Não só manteve a legislação, não só se opôs a alterações, como também manteve toda a estrutura e quadros e pessoal do MDN com particular relevo para o super director - geral do pessoal e infraestruturas, que lá permanece de pedra e cal. Curiosamente, se a memória não me atraiçoa, um quadro do CDS. Mas ainda mais interessante, a audição do CEME e do MDN. O CEME, ao que se diz, expressamente ilibou o MDN. Porquê? Nem já me interessa mas, se o CEME não o tivesse feito, pessoalmente considero inaceitável essas considerações, aposto que o MDN teria exigido audição à porta fechada. É o que temos. António Cabral, cAlmirante, reformado (chapéus há muitos)
Antes de quaisquer resultados do processo de investigação em curso, o CEME não só procurou ilibar totalmente o MDN, como foi peremptório em responsabilizar comandos seus subordinados pelos graves factos ocorridos. Com tal atitude, infelizmente pareceu que o CEME estava mais interessado em ilibar o MDN do que em proteger a instituição militar.
Recebido o seguinte comentário: "Meus caros Não consigo perceber o que é que o poder político tem a ver com a atribuição da responsabilidade pela segurança de umas instalações militares conferida a 5 comandos, aliás custa-me a perceber como é que esses 5 comandantes aceitaram tal situação que, mais tarde ou mais cedo, iria certamente trazer problemas . Não me é igualmente compreensível que os cortes orçamentais possam, em qualquer situação, justificar a ausência de vigilância de paióis de armamento. Algumas das hipóteses que já vi avançadas, de que o material em causa não teria entrado nos paióis e tudo não passaria de acerto de inventários, ou de que o material havia sido retirado por diversas vezes, são de tal forma inconcebíveis que me recuso sequer a considerá-las Para mim, por tudo o que tenho lido e ouvido, é por demais evidente que os militares cometeram um erro, e não pequeno, tentar fazer esquecer isso é, no meu entender, um mau serviço que se presta às Forças Armadas .
Ainda não se conhecem os resultados das investigações para se saber ao certo o que se passou e a quem atribuir culpas. Se houve roubo, há culpa de quem tinha a responsabilidade da guarda dos paióis. Se dispunha de meios suficientes, não os utilizou convenientemente. E, se não os tinha, deveria ter comunicado tal superiormente e solicitado o que carecia. Mas, se o fez e não lho deram, há culpa também de quem tinha poder para lhos fornecer e atempadamente, ou seja, do poder político. E, segundo o que consta, já eram conhecidas há muito as insuficiências de pessoal e de material, com cerca e sistema electrónico de vigilância há anos degradados, com a substituição deste previsto até na LPM só para 2018. Mas, é hoje e só hoje que terão chegado à conclusão da necessidade de desactivação de Tancos! E só depois do que já se gastou com a cerca, depois de terem inscrito na LPM verba para o sistema electrónico! Granel em catadupa. Indesculpável.
Não só manteve a legislação, não só se opôs a alterações, como também manteve toda a estrutura e quadros e pessoal do MDN com particular relevo para o super director - geral do pessoal e infraestruturas, que lá permanece de pedra e cal. Curiosamente, se a memória não me atraiçoa, um quadro do CDS.
ResponderEliminarMas ainda mais interessante, a audição do CEME e do MDN. O CEME, ao que se diz, expressamente ilibou o MDN. Porquê? Nem já me interessa mas, se o CEME não o tivesse feito, pessoalmente considero inaceitável essas considerações, aposto que o MDN teria exigido audição à porta fechada.
É o que temos. António Cabral, cAlmirante, reformado (chapéus há muitos)
Totalmente de acordo. E também manteve mais gente, como a administradora do IASFA.
EliminarAntes de quaisquer resultados do processo de investigação em curso, o CEME não só procurou ilibar totalmente o MDN, como foi peremptório em responsabilizar comandos seus subordinados pelos graves factos ocorridos. Com tal atitude, infelizmente pareceu que o CEME estava mais interessado em ilibar o MDN do que em proteger a instituição militar.
ResponderEliminarRecebido o seguinte comentário:
ResponderEliminar"Meus caros
Não consigo perceber o que é que o poder político tem a ver com a atribuição da responsabilidade pela segurança de umas instalações militares conferida a 5 comandos, aliás custa-me a perceber como é que esses 5 comandantes aceitaram tal situação que, mais tarde ou mais cedo, iria certamente trazer problemas .
Não me é igualmente compreensível que os cortes orçamentais possam, em qualquer situação, justificar a ausência de vigilância de paióis de armamento. Algumas das hipóteses que já vi avançadas, de que o material em causa não teria entrado nos paióis e tudo não passaria de acerto de inventários, ou de que o material havia sido retirado por diversas vezes, são de tal forma inconcebíveis que me recuso sequer a considerá-las
Para mim, por tudo o que tenho lido e ouvido, é por demais evidente que os militares cometeram um erro, e não pequeno, tentar fazer esquecer isso é, no meu entender, um mau serviço que se presta às Forças Armadas .
E. Gomes"
Ainda não se conhecem os resultados das investigações para se saber ao certo o que se passou e a quem atribuir culpas. Se houve roubo, há culpa de quem tinha a responsabilidade da guarda dos paióis. Se dispunha de meios suficientes, não os utilizou convenientemente. E, se não os tinha, deveria ter comunicado tal superiormente e solicitado o que carecia. Mas, se o fez e não lho deram, há culpa também de quem tinha poder para lhos fornecer e atempadamente, ou seja, do poder político. E, segundo o que consta, já eram conhecidas há muito as insuficiências de pessoal e de material, com cerca e sistema electrónico de vigilância há anos degradados, com a substituição deste previsto até na LPM só para 2018.
ResponderEliminarMas, é hoje e só hoje que terão chegado à conclusão da necessidade de desactivação de Tancos! E só depois do que já se gastou com a cerca, depois de terem inscrito na LPM verba para o sistema electrónico!
Granel em catadupa. Indesculpável.