quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

O apagão


 Apaguemos rapidamente este ano de má memória e entremos em 2021 com a esperança de melhores dias. Este "Navio" deseja a todos os visitantes e colaboradores uma cuidadosa passagem de ano.

FELIZ ANO NOVO

domingo, 27 de dezembro de 2020

Falecimento do V/Alm Alberto Duarte Lopes


Por informação de sua filha Srª. D. Filipa Lopes, o "Navio desarmado" acabou de saber do falecimento de seu Pai, V/Alm Duarte Lopes, no passado dia 23 de Dezembro. Encontrava-se internado no Hospital da Luz e além de vários problemas de saúde, testou positivo para covid 19.

A sua Família, em particular a suas filhas, e aos seus camaradas do curso " Salvador Correia de Sá e Benevides" o "Navio desarmado" apresenta sentidas condolências.

sábado, 26 de dezembro de 2020

CFR Luís Miguel da Quinta Marcão



 Alertados pelo FB lamentamos informar o súbito falecimento , com 51 anos, do Cte Marcão (Curso Comandante Baldaque da Silva).

"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

O possível Natal deste ano

 

"O Navio... desarmado", apesar das circunstâncias invulgares que actualmente nos afligem, não quer deixar de desejar as Boas Festas aos visitantes e colaboradores deste blogue mas que as celebrem com cuidado, cuidado nos contactos, cuidado na vida de todos nós ... protejam-se! Felicidades para todos!

sábado, 19 de dezembro de 2020

 A  SAGA  do ARSENAL  do  ALFEITE

O Arsenal do Alfeite (AA) é um daqueles casos que merece estudo profundo, para se ter a noção rigorosa no que se refere a, incompetências várias, laxismo, degradação, clientelismo, soberba, mentira, desperdício de recursos, descapitalização, destruição, etc.

O AA tem sofrido tratos de polé desde sempre, mas mais particularmente nos últimos anos. O actual ocupante de gabinete no sétimo piso do edifício em frente ao estádio do Restelo é daqueles que mais se tem esmerado no que não deve ser feito.

Vem isto a propósito, não de tão lamentável criatura e dos seus desmandos, não de nunca mais a Marinha criar um trajecto privado para o nº1 do AA ir directo do portão verde ao AA sem ser maçado com cumprimentos militares e paragens, não por outras inúmeras possíveis e pertinentes razões, apenas porque calhou ver num jornaleco, "O Setubalente" de 18 de Dezembro a página 13, um artigo de uma das manas Mórtágua (JM) sobre o AA e com menção explícita a três arsenalistas.

JM recorda a 5ª administração do AA, chefiada por um homem do aparelho socialista, recorda promessas, e até que já existem ansiedades quanto a pagamentos de salários. A actual tutela do AA é pródiga em promessas, em novos modelos de gestão, em virar o Bojador mas, o que se vai observando é, descapitalização e destruição. Nada de espantar vindo de quem vem.

JM diz que o país e a região onde se insere o AA precisam do estaleiro, e termina o artigo dizendo - Portanto, Arsenal do Alfeite para quê? Para cumprir um interesse nacional estratégico. POIS!

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)


CTEN OT (Ref) José Maria Ribeiro

 

Por comunicação (no FB) do seu filho, Paulo Ribeiro, tomou-se conhecimento do falecimento, com 85 anos, do Cte Maria Ribeiro.

"O Navio ... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e a todos os seus amigos e camaradas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro: Fim de comissão da SNMG1

A fragata “Corte-Real” regressa a Lisboa amanhã, dia 15 de Dezembro, após cinco meses e meio de missão como navio-almirante do “Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)”. Desde o dia 30 de Julho, a “Corte-Real”, como navio-almirante do SNMG1, embarcou o Comandante da Força, Comodoro Vizinha Mirones, também da Marinha Portuguesa e o seu Estado-Maior internacional. O SNMG1 é uma das quatro forças navais permanentes da NATO, destinadas a contribuir para a defesa colectiva, apoiando o esforço contínuo de dissuasão e segurança. Sob o Comando português, o SNMG1 integrou navios de nacionalidade canadiana, belga, francesa, dinamarquesa e inglesa. Ao longo de 165 dias de missão e 2350 horas de navegação, o navio português contribuiu activamente para a segurança e conhecimento situacional marítimo nas áreas do Atlântico Norte, Mar do Norte, Mar Báltico e Mar da Noruega, inclusive navegando a Norte do Circulo Polar Ártico. Além do empenhamento em operações reais, participou em vários exercícios internacionais, nomeadamente o JOINT WARRIOR 202, ORCA 20 e o FLOTEX 2020. Destaca-se ainda o embarque, inédito, de um destacamento de helicópteros da Marinha Alemã, com uma aeronave Lynx MK88A, que operou a bordo durante, aproximadamente, três semanas. A “Corte-Real” irá atracar no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, acompanhada pelo navio canadiano “HMCS Toronto”. A cerimónia de receção ao navio será presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Professor Doutor João Gomes Cravinho, estando igualmente presentes o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Mendes Calado, e o Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, Tenente-General Marco Serronha, entre outras entidades civis e militares. Portugal entrega o Comando do SNMG1 ao Canadá no próximo dia 18 de Janeiro, na Base Naval de Lisboa. A fragata “Corte-Real” é comandada pelo Capitão-de-fragata António Jacinto Coelho Gomes e possui uma guarnição de 180 militares, incluindo duas equipas do pelotão de abordagem do Corpo de Fuzileiros, uma equipa de mergulhadores-sapadores e uma equipa médica. (Informação disponibilizada pelo EMGFA)

domingo, 13 de dezembro de 2020

CFR MN (Ref) João Manuel Costa Casqueiro de Sampaio

 

Outra dolorosa notícia transmitida pela "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

É com muita tristeza que damos a conhecer o falecimento do CFRAG Médico Naval, na situação de Reforma, João Manuel C. Casqueiro de Sampaio que ocorreu na passada noite de 9 para 10 de Dezembro (Quarta para Quinta-Feira), tendo o seu funeral tido lugar no dia de hoje no Cemitério de Barcarena.

À sua Família, em particular ao seu irmão C/Almirante Rui M. C. Casqueiro de Sampaio, aos seus Amigos e Camaradas mais chegados, apresentamos as nossas sentidas condolências

Saudações Navais."

"O Navio... desarmado " manifesta o seu pesar por este infausto acontecimento e envia sentidos pêsames à Família do Dr. Casqueiro de Sampaio e aos seus amigos e camaradas.

sábado, 12 de dezembro de 2020

CMG (Ref) Heitor Prudêncio dos Santos Patrício

 

Recebida através de "A Voz da Abita" mais uma triste notícia: 

"Estimados Camaradas,

Chegou ao nosso conhecimento, através de publicações no Facebook, o falecimento que muito lamentamos do CMG Heitor P. dos Santos Patricio, estando previsto o seu funeral para amanhã, Sábado às 14h:30m, no Cemitério dos Olivais.

À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso "Gonçalves Zarco", a que pertencia, e à Classe de Fuzileiros onde granjeou muito respeito e amizades, apresentamos as nossas sentidas condolências."

"O Navio... desarmado" envia sentidos pêsames à Família do Cte Patrício e aos seus amigos e camaradas.

sábado, 5 de dezembro de 2020

CMG SEG (Ref) Manuel Mateus Sales Grade


 Recebemos de "A Voz da Abita" a seguinte triste notícia:

"Estimados Camaradas,

Lamentamos dar a conhecer o falecimento, esta noite, do nosso Camarada CMG (Ref)  Manuel M. Sales Grade, estando previsto que o seu funeral (cremação) tenha lugar no Cemitério dos Olivais, na próxima segunda-feira, pelas 10 horas.

À sua Família, em particular ao seu irmão CMG AN Henrique M. Sales Grade, aos seus Camaradas e Amigos apresentamos as nossas sentidas condolências,

Saudações Navais."

"O Navio... desarmado" associa-se a esta nota de pesar e envia os pêsames à Família do Cte Sales Grade e aos seus amigos e camaradas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Ainda a polémica do "duplo uso"


O Diário de Notícias de hoje publica um artigo do CMG ECN (Ref) Jorge Silva Paulo onde, sob o título " O duplo uso da Marinha. Bálsamo a pedido?", são expostos argumentos que contrariam a bondade do conceito do "duplo uso" da Marinha. 
Quem estiver interessado pode aceder ao texto integral seguindo esta ligação.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

CALM EMQ (Ref) Benjamim Afonso Serra Rodeia


 Este blogue anunciou a 26 deste mês a triste notícia relativa ao falecimento do Eng. Rodeia. Transcrevemos do FB a Memória aí publicada pelo Calm ECN Martins Guerreiro e pelo CFR EMM Jorge Bettencourt:

"O Engenheiro Serra Rodeia chefiou o Gabinete de Estudos na segunda metade da década de 1980. O Guerreiro estava à frente de um dos Departamentos do Gabinete de Estudos e o Bettencourt era um dos seus subordinados. A engenharia na Marinha atravessava um processo de renovação com o programa de construção das fragatas da classe “Vasco da Gama”. Discutia-se a especificação técnica contratual dos novos navios e a Marinha via-se confrontada com um projecto que de uma assentada contemplava as mais modernas tecnologias nas soluções de construção naval, nos sistemas de automação, propulsão e auxiliares, nos sistemas de combate, enfim, dava um enorme salto tecnológico em praticamente todas as áreas. O Gabinete de Estudos prestava apoio e aconselhamento técnico à Missão responsável pela condução do programa de construção das novas fragatas ao mesmo tempo que continuava a cumprir as actividades de rotina relativas aos outros navios da Marinha. O Engenheiro Rodeia tinha assim de conciliar o emprego dos recursos técnicos do Gabinete de Estudos em dois mundos distintos: o das novas tecnologias dos futuros navios e o das tecnologias dos navios construídos na década de 60 para o teatro de operações africano. E foi na gestão desse equilíbrio que ficaram demonstrados o rigor, a competência, a seriedade e o profissionalismo do Engenheiro Rodeia. O Guerreiro só conheceu o Engenheiro Rodeia quando foi seu colaborador directo no Gabinete de Estudos. O Bettencourt conheceu-o antes, quando pouco tempo depois de regressar da pós-graduação nos EUA, já no Gabinete de Estudos, foi nomeado para, em acumulação, dar aulas de Metalurgia ao curso de engenheiros maquinistas navais da Escola Naval, cujo gabinete de formação técnico-profissional era chefiado pelo Engenheiro Rodeia. Homem de poucas palavras mas cordato, demonstrava nas suas intervenções um profundo conhecimento da profissão e que tinha ideias muito claras e reflectidas sobre os objectivos do curso. Voltaram a encontrar-se cinco ou seis anos depois quando o Engenheiro Rodeia, já Contra-Almirante, assumiu o cargo de Chefe do Gabinete de Estudos. O Engenheiro Rodeia lia sempre com extremo cuidado todos os documentos de serviço que o Guerreiro lhe entregava, discutia-os ao pormenor até ficar completamente esclarecido. Não tinha qualquer problema em pedir mais informações em áreas que não dominava, estudando com cuidado os elementos adicionais. Não o fazia por receio de errar, mas sim por desejo e vontade de saber mais e de melhor servir a Marinha. Qualquer nota ou informação para o exterior, tinha de ser cuidadosamente redigida sendo a sua forma o mais simples e clara possível. O Engenheiro Rodeia confiava nos colaboradores mas procurava atingir sempre os melhores padrões e isso levava-os a fazer o melhor que sabiam e podiam. O seu rigor e exigência eram, de facto, os alicerces das relações de forte consideração e amizade que estabelecia com os colaboradores. Sempre que era necessária a intervenção do Gabinete de Estudos no programa de construção das fragatas “Vasco da Gama” em áreas novas para as quais tinha recebido formação académica nos EUA, o Bettencourt era nomeado como seu representante. Dessas intervenções fazia relatórios tão exaustivos quanto possível para o Guerreiro que naturalmente os transmitia ao Engenheiro Rodeia. Inúmeras vezes os chamava ao seu gabinete para pedir esclarecimentos, comentar o que tinha sido feito e aconselhar soluções para os muitos problemas que enfrentávamos. Foi nesse período que o Bettencourt pôde comprovar e beneficiar da sua humildade, da sua sensatez e da sua competência técnica. O Engenheiro Rodeia figura na galeria dos seus melhores mestres sem nunca lhe ter dado uma aula. Quando deixou o cargo por ter atingido o limite de idade, o Engenheiro Rodeia continuou a ser uma referência para o Guerreiro e o Bettencourt. Algum tempo depois, precisaram de conselho num assunto de serviço. Ligaram ao Engenheiro Rodeia que logo se mostrou disponível para se encontrar com eles e, numa das salas do Clube Militar Naval, voltaram a reviver as conversas do Gabinete de Estudos.Mais tarde, o Guerreiro, já Chefe do Gabinete de Estudos, encontrou de novo o Engenheiro Rodeia numa situação deveras curiosa. O Engenheiro Rodeia, na reserva e fora do serviço, pediu para falar com ele e informou-o que era conselheiro técnico de uma empresa que estava a concorrer para fornecer uns salva-vidas à Marinha. O Guerreiro não sabia que o Engenheiro Rodeia dava apoio técnico a tal empresa ma s este entendeu que lhe devia dar conhecimento dessa relação. Disse-lhe ainda que já tinha informado a empresa que não daria qualquer colaboração naquele processo e que os tinha avisado que iam lidar com gente séria, bons profissionais, que não facilitassem ou tentassem quaisquer manobras de vendedores pouco rigorosos do ponto de vista técnico. O Guerreiro ficou muito sensibilizado com a atitude do Engenheiro Rodeia e a sua consideração pelo homem e pelo ex-chefe aumentou ainda mais. Esclarece-se que o concurso dos salva-vidas foi ganho por outra empresa que não aquela com a qual o Engenheiro Rodeia tinha a relação de conselheiro técnico. Foi uma excelente experiência trabalhar com um homem e um engenheiro que liderava pelo exemplo e pelo saber, que sabia aceitar sem dificuldade a opinião e os conhecimentos complementares dos seus subordinados; que valorizava o contributo dos outros e sabia encorajá-los a darem o seu melhor, assumindo sempre as responsabilidades mesmo se algo não corresse tão bem quanto desejado.

Homens como o Contra Almirante Serra Rodeia engrandeceram a Marinha e foram um exemplo para os mais novos. É certo que há muito tempo não conversávamos com o Engenheiro Rodeia, mas sabíamos que o podíamos fazer se precisássemos. Agora é que já não é possível e essa foi a nossa grande perda. 

Martins Guerreiro e Martins Bettencourt

"O Navio... desarmado" associa-se a esta homenagem ao Eng. Serra Rodeia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

RECORDAÇÕES  da  GUINÉ

Entre as recordações tangíveis guardo esta.

António Cabral, 

cAlmirante , reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

CALM EMQ (Ref) Benjamim Afonso Serra Rodeia


 Lamentamos informar que, com 88 anos idade, faleceu esta manhã o Contra-Almirante EMQ Benjamim Afonso Serra Rodeia. O Engenheiro Benjamim Rodeia teve uma longa carreira naval, destacando-se as comissões de embarque no contratorpedeiro Vouga na Guiné e Cabo Verde e na fragata Pacheco Pereira em Moçambique, bem como as comissões feitas nos Serviços de Marinha em Moçambique e como Professor da Escola Naval.

Apresentamos as nossas condolências a todos os seus familiares, em particular aos seus irmãos, os nossos camaradas Comandantes Joaquim Afonso e João António Serra Rodeia, bem como aos oficiais do Curso "Gil Eanes" que ingressaram na Escola Naval em 1951, ao qual pertencia. O seu corpo estará na Igreja do Campo Grande em Lisboa no próximo sábado, dia 28 de Novembro, a partir das 12.00 horas, saindo para o Cemitério dos Olivais pelas 14.15 horas.


A Marinha em Missão no estrangeiro: Exercício no Norte da Europa

A fragata “Corte-Real”, da Marinha de Guerra Portuguesa, concluiu ontem, 25 de Novembro, a sua participação no exercício naval norueguês “Flotex 2020”, integrada no “Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)”. Planeado e executado pelo Comando Naval Norueguês, o “FLOTEX SILVER” decorre usualmente todos os outonos e foca-se, essencialmente, na guerra anti-submarina, tendo por objectivo a condução de operações navais no Mar Ártico, em cooperação com unidades navais NATO. Além de várias unidades navais e aéreas norueguesas, este ano o “FLOTEX SILVER” contou com a participação das fragatas “Corte-Real” e HMCS “Toronto”, da Marinha do Canadá, que compõem presentemente o SNMG1. O empenhamento e emprego do SNMG1, não muito usual no Mar Ártico, contribuiu para o conhecimento situacional marítimo da Aliança em latitudes particularmente elevadas. O reposicionamento do grupo no Alto Norte, em patrulha a norte do “North Cape”, permitiu enviar uma importante mensagem estratégica de apoio às actividades dissuasoras da Aliança. O exercício teve início no dia 16 de Novembro e, durante dez intensos dias de actividade, o helicóptero Lynx alemão, embarcado na fragata portuguesa, revelou-se uma valência decisiva na extensão das capacidades do navio, assim como uma prova da interoperabilidade com marinhas aliadas. Navegando bem a norte do círculo polar ártico, foi testada a resiliência do navio e da sua guarnição, obrigando à adaptação ao ambiente dos fiordes noruegueses e às baixas temperaturas que os acompanham. O SNMG1 é actualmente comandado pelo Comodoro Vizinha Mirones, da Marinha de Guerra Portuguesa, sendo o navio-almirante da Força o NRP “Corte-Real”. Informação do EMGFA

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro: Operação Atalanta

Portugal vai comandar a Força Naval Europeia – Operação Atalanta O Comodoro Diogo Arroteia, da Marinha de Guerra Portuguesa, apoiado por um Estado-Maior constituído por cinco militares também deste ramo das Forças Armadas, irá comandar a Força Naval Europeia – Operação Atalanta (EUNAVFOR – Somália), entre os meses de Dezembro de 2020 e Março de 2021, na área do Corno de África e Oceano Índico. No âmbito das excelentes relações bilaterais existentes entre Espanha e Portugal, os militares da Marinha Portuguesa vão estar embarcados a bordo do navio-chefe da força, o ESPS Reina Sofia, da Armada Espanhola, e durante 4 meses, serão responsáveis por comandar, controlar e coordenar toda a actividade operacional da Operação Atalanta, incluindo os navios e as aeronaves atribuídas à missão. Estes militares portugueses irão realizar uma fase de integração, a bordo do navio-chefe, até à data de assunção do comando da EUNAVFOR – Somália, em 02 de Dezembro. A EUNAVFOR - Somália tem como finalidades proteger os navios do Programa Alimentar Mundial (WFP) e toda a navegação considerada vulnerável, assim como, prevenir actos de pirataria e de roubo no mar. A força terá ainda, como missão, monitorizar as atividades de pesca na costa da Somália e apoiar outras missões da União Europeia e de Organizações Internacionais sediadas na Somália, com vista a melhorar a segurança marítima na região. (Informação do EMGFA)

Novas lanchas da GNR: polémica em tons de Guerra-Fria

 

O Major-General Agostinho Costa (ex-Segundo Comandante da GNR) expõe o seu ponto de vista neste tão candente assunto: as lanchas da GNR e o "duplo uso" da Marinha.

Termina o seu artigo, aparecido no Diário de Notícias de hoje, assim:

Aqueles que bradam contra a capacidade marítima da GNR, sabem também que uma vulnerabilidade neste domínio é fator de alarme social e de quebra de prestígio de Portugal junto dos seus pares da UE, para além de uma porta aberta para soluções onde poderemos deixar de ser os sujeitos principais. Como lenitivo, parece pertinente lembrar a estrofe de Fernando Pessoa, do poema mar Português da Mensagem: "Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor".

Para o ler na íntegra podem seguir esta ligação.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Ainda sobre as lanchas para a GNR

Da autoria do Alm. Castanho Paes foi escrito um muito oportuno e interessante artigo sobre o assunto.

Para o ler, basta carregar AQUI.

domingo, 22 de novembro de 2020

Controlo do Mar sem Marinheiros

 Foi publicado hoje no jornal Público, na sua edição on-line,  um muito interessante artigo de opinião do nosso camarada e Professor do ISCTE João Freire, intitulado "Controlo do Mar sem Marinheiros".
 Para o ler, basta carregar AQUI.

sábado, 21 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no Estrangeiro (Golfo da Guiné)

O NRP "Zaire" participou numa acção contra a pirataria no Golfo da Guiné. O navio patrulha "Zaire", da Marinha Portuguesa, em missão de capacitação operacional da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, respondeu a um pedido de auxílio do navio mercante “Zhen Hua 7”, alvo de um ataque de pirataria na Zona Económica Exclusiva deste país, no passado dia 13 de Novembro. O ataque, que ocorreu a cerca de 80 milhas náuticas a Noroeste da ilha de São Tomé, levou ao rapto de 14 dos 27 tripulantes do navio mercante e fez um ferido devido ao disparo de armas de fogo. O "Zaire" foi activado em resposta a esta situação, que contou ainda com presença no local da fragata italiana "ITS Martinengo" e do patrulha oceânico espanhol "ESPS Tornado". O navio português acompanhou a situação junto do navio mercante, enquanto a fragata italiana prestou assistência ao tripulante ferido e procedeu à evacuação do mesmo para o Hospital. Quando os navios chegaram ao local, os 14 tripulantes raptados já se encontravam em parte incerta. O navio português, actualmente operado por uma guarnição mista, constituída por militares portugueses e santomenses, prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, ilustrando a importância da cooperação bilateral entre estes dois países lusófonos, contribuindo, através de um esforço conjunto, para a segurança na região. (Informação prestada pelo EMGFA)

O duplo uso nas Forças Armadas


 "O duplo uso - civil e militar - das Forças Armadas representa assim uma forma de darmos eficácia à resposta pública a crises civis e eficiência ao necessário investimento nos nossos meios de defesa. É um serviço público que se manifesta de formas diferentes consoante as necessidades."

Desta vez é o MDN, João Gomes Cravinho, a opinar sobre este discutido tema, escrevendo um artigo publicado no Diário de Notícias de hoje. Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Mais uma opinião sobre a "Bojador"

 

A lancha "Bojador" a adquirir pela GNR tem levado a reações opinativas por parte de vários oficiais de Marinha. Desta vez é o Vice-Almirante João Pires Neves que, sob o título "Lanchas da GNR:objectivos distorcidos", publica a sua no "Diário de Notícias de hoje". Para a ler na íntegra basta "clicar" AQUI.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Opinião: Racionalizar ou desbaratar?


 A propósito da aquisição, pela GNR, de uma lancha de fiscalização oceânica ( a Bojador) o Almirante Reis Rodrigues publicou a sua opinião no Diário de Notícias de ontem:

"A GNR vai ter meios para operar no alto mar, não obstante a lógica da criação, em 2007, da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) se basear na ideia bem mais limitada de «garantir a continuidade da observação das leis em terra e no espaço marítimo até ás 12 milhas»."

Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.

Mais um ...


 Passou despercebida a data ... foi ontem, mas há seis anos, que "O Navio... desarmado" foi lançado à água. E tem navegado calmamente, às vezes com calma de mais, num mar chão e sem grandes tormentas. Um muito obrigado aos colaboradores e visitantes que o têm mantido a flutuar.

domingo, 15 de novembro de 2020

1866,  15  NOVEMBRO

Lisboa, fundação do Clube Militar Naval. 

15 Novembro é a data em que por decreto assinado pelo Ministro Visconde da Praia Grande os estatutos do clube foram fixados. 

Uns dias antes, teve lugar uma importante reunião de oficiais de Marinha onde se discutiram prementes problemas de carreira nessa altura existentes. Nessa reunião foi depois apresentado um esboço de estatutos daquele que viria a ser pouco depois o nosso CMN.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro

Fragata portuguesa embarca helicóptero e destacamento da Marinha Alemã no Mar do Norte A fragata “Corte-Real”, da Marinha Portuguesa, a navegar no Mar do Norte, integrada no “Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)” como navio-almirante, embarcou uma aeronave “Lynx MK88” e respetivo destacamento de 19 militares, da Marinha Alemã. Esta é uma cooperação pioneira, que se irá prolongar até ao mês de Dezembro nas águas do Mar da Noruega e a Norte do círculo polar Ártico, onde o navio irá participar no exercício “Flotex-Silver 2020”. O SNMG1 é atualmente comandado pelo Comodoro Vizinha Mirones, sendo o navio-almirante da força, a fragata portuguesa “Corte-Real”, num total de 190 militares da Marinha Portuguesa. O Comando é apoiado por um Estado-Maior internacional composto por 13 militares portugueses e 6 militares de Marinhas aliadas (Alemanha, Canadá, Espanha, Grã-Bretanha, Holanda e Roménia). (Informação prestada pelo EMGFA)

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

A  PROPÓSITO  de  FORÇAS  ARMADAS

Presumindo que alguns não conhecerão, aqui deixo uma síntese interessante de um estudo da AOFA.

Total de efectivos das FA:

2011 - 34524

2013 - 32909

2016 - 28533

2018 - 26800

2020 - 24920 (nº de Junho passado)

Para quem de imediato não tenha presente outros valores, creio não errar ao dizer que, em 1990, o total de efectivos andaria pelos 65000 enquanto, em 2001/2002 seriam cerca de 47000.

Igualmente interessante é o comparativo feito entre FA, GNR, SEF, PSP, PJ, guardas prisionais e polícias municipais. Por alguma inabilidade minha, não estou a conseguir reproduzir aqui o quadro feito pela AOFA com essas comparações, mas vale a pena procurar e meditar.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Anais do Clube Militar Naval

No decorrer da entrega da insígnia de membro-honorário da Ordem de Mérito atribuída ao Clube Militar Naval, no dia 28 de Outubro de 2020, pelas 16h00, no Palácio de Belém, em cerimónia singela e restrita, devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19, Sua Excelência Presidente da República proferiu uma breve alocução que se segue: O Presidente da República ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NA CERIMÓNIA DE CONDECORAÇÕES DO TENENTE-GENERAL JOÃO GUILHERME ROSADO CARTAXO ALVES E DOS ANAIS DO CLUBE MILITAR NAVAL PALÁCIO DE BELÉM, 28 DE OUTUBRO DE 2020 Duas palavras, muito breves, a primeira para o senhor Tenente-General João Guilherme Rosado Cartaxo Alves, naquilo que é, em teoria, uma cerimónia própria da Instituição Militar que ocorre anualmente e que corresponde à vivencia dessa Instituição, mas para dizer que simboliza a força de uma Instituição que é nuclear para a vida do País, e nessa medida o Presidente da República, tal como o fará dentro de dias, a 11 de novembro, como tem feito ao longo do mandato, não perde um ensejo para sublinhar a missão de serviço, a dedicação comunitária e o cumprimento zeloso dos deveres para com a Pátria que caracterizam a Instituição Militar. Os Anais do Clube Militar Naval ao atingirem 150 anos de História representam, eles próprios, História de Portugal, já entraram na História, fizeram História e hoje são História, mas uma História portadora de futuro, como é sempre a verdadeira História. Se virmos bem passaram regimes políticos, regimes económicos, regimes sociais e permaneceu a excelência do contributo que retrata a riqueza, não apenas de um Ramo das nossas Forças Armadas, mas das nossas Forças Armadas em geral e do seu contributo para a História da Pátria comum. Ali encontramos estudos, os mais variados, testemunhos muito diversos, gerações e gerações de investigadores, de pesquisadores, de chefes militares, de personalidades da sociedade civil, com um espírito ecuménico. E esta homenagem de hoje, era uma homenagem inevitável e devida, mas que está virada para o futuro. É uma homenagem ao passado, é um reconhecimento no presente, mas é sobretudo um incentivo para o futuro e a junção simbólica daquilo que é o cumprimento da missão militar, a título singular com aquilo que é o cumprimento da missão militar em termos coletivos, permite nestes tempos de pandemia, nestes tempos de provação, nestes tempos de partilha limitada de um momento tão solene, de tanto jubilo, manter viva uma chama. Essa chama é a gratidão da Pátria, dos portugueses, traduzida pela voz do Presidente da República relativamente às Forças Armadas que tanto nos enobrecem.

domingo, 1 de novembro de 2020

50 anos do Curso Almirante Baptista de Andrade

O Curso Almirante Baptista de Andrade comemorou neste ano de 2020 cinquenta anos de entrada na Escola Naval. Condicionalismos da actual pandemia não lhes permitiu comemorar como pretendiam, nomeadamente realizar a cerimónia que nestas ocasiões costuma ocorrer na Escola Naval (para onde entraram em 1970), que ficará assim adiada sine die esperando uma oportunidade.
Aos elementos do Curso os nossos parabéns.

CMG (Ref) António Manuel Ribeiro Rosa


 Transcrevemos esta notícia recebida através d' "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

Lamentamos dar a conhecer o falecimento do nosso Camarada CMG António M. Ribeiro Rosa que ocorreu esta madrugada no Hospital Amadora-Sintra. O seu corpo estará em velório amanhã segunda-feira a partir da 16 horas numa capela da Igreja de Alfragide, onde será celebrada uma missa de corpo presente pelas 15h30m de terça-feira, dia 3. Em seguida o féretro seguirá para o Crematório de Barcarena estando prevista a sua cremação para as 17:00 h.

À Família do nosso Camarada, em particular a sua Mulher e à sua Filha Ana Isabel e ainda aos seus Camaradas e Amigos, em particular aos do Curso "D. Diniz" apresentamos as nossas sentidas condolências.

Saudações Navais"

"O Navio... desarmado" envia os pêsames a toda a Família do Cte Ribeiro Rosa e aos seus amigos e camaradas.

Nota: "Estimados Camaradas

Por informação acabada de receber, com pedido de publicação,  foi alterado o local onde decorrerá o velório do nosso camarada e que, mantendo-se o mesmo horário, ele terá lugar não na Igreja mas sim numa capela anexa ao Centro Paroquial de Alfragide.

Saudações Navais,

A Voz da Abita" 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro

O capitão-de-mar-e-guerra Diogo Arroteia, acompanhado de uma equipa constituída por mais cinco militares da Marinha Portuguesa, irá comandar a Força Naval Europeia – Operação Atalanta, entre os meses de Dezembro de 2020 e Março de 2021, na área do Corno de África e Oceano Índico. Os militares da Marinha Portuguesa vão estar embarcados a bordo do navio-chefe da força, o ESPS Reina Sofia, da Armada Española, e durante 4 meses, e serão responsáveis por comandar, controlar e coordenar toda a atividade operacional da Operação Atalanta, incluindo os navios e as aeronaves atribuídas à missão. Os militares da Marinha encontram-se actualmente na fase de aprontamento e preparação para a missão. A Operação Atalanta tem como objectivos principais proteger os navios do World Food Programme e toda a navegação considerada vulnerável e, ainda, prevenir ataques de pirataria e roubo no mar. A Força terá, ainda, como missão monitorizar as actividades de pesca na costa da Somália e apoiar outras missões da União Europeia e de Organizações Internacionais sediadas na Somália, com vista a melhorar a segurança marítima na região. Informação do EMGFA de 29 DE OUTUBRO DE 2020, 12:22

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Hospital das Forças Armadas

Recebido do Cte Santos Lourenço o seguinte comentário, o que agradecemos:

"Se alguém me dissesse que o Hospital das Forças Armadas tinha agora um número de contacto a começar por 707, portanto serviço de valor acrescentado, eu não só não acreditaria como chamaria imbecil  e detractor da imagem das Forças Armadas ao portador dessa “fake news”… Infelizmente e de acordo com o documento que me fizeram chegar e que junto, concluo que a verdade é bem mais triste do que a que eu quis construir.
Com um abraço do FSLourenço"



 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O QUE ESTÁ DIFERENTE,  HOJE ?
Olhe-se a este texto que recupero dos meus arquivos, e onde sublinho várias partes. Lembrei-me disto depois de ouvir inanidades.

O que está diferente, hoje?
Forças Armadas São Ou Não Prioridade? 
PSD promoveu debate sobre Defesa , Quinta-feira, 19 de Outubro de 2000  
O presidente social-democrata, Durão Barroso, e o deputado Carlos Encarnação, ministro-sombra do PSD para a Defesa, receberam ontem no Hotel Tivoli, em Lisboa, o general Loureiro dos Santos, assim como Joaquim Aguiar, antigo assessor presidencial, e ainda o ex-ministro da Defesa Figueiredo Lopes, para falar sobre "Política de Defesa Nacional". A assistir estava uma constelação de "estrelas" das Forças Armadas (FA) a quem muitas das coisas que ali foram ditas não deve ter agradado.  

O que marcou o debate foi uma intervenção de Joaquim Aguiar, colunista do "Expresso" e ex-assessor dos Presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares. Perante uma plateia de altas patentes, como os generais Espírito Santo, Loureiro dos Santos, Almeida Bruno ou Tomé Pinto, Aguiar fez questão de dizer claramente que havia prioridades mais importantes do que as FA em Portugal: "Estou completamente à vontade para vos dizer coisas extremamente graves.". E explicou o seu à vontade: "Não sou militar, não sou político."  

Durante uma hora, Aguiar deu uma lição de economia aos nervosamente irrequietos militares presentes (e aos poucos deputados que assistiam), explicando que, para haver modernização, era necessário que Portugal fosse capaz de "dominar ciclos de evolução económica como condição para produzir capacidades efectivas militares". Como isso não acontecia, e ainda por cima os aparelhos estatais caminhavam para a falência, era uma precipitação falar-se em reestruturação militar.  

Só depois Aguiar apontou baterias contra os políticos. Segundo o comentador, os partidos sabem muito bem que o "wellfare state" (expressão inglesa para Estado-Providência) tinha os dias contados. Mas, mesmo assim nada faziam para alterar o actual situação: "Todos os partidos prometem mais do mesmo, mas o mais do mesmo já não existe." O ambiente ficou pesado quando afirmou: "O dr. Durão Barroso sabe disto mas não faz nada."  

Era por isso mesmo que as coisas não funcionavam em Portugal. "Não eram feitas para funcionar" porque os políticos queriam que tudo ficasse na mesma. Daí que o comentador acabasse por concordar com o general Loureiro dos Santos, ao caracterizar o "Conceito Estratégico de Defesa Nacional" como "mudo" e "inútil". Porque, concluiu, "só serve para disfarçar"

António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

domingo, 18 de outubro de 2020

terça-feira, 13 de outubro de 2020

O que a Proposta de OE PREVÊ para o MDN


(fotografia do expresso)
Do que acabo de ler no Expresso online, na proposta de OE (Orçamento do Estado) para 2021, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) perde 23 milhões de euros em relação ao valor inicial que tinha inscrito no OE para 2020. Poesia linda!

O Expresso recorda as patéticas palavras do PR e CSFA (cada vez mais um Conhecedor Superficial das Forças Armadas e não o formalmente Comandante Supremo das Forças Armadas) sobre prioridades das Forças Armadas.
Parece que há uns quantos milhões de euros para missões no estrangeiro, as chamadas forças destacadas (aposta estratégica...!?!?!?), que cada vez mais é um pequeno escape sobretudo para o Exército dada a confrangedora situação dentro de portas.
Claro que, em simultâneo, e na senda habitual da descarada ausência de vergonha na cara (mas ainda há gente que acredita neles), e ainda segundo o Expresso, anunciam maravilhas como, "o crescimento efetivo de investimento financiado pela Lei de Programação Militar de 20 milhões de euros", para a aquisição de equipamento para as Forças Armadas. E até destacam a "entrega de viaturas Táticas Ligeiras Blindadas 4×4, a modernização de meia-vida das fragatas e helicópteros de evacuação". Como se não se soubesse que há anos a lei de programação militar leva cortes e cativações sucessivas.
Em ano de pandemia e aflições várias é que tudo vai ser cumprido!!!
TÁ CLARO.
Ah, e também referem verbas para Acção Social Complementar! 
Ou seja, eu que sou mauzinho, e comungo de certas análises, vejo que o sr ministro Cravinho Jr continua com a "poesia" mas cada vez com menos versos!!!. O trágico é que ainda há muitos que acreditam nele, e neles.
Timidamente, parece que começam a surgir envergonhadas sugestões para a sua demissão (coisa que ele não fará).
Uma coisa estou certo, com um gabinete que dizem ser o 2º do governo com mais gente, com um secretário - geral do ministério muito atento aos principais problemas dificuldades e prioridades das Forças Armadas (sim porque o MDN trata apenas das FA, sempre assim foi, defesa nacional é muito mais que o pilar militar) estou certo que a instituição militar terá um ano de 2021 sem grandes dificuldades.
António Cabral 
calmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Acabou-se a poesia


 A opinião de Carlos Branco (Major-General) está bem expressa no artigo publicado n'O Jornal Económico do passado dia 08Out: 

"O sindicalismo militar está devidamente consolidado, e nem sequer é questionado, em democracias avançadas, a que Portugal se encontra a uma grande distância".

Caso estejam interessados podem ler o artigo completo seguindo esta ligação.

sábado, 3 de outubro de 2020

A DIRECTIVA

a ATRAPALHAÇÃO, o SURURU em CRESCENDO

o seu CANCELAMENTO

Do alto do edifício rosa pardo ao Restelo, saiu há semanas mais uma “brilhante” obra, sobre obviamente o assunto mais premente no seio da instituição militar.

O DN tem largamente difundido notícias sobre este inenarrável tema; eu e outros decidimos gastar algum tempo com isto.

Em síntese, pariram um aborto a que chamaram directiva, depois, tentaram emendar a mão solicitando às tropas (estou a usar este termo pois é caro a certos personagens....) contributos para melhorar o tal papel a que passaram a chamar "documento de trabalho".

A seguir, o sr Cravinho Jr, afirmou publicamente que não atribuía relevância especial ao documento.

Finalmente, o sr Cravinho Jr, pela sua pena, supõe-se, decidiu cancelar a coisa dando a entender que não tinha tido nada a ver com aquilo. Coisa costumeira neste tipo de políticos.

Mas, chatice, basta ler a tal directiva para se perceber que, como eles gostam sempre de fazer, nos querem fazer de tolos.

Na directiva, aceleradamente transformada em documento de trabalho está lá escrito bem clarinho - está prevista uma medida “Desenvolvimento e implementação de uma estratégia de comunicação no MDN que promova a IMH e a não discriminação”, tendo sido acometida à Secretaria-GeraL a responsabilidade pela “Produção de diretiva contendo orientação sobre a utilização de linguagem não discriminatória e enviada aos serviços centrais, EMGFA e Ramos”.

Se foi cometida à Secretaria - Geral do MDN, foi cometida por alguém, não? Eu não fui!!!!

Que cada um, se quiser, pondere sobre o lindo futuro que nos espera com gente desta.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Falecimento do CMG (R) João P. Basto Ribeiro Ferreira



Chegou-nos pela "Voz da Abita", a triste notícia do falecimento no dia 30 de Setembro, do CMG (R) João P. Basto Ribeiro Ferreira. 
Hoje, sexta~feira, será celebrada pela 10h:30m  uma Missa de Corpo Presente (Igreja de Carcavelos) após a qual o funeral seguirá para o Cemitério de Alcabideche.
O "Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências a toda a sua Família, em particular ao seu irmão,  C/Almirante Luís P. B. Ribeiro Ferreira, a todos os seus muitos Amigos, particularmente aos seus Camaradas do Curso "Hermenegildo Capelo".

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

RECOMENDAÇÃO do MDN CRAVINHO JR

LINGUAGEM,  INCLUSIVA,  NÃO HOMOFÓBICA, 
NÃO SEXISTA,  NÃO DISCRIMINATÓRIA

Fardamento
Casaco - Casaca
Casaco de Luxo - Casaca de Luxo
Calços - Calças
Peúgos - peúgas
Cuecos - Cuecas
Botos - Botas
Sapatos - Sapatas
Chinelos - Chinelas
Boné - Bonéa
Boino - Boina
Lenço - Lença
Camiso - Camisa
Gravato - Gravata

Armamento e diversos
Balo - Bala
Munição - Muniçoa
Espingardo - Espingarda
Metralhadoro - Metralhadora
Missil - Missila
Granado - Granada
Explosivo - Explosiva
Paiol - Paiola
Armazém - Armazema
Avião - Avioa
Helicóptero - Helicóptera
Navio - Navia
Oficial - Oficiala
Sargento - Sargenta
Cabo - Caba
Praço - Praça
Aluno - Aluna
Camarato - Camarata
Medalhos - Medalhas
Louvor - Louvora
Veículo - Veícula
Camião - Camiona
Armário - Armária
Secretário - Secretária
Diplomo - Diploma
Chefe - Chefa
Almirante - Almiranta
General - Generala
Documentos - Documentas
Memorandos - Memorandas
Directivo - Directiva

Escrita, Oralidade, Imagem
Coordenador - Coordenadora 
(mas utilizar de preferência - a coordenação)
Sejam bem vindos - Sejam bem vindas (mas utilizar de preferência a expressão boas vindas a todas as pessoas)
Homens - Mulheres (as mulheres devem estar permanentemente visíveis, pois há o receio das mulheres podem ficar invisíveis como até aqui se verificava na linguagem)
Relações Públicas - evitar usar esta expressão, pois pode ser entendida como insinuação sexista ainda por cima em público; usar de preferência - informação a passar aos nossos amigos jornalistos e jornalistas
CONVITES - evitar usar este termo pois pode ser mal entendido
FOTOGRAFIA - escolher sempre o lado mais radioso e jeitoso dos fotografados e das fotografadas, não se devendo fotografar só um homem ou só uma mulher
CLASSE Política - evitar usar esta frase, pois os exemplos de falta de classe são inúmeros
CRECHES nas UNIDADES- evitar referir este assunto pois ainda não há relatório preliminar sobre esta anunciada decisão

António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Almirante Vítor Crespo

 Recebido do Cte Pedro Lauret o seguinte comentário, que agradecemos:

"Meus caros editores do blogue “Navio Desarmado”,

Em complemento do post do nosso camarada António Cabral sobre o Parque Almirante Vítor Crespo em Porto de Mós envio alguma informação adicional e fotos para, se entenderem que é de interesse, publicarem. 

Após a morte do almirante Vítor Crespo, alguns camaradas e amigos decidiram editar um livro de testemunhos em sua memória, tendo sido publicado em 2015, pela editora Colibri um livro com o título;: “Cidadão e Marinheiro – Livro de Homenagem ao Almirante Vítor Crespo (in memoriam)”, coordenado por Almada Contreiras, João Freire e por mim próprio. O livro foi lançado no Pavilhão da Galeotas. Mais tarde a Câmara de Porto de Mós decidiu atribuir o nome de Almirante Vítor Crespo a um Parque da Cidade, tendo promovido uma série de iniciativas no dia 25 de Abril de 2016, de que destaco:

- Inauguração do Parque Almirante Vítor Crespo, descerramento da placa toponímica com a presença do Presidente da Câmara, viúva, filha e netos do almirante Crespo e outras individualidades. Discursaram então o Presidente da Câmara e a viúva do almirante Crespo, Prof.ª Teresa Barata Salgueiro.

- Sessão solene com a apresentação do livro e outros depoimentos sendo a mesa constituída pelo Presidente da Câmara, filha do almirante Crespo, almirante Vieira Matias, também natural de Porto de Mós, professor João Freire, por mim próprio e ainda o editor do livro dr. Fernando Mão de Ferro. 

- Atuação da Banda da Armada.

Em Maio de 2016 a Prof.ª Teresa Barata Salgueiro, viúva do almirante Crespo, e eu próprio fizemos outra apresentação do livro no Museu do Aljube em Lisboa. 

Cumprimentos e abraços

Pedro Lauret



DIRECTIVAS do MDN

(retirado da TSF online, suponho que não é "fake news")

Comunicação inclusiva." Governo quer militares a usar linguagem não discriminatória

Diretiva enviada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares prevê que política de comunicação seja "inclusiva em todos os documentos oficiais". Regras aplicam-se não só à escrita, mas também à oralidade e à imagem.


© Maria João Gala/Global Imagens
PorFilipe Santa-Bárbara
29 Setembro, 2020 • 06:45

Em vez de escrever "o coordenador", deverá utilizar-se "a coordenação", em vez de "os participantes", "quem participa", ou até o "sejam bem-vindos" deve ser trocado por "boas vindas a todas as pessoas". Estes são apenas três exemplos que constam da diretiva enviada pelo Ministério da Defesa Nacional ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares.

No documento a que a TSF teve acesso e que é datado de 18 de setembro, o Ministério nota que "na língua portuguesa é comum o recurso à utilização do género masculino para designar as pessoas de ambos os sexos, o que gera indefinições quanto às pessoas, homens e mulheres a que se refere, e torna as mulheres praticamente invisíveis na linguagem".

Por isso, tendo em conta recomendações internacionais (e também nacionais) e para fazer cumprir o plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021, é agora produzida esta diretiva para que a linguagem seja o mais inclusiva e não discriminatória possível.

No plano com 16 páginas, lê-se que o objetivo é "salientar a importância para a utilização de linguagem sensível ao género, dar a conhecer exemplos práticos que previnam a utilização de linguagem discriminatória e contribuir para a eliminação dos estereótipos existentes".

As orientações destinam-se a todos os documentos oficiais, nomeadamente, "decisões de dirigentes e chefes militares e respetivas comunicações internas e externas, incluindo ofícios; informações, pareceres, memorandos e outros documentos de suporte à decisão; instrumentos de gestão; documentos relativos ao recrutamento e à gestão de pessoal; apresentações institucionais e materiais usados em sessões de formação e apresentação; e ainda na comunicação e relações públicas" que engloba entre outras coisas, guiões para cerimónias públicas, convites ou a comunicação nas redes sociais.
Das palavras às fotografias: como tornar a comunicação mais inclusiva

No capítulo da comunicação escrita, a diretiva do governo recomenda que se utilizem as estratégias da "neutralização ou abstração" e da "especificação". Ou seja, no primeiro caso a ideia passa por substituir palavras e expressões por termos neutros: preferir, por exemplo, "data de nascimento" a "nascido em" ou "a classe política" em substituição de "os políticos".

Mas os exemplos seguem com a substituição de nomes por pronomes invariáveis ou outras soluções alternativas. Vamos aos exemplos: em vez de "não recrutará um candidato que..." deverá utilizar-se "não recrutará alguém que..." ou até um "obrigado pela sua colaboração" pode ser substituído por "agradecemos a sua colaboração".

Já a "especificação" é apontada como a "solução a evitar sempre que é adequado recorrer à neutralização ou abstração, uma vez que tem o inconveniente de tornar os textos mais longos e menos elegantes". Ainda assim, a diretiva esclarece que, "num texto inclusivo, nem sempre é possível" evitá-la.

Ora, a especificação do género deve ser privilegiada nomeadamente nos textos relativos a recrutamento de pessoal, formulários administrativos ou alocuções em textos em que o orador pretende vincar que se dirige a homens e mulheres.

Aqui devem ser utilizadas ou as formas duplas ("Estas instalações destinam-se a alunos e alunas..."), a menção "m/f" ou o uso de barras ("O/A") e nunca os parênteses porque, nota o documento, "estes indicam a introdução no texto de um elemento secundário, o que seria contrário ao objetivo de respeitar a igualdade de género".

Também na comunicação visual, as Forças Armadas devem ter em atenção a escolha de imagens que reflitam a diversidade, por exemplo, uma fotografia onde se possam ver mulheres e homens a trabalhar em conjunto.

Mais: imagens que "mostrem pessoas de géneros diferentes em papéis de igual valor", que tenham "homens e mulheres em atividades relevantes", que valorizem a "presença do sexo sub-representado" ou onde seja valorizado que a "instituição não tem preconceitos de género" que, no caso, é ilustrado com uma fotografia de um homem e de uma criança e descrita como "em funções de cuidados familiares".

Sem estipular datas para começar a ter em atenção à linguagem, a diretiva do Ministério da Defesa apenas sublinha que o documento deve ser "divulgado por todas as pessoas da organização". Ou seja, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas e respetivos ramos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)


Ps: enquanto trata deste importante assunto,  Cravinho Jr tem na área em que formalmente superintende, uma desastrosa situação no Arsenal do Alfeite, uma crescente inoperacionalidade da esquadra nacional, bastando apenas ir ao AA e ver o que lá está. E enquanto isto é produzido, olhe-se ao que se passa nos outros ramos também. Olhe-se ás cativações, etc.

domingo, 27 de setembro de 2020

ALMIRANTE  TRIGUEIROS  CRESPO


António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

CTEN (Ref) Fernando Ventura Duarte


 Foi através d'"A voz da Abita" que fomos informados do falecimento do Cte. Ventura Duarte do "Curso Gonçalves Zarco". Tinha 89 anos.

"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.