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sábado, 13 de julho de 2024

Lembrei-me disto a propósito de certos ministros, o polaco e não só, e de certos discursos durante e na sequência da reunião da NATO em Washington.

Está Sol.
Tenham um bom dia. Bom fim de semana. Saúde.

António Cabral

sexta-feira, 28 de abril de 2023

A  PROPÓSITO  do  25  ABRIL  1974
Estamos, na nossa sociedade, crescentemente, cheios de problemas.
Mas isto, esta triste realidadenão me faz esquecer o muito em que melhorámos com o 25ABRIL74.

Por exemplo, no âmbito da saúde, no âmbito de termos direito a tratamento dos nossos problemas de saúde. E se compararmos os diferentes indicadores antes dessa data com os que, progressivamente, se foram e vão obtendo, a diferença é enorme, e para melhor.

Em boa hora António Arnaut "inventou" o SNS.

Mas a realidade da vida é o que é. E o relógio não pára.

Vem isto a propósito do meu dia 24 de Abril, durante a manhã, no Hospital da Luz. 

Enquanto esperávamos, e esperámos 20 minutos em relação à hora marcada, o que é decente e razoável e bastante diferente de outras esperas, dei comigo a pensar de novo sobre as questões de saúde enquanto observava as dezenas e dezenas de pessoas sempre a chegar.
Pessoas com traços fisionómicos e físicos e de indumentária e de modos tão diferentes, de evidentes e diferentes estratos sociais.

Estou bem ciente da maioria dos diferentes problemas no âmbito do sistema de saúde em Portugal, como por mais de uma vez fiz referência.  Por razões familiares, por razões de amizades, tudo começando em 1969. Conheci muito do antes de 25 de Abril e conheço bastante do depois e do actual.

Tenho uma boa noção dos aspectos positivos e negativos quer do SNS quer das unidades de saúde privadas. 

Não abordo as questões da vida nas perspectivas ideológicas, querendo com isto dizer que nunca fui e continuo a não ser de seitas, não partilho do espírito de seita do PSD nem do PS, não suporto as abordagens sectárias das esquerdas muito despidas de realidade, como intolerável considero a abordagem de Ventura e sequazes à esmagadora maioria dos problemas sociais no meu tão mal tratado país.

E voltando ao que acima dizia, que ontem no HLuz dei comigo a pensar - como seria tudo isto, o que seria dos portugueses em geral, se só existisse o Hospital de Sta Maria, o de S.João, o de Castelo Branco, o de Setúbal, etc., os centros de saúde ou seja, se só houvesse hospitais e infra-estruturas do SNS ?
Ou seja, só com SNS, onde estaríamos, onde estariam e como estariam todos aqueles portugueses, e como estaríamos quanto a indicadores de saúde, como seriam os tempos de espera para consultas, para intervenções cirúrgicas, etc.?

Só com o SNS, toda aquela gente no hospital da Luz, mais as gentes nos outros hospitais privados aquela hora, estariam obviamente nas filas do SNS. Certo? E consequências? Se agora é o que é, como seria então?

Estou convencido que alguns bem conhecidos andariam satisfeitos até porque, como tenho visto alguns desses   eminentes defensores do SNS (que tem de ser defendido, mas não é só com retórica e ideologia pura) quando precisam deambulam por exemplo pelos hospitais da Luz ou dos Lusíadas. 
Se só houvesse SNS, iam a Espanha/ França/ Reino Unido etc. tratar da vidinha/ saúde? Certo? 

Como estaríamos?
António Cabral  
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 30 de abril de 2016

Horários de referência.

No meu blogue pessoal, fiz uns breves comentários acerca das notícias revelando decisões da senhora MAI .
A pouco e pouco, devagarinho, mas por acaso não tão devagarinho como isso, começam a aparecer "as réplicas".
Isto está cada vez mais curioso, mais interessante.
Há por aí uns quantos políticos que cada vez mais esfregam as mãos de contente com o curso que todas estas coisas estão a tomar.
Os pequeninos terramotos sucedem-se, as réplicas são cada vez maiores, e é só esperar para aparecer o descontrolo total.
Pela minha parte, vejo acrescidas incompetências, demagogia, desonestidade intelectual, e estou a ficar cada vez mais preocupado com o estado em que devagarinho isto se está a transformar. Depois queixem-se.
Entretanto, uns certos figurões vão, como de costume, inferindo isto e mais aquilo, têm certezas de que tudo será ponderado, de que ainda não há realidades. Como dizia ontem ao jantar um dos parceiros de mesa em casa de amigos, "uns e umas parvalhões e parvalhonas"!!!!!
Mas tudo contente e caladinho.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
PS:  para quem anda imenso de carro entre Lisboa e as Beiras e por vezes para o Minho, há muito que se apercebeu que está mais que em vigor um horário de referência!!!!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O Presidente da República adverte!!!


O Presidente da República visitou a Marinha.
De entre os comentários para os representantes dos OCS presentes no Alfeite, atirou - "os meios da Marinha ainda são insuficientes".
Pelo que observei via NET, nos OCS (de que desconfio sempre) não se vê grande explicação/elaboração sobre a afirmação do Chefe de Estado, nem um porquê, nem como inverter a situação. Não sei, portanto, se adiantou mais alguma coisa sobre a matéria.Palavras bonitas, numa pequena moldura demagógica.Aliás, na mesma senda em que atira “ao vento que passa” - "o moral nas Forças Armadas (FA) é excelente". Fantástico.Ele sabe bem, como outros, que a maioria dos cidadãos não quer saber deste importante pilar do Estado. E finge que, com certas tiradas como as mais recentes, com uma maior proximidade aos Ramos, com visitas frequentes, o respeito e a consideração dos cidadãos para com as FA será recuperado. Puro engano. E procuram enganar-nos.Equiparar a Defesa Nacional a todos os restantes departamentos governamentais deu os resultados que estão à vista.
Até porque o Ministério da Defesa Nacional sempre foi, na prática, o ministério das FA e nunca de defesa nacional, coisa que abrange muito mais que uma componente militar.O desfazer das razoáveis equiparações que existiam entre os diversos e diferentes servidores do Estado que foi concretizado pelo então Primeiro-ministro Cavaco Silva deu o resultado que está à vista. Em todos os sectores da sociedade.De mansinho, e para grande satisfação, imagino eu, por parte do Exército, vai aparecendo quem comece com cautela a falar no desaparecido Serviço Militar Obrigatório (SMO).Ora está bem de ver que, se nem os titulares de órgãos de soberania tiveram aumentos de salários mais difícil será melhorar seja o que for para as FA. E nem é preciso invocar o BE que se oporá a tudo o que respeite a FA.Aliás, estou à espera de Junho /Julho para ver desaparecer verbas de todos os capítulos do OE. Incluindo aqueles montantes que alguns imaginaram estarem a salvo.
Basta aliás olhar com atenção para as notícias diárias sobre OE, sobre 2017, sobre défice, e reparar que o corte em todas as despesas já começou. Só crédulos acreditam em milagres.Em síntese, palavras bonitas,……que o vento levará. O PR dirá daqui a uns meses, quer quanto aos meios da Marinha quer em outras áreas, “pena, ainda não foi possível ao governo”….Duas convicções:
> a asfixia financeira será cada vez maior;
> os problemas de hoje, nas FA como em todos os outros sectores da sociedade, são muito o resultado de anos e anos a empurrar tudo com a barriga.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)