segunda-feira, 30 de agosto de 2021

"ESTA VIDA DE MARINHEIRO", pelo capitão da Marinha Mercante António Marques da Silva

Resolvi escrever estas linhas para tentar contar o que me recordo da minha passagem pela Marinha de Guerra. Vou falar por mim, pois embora o grupo fosse grande e composto por alunos dos quatro cursos da Escola Náutica - pilotagem, máquinas marítimas, eletrotecnia e administração - certamente cada um de nós terá guardado a sua memória desse tempo. 

Durante a frequência do primeiro ano, iniciado em Outubro de 1949, tivemos conhecimento que tinha sido determinado superiormente para todos os alunos da Escola Náutica, um período de serviço militar obrigatório na Marinha de Guerra, frequentado como Cadetes da Reserva de Marinha.   

Por essa razão, após terminar o primeiro ano com aproveitamento, em princípio de Agosto de 1950 assentei praça no Quartel de Marinheiros, em Alcântara, com dezanove anos de idade. Não fiz inspeção de saúde, pois a que havia efetuado para dar entrada na Escola Náutica, no ano anterior, era considerada válida.

Cadete da Reserva Marítima António Marques da Silva

Devia sim comparecer no dia que foi determinado, devidamente equipado com fardamento branco, por ser verão, e trazer além da necessária roupa interior, um fato de ganga azul, botas pretas e equipamento de ginástica. Ninguém me perguntou se havia dinheiro para essa despesa. Era ordem para cumprir, caso pretendesse concluir o curso e embarcar na marinha mercante para trabalhar.

Entrei assim para a Reserva de Marinha, onde me foi atribuído o número sessenta e dois. Em seguida, ainda no Quartel em Alcântara, teve lugar um sumário Juramento de Bandeira. Depois segui com os meus colegas e respetivas bagagens numa pequena lancha, ao ar livre, Rio Tejo acima, até ao Quartel de Marinheiros em Vila Franca de Xira, onde ia ter início a primeira fase do período de recruta, que terminou no fim de Setembro.

Cadetes da Reserva Marítima

No dia da chegada a este aquartelamento, esperava por cada um de nós uma maca de lona, onde estava enrolado um colchão, um cobertor, uma almofada e um bivaque. A essa maca, com o respetivo número, era atribuído um beliche que podia ser inferior ou superior, visto que se tratava de um conjunto metálico de duas camas sobrepostas, fixo na parede, de forma a ser desmontado diariamente e colocado ao alto. Nesse primeiro dia ensinaram a enrolar a dita maca que devia ser amarrada com um cabo delgado, (o tomadouro), de forma a poder ser pendurada ao alto num gancho, nas costas do beliche, para libertar todo o espaço da caserna. Este espaço tinha anexa uma zona com pequenas mesas e cadeiras onde se podia estar, e ainda uma grande casa de banho para uso comum. Foram estas as instalações onde passei os dois meses do verão, com muitos mosquitos e algumas osgas.

Instrução de Infantaria

Durante estes dois meses, todo o tempo foi ocupado com a denominada recruta. Para começar, entenderam ser necessárias formaturas e mais formaturas, para se conseguir aprender todas as formalidades imprescindíveis a um bom militar, tanto mais que se tratava de futuros oficiais. Havia também muitos exercícios com diversas armas, aulas de segurança, muita ginástica e até algum treino de remo nos escaleres, onde se navegava até perto da ponte de Vila Franca, que nessa data ainda estava em construção. O tempo foi passando, aliviado com alguns fins-de-semana em Lisboa e, no fim de Setembro, com o programa cumprido, mandaram-me para casa.

No princípio de Outubro, como era normal, recomecei as aulas na Escola Náutica para frequentar o segundo ano que terminei com aproveitamento em Julho de 1951, concluindo assim o curso de pilotagem. Mas não fiquei de férias, porque no princípio de Agosto dei entrada no Corpo de Marinheiros, no Alfeite, para iniciar a segunda fase do serviço militar obrigatório, que só veio a terminar em Março do ano seguinte, depois de ter prestado provas finais com aproveitamento.

Nesta segunda fase, muito mais complexa e variada, o tempo parecia pouco para cumprir todo o programa estabelecido. Aulas teóricas e práticas sobre armamento, folhas de apontamentos de tiro, aulas práticas para conhecimento das diversas armas e sua montagem e desmontagem para manutenção, preencheram por completo os primeiros meses no Corpo de Marinheiros. Sabres, espadas, baionetas, pistolas, carabinas, metralhadoras terrestres e antiaéreas, canhões e bombas de profundidade, preencheram um nunca mais acabar de matéria para aprender.

Momentos de lazer

Depois desta intensa aprendizagem, chegou a hora de passar para a Base Naval de Lisboa e lá segui com a maca às costas para os diversos embarques.

Nos dois draga-minas foram várias as saídas, não só para treino de tiro ao alvo flutuante com a peça de 76 milímetros, mas ainda para rocegar minas, largar bombas de profundidade e treinar o tiro com a metralhadora antiaérea.

Em seguida chegou a passagem para uma fragata e neste diferente e mais completo navio, era necessário tomar conhecimento da diversa aparelhagem de deteção anti-submarina e da complexidade das armas de fogo antiaéreo e de superfície.

Faltava agora a passagem por um submersível e lá chegou o dia em que pela manhã saí a barra de Lisboa num dos nossos submarinos. Pouco depois vi da amurada da torre o navio a ficar coberto pela água. O Comandante fez questão de nos ter cá em cima, junto dele, para ouvir todas as explicações acerca das manobras e dos exercícios que estavam previstos para esse dia que ia começar.

Depois o navio submergiu e lá me foi dado ver pelo periscópio a aproximação à fragata que nos ia perseguir e da qual devíamos fugir sem ser detetados. Foi um dia que não mais esqueci. Tudo era novo e aliciante, mas a paciência de todos a bordo ocasionou um excelente convívio, com um jantar de bifes de cebolada que ficou na lembrança.

Ao cair da noite, concluído o programa, entramos em Setúbal. Como não havia lugar a bordo para todos, lá se foi de maca às costas para a dependência de um cinema antigo, onde se estendeu o colchão para passar a noite.

Toda a permanência nestas unidades era a riscar, porque como eramos muitos não havia lugar para ninguém. Onde se encontrasse lugar para estender a maca, era o nosso alojamento. Serviam corredores, salas e salotes, mas camarotes não, porque estavam sempre ocupados.

A bordo da "Sagres" (velha)

Chegava agora o fim do treino de mar e estava programada uma saída de alguns dias no navio escola “SAGRES”. Foi com satisfação que embarquei nessa linda barca, a velha “FLORES”, da qual já tinha ouvido algumas referências. Desta vez não tive sorte no embarque, pois os dias foram passando e a viagem não mais principiava. Dizia-se que a verba não tinha sido atribuída a tempo de preparar a saída.

Terminou assim o meu serviço militar obrigatório, com uma estadia de vinte dias a bordo da nossa velha “Sagres”, ancorada no quadro, em manobras de largar e carregar pano, aulas de marinharia prática, de sinais, de içar e arriar baleeiras, de ginástica e de remo e vela, nos escaleres do navio.

NRP "Sagres" (velha)

Em Março de 1952, após exame final no Quartel de Marinheiros de Vila Franca de Xira, passei à disponibilidade como Guarda Marinha na Reserva. 

Caxias, 10 de Julho de 2020         

António Marques da Silva



Obs:

1. O texto que aqui se reproduz foi publicado no jornal “O Ilhavense” no passado dia 15 de Abril e integra um conjunto de vários artigos nos quais o autor, Sr. Comandante António Marques da Silva, recorrendo à sua memória, relata episódios e experiências que viveu há sete décadas, na fase inicial de uma vida totalmente dedicada ao Mar.

2. O Sr. Comandante António Marques da Silva é um distinto capitão da Marinha Mercante, que recentemente comemorou o seu 90º aniversário. Comandou navios bacalhoeiros e de comércio, foi gestor e consultor no sector marítimo e professor na Escola Náutica. Superintendeu à transformação do lugre bacalhoeiro “Creoula” em Navio de Treino de Mar e integrou a Comissão Técnica Consultiva do Museu de Marinha. É um ilustre Académico Emérito da Academia de Marinha e autor ou co-autor de 12 livros de temática marítima. Exímio e premiado modelista náutico, colabora activamente com os Amigos do Museu de Ílhavo e o Museu Marítimo de Ílhavo.

Tito Cerqueira



domingo, 15 de agosto de 2021

CONCERTO, BANDA da ARMADA

CASUALMENTE, E EM BOA HORA ACONTECEU, TELEFONAREM-ME, E POR ISSO ESTOU SENTADO A VER E OUVIR E A DELICIAR-ME COM UM CONCERTO ANTIGO DA BANDA DA ARMADA, NA RTP2. 

RECOMENDO QUE USEM A TECNOLOGIA E VEJAM.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sábado, 14 de agosto de 2021

CFRG (Ref) Joaquim Afonso Serra Rodeia

 
Lamentamos dar a conhecer a mensagem recebida através de "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas, 

É com muita tristeza que damos a conhecer o falecimento, esta manhã, do Cap.Frag. Engenheiro Hidrógrafo Joaquim Afonso Serra Rodeia, não se conhecendo ainda as cerimónias fúnebres previstas. O Eng. Serra Rodeia pertencia ao Curso "Salvador Correia de Sá e Benavides" (1948), do qual era o Chefe de Curso e o derradeiro camarada desse Curso a falecer.

Aos Camaradas e Amigos, em particular ao seu irmão, CMG (R)João António Serra Rodeia, o testemunho do nosso pesar.

Saudações Navais"  

"O Navio... desarmado" partilha esta manifestação de pesar e daqui envia sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

R E C O N H E C I M E N T O......

No passado dia 28 de Junho publiquei o que coloco em baixo, na sequência de ter recebido o "Cartão de Antigo Combatente". Como subtítulo está inscrito no cartão - "Titular de Reconhecimento da Nação".

Esperei até meados deste mês para ir averiguar se, o que está no verso do cartão e nas tretas inscritas da carta correspondiam já à realidade.

Telefonei para um dos grandes hospitais públicos e, depois de muita espera, lá consegui saber que não têm indicações/ orientações sobre o assunto.

Tratei de ir ver do passe intermodal e........ fiquei ciente. 

Ainda não tive oportunidade de ir a um museu ou a um dos monumentos nacionais para, quase de certeza, ter a confirmação daquilo que há muito sei: esta gentinha que nos pastoreia não tem vergonha nenhuma na cara.

E estou certo que o sr Cravinho MDN, mais os seus ajudantes directos, civis e militares, no estafante afã de em tudo mandarem, ainda não tiveram tempo para esclarecer e responder aos inúmeros, memorandos, cartas e ofícios que, estou seguro, há meses receberam de, Marcelo Rebelo de Sousa (na sua dupla qualidade de PR e Comandante Supremo das Forças Armadas), Ferro Rodrigues, do  presidente da comissão parlamentar de defesa, do secretário-geral do PS, do PSD, do PCP, do CDS, do BE, do PAN, do IL, do Chega, dos Verdes, das deputadas independentes / não inscritas, do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas que agora manda nisto tudo, da Associação 25 de Abril, da Liga dos Combatentes.

Antigamente havia, por exemplo - lá vamos cantando e rindo - agora andamos pelos, melhores dos melhores e outras demagogias e proclamações inócuas, tudo a fingir para cidadão comum enganar mas, sobretudo, com o extremo cuidado de nunca ofender os amiguinhos

Mas como há muito quem goste, aí estão à vista de todos, os magníficos resultados ofertados por esta gente que, tudo garante, tudo promete, tudo orçamenta, sobre tudo legisla, pouco cumpre.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

T O P O N Í M I A

A toponímia é um dos aspectos que sempre me fascina nas cidades, vilas e aldeias que vou calcorreando. As três fotografias que mostro são de Castelo Branco. A Nikon D 90 disparou antes desta canícula que está a cair sobre nós.

E lembrei-me delas depois de acabar de ler as "pérolas" agora com força de lei, que foram idealizadas nos diferentes andares e gabinetes do edifício ao Restelo, e ovacionadas em S. Bento e em Belém.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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terça-feira, 10 de agosto de 2021

INFRA-ESTRUTURAS  MILITARES. REALIDADES  NO  PRESENTE

É sabido, no 25 de Abril de 1974, por todo o país, se encontravam reflexos do passado, da nossa história, das guerras em África.

Com o decorrer do tempo, os poderes públicos e concretamente os sucessivos titulares de órgãos de soberania só começaram a olhar para a dimensão global das Forças Armadas (FA) a partir de 1982.

Com muito pouca seriedade, e sem nunca ponderar que FA o país necessitaria depois de ter perdido as possessões em África e na Ásia, e tendo presente os riscos e ameaças que o último quartel do século XX e o século XXI nos complicam a vida.

Houve, é certo, imposição gradual de diminuição de efectivos militares. Houve, é certo, sobretudo a partir de 1991 substituição de meios não só mas nomeadamente na Marinha e na Força Aérea. Houve e está a aumentar progressivo estrangulamento financeiro e cada vez menos adesão à profissão militar por culpa quase exclusiva dos políticos. E houve negociatas de vendas de património edificado e houve um desbaratar de verbas então conseguidas. Uma autêntica pouca vergonha.

Mas também houve bons exemplos de aproveitamento de infra-estruturas militares desactivadas. E estas linhas têm sobretudo a ver com isso.

Um caso que me parece muito positivo é o observável em Penamacor. As instalações vastas do antigo aquartelamento, que se situa numa zona sobranceira à vastidão que a vista percorre até ao monte onde está a aldeia de Monsanto, foram aproveitadas, muito bem aproveitadas.

Tudo no largo Tenente Coronel Júlio Rodrigues da Silva, onde está também o monumento aos mortos da grande guerra. E assim ali estão, Tribunal Judicial, Conservatória, Registo Civil, Financas, Registo Predial, departamentos e serviços camarários, Junta de Freguesia, Escola de Música, e um espectacular Museu cuja visita recomendo. 
Aguardemos para ver o que estes políticos, estes titulares de órgãos de soberania, e alguns militares, vão fazer a partir daqui. Os exemplos do presente nada de bom auguram.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Ainda a reforma das FFAA

 Sobre o assunto em título, vale a pena ler o artigo publicado no "Público" de hoje, da autoria do Alm. Reis Rodrigues. Ler AQUI.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

OBVIAMENTE,  SEM  SURPRESAS
(do "sítio" da Presidência da República) (sublinhados meus)

Atendendo ao parecer unânime do Conselho Superior de Defesa Nacional, ao entendimento largamente maioritário do Conselho de Estado, à versão final dos diplomas – atenuando uma ou outra faceta mais controversa –, e, sobretudo, às muito expressivas maiorias parlamentares, aliás consonantes com as mesmas que tinham votado as Leis n.º 5 e 6/2014 – que abriram caminho ao estatuto de superior hierárquico do CEMGFA e, também ao espaço existente na futura apreciação das leis orgânicas do CEMGFA e dos três ramos das Forças Armadas, o Presidente da República, tendo ouvido, no termo do processo legislativo, os quatro Chefes Militares que, aliás, compreenderam a lógica da posição presidencial, promulgou os decretos da Assembleia da República que procedem a alterações à Lei de Defesa Nacional e à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas.

Seis comentários:

1º - SEM NENHUMA SURPRESA, como eu esperava e certamente muitos mais, excepto porventura para aqueles que andaram anos a tratar de não ver ou fingir que não percebiam, o que devagarinho os políticos enamorados pelas Forças Armadas foram preparando e teve incremento sem parar desde 1995. Entretiveram-se a tratar da vida, a olhar o umbigo, a desprezar leais, atentos e venerandos. 
O resultado está à vista. 

2º - Os assessores frustados de há poucos anos, sempre activos quase sempre na sombra, certamente que se sentem agora vingados.

3º - Quanto ao transitório inquilino em Belém não perco tempo.

4º - Quanto ao responsável maior por tudo isto idem.

5º - A governamentalização das Forças Armadas era já um facto com a alteração da lei no respeitante à nomeação dos Chefes de Estado-Maior dos Ramos das Forças Armadas, alteração feita no final do "Cavaquismo",  depois da azia que lhes causou não terem podido nomear para Chefe de Estado-Maior da Armada quem desejavam. Lei alterada que vigorou até ao presente. Ah, e arranjaram um brinde para o desiludido da altura.
O caminho para a governamentalização descarada das Forças Armadas está agora, finalmente, 100 % desimpedido.

6º - Adicionalmente, todos os problemas que cada vez mais afligem as Forças Armadas, (pintelhos como diria Catroga, tais como estatuto, meios humanos materiais e financeiros, infra-estruturas, assistência social, vencimentos, etc.) ficam agora final e automaticamente resolvidos. 
Paralelamente, todos os militares e cidadãos comuns que não se deixam enganar com conversas de falsa unanimidade, atenuações ou lógicas falsas, quando formos em breve aos quartéis para observar as estrelas, poderemos em uníssono acompanhar SExa olhando o Céu estrelado e gritando bem alto - somos os melhores dos melhores
A bem da Nação.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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EM TEMPO
Sr Cte Nunes da Cruz, prezado camarada de armas
Muito agradeço as suas palavras.
No que se refere às praias abro aqui uma excepção, pois pouco especifico quando e por onde ando ao longo do ano.
Há sete anos que usufruo do Eurotel e, subsequentemente, das praias de Altura (a base), Manta Rota, Alagoa, Verde e Cabeço. Estas quatro praias são visitadas todas as manhãs nas caminhadas, matinais e à tarde. 
Já há algum tempo que a identificação de Alagoa, Altura, 
Verde e Cabeço está assinalada. 
Este ano encontrei uma melhoria para mim formidável: inúmeros passadiços ligando praias, permitindo-me à noite caminhar depois de jantar. A mim e a muitos mais. E é um cenário muito simpático com as luzinhas junto ao pavimento.
Além disso, o novo restaurante da Praia de Altura (já com referência no Boa cama boa mesa) é muito simpático e muito razoável quanto à oferta e serviço. Opinião minha, naturalmente.
Muito poucos estrangeiros na zona. Quase só concidadãos, incluindo alguns políticos bem conhecidos (um ao meu lado na palhota da praia), mas que não me fazem mudar de  lugar, por muito que não me sejam simpáticos. Um deles, raramente abrindo a boca para dizer bom dia.
O único senão tem sido nestes últimos 16 dias alguns atingidos por vento em excesso. Espero vingar-me em Setembro, com Levante e águas mais quentes.
António Cabral

JOGOS  OLÍMPICOS  -  JAPÃO

Como disse a fantástica e belíssima (belíssima não por ser muito bonita que o é, mas por ser quem é e como fala e como treina e se dedica) Patrícia Mamona, somos pequenos mas ás vezes quando queremos somos grandes. Infelizmente, digo eu, é raro como sociedade (por causa dos sucessivos titulares de órgãos de soberania + dirigentes + elites + uns quantos dos cidadãos comuns) querermos ser grandes.

Já cá cantam três belos bronzes, do Fonseca, da Patrícia e do Pimenta. Foi pena por um "niquinho" ter-se falhado o lançamento do peso.

Ah, estava a esquecer-me que, na modalidade do "atirar areia para os olhos", somos dos melhores do planeta, temos medalhas de ouro e pódios consecutivos!

António Cabral

Contra-almirante, reformado

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EM TEMPO

Muito agradeço terem tido a gentileza de me chamarem à atenção para o meu lapso relativamente à minha /nossa concidadã Patrícia Mamona, que ganhou a medalha de prata (não bronze) na competição do triplo salto. O vento nas praias de Altura e Verde são atenuante para esta não premeditada injustiça para com a Patrícia.

António Cabral