quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Novas lanchas da GNR: polémica em tons de Guerra-Fria

 

O Major-General Agostinho Costa (ex-Segundo Comandante da GNR) expõe o seu ponto de vista neste tão candente assunto: as lanchas da GNR e o "duplo uso" da Marinha.

Termina o seu artigo, aparecido no Diário de Notícias de hoje, assim:

Aqueles que bradam contra a capacidade marítima da GNR, sabem também que uma vulnerabilidade neste domínio é fator de alarme social e de quebra de prestígio de Portugal junto dos seus pares da UE, para além de uma porta aberta para soluções onde poderemos deixar de ser os sujeitos principais. Como lenitivo, parece pertinente lembrar a estrofe de Fernando Pessoa, do poema mar Português da Mensagem: "Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor".

Para o ler na íntegra podem seguir esta ligação.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Ainda sobre as lanchas para a GNR

Da autoria do Alm. Castanho Paes foi escrito um muito oportuno e interessante artigo sobre o assunto.

Para o ler, basta carregar AQUI.

domingo, 22 de novembro de 2020

Controlo do Mar sem Marinheiros

 Foi publicado hoje no jornal Público, na sua edição on-line,  um muito interessante artigo de opinião do nosso camarada e Professor do ISCTE João Freire, intitulado "Controlo do Mar sem Marinheiros".
 Para o ler, basta carregar AQUI.

sábado, 21 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no Estrangeiro (Golfo da Guiné)

O NRP "Zaire" participou numa acção contra a pirataria no Golfo da Guiné. O navio patrulha "Zaire", da Marinha Portuguesa, em missão de capacitação operacional da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, respondeu a um pedido de auxílio do navio mercante “Zhen Hua 7”, alvo de um ataque de pirataria na Zona Económica Exclusiva deste país, no passado dia 13 de Novembro. O ataque, que ocorreu a cerca de 80 milhas náuticas a Noroeste da ilha de São Tomé, levou ao rapto de 14 dos 27 tripulantes do navio mercante e fez um ferido devido ao disparo de armas de fogo. O "Zaire" foi activado em resposta a esta situação, que contou ainda com presença no local da fragata italiana "ITS Martinengo" e do patrulha oceânico espanhol "ESPS Tornado". O navio português acompanhou a situação junto do navio mercante, enquanto a fragata italiana prestou assistência ao tripulante ferido e procedeu à evacuação do mesmo para o Hospital. Quando os navios chegaram ao local, os 14 tripulantes raptados já se encontravam em parte incerta. O navio português, actualmente operado por uma guarnição mista, constituída por militares portugueses e santomenses, prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, ilustrando a importância da cooperação bilateral entre estes dois países lusófonos, contribuindo, através de um esforço conjunto, para a segurança na região. (Informação prestada pelo EMGFA)

O duplo uso nas Forças Armadas


 "O duplo uso - civil e militar - das Forças Armadas representa assim uma forma de darmos eficácia à resposta pública a crises civis e eficiência ao necessário investimento nos nossos meios de defesa. É um serviço público que se manifesta de formas diferentes consoante as necessidades."

Desta vez é o MDN, João Gomes Cravinho, a opinar sobre este discutido tema, escrevendo um artigo publicado no Diário de Notícias de hoje. Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Mais uma opinião sobre a "Bojador"

 

A lancha "Bojador" a adquirir pela GNR tem levado a reações opinativas por parte de vários oficiais de Marinha. Desta vez é o Vice-Almirante João Pires Neves que, sob o título "Lanchas da GNR:objectivos distorcidos", publica a sua no "Diário de Notícias de hoje". Para a ler na íntegra basta "clicar" AQUI.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Opinião: Racionalizar ou desbaratar?


 A propósito da aquisição, pela GNR, de uma lancha de fiscalização oceânica ( a Bojador) o Almirante Reis Rodrigues publicou a sua opinião no Diário de Notícias de ontem:

"A GNR vai ter meios para operar no alto mar, não obstante a lógica da criação, em 2007, da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) se basear na ideia bem mais limitada de «garantir a continuidade da observação das leis em terra e no espaço marítimo até ás 12 milhas»."

Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.

Mais um ...


 Passou despercebida a data ... foi ontem, mas há seis anos, que "O Navio... desarmado" foi lançado à água. E tem navegado calmamente, às vezes com calma de mais, num mar chão e sem grandes tormentas. Um muito obrigado aos colaboradores e visitantes que o têm mantido a flutuar.

domingo, 15 de novembro de 2020

1866,  15  NOVEMBRO

Lisboa, fundação do Clube Militar Naval. 

15 Novembro é a data em que por decreto assinado pelo Ministro Visconde da Praia Grande os estatutos do clube foram fixados. 

Uns dias antes, teve lugar uma importante reunião de oficiais de Marinha onde se discutiram prementes problemas de carreira nessa altura existentes. Nessa reunião foi depois apresentado um esboço de estatutos daquele que viria a ser pouco depois o nosso CMN.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro

Fragata portuguesa embarca helicóptero e destacamento da Marinha Alemã no Mar do Norte A fragata “Corte-Real”, da Marinha Portuguesa, a navegar no Mar do Norte, integrada no “Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)” como navio-almirante, embarcou uma aeronave “Lynx MK88” e respetivo destacamento de 19 militares, da Marinha Alemã. Esta é uma cooperação pioneira, que se irá prolongar até ao mês de Dezembro nas águas do Mar da Noruega e a Norte do círculo polar Ártico, onde o navio irá participar no exercício “Flotex-Silver 2020”. O SNMG1 é atualmente comandado pelo Comodoro Vizinha Mirones, sendo o navio-almirante da força, a fragata portuguesa “Corte-Real”, num total de 190 militares da Marinha Portuguesa. O Comando é apoiado por um Estado-Maior internacional composto por 13 militares portugueses e 6 militares de Marinhas aliadas (Alemanha, Canadá, Espanha, Grã-Bretanha, Holanda e Roménia). (Informação prestada pelo EMGFA)

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

A  PROPÓSITO  de  FORÇAS  ARMADAS

Presumindo que alguns não conhecerão, aqui deixo uma síntese interessante de um estudo da AOFA.

Total de efectivos das FA:

2011 - 34524

2013 - 32909

2016 - 28533

2018 - 26800

2020 - 24920 (nº de Junho passado)

Para quem de imediato não tenha presente outros valores, creio não errar ao dizer que, em 1990, o total de efectivos andaria pelos 65000 enquanto, em 2001/2002 seriam cerca de 47000.

Igualmente interessante é o comparativo feito entre FA, GNR, SEF, PSP, PJ, guardas prisionais e polícias municipais. Por alguma inabilidade minha, não estou a conseguir reproduzir aqui o quadro feito pela AOFA com essas comparações, mas vale a pena procurar e meditar.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Anais do Clube Militar Naval

No decorrer da entrega da insígnia de membro-honorário da Ordem de Mérito atribuída ao Clube Militar Naval, no dia 28 de Outubro de 2020, pelas 16h00, no Palácio de Belém, em cerimónia singela e restrita, devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19, Sua Excelência Presidente da República proferiu uma breve alocução que se segue: O Presidente da República ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NA CERIMÓNIA DE CONDECORAÇÕES DO TENENTE-GENERAL JOÃO GUILHERME ROSADO CARTAXO ALVES E DOS ANAIS DO CLUBE MILITAR NAVAL PALÁCIO DE BELÉM, 28 DE OUTUBRO DE 2020 Duas palavras, muito breves, a primeira para o senhor Tenente-General João Guilherme Rosado Cartaxo Alves, naquilo que é, em teoria, uma cerimónia própria da Instituição Militar que ocorre anualmente e que corresponde à vivencia dessa Instituição, mas para dizer que simboliza a força de uma Instituição que é nuclear para a vida do País, e nessa medida o Presidente da República, tal como o fará dentro de dias, a 11 de novembro, como tem feito ao longo do mandato, não perde um ensejo para sublinhar a missão de serviço, a dedicação comunitária e o cumprimento zeloso dos deveres para com a Pátria que caracterizam a Instituição Militar. Os Anais do Clube Militar Naval ao atingirem 150 anos de História representam, eles próprios, História de Portugal, já entraram na História, fizeram História e hoje são História, mas uma História portadora de futuro, como é sempre a verdadeira História. Se virmos bem passaram regimes políticos, regimes económicos, regimes sociais e permaneceu a excelência do contributo que retrata a riqueza, não apenas de um Ramo das nossas Forças Armadas, mas das nossas Forças Armadas em geral e do seu contributo para a História da Pátria comum. Ali encontramos estudos, os mais variados, testemunhos muito diversos, gerações e gerações de investigadores, de pesquisadores, de chefes militares, de personalidades da sociedade civil, com um espírito ecuménico. E esta homenagem de hoje, era uma homenagem inevitável e devida, mas que está virada para o futuro. É uma homenagem ao passado, é um reconhecimento no presente, mas é sobretudo um incentivo para o futuro e a junção simbólica daquilo que é o cumprimento da missão militar, a título singular com aquilo que é o cumprimento da missão militar em termos coletivos, permite nestes tempos de pandemia, nestes tempos de provação, nestes tempos de partilha limitada de um momento tão solene, de tanto jubilo, manter viva uma chama. Essa chama é a gratidão da Pátria, dos portugueses, traduzida pela voz do Presidente da República relativamente às Forças Armadas que tanto nos enobrecem.

domingo, 1 de novembro de 2020

50 anos do Curso Almirante Baptista de Andrade

O Curso Almirante Baptista de Andrade comemorou neste ano de 2020 cinquenta anos de entrada na Escola Naval. Condicionalismos da actual pandemia não lhes permitiu comemorar como pretendiam, nomeadamente realizar a cerimónia que nestas ocasiões costuma ocorrer na Escola Naval (para onde entraram em 1970), que ficará assim adiada sine die esperando uma oportunidade.
Aos elementos do Curso os nossos parabéns.

CMG (Ref) António Manuel Ribeiro Rosa


 Transcrevemos esta notícia recebida através d' "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

Lamentamos dar a conhecer o falecimento do nosso Camarada CMG António M. Ribeiro Rosa que ocorreu esta madrugada no Hospital Amadora-Sintra. O seu corpo estará em velório amanhã segunda-feira a partir da 16 horas numa capela da Igreja de Alfragide, onde será celebrada uma missa de corpo presente pelas 15h30m de terça-feira, dia 3. Em seguida o féretro seguirá para o Crematório de Barcarena estando prevista a sua cremação para as 17:00 h.

À Família do nosso Camarada, em particular a sua Mulher e à sua Filha Ana Isabel e ainda aos seus Camaradas e Amigos, em particular aos do Curso "D. Diniz" apresentamos as nossas sentidas condolências.

Saudações Navais"

"O Navio... desarmado" envia os pêsames a toda a Família do Cte Ribeiro Rosa e aos seus amigos e camaradas.

Nota: "Estimados Camaradas

Por informação acabada de receber, com pedido de publicação,  foi alterado o local onde decorrerá o velório do nosso camarada e que, mantendo-se o mesmo horário, ele terá lugar não na Igreja mas sim numa capela anexa ao Centro Paroquial de Alfragide.

Saudações Navais,

A Voz da Abita" 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro

O capitão-de-mar-e-guerra Diogo Arroteia, acompanhado de uma equipa constituída por mais cinco militares da Marinha Portuguesa, irá comandar a Força Naval Europeia – Operação Atalanta, entre os meses de Dezembro de 2020 e Março de 2021, na área do Corno de África e Oceano Índico. Os militares da Marinha Portuguesa vão estar embarcados a bordo do navio-chefe da força, o ESPS Reina Sofia, da Armada Española, e durante 4 meses, e serão responsáveis por comandar, controlar e coordenar toda a atividade operacional da Operação Atalanta, incluindo os navios e as aeronaves atribuídas à missão. Os militares da Marinha encontram-se actualmente na fase de aprontamento e preparação para a missão. A Operação Atalanta tem como objectivos principais proteger os navios do World Food Programme e toda a navegação considerada vulnerável e, ainda, prevenir ataques de pirataria e roubo no mar. A Força terá, ainda, como missão monitorizar as actividades de pesca na costa da Somália e apoiar outras missões da União Europeia e de Organizações Internacionais sediadas na Somália, com vista a melhorar a segurança marítima na região. Informação do EMGFA de 29 DE OUTUBRO DE 2020, 12:22

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Hospital das Forças Armadas

Recebido do Cte Santos Lourenço o seguinte comentário, o que agradecemos:

"Se alguém me dissesse que o Hospital das Forças Armadas tinha agora um número de contacto a começar por 707, portanto serviço de valor acrescentado, eu não só não acreditaria como chamaria imbecil  e detractor da imagem das Forças Armadas ao portador dessa “fake news”… Infelizmente e de acordo com o documento que me fizeram chegar e que junto, concluo que a verdade é bem mais triste do que a que eu quis construir.
Com um abraço do FSLourenço"



 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O QUE ESTÁ DIFERENTE,  HOJE ?
Olhe-se a este texto que recupero dos meus arquivos, e onde sublinho várias partes. Lembrei-me disto depois de ouvir inanidades.

O que está diferente, hoje?
Forças Armadas São Ou Não Prioridade? 
PSD promoveu debate sobre Defesa , Quinta-feira, 19 de Outubro de 2000  
O presidente social-democrata, Durão Barroso, e o deputado Carlos Encarnação, ministro-sombra do PSD para a Defesa, receberam ontem no Hotel Tivoli, em Lisboa, o general Loureiro dos Santos, assim como Joaquim Aguiar, antigo assessor presidencial, e ainda o ex-ministro da Defesa Figueiredo Lopes, para falar sobre "Política de Defesa Nacional". A assistir estava uma constelação de "estrelas" das Forças Armadas (FA) a quem muitas das coisas que ali foram ditas não deve ter agradado.  

O que marcou o debate foi uma intervenção de Joaquim Aguiar, colunista do "Expresso" e ex-assessor dos Presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares. Perante uma plateia de altas patentes, como os generais Espírito Santo, Loureiro dos Santos, Almeida Bruno ou Tomé Pinto, Aguiar fez questão de dizer claramente que havia prioridades mais importantes do que as FA em Portugal: "Estou completamente à vontade para vos dizer coisas extremamente graves.". E explicou o seu à vontade: "Não sou militar, não sou político."  

Durante uma hora, Aguiar deu uma lição de economia aos nervosamente irrequietos militares presentes (e aos poucos deputados que assistiam), explicando que, para haver modernização, era necessário que Portugal fosse capaz de "dominar ciclos de evolução económica como condição para produzir capacidades efectivas militares". Como isso não acontecia, e ainda por cima os aparelhos estatais caminhavam para a falência, era uma precipitação falar-se em reestruturação militar.  

Só depois Aguiar apontou baterias contra os políticos. Segundo o comentador, os partidos sabem muito bem que o "wellfare state" (expressão inglesa para Estado-Providência) tinha os dias contados. Mas, mesmo assim nada faziam para alterar o actual situação: "Todos os partidos prometem mais do mesmo, mas o mais do mesmo já não existe." O ambiente ficou pesado quando afirmou: "O dr. Durão Barroso sabe disto mas não faz nada."  

Era por isso mesmo que as coisas não funcionavam em Portugal. "Não eram feitas para funcionar" porque os políticos queriam que tudo ficasse na mesma. Daí que o comentador acabasse por concordar com o general Loureiro dos Santos, ao caracterizar o "Conceito Estratégico de Defesa Nacional" como "mudo" e "inútil". Porque, concluiu, "só serve para disfarçar"

António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

domingo, 18 de outubro de 2020

terça-feira, 13 de outubro de 2020

O que a Proposta de OE PREVÊ para o MDN


(fotografia do expresso)
Do que acabo de ler no Expresso online, na proposta de OE (Orçamento do Estado) para 2021, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) perde 23 milhões de euros em relação ao valor inicial que tinha inscrito no OE para 2020. Poesia linda!

O Expresso recorda as patéticas palavras do PR e CSFA (cada vez mais um Conhecedor Superficial das Forças Armadas e não o formalmente Comandante Supremo das Forças Armadas) sobre prioridades das Forças Armadas.
Parece que há uns quantos milhões de euros para missões no estrangeiro, as chamadas forças destacadas (aposta estratégica...!?!?!?), que cada vez mais é um pequeno escape sobretudo para o Exército dada a confrangedora situação dentro de portas.
Claro que, em simultâneo, e na senda habitual da descarada ausência de vergonha na cara (mas ainda há gente que acredita neles), e ainda segundo o Expresso, anunciam maravilhas como, "o crescimento efetivo de investimento financiado pela Lei de Programação Militar de 20 milhões de euros", para a aquisição de equipamento para as Forças Armadas. E até destacam a "entrega de viaturas Táticas Ligeiras Blindadas 4×4, a modernização de meia-vida das fragatas e helicópteros de evacuação". Como se não se soubesse que há anos a lei de programação militar leva cortes e cativações sucessivas.
Em ano de pandemia e aflições várias é que tudo vai ser cumprido!!!
TÁ CLARO.
Ah, e também referem verbas para Acção Social Complementar! 
Ou seja, eu que sou mauzinho, e comungo de certas análises, vejo que o sr ministro Cravinho Jr continua com a "poesia" mas cada vez com menos versos!!!. O trágico é que ainda há muitos que acreditam nele, e neles.
Timidamente, parece que começam a surgir envergonhadas sugestões para a sua demissão (coisa que ele não fará).
Uma coisa estou certo, com um gabinete que dizem ser o 2º do governo com mais gente, com um secretário - geral do ministério muito atento aos principais problemas dificuldades e prioridades das Forças Armadas (sim porque o MDN trata apenas das FA, sempre assim foi, defesa nacional é muito mais que o pilar militar) estou certo que a instituição militar terá um ano de 2021 sem grandes dificuldades.
António Cabral 
calmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Acabou-se a poesia


 A opinião de Carlos Branco (Major-General) está bem expressa no artigo publicado n'O Jornal Económico do passado dia 08Out: 

"O sindicalismo militar está devidamente consolidado, e nem sequer é questionado, em democracias avançadas, a que Portugal se encontra a uma grande distância".

Caso estejam interessados podem ler o artigo completo seguindo esta ligação.

sábado, 3 de outubro de 2020

A DIRECTIVA

a ATRAPALHAÇÃO, o SURURU em CRESCENDO

o seu CANCELAMENTO

Do alto do edifício rosa pardo ao Restelo, saiu há semanas mais uma “brilhante” obra, sobre obviamente o assunto mais premente no seio da instituição militar.

O DN tem largamente difundido notícias sobre este inenarrável tema; eu e outros decidimos gastar algum tempo com isto.

Em síntese, pariram um aborto a que chamaram directiva, depois, tentaram emendar a mão solicitando às tropas (estou a usar este termo pois é caro a certos personagens....) contributos para melhorar o tal papel a que passaram a chamar "documento de trabalho".

A seguir, o sr Cravinho Jr, afirmou publicamente que não atribuía relevância especial ao documento.

Finalmente, o sr Cravinho Jr, pela sua pena, supõe-se, decidiu cancelar a coisa dando a entender que não tinha tido nada a ver com aquilo. Coisa costumeira neste tipo de políticos.

Mas, chatice, basta ler a tal directiva para se perceber que, como eles gostam sempre de fazer, nos querem fazer de tolos.

Na directiva, aceleradamente transformada em documento de trabalho está lá escrito bem clarinho - está prevista uma medida “Desenvolvimento e implementação de uma estratégia de comunicação no MDN que promova a IMH e a não discriminação”, tendo sido acometida à Secretaria-GeraL a responsabilidade pela “Produção de diretiva contendo orientação sobre a utilização de linguagem não discriminatória e enviada aos serviços centrais, EMGFA e Ramos”.

Se foi cometida à Secretaria - Geral do MDN, foi cometida por alguém, não? Eu não fui!!!!

Que cada um, se quiser, pondere sobre o lindo futuro que nos espera com gente desta.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Falecimento do CMG (R) João P. Basto Ribeiro Ferreira



Chegou-nos pela "Voz da Abita", a triste notícia do falecimento no dia 30 de Setembro, do CMG (R) João P. Basto Ribeiro Ferreira. 
Hoje, sexta~feira, será celebrada pela 10h:30m  uma Missa de Corpo Presente (Igreja de Carcavelos) após a qual o funeral seguirá para o Cemitério de Alcabideche.
O "Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências a toda a sua Família, em particular ao seu irmão,  C/Almirante Luís P. B. Ribeiro Ferreira, a todos os seus muitos Amigos, particularmente aos seus Camaradas do Curso "Hermenegildo Capelo".

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

RECOMENDAÇÃO do MDN CRAVINHO JR

LINGUAGEM,  INCLUSIVA,  NÃO HOMOFÓBICA, 
NÃO SEXISTA,  NÃO DISCRIMINATÓRIA

Fardamento
Casaco - Casaca
Casaco de Luxo - Casaca de Luxo
Calços - Calças
Peúgos - peúgas
Cuecos - Cuecas
Botos - Botas
Sapatos - Sapatas
Chinelos - Chinelas
Boné - Bonéa
Boino - Boina
Lenço - Lença
Camiso - Camisa
Gravato - Gravata

Armamento e diversos
Balo - Bala
Munição - Muniçoa
Espingardo - Espingarda
Metralhadoro - Metralhadora
Missil - Missila
Granado - Granada
Explosivo - Explosiva
Paiol - Paiola
Armazém - Armazema
Avião - Avioa
Helicóptero - Helicóptera
Navio - Navia
Oficial - Oficiala
Sargento - Sargenta
Cabo - Caba
Praço - Praça
Aluno - Aluna
Camarato - Camarata
Medalhos - Medalhas
Louvor - Louvora
Veículo - Veícula
Camião - Camiona
Armário - Armária
Secretário - Secretária
Diplomo - Diploma
Chefe - Chefa
Almirante - Almiranta
General - Generala
Documentos - Documentas
Memorandos - Memorandas
Directivo - Directiva

Escrita, Oralidade, Imagem
Coordenador - Coordenadora 
(mas utilizar de preferência - a coordenação)
Sejam bem vindos - Sejam bem vindas (mas utilizar de preferência a expressão boas vindas a todas as pessoas)
Homens - Mulheres (as mulheres devem estar permanentemente visíveis, pois há o receio das mulheres podem ficar invisíveis como até aqui se verificava na linguagem)
Relações Públicas - evitar usar esta expressão, pois pode ser entendida como insinuação sexista ainda por cima em público; usar de preferência - informação a passar aos nossos amigos jornalistos e jornalistas
CONVITES - evitar usar este termo pois pode ser mal entendido
FOTOGRAFIA - escolher sempre o lado mais radioso e jeitoso dos fotografados e das fotografadas, não se devendo fotografar só um homem ou só uma mulher
CLASSE Política - evitar usar esta frase, pois os exemplos de falta de classe são inúmeros
CRECHES nas UNIDADES- evitar referir este assunto pois ainda não há relatório preliminar sobre esta anunciada decisão

António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)