POR AÍ
sábado, 30 de abril de 2022
sexta-feira, 29 de abril de 2022
O 60º ANIVERSÁRIO DO CURSO “OLIVEIRA E CARMO”
Aproxima-se a celebração do 60º aniversário do alistamento na Escola Naval dos cadetes do Curso Oliveira e Carmo e, naturalmente, começamos a pensar nesse grande acontecimento das nossas vidas.
Hoje, um grupo constituído pelos OC1, OC2, OC11, OC18, OC27, OC38 e OC41 reuniu informalmente na esplanada do Museu de Marinha, para avançar com ideias e sugestões práticas e alguma coisa se avançou. É caso para dizer que a carruagem arrancou, mas a velocidade é tão moderada que todos ainda podem apanhar este comboio e que todos são esperados e benvindos.
Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )
Quem navegou na Guiné sabe, nalguns casos por experiência própria, quão fácil era, por vezes "lavrar" ou até mesmo encalhar , o que aliás só não sucede a quem não anda no mar (e já agora também a quem é mentiroso). Num dos variadíssimos rios da Guiné um camarada comandante de um navio tocou o fundo ficando com as pás dos hélices danificadas, admitindo–se até que os veios poderiam ter ficado empenados, razão que levou a que o seu navio tivesse de ser substituído por um outro ido de Bissau. Aquando do “ rendez vous “ o comandante do navio substituto pretendeu conhecer o que teria sucedido para se ter verificado tal ocorrência, obtendo como explicação o seguinte :
"Conheces os baixos de ... " acrescentando depois perante a resposta afirmativa do seu interlocutor "Eu não conhecia"
E. Gomes
quarta-feira, 27 de abril de 2022
HABILIDADES NA COZINHA
Por razões várias mas, desde logo, porque a minha mãe me colocou a cozinhar aos 15 anos* (a poucas semanas de fazer 16 e para grande escândalo do meu avô materno, já antes escandalizado por fazermos nós a cama) e ao meu irmão como manhoso ajudante, desde cedo que me familiarizei com a cozinha, com os utensílios de cozinha, com receitas, com o preparar e confecionar refeições, pratos de peixe, de carne, entradas, doces, saladas variadas. E nas sopas não me saio nada mal mas é sector onde a minha mulher me bate sem sombra de dúvidas.
No resto e atrás referido, poucas são as coisas onde me superiorizo pois ela é uma excelente cozinheira. Mas em algumas ganho. Se já era batido até 1990, a partir daí e em boa parte em consequência da minha vida profissional, tornei-me bastante razoável como cozinheiro e pasteleiro.
Temos em casa excelentes livros de cozinha, alguns bem antigos e sobretudo muitas receitas muito antigas. Daquelas onde aparece - uma chávena disto, meia chávena daquilo - ou então e pior - um poucochinho de, mais um poucochinho de, etc.
Para além de há décadas o casal se ajeitar muito bem neste ambiente da casa, tivemos a felicidade de usufruir da experiência da velhinha Cecília que, infelizmente, há muito nos deixou.
E vem isto a propósito dela e de um utensílio de cozinha. A Cecília entre as inúmeras excelentes refeições que preparava, os seus pastéis de massa tenra recheados com carne variada eram das coisas mais fabulosas que comi na vida. E comi muitas vezes, e é receita a que periodicamente recorremos.
E aqui entra o tal utensílio, o rolo da massa. A Cecília usava em casa da minha sogra um muito antigo rolo de madeira. Nós também temos o clássico. Mas nos últimos anos tenho recorrido mais a este, pesadote, de boa marca, e muito prático e eficaz. Rolo da massa moderno, de que certamente a Cecília se riria e, provavelmente, se recusaria usar. Mas consigo estender a massa para os pasteis de forma fantástica, fica finíssima.
António Cabral (AC)
* Foi há muitas décadas que isso se passou. No tempo em que os vegetais e concretamente as ervilhas eram tenras, não precisavam de ser cozinhadas na panela de pressão como hoje fazemos.
E a refeição foi ervilhas guisadas, cozinhadas num velhinho fogão a gás, num tacho banal, com a cebolada e o alho e o azeite e o sal e os coentros e a salsa, como a mãe indicara, e depois de cozinhadas e provadas, dois ovos inteiros lá para dentro. E foi o que almoçámos, enquanto os pais sairam depois de verificado que tínhamos almoço de facto.
segunda-feira, 25 de abril de 2022
Frases que fizeram história ( ou que deveriam ter feito )
No regresso de uma comissão em África , numa das escalas da longa viagem de regresso, deu -se o caso de aí se encontrar um navio cuja oficialidade era quase totalmente constituída por “ filhos da escola “ ou meus contemporâneos, tendo por isso sido convidado, por um deles, para jantar a bordo daquele navio. Não sei porque razão, nem me interessou então , nem tão pouco hoje, averiguar a razão do ambiente naquela camara ser de "cortar à faca". Pelo que me apercebi os presentes à mesa só comunicavam através de um deles o qual, aparentemente, falava com todos. No decorrer da refeição, cujo ambiente faria um velório parecer uma festa de arromba, um dos presentes, reportando – se ao facto de um outro ter recusado a salada de tomate que acompanhava a refeição, exclamou em voz alta o seguinte :
"Se calhar é pela falta de vitaminas que certas pessoa têm o feitio que têm".
Ao que o aparentemente visado terá exclamado :
"Cada um só come daquilo que lhe faz falta".
E. Gomes
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )
Sucedeu que no G1EA, durante o almoço, o comandante informou os oficiais presentes (na sua maioria directores das escolas) que daí a dois dias a unidade iria ter a visita de um “ Iluminado “ (termo que na gíria naval identificava então alguns dos oficiais em serviço no EMA). Na sequência dessa informação um dos presentes terá perguntado a identidade de quem acompanharia o oficial em causa. Desconhecendo a vinda de mais alguém o comandante terá questionado o seu interlocutor quanto à razão da pergunta feita, tendo obtido como resposta o seguinte :
"De certeza que vem mais alguém, pois uma desgraça nunca vem só"
E. Gomes
terça-feira, 19 de abril de 2022
18 ABRIL, ONTEM
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )
quinta-feira, 14 de abril de 2022
PODER NAVAL RUSSO. QUE PODER ?
Salvo melhor opinião a guerra que prossegue na Europa está a trazer sucessivas situações que, pelo menos para um interessado por estas coisas como eu, dão muito que pensar.
Tenho opinião sobre, geopolítica, relações internacionais, quem é agressor, antecedentes, o que se pode compreender, o que deve ser considerado inaceitável, violências gratuitas, crimes, etc. etc. etc.
Quero referir-me concretamente apenas a questões puramente militares relativamente aos contendores.
Acreditando que o plano que aqui quero considerar não envolve emotividade, ideologia, ressentimentos, política, etc., muito gostava que alguns camaradas que sabem bastante destes assuntos militares (não os enumero por respeito, elevada consideração e, em alguns casos, muito amizade) disponibilizassem um pouco do seu tempo de reformados para breves trocas de opinião.
Esta atrevida sugestão, egoísta no bom sentido pois estou sempre atento e a querer aprender, surgiu-me a propósito do título do postal e concretamente a propósito do cruzador Moskva que, aparentemente, MORREU.
A confirmar-se nas próximas horas o que parece corresponder à realidade, este afundamento da pérola da marinha da Rússia remete-me para anos atrás, e lembro-me do sururu que se fez passar no seio da NATO quando este cruzador entrou ao serviço.
Creio não estar muito errado se disser que há alguns anos já, que as várias dimensões do poder de países como por exemplo, EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, passam por, tecnologia, comunicações, informação, comércio e finanças.
Este quase certo afundamento, a problemática logística global, o aparente desconhecimento de várias movimentações adversárias, a aparente ausência de domínio aéreo, a guerra da informação, que podem sugerir quanto às reais capacidades das forças Russas?
E, concretamente quanto ao Moskva, parecendo certo que foi atingido por mísseis, o que sugere o sucedido quanto a informação, defesa própria do navio e defesa da esquadra Russa do Mar Negro? Que sugere isto quanto a capacidades tecnológicas?
Pela minha parte, e repito que aqui estou apenas interessado nos eventos e aspectos militares, fica-me a sensação de que no presente o atraso tecnológico por parte das forças Russas poderá ser grande face ao material diverso que em parte já existiria na Ucrânia e, estou convencido, que vem sendo reforçado por vários países desde há muito tempo.
Se a minha suspeita de haver no presente um grande (provavelmente maior que no passado) desfasamento / atraso tecnológico de muito material militar relativamente ao Ocidente, tiver efectiva correspondência com a realidade, então a Rússia estará numa situação complexa no presente e no futuro tendo em vista o que possa entender que lhe assiste como direito fazer no plano da geopolítica.
Em que pé estará o poderio Russo quanto a geolocalização, informação obtida "lá de cima" ? O que mostra esta guerra neste aspecto?
Eu sempre desconfiei de certo alarmismo a que fui habituado no activo quanto ao poderio Russo (não estou a falar do nuclear). Este afundamento do Moskva é, para mim, um pouco surpreendente, algo que me dá que pensar.
Naturalmente, e como quase sempre acontece, muita coisa do que se vem passando nos combates é desconhecido da opinião pública, e da qual uma boa parte se poderá vir a saber daqui a muito tempo. Aguardemos.
Mas gostava muito de saber se aos meus estimados camaradas de Marinha, por exemplo este evento com o Moskva, lhes sugere alguma interrogação no plano militar e tecnológico.
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
NRP ANTÓNIO ENES
Aqui coloquei há poucos dias uma belíssima fotografia da Corveta António Enes que, como manhoso fotógrafo amador, bem gostava de ter sido eu a captar esse fantástico momento. Referi então duas coisas:
> que não me recordava onde a tinha "roubado",
> que a fotografia retratava a Corveta após saída da Horta.
Como sempre faço quando erro, fica aqui o complemento devido a esse "postal".
1º - Não me recordo com rigor onde a fui buscar ou melhor, era uma das muitas entre, fotografias minhas e muitas outras, que tenho em arquivo digital.
2º - Quanto à localização, não se trata de fotografia captada após saída da Horta mas sim do porto de Peniche.
3º - Como digo acima, não me recordo com rigor de onde veio mas, tenho agora a certeza, foi alguém que em tempos ma remeteu e arquivei, pois ela consta do nº 566 da Revista da Armada, que não consulto.
O que supra escrevo é, portanto, a correcção devida ao "O Navio Desarmado".
O que supra escrevo devo a um estimado camarada de armas, o Senhor Comandante Rodrigues da Costa que, generosamente e por amizade, me alertou para o meu não premeditado lapso, pelo que lhe fico agradecido e penhorado.
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
segunda-feira, 11 de abril de 2022
Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )
Já aqui, anteriormente, me referi ao camarada muito mais antigo protagonista do presente episódio, camarada esse habitualmente muito influenciado pelo deus Baco. Dizia ele, quando confrontado com a afirmação de que a gestão da Marinha era extremamente difícil, que:
E. Gomes
Fotografia de anos atrás que "roubei" já não sei de onde.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
domingo, 10 de abril de 2022
CMG EMQ Carlos Nelson da Silva Sousa.
sexta-feira, 8 de abril de 2022
Frases que fizeram História ( ou deveriam ter feito )
Conta -se que a justificação apresentada por um desses
camaradas, a prestar serviço num Grupo de Escolas , para evitar a nomeação de
determinado militar para a unidade que comandava foi a seguinte:
“ …. até
porque não há qualquer evidência de que ele saiba ler ou escrever “
E. Gomes
terça-feira, 5 de abril de 2022
POCAHONTAS
A Índia (americana) Pocahontas casa a 5 de Abril de 1614 com o colono inglês John Rolfe. Foi o primeiro casamento entre um europeus e uma Índia norte-americana
segunda-feira, 4 de abril de 2022
SALGUEIRO MAIA
Hoje, 4 de Abril, passa mais um ano sobre o falecimento de Salgueiro Maia. Desaparecido muito antes do que seria natural, ceifado pela doença.
Naturalmente, será dentro do Exército que bem o conhecerão. Ficou para a história por razões conhecidas. Merecidamente.
Em dia e mês de que não recordo já, no ano de 1977, numa fase já avançada do Curso de Especialização em Artilharia, tivemos uma visita a Santarém.
Quem nos acompanhou durante a visita, quem com superior elegância deixou levemente transparecer o que era visível a olhos bem observadores, foi Salgueiro Maia.
Recordo o brilho dos seus olhos, o seu sorriso, e as palavras que trocou com alguns de nós sobre o momento que então vivíamos. Recordo o seu sorriso quando se falou do futuro.
Descanse em Paz.
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
sábado, 2 de abril de 2022
Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )
Também na Marinha, como noutras organizações, sucede, por vezes, que a nomeação de algumas pessoas para o desempenho de determinados cargos, se vem a revelar ser um verdadeiro “ erro de casting “.
Foi talvez a pensar nisto que um
camarada ao saber da nomeação de um outro para exercer o comando de uma unidade
naval produziu o seguinte comentário :
Lá se vai escrever mais uma página da nossa História Trágico – Marítima ( visão pessimista que afinal ficou bem longe
de suceder )
E. Gomes