chefe de Estado-Maior da Armada quem desejavam. Lei alterada que vigorou até ao presente. Ah, e arranjaram um brinde para o desiludido da altura.
O caminho para a governamentalização descarada das Forças Armadas está agora, finalmente, 100 % desimpedido.
6º - Adicionalmente, todos os problemas que cada vez mais afligem as Forças Armadas, (pintelhos como diria Catroga, tais como estatuto, meios humanos materiais e financeiros, infra-estruturas, assistência social, vencimentos, etc.) ficam agora final e automaticamente resolvidos.
Paralelamente, todos os militares e cidadãos comuns que não se deixam enganar com conversas de falsa unanimidade, atenuações ou lógicas falsas, quando formos em breve aos quartéis para observar as estrelas, poderemos em uníssono acompanhar SExa olhando o Céu estrelado e gritando bem alto - somos os melhores dos melhores.
A bem da Nação.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
EM TEMPO
Sr Cte Nunes da Cruz, prezado camarada de armas
Muito agradeço as suas palavras.
No que se refere às praias abro aqui uma excepção, pois pouco especifico quando e por onde ando ao longo do ano.
Há sete anos que usufruo do Eurotel e, subsequentemente, das praias de Altura (a base), Manta Rota, Alagoa, Verde e Cabeço. Estas quatro praias são visitadas todas as manhãs nas caminhadas, matinais e à tarde.
Já há algum tempo que a identificação de Alagoa, Altura,
Verde e Cabeço está assinalada.
Este ano encontrei uma melhoria para mim formidável: inúmeros passadiços ligando praias, permitindo-me à noite caminhar depois de jantar. A mim e a muitos mais. E é um cenário muito simpático com as luzinhas junto ao pavimento.
Além disso, o novo restaurante da Praia de Altura (já com referência no Boa cama boa mesa) é muito simpático e muito razoável quanto à oferta e serviço. Opinião minha, naturalmente.
Muito poucos estrangeiros na zona. Quase só concidadãos, incluindo alguns políticos bem conhecidos (um ao meu lado na palhota da praia), mas que não me fazem mudar de lugar, por muito que não me sejam simpáticos. Um deles, raramente abrindo a boca para dizer bom dia.
O único senão tem sido nestes últimos 16 dias alguns atingidos por vento em excesso. Espero vingar-me em Setembro, com Levante e águas mais quentes.
António Cabral
Desejo ao António Cabral a continuação de uma boa estada nessas praias maravilhosa cujos ventos ao que parece não embotam o raciocínio nem o sentido crítico.
ResponderEliminarA propósito da nomenclatura das mesmas praias, inventadas pelo turismo nascente por essas bandas em finais dos anos 50´s, o saudosismo dos meus tempos de muito jovem leva-me a dizer que a da Altura chamava-se Alagoa e a Praia Verde, Cabeço.
A esta última, eu ia de burro e próximo da outra ia beber bons copos de leite ordenhado na altura das respectivas produtoras, a uma herdade, hoje ocupada pela lei do betão armado, cujo caseiro era amigo do meu pai.
Saudosismo, como disse...
E na da Manta Rota fiz a instrução primária, no tempo em que só havia lá meia dúzia de casas. Onde agora está plantada aquela montanha de cimento, eram hortas e outros terrenos de cultivo. E na agora designada Praia da Lota era onde varavam as lanchas à vela, que iam à pesca com "aparelhos", cujo desenlear e iscar era tarefa de muitos dos meu colegas depois da escola.
ResponderEliminarDe todos eles, o único que teve a sorte de estudar para além da 4ª classe fui eu.