A Marinha vai abrir
um novo concurso para fuzileiros por não ter conseguido preencher as vagas.
Há 2 causas
principais para a progressiva insuficiência de voluntários, em especial para
praças: o aumento da escolaridade dos portugueses e a carência de incentivos
face a outras profissões.
O aumento de
escolaridade, sendo bom para o País, reduz o universo dos que, pelas suas
fracas habilitações literárias, não podem concorrer a postos mais altos do que
praças. E ele terá tendência a ser cada vez menor, pelo que há que prever
solução.
Quanto aos
incentivos, têm sido drasticamente reduzidos.
Um militar abdica de
muitos direitos constitucionais dos restantes cidadãos, da plena vivência
familiar, jura até dar a vida se necessário for (e muitos a deram), e arrisca-se
a ficar deficiente, para defesa dos seus concidadãos e dos seus bens.
Mas o poder político,
e não só, passou menorizar a função militar, deixando até de cumprir o que
consta na Lei de Bases da Condição Militar no respeitante a contrapartidas. Exigem
integralmente tudo o que é deveres, mas não cumprem o que lá consta sobre
contrapartidas. O que gostam é do espectáculo de paradas e desfiles, de fazer
figura com governantes estrangeiros em acções externas. Mas não é só isso que
motiva candidatos. E o efeito moral é dramático: alguns pensam: porquê tanto
sacrifício pessoal e familiar para defender quem nos trata mal?
Não foi assim em
tempos, nem é assim na maioria dos países. Mas passou a sê-lo em Portugal.
Infelizmente.
Claro que há sempre jovens
altruístas a concorrer. Que o fazem até com gosto. Mas outros que apenas
pretendem obter um posto de trabalho. Porém, como se constata, são em
quantidade insuficiente.
António
José de Matos Nunes da Silva
C/Alm
Ref
(enviado também para órgãos do poder e comunicação social)
Circunstâncias da vida ditaram que, durante a tarefa em que por períodos ando como controlador de obras, conhecesse e já tenha conversado com um homem novo vizinho agora de familiar meu. Quando se apercebeu que eu era da Marinha disse-me que tinha estado nos FZ mas em 1998 concorreu e entrou facilmente para a GNR. Quando lhe perguntei por - diferenças - sorriu e eu fiquei por aí.
ResponderEliminarAntonio Cabral,
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)