Portugal nem sequer
tem serviço militar obrigatório. E se o tivesse não seria o tempo como
miliciano que lhes daria abrangente competência técnica.
Mas em Portugal toda
a gente “perceberá” de assuntos militares, sejam eles da Marinha, do Exército
ou da Força Aérea.
É o que se deduz da Portaria hoje publicada respeitante ao
Conselho do Ensino Superior Militar:
“Artigo 3.º
Composição
1 — O CESM tem a
seguinte composição:
a) Um representante
do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional, que preside e é
uma personalidade de reconhecido mérito;
b) Um representante
do membro do Governo responsável pela área do ensino superior;
c) Um representante
do CEMGFA;
d) Um representante
do Chefe do Estado -Maior da Armada (CEMA);
e) Um representante
do Chefe do Estado -Maior do Exército (CEME);
f) Um representante
do Chefe do Estado -Maior da Força Aérea (CEMFA);
g) Um representante do Comandante -Geral da GNR;
h) Um representante
da Direção -Geral de Recursos da Defesa Nacional do MDN;
i) Três
personalidades de reconhecido mérito e competência no âmbito de ensino
superior, a designar pelo membro do Governo responsável pela área da defesa
nacional.”
São 5 militares (1
de cada ramo e 1 de qualquer deles) e 5 civis.
Assim, teremos 1 ou
2 de Marinha e 8 ou 9 estranhos à Marinha a “aconselharem” o que deve ser
ensinado aos futuros oficiais de marinha e a almirantes.
Identicamente para oficiais
e generais do Exército ou da Força Aérea.
Gostava que me explicassem
se médicos, engenheiros, juristas, etc., têm idêntico “aconselhamento” para a
sua formação.
António José de Matos Nunes da Silva