Copio uma carta de um camarada de armas, do Exército, endereçada aos CEMGFA e CEME, com conhecimento à AOFA. Creio que motivada por uma "gota de água" que terá sido uma notícia de que um instruendo teria sido obrigado a comer terra. Os bold são da minha responsabilidade.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Nota Introdutória da responsabilidade da AOFA
O Coronel João Andrade da Silva dirigiu aos Exmos Senhores Generais CEMGFA e CEME uma mensagem da qual deu conhecimento à AOFA, facto que registamos, agradecemos e
que nos leva a tornar pública, quer dada a sua relevância quer o facto de a considerarmos perfeitamente adequada face ao momento que vivemos e à necessidade imperiosa de defender, por justiça elementar, a Instituição Militar que nos orgulhamos de Servir.
A MORTE DOS NOSSOS CAMARADAS MILITARES
Exmos Senhores Oficiais Generais, Senhor General CEMGFA, , senhor general CEME Meus Generais
Como militar, antigo instrutor, acompanhante de comandos , pára-quedistas e tropas de combate normal, em várias situações e teatros de operações sinto-me revoltado, impotente e francamente muito mal, como militar, mas também, como cidadão e psicólogo quer em relação aos nossos camaradas mortos, aos nossos camaradas comandantes e às suas famílias pelo ambiente tóxico que está criado em torno do caso dos instruendos comando, pelo que solicito aos meus generais que se desfaça ou confirme estes indícios de crime.
Não podemos, e creio não DEVEMOS esperar muito mais. O prestigio e a honra do Exército e das Forças Armadas e a nossa honra e dignidade individual não permitem este vergonhoso massacre informativo, (a) pelo que, em relação ao que se apontam como infractores dos nossos códigos: ou há ou não indícios que confirmam ou infirmam estas noticias, aliás, como sabíamos, perante tais queixas, no caso de haver alguma confirmação, o/os visado(s) já estariam suspenso de funções, se não estão é porque não nenhum indicio, logo, este facto, na minha opinião, sem a violação do segredo de justiça, deve ser revelado, porque um valor mais alto está posto em causa - a NOBREZA DA INSTITUIÇÃO MILITAR E DO SERVIÇO MILITAR À PÁTRIA.
Meus Generais
Não sei quantos camaradas se dirigem aos meus generais, não sou porta-voz de ninguém, e penitencio-me pela minha ousadia de vos comunicar o meu sentir, embora, algumas vezes, fique sem resposta, mas como nos disseram grandes generais do Exército, como o Sr. General Loureiro dos Santos, cada um, e todos, devem realizar plenamente os seus deveres e direitos, perspectiva em que sempre me coloquei, como é conhecido. Mas também, como psicólogo militar, que auscultei o sentir profundo de dezenas dos nossos camaradas oficiais e centenas de militares, não posso deixar de referir aos meus Generais, o que, nem seria necessário, que estas noticias desprestigiantes afectam o nosso bem - estar moral e a nossa honra, como cidadãos militares e a dignidade e honra da Instituição Militar.
No cumprimento do dever militar da lealdade
Com elevada consideração e respeito
João António Andrade da Silva
Coronel artilharia/psicólogo militar situação militar reforma Conhecimento a AOFA
(a) Noticia http://www.msn.com/pt-pt/noticias/videos/militar-morto-nos-comandos-obrigado-a- comer-terra-quando-j%C3%A1-sofria-convuls%C3%B5es/vi-BBwwqYJ?ocid=spartandhp
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.