quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
O apagão
domingo, 27 de dezembro de 2020
Falecimento do V/Alm Alberto Duarte Lopes
A sua Família, em particular a suas filhas, e aos seus camaradas do curso " Salvador Correia de Sá e Benevides" o "Navio desarmado" apresenta sentidas condolências.
sábado, 26 de dezembro de 2020
CFR Luís Miguel da Quinta Marcão
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
O possível Natal deste ano
"O Navio... desarmado", apesar das circunstâncias invulgares que actualmente nos afligem, não quer deixar de desejar as Boas Festas aos visitantes e colaboradores deste blogue mas que as celebrem com cuidado, cuidado nos contactos, cuidado na vida de todos nós ... protejam-se! Felicidades para todos!
sábado, 19 de dezembro de 2020
A SAGA do ARSENAL do ALFEITE
O Arsenal do Alfeite (AA) é um daqueles casos que merece estudo profundo, para se ter a noção rigorosa no que se refere a, incompetências várias, laxismo, degradação, clientelismo, soberba, mentira, desperdício de recursos, descapitalização, destruição, etc.
O AA tem sofrido tratos de polé desde sempre, mas mais particularmente nos últimos anos. O actual ocupante de gabinete no sétimo piso do edifício em frente ao estádio do Restelo é daqueles que mais se tem esmerado no que não deve ser feito.
Vem isto a propósito, não de tão lamentável criatura e dos seus desmandos, não de nunca mais a Marinha criar um trajecto privado para o nº1 do AA ir directo do portão verde ao AA sem ser maçado com cumprimentos militares e paragens, não por outras inúmeras possíveis e pertinentes razões, apenas porque calhou ver num jornaleco, "O Setubalente" de 18 de Dezembro a página 13, um artigo de uma das manas Mórtágua (JM) sobre o AA e com menção explícita a três arsenalistas.
JM recorda a 5ª administração do AA, chefiada por um homem do aparelho socialista, recorda promessas, e até que já existem ansiedades quanto a pagamentos de salários. A actual tutela do AA é pródiga em promessas, em novos modelos de gestão, em virar o Bojador mas, o que se vai observando é, descapitalização e destruição. Nada de espantar vindo de quem vem.
JM diz que o país e a região onde se insere o AA precisam do estaleiro, e termina o artigo dizendo - Portanto, Arsenal do Alfeite para quê? Para cumprir um interesse nacional estratégico. POIS!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
CTEN OT (Ref) José Maria Ribeiro
"O Navio ... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e a todos os seus amigos e camaradas.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
A Marinha em Missão no estrangeiro: Fim de comissão da SNMG1
domingo, 13 de dezembro de 2020
CFR MN (Ref) João Manuel Costa Casqueiro de Sampaio
Outra dolorosa notícia transmitida pela "A Voz da Abita":
"Estimados Camaradas,
É com muita tristeza que damos a conhecer o falecimento do CFRAG Médico Naval, na situação de Reforma, João Manuel C. Casqueiro de Sampaio que ocorreu na passada noite de 9 para 10 de Dezembro (Quarta para Quinta-Feira), tendo o seu funeral tido lugar no dia de hoje no Cemitério de Barcarena.
À sua Família, em particular ao seu irmão C/Almirante Rui M. C. Casqueiro de Sampaio, aos seus Amigos e Camaradas mais chegados, apresentamos as nossas sentidas condolências
Saudações Navais."
"O Navio... desarmado " manifesta o seu pesar por este infausto acontecimento e envia sentidos pêsames à Família do Dr. Casqueiro de Sampaio e aos seus amigos e camaradas.
sábado, 12 de dezembro de 2020
CMG (Ref) Heitor Prudêncio dos Santos Patrício
Recebida através de "A Voz da Abita" mais uma triste notícia:
"Estimados Camaradas,
sábado, 5 de dezembro de 2020
CMG SEG (Ref) Manuel Mateus Sales Grade
Recebemos de "A Voz da Abita" a seguinte triste notícia:
"Estimados Camaradas,
Lamentamos dar a conhecer o falecimento, esta noite, do nosso Camarada CMG (Ref) Manuel M. Sales Grade, estando previsto que o seu funeral (cremação) tenha lugar no Cemitério dos Olivais, na próxima segunda-feira, pelas 10 horas.
À sua Família, em particular ao seu irmão CMG AN Henrique M. Sales Grade, aos seus Camaradas e Amigos apresentamos as nossas sentidas condolências,
Saudações Navais."
"O Navio... desarmado" associa-se a esta nota de pesar e envia os pêsames à Família do Cte Sales Grade e aos seus amigos e camaradas.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
Ainda a polémica do "duplo uso"
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
CALM EMQ (Ref) Benjamim Afonso Serra Rodeia
Este blogue anunciou a 26 deste mês a triste notícia relativa ao falecimento do Eng. Rodeia. Transcrevemos do FB a Memória aí publicada pelo Calm ECN Martins Guerreiro e pelo CFR EMM Jorge Bettencourt:
"O Engenheiro Serra Rodeia chefiou o Gabinete de Estudos na segunda metade da década de 1980. O Guerreiro estava à frente de um dos Departamentos do Gabinete de Estudos e o Bettencourt era um dos seus subordinados. A engenharia na Marinha atravessava um processo de renovação com o programa de construção das fragatas da classe “Vasco da Gama”. Discutia-se a especificação técnica contratual dos novos navios e a Marinha via-se confrontada com um projecto que de uma assentada contemplava as mais modernas tecnologias nas soluções de construção naval, nos sistemas de automação, propulsão e auxiliares, nos sistemas de combate, enfim, dava um enorme salto tecnológico em praticamente todas as áreas. O Gabinete de Estudos prestava apoio e aconselhamento técnico à Missão responsável pela condução do programa de construção das novas fragatas ao mesmo tempo que continuava a cumprir as actividades de rotina relativas aos outros navios da Marinha. O Engenheiro Rodeia tinha assim de conciliar o emprego dos recursos técnicos do Gabinete de Estudos em dois mundos distintos: o das novas tecnologias dos futuros navios e o das tecnologias dos navios construídos na década de 60 para o teatro de operações africano. E foi na gestão desse equilíbrio que ficaram demonstrados o rigor, a competência, a seriedade e o profissionalismo do Engenheiro Rodeia. O Guerreiro só conheceu o Engenheiro Rodeia quando foi seu colaborador directo no Gabinete de Estudos. O Bettencourt conheceu-o antes, quando pouco tempo depois de regressar da pós-graduação nos EUA, já no Gabinete de Estudos, foi nomeado para, em acumulação, dar aulas de Metalurgia ao curso de engenheiros maquinistas navais da Escola Naval, cujo gabinete de formação técnico-profissional era chefiado pelo Engenheiro Rodeia. Homem de poucas palavras mas cordato, demonstrava nas suas intervenções um profundo conhecimento da profissão e que tinha ideias muito claras e reflectidas sobre os objectivos do curso. Voltaram a encontrar-se cinco ou seis anos depois quando o Engenheiro Rodeia, já Contra-Almirante, assumiu o cargo de Chefe do Gabinete de Estudos. O Engenheiro Rodeia lia sempre com extremo cuidado todos os documentos de serviço que o Guerreiro lhe entregava, discutia-os ao pormenor até ficar completamente esclarecido. Não tinha qualquer problema em pedir mais informações em áreas que não dominava, estudando com cuidado os elementos adicionais. Não o fazia por receio de errar, mas sim por desejo e vontade de saber mais e de melhor servir a Marinha. Qualquer nota ou informação para o exterior, tinha de ser cuidadosamente redigida sendo a sua forma o mais simples e clara possível. O Engenheiro Rodeia confiava nos colaboradores mas procurava atingir sempre os melhores padrões e isso levava-os a fazer o melhor que sabiam e podiam. O seu rigor e exigência eram, de facto, os alicerces das relações de forte consideração e amizade que estabelecia com os colaboradores. Sempre que era necessária a intervenção do Gabinete de Estudos no programa de construção das fragatas “Vasco da Gama” em áreas novas para as quais tinha recebido formação académica nos EUA, o Bettencourt era nomeado como seu representante. Dessas intervenções fazia relatórios tão exaustivos quanto possível para o Guerreiro que naturalmente os transmitia ao Engenheiro Rodeia. Inúmeras vezes os chamava ao seu gabinete para pedir esclarecimentos, comentar o que tinha sido feito e aconselhar soluções para os muitos problemas que enfrentávamos. Foi nesse período que o Bettencourt pôde comprovar e beneficiar da sua humildade, da sua sensatez e da sua competência técnica. O Engenheiro Rodeia figura na galeria dos seus melhores mestres sem nunca lhe ter dado uma aula. Quando deixou o cargo por ter atingido o limite de idade, o Engenheiro Rodeia continuou a ser uma referência para o Guerreiro e o Bettencourt. Algum tempo depois, precisaram de conselho num assunto de serviço. Ligaram ao Engenheiro Rodeia que logo se mostrou disponível para se encontrar com eles e, numa das salas do Clube Militar Naval, voltaram a reviver as conversas do Gabinete de Estudos.Mais tarde, o Guerreiro, já Chefe do Gabinete de Estudos, encontrou de novo o Engenheiro Rodeia numa situação deveras curiosa. O Engenheiro Rodeia, na reserva e fora do serviço, pediu para falar com ele e informou-o que era conselheiro técnico de uma empresa que estava a concorrer para fornecer uns salva-vidas à Marinha. O Guerreiro não sabia que o Engenheiro Rodeia dava apoio técnico a tal empresa ma s este entendeu que lhe devia dar conhecimento dessa relação. Disse-lhe ainda que já tinha informado a empresa que não daria qualquer colaboração naquele processo e que os tinha avisado que iam lidar com gente séria, bons profissionais, que não facilitassem ou tentassem quaisquer manobras de vendedores pouco rigorosos do ponto de vista técnico. O Guerreiro ficou muito sensibilizado com a atitude do Engenheiro Rodeia e a sua consideração pelo homem e pelo ex-chefe aumentou ainda mais. Esclarece-se que o concurso dos salva-vidas foi ganho por outra empresa que não aquela com a qual o Engenheiro Rodeia tinha a relação de conselheiro técnico. Foi uma excelente experiência trabalhar com um homem e um engenheiro que liderava pelo exemplo e pelo saber, que sabia aceitar sem dificuldade a opinião e os conhecimentos complementares dos seus subordinados; que valorizava o contributo dos outros e sabia encorajá-los a darem o seu melhor, assumindo sempre as responsabilidades mesmo se algo não corresse tão bem quanto desejado.
Homens como o Contra Almirante Serra Rodeia engrandeceram a Marinha e foram um exemplo para os mais novos. É certo que há muito tempo não conversávamos com o Engenheiro Rodeia, mas sabíamos que o podíamos fazer se precisássemos. Agora é que já não é possível e essa foi a nossa grande perda.
Martins Guerreiro e Martins Bettencourt
"O Navio... desarmado" associa-se a esta homenagem ao Eng. Serra Rodeia.
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
RECORDAÇÕES da GUINÉ
Entre as recordações tangíveis guardo esta.
António Cabral,
cAlmirante , reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
CALM EMQ (Ref) Benjamim Afonso Serra Rodeia
Apresentamos as nossas condolências a todos os seus familiares, em particular aos seus irmãos, os nossos camaradas Comandantes Joaquim Afonso e João António Serra Rodeia, bem como aos oficiais do Curso "Gil Eanes" que ingressaram na Escola Naval em 1951, ao qual pertencia. O seu corpo estará na Igreja do Campo Grande em Lisboa no próximo sábado, dia 28 de Novembro, a partir das 12.00 horas, saindo para o Cemitério dos Olivais pelas 14.15 horas.
A Marinha em Missão no estrangeiro: Exercício no Norte da Europa
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
A Marinha em Missão no estrangeiro: Operação Atalanta
Novas lanchas da GNR: polémica em tons de Guerra-Fria
O Major-General Agostinho Costa (ex-Segundo Comandante da GNR) expõe o seu ponto de vista neste tão candente assunto: as lanchas da GNR e o "duplo uso" da Marinha.
Termina o seu artigo, aparecido no Diário de Notícias de hoje, assim:
Aqueles que bradam contra a capacidade marítima da GNR, sabem também que uma vulnerabilidade neste domínio é fator de alarme social e de quebra de prestígio de Portugal junto dos seus pares da UE, para além de uma porta aberta para soluções onde poderemos deixar de ser os sujeitos principais. Como lenitivo, parece pertinente lembrar a estrofe de Fernando Pessoa, do poema mar Português da Mensagem: "Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor".
Para o ler na íntegra podem seguir esta ligação.
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Ainda sobre as lanchas para a GNR
Da autoria do Alm. Castanho Paes foi escrito um muito oportuno e interessante artigo sobre o assunto.
Para o ler, basta carregar AQUI.
domingo, 22 de novembro de 2020
Controlo do Mar sem Marinheiros
Foi publicado hoje no jornal Público, na sua edição on-line, um muito interessante artigo de opinião do nosso camarada e Professor do ISCTE João Freire, intitulado "Controlo do Mar sem Marinheiros".
Para o ler, basta carregar AQUI.
sábado, 21 de novembro de 2020
A Marinha em Missão no Estrangeiro (Golfo da Guiné)
O duplo uso nas Forças Armadas
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Mais uma opinião sobre a "Bojador"
A lancha "Bojador" a adquirir pela GNR tem levado a reações opinativas por parte de vários oficiais de Marinha. Desta vez é o Vice-Almirante João Pires Neves que, sob o título "Lanchas da GNR:objectivos distorcidos", publica a sua no "Diário de Notícias de hoje". Para a ler na íntegra basta "clicar" AQUI.
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Opinião: Racionalizar ou desbaratar?
"A GNR vai ter meios para operar no alto mar, não obstante a lógica da criação, em 2007, da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) se basear na ideia bem mais limitada de «garantir a continuidade da observação das leis em terra e no espaço marítimo até ás 12 milhas»."
Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.
Mais um ...
domingo, 15 de novembro de 2020
1866, 15 NOVEMBRO
Lisboa, fundação do Clube Militar Naval.
15 Novembro é a data em que por decreto assinado pelo Ministro Visconde da Praia Grande os estatutos do clube foram fixados.
Uns dias antes, teve lugar uma importante reunião de oficiais de Marinha onde se discutiram prementes problemas de carreira nessa altura existentes. Nessa reunião foi depois apresentado um esboço de estatutos daquele que viria a ser pouco depois o nosso CMN.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
A Marinha em Missão no estrangeiro
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
A PROPÓSITO de FORÇAS ARMADAS
Presumindo que alguns não conhecerão, aqui deixo uma síntese interessante de um estudo da AOFA.
Total de efectivos das FA:
2011 - 34524
2013 - 32909
2016 - 28533
2018 - 26800
2020 - 24920 (nº de Junho passado)
Para quem de imediato não tenha presente outros valores, creio não errar ao dizer que, em 1990, o total de efectivos andaria pelos 65000 enquanto, em 2001/2002 seriam cerca de 47000.
Igualmente interessante é o comparativo feito entre FA, GNR, SEF, PSP, PJ, guardas prisionais e polícias municipais. Por alguma inabilidade minha, não estou a conseguir reproduzir aqui o quadro feito pela AOFA com essas comparações, mas vale a pena procurar e meditar.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Anais do Clube Militar Naval
domingo, 1 de novembro de 2020
50 anos do Curso Almirante Baptista de Andrade
CMG (Ref) António Manuel Ribeiro Rosa
Transcrevemos esta notícia recebida através d' "A Voz da Abita":
"Estimados Camaradas,
Lamentamos dar a conhecer o falecimento do nosso Camarada CMG António M. Ribeiro Rosa que ocorreu esta madrugada no Hospital Amadora-Sintra. O seu corpo estará em velório amanhã segunda-feira a partir da 16 horas numa capela da Igreja de Alfragide, onde será celebrada uma missa de corpo presente pelas 15h30m de terça-feira, dia 3. Em seguida o féretro seguirá para o Crematório de Barcarena estando prevista a sua cremação para as 17:00 h.
À Família do nosso Camarada, em particular a sua Mulher e à sua Filha Ana Isabel e ainda aos seus Camaradas e Amigos, em particular aos do Curso "D. Diniz" apresentamos as nossas sentidas condolências.
Saudações Navais"
"O Navio... desarmado" envia os pêsames a toda a Família do Cte Ribeiro Rosa e aos seus amigos e camaradas.
Nota: "Estimados Camaradas
Por informação acabada de receber, com pedido de publicação, foi alterado o local onde decorrerá o velório do nosso camarada e que, mantendo-se o mesmo horário, ele terá lugar não na Igreja mas sim numa capela anexa ao Centro Paroquial de Alfragide.
Saudações Navais,
A Voz da Abita"
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
A Marinha em Missão no estrangeiro
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
Hospital das Forças Armadas
Recebido do Cte Santos Lourenço o seguinte comentário, o que agradecemos:
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
O QUE ESTÁ DIFERENTE, HOJE ?
Olhe-se a este texto que recupero dos meus arquivos, e onde sublinho várias partes. Lembrei-me disto depois de ouvir inanidades.
Forças Armadas São Ou Não Prioridade?
O presidente social-democrata, Durão Barroso, e o deputado Carlos Encarnação, ministro-sombra do PSD para a Defesa, receberam ontem no Hotel Tivoli, em Lisboa, o general Loureiro dos Santos, assim como Joaquim Aguiar, antigo assessor presidencial, e ainda o ex-ministro da Defesa Figueiredo Lopes, para falar sobre "Política de Defesa Nacional". A assistir estava uma constelação de "estrelas" das Forças Armadas (FA) a quem muitas das coisas que ali foram ditas não deve ter agradado.
O que marcou o debate foi uma intervenção de Joaquim Aguiar, colunista do "Expresso" e ex-assessor dos Presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares. Perante uma plateia de altas patentes, como os generais Espírito Santo, Loureiro dos Santos, Almeida Bruno ou Tomé Pinto, Aguiar fez questão de dizer claramente que havia prioridades mais importantes do que as FA em Portugal: "Estou completamente à vontade para vos dizer coisas extremamente graves.". E explicou o seu à vontade: "Não sou militar, não sou político."
Durante uma hora, Aguiar deu uma lição de economia aos nervosamente irrequietos militares presentes (e aos poucos deputados que assistiam), explicando que, para haver modernização, era necessário que Portugal fosse capaz de "dominar ciclos de evolução económica como condição para produzir capacidades efectivas militares". Como isso não acontecia, e ainda por cima os aparelhos estatais caminhavam para a falência, era uma precipitação falar-se em reestruturação militar.
Só depois Aguiar apontou baterias contra os políticos. Segundo o comentador, os partidos sabem muito bem que o "wellfare state" (expressão inglesa para Estado-Providência) tinha os dias contados. Mas, mesmo assim nada faziam para alterar o actual situação: "Todos os partidos prometem mais do mesmo, mas o mais do mesmo já não existe." O ambiente ficou pesado quando afirmou: "O dr. Durão Barroso sabe disto mas não faz nada."
Era por isso mesmo que as coisas não funcionavam em Portugal. "Não eram feitas para funcionar" porque os políticos queriam que tudo ficasse na mesma. Daí que o comentador acabasse por concordar com o general Loureiro dos Santos, ao caracterizar o "Conceito Estratégico de Defesa Nacional" como "mudo" e "inútil". Porque, concluiu, "só serve para disfarçar"
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
domingo, 18 de outubro de 2020
terça-feira, 13 de outubro de 2020
(fotografia do expresso)
Do que acabo de ler no Expresso online, na proposta de OE (Orçamento do Estado) para 2021, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) perde 23 milhões de euros em relação ao valor inicial que tinha inscrito no OE para 2020. Poesia linda!
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Acabou-se a poesia
A opinião de Carlos Branco (Major-General) está bem expressa no artigo publicado n'O Jornal Económico do passado dia 08Out:
"O sindicalismo militar está devidamente consolidado, e nem sequer é questionado, em democracias avançadas, a que Portugal se encontra a uma grande distância".
Caso estejam interessados podem ler o artigo completo seguindo esta ligação.
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
A DIRECTIVA,
a ATRAPALHAÇÃO, o SURURU em CRESCENDO,
o seu CANCELAMENTO
Do alto do edifício rosa pardo ao Restelo, saiu há semanas mais uma “brilhante” obra, sobre obviamente o assunto mais premente no seio da instituição militar.
O DN tem largamente difundido notícias sobre este inenarrável tema; eu e outros decidimos gastar algum tempo com isto.
Em síntese, pariram um aborto a que chamaram directiva, depois, tentaram emendar a mão solicitando às tropas (estou a usar este termo pois é caro a certos personagens....) contributos para melhorar o tal papel a que passaram a chamar "documento de trabalho".
A seguir, o sr Cravinho Jr, afirmou publicamente que não atribuía relevância especial ao documento.
Finalmente, o sr Cravinho Jr, pela sua pena, supõe-se, decidiu cancelar a coisa dando a entender que não tinha tido nada a ver com aquilo. Coisa costumeira neste tipo de políticos.
Mas, chatice, basta ler a tal directiva para se perceber que, como eles gostam sempre de fazer, nos querem fazer de tolos.
Na directiva, aceleradamente transformada em documento de trabalho está lá escrito bem clarinho - está prevista uma medida “Desenvolvimento e implementação de uma estratégia de comunicação no MDN que promova a IMH e a não discriminação”, tendo sido acometida à Secretaria-GeraL a responsabilidade pela “Produção de diretiva contendo orientação sobre a utilização de linguagem não discriminatória e enviada aos serviços centrais, EMGFA e Ramos”.
Se foi cometida à Secretaria - Geral do MDN, foi cometida por alguém, não? Eu não fui!!!!
Que cada um, se quiser, pondere sobre o lindo futuro que nos espera com gente desta.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Falecimento do CMG (R) João P. Basto Ribeiro Ferreira
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Fardamento
Casaco - Casaca
Casaco de Luxo - Casaca de Luxo
Calços - Calças
Peúgos - peúgas
Cuecos - Cuecas
Botos - Botas
Sapatos - Sapatas
Boné - Bonéa
Boino - Boina
Lenço - Lença
Armamento e diversos
Balo - Bala
Munição - Muniçoa
Espingardo - Espingarda
Metralhadoro - Metralhadora
Missil - Missila
Granado - Granada
Explosivo - Explosiva
Paiol - Paiola
Armazém - Armazema
Avião - Avioa
Helicóptero - Helicóptera
Navio - Navia
Oficial - Oficiala
Camarato - Camarata
Medalhos - Medalhas
Louvor - Louvora
Coordenador - Coordenadora (mas utilizar de preferência - a coordenação)
António Cabral
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Almirante Vítor Crespo
Recebido do Cte Pedro Lauret o seguinte comentário, que agradecemos:
"Meus caros editores do blogue “Navio Desarmado”,
Em complemento do post do nosso camarada António Cabral sobre o Parque Almirante Vítor Crespo em Porto de Mós envio alguma informação adicional e fotos para, se entenderem que é de interesse, publicarem.
Após a morte do almirante Vítor Crespo, alguns camaradas e amigos decidiram editar um livro de testemunhos em sua memória, tendo sido publicado em 2015, pela editora Colibri um livro com o título;: “Cidadão e Marinheiro – Livro de Homenagem ao Almirante Vítor Crespo (in memoriam)”, coordenado por Almada Contreiras, João Freire e por mim próprio. O livro foi lançado no Pavilhão da Galeotas. Mais tarde a Câmara de Porto de Mós decidiu atribuir o nome de Almirante Vítor Crespo a um Parque da Cidade, tendo promovido uma série de iniciativas no dia 25 de Abril de 2016, de que destaco:
- Inauguração do Parque Almirante Vítor Crespo, descerramento da placa toponímica com a presença do Presidente da Câmara, viúva, filha e netos do almirante Crespo e outras individualidades. Discursaram então o Presidente da Câmara e a viúva do almirante Crespo, Prof.ª Teresa Barata Salgueiro.
- Sessão solene com a apresentação do livro e outros depoimentos sendo a mesa constituída pelo Presidente da Câmara, filha do almirante Crespo, almirante Vieira Matias, também natural de Porto de Mós, professor João Freire, por mim próprio e ainda o editor do livro dr. Fernando Mão de Ferro.
- Atuação da Banda da Armada.
Em Maio de 2016 a Prof.ª Teresa Barata Salgueiro, viúva do almirante Crespo, e eu próprio fizemos outra apresentação do livro no Museu do Aljube em Lisboa.
Cumprimentos e abraços
Pedro Lauret
DIRECTIVAS do MDN
(retirado da TSF online, suponho que não é "fake news")
Comunicação inclusiva." Governo quer militares a usar linguagem não discriminatória
Diretiva enviada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares prevê que política de comunicação seja "inclusiva em todos os documentos oficiais". Regras aplicam-se não só à escrita, mas também à oralidade e à imagem.
© Maria João Gala/Global Imagens
PorFilipe Santa-Bárbara
29 Setembro, 2020 • 06:45
Em vez de escrever "o coordenador", deverá utilizar-se "a coordenação", em vez de "os participantes", "quem participa", ou até o "sejam bem-vindos" deve ser trocado por "boas vindas a todas as pessoas". Estes são apenas três exemplos que constam da diretiva enviada pelo Ministério da Defesa Nacional ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares.
No documento a que a TSF teve acesso e que é datado de 18 de setembro, o Ministério nota que "na língua portuguesa é comum o recurso à utilização do género masculino para designar as pessoas de ambos os sexos, o que gera indefinições quanto às pessoas, homens e mulheres a que se refere, e torna as mulheres praticamente invisíveis na linguagem".
Por isso, tendo em conta recomendações internacionais (e também nacionais) e para fazer cumprir o plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021, é agora produzida esta diretiva para que a linguagem seja o mais inclusiva e não discriminatória possível.
No plano com 16 páginas, lê-se que o objetivo é "salientar a importância para a utilização de linguagem sensível ao género, dar a conhecer exemplos práticos que previnam a utilização de linguagem discriminatória e contribuir para a eliminação dos estereótipos existentes".
As orientações destinam-se a todos os documentos oficiais, nomeadamente, "decisões de dirigentes e chefes militares e respetivas comunicações internas e externas, incluindo ofícios; informações, pareceres, memorandos e outros documentos de suporte à decisão; instrumentos de gestão; documentos relativos ao recrutamento e à gestão de pessoal; apresentações institucionais e materiais usados em sessões de formação e apresentação; e ainda na comunicação e relações públicas" que engloba entre outras coisas, guiões para cerimónias públicas, convites ou a comunicação nas redes sociais.
Das palavras às fotografias: como tornar a comunicação mais inclusiva
No capítulo da comunicação escrita, a diretiva do governo recomenda que se utilizem as estratégias da "neutralização ou abstração" e da "especificação". Ou seja, no primeiro caso a ideia passa por substituir palavras e expressões por termos neutros: preferir, por exemplo, "data de nascimento" a "nascido em" ou "a classe política" em substituição de "os políticos".
Mas os exemplos seguem com a substituição de nomes por pronomes invariáveis ou outras soluções alternativas. Vamos aos exemplos: em vez de "não recrutará um candidato que..." deverá utilizar-se "não recrutará alguém que..." ou até um "obrigado pela sua colaboração" pode ser substituído por "agradecemos a sua colaboração".
Já a "especificação" é apontada como a "solução a evitar sempre que é adequado recorrer à neutralização ou abstração, uma vez que tem o inconveniente de tornar os textos mais longos e menos elegantes". Ainda assim, a diretiva esclarece que, "num texto inclusivo, nem sempre é possível" evitá-la.
Ora, a especificação do género deve ser privilegiada nomeadamente nos textos relativos a recrutamento de pessoal, formulários administrativos ou alocuções em textos em que o orador pretende vincar que se dirige a homens e mulheres.
Aqui devem ser utilizadas ou as formas duplas ("Estas instalações destinam-se a alunos e alunas..."), a menção "m/f" ou o uso de barras ("O/A") e nunca os parênteses porque, nota o documento, "estes indicam a introdução no texto de um elemento secundário, o que seria contrário ao objetivo de respeitar a igualdade de género".
Também na comunicação visual, as Forças Armadas devem ter em atenção a escolha de imagens que reflitam a diversidade, por exemplo, uma fotografia onde se possam ver mulheres e homens a trabalhar em conjunto.
Mais: imagens que "mostrem pessoas de géneros diferentes em papéis de igual valor", que tenham "homens e mulheres em atividades relevantes", que valorizem a "presença do sexo sub-representado" ou onde seja valorizado que a "instituição não tem preconceitos de género" que, no caso, é ilustrado com uma fotografia de um homem e de uma criança e descrita como "em funções de cuidados familiares".
Sem estipular datas para começar a ter em atenção à linguagem, a diretiva do Ministério da Defesa apenas sublinha que o documento deve ser "divulgado por todas as pessoas da organização". Ou seja, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas e respetivos ramos.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Ps: enquanto trata deste importante assunto, Cravinho Jr tem na área em que formalmente superintende, uma desastrosa situação no Arsenal do Alfeite, uma crescente inoperacionalidade da esquadra nacional, bastando apenas ir ao AA e ver o que lá está. E enquanto isto é produzido, olhe-se ao que se passa nos outros ramos também. Olhe-se ás cativações, etc.
domingo, 27 de setembro de 2020
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
CTEN (Ref) Fernando Ventura Duarte
Foi através d'"A voz da Abita" que fomos informados do falecimento do Cte. Ventura Duarte do "Curso Gonçalves Zarco". Tinha 89 anos.
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.