quinta-feira, 29 de setembro de 2022

CONHEÇO - O  BEM

Conheço-o bem. Conheci-o por fora, durante muitos anos. Por dentro também o conheço razoavelmente, há décadas.

Durante anos os navios por onde passei cumpriam o ritual.

Conheço-o por dentro, por circunstâncias da vida, por razões pessoais indirectas. Há mais de três décadas por ali estarem internados os sogros, em ocasiões diferentes.

Estive lá, também, a fotografar os navios a saírem a barra, para grande espanto de CEMA e almirantes da altura, por eu estar num espaço mais que reservado. Ainda por cima com um "canhão" enorme, uma objectiva Nikon de 500. Tenho belíssimas fotografias de várias das nossas unidade navais. Foi no último dia da Marinha em Setúbal.

Voltei lá hoje por razões aborrecidas, fazendo de condutor de "ambulância privada". Mas a vida decorrerá, com serenidade, com paciência, serão 6/ 7 semanas e voltarei ao Outão para celebrar.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

OUTONO JÁ CÁ ANDA

António Cabral

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                                          

Numa grande unidade onde prestei serviço um camarada passava grande parte do seu tempo lamentando -se, entre muitas outras e variadas coisas, da exiguidade do seu vencimento. Acrescente – se que, ou por essa razão, ou devido à sua própria natureza , o camarada em causa podia, sem grande exagero na apreciação, ser classificado como tendo “ uma grande faca para o trabalho “.

Num dia em que os lamentos se centravam essencialmente na exigência de um salário justo, um camarada mais antigo terá retorquido :

Você veja lá o que exige pois, ou muito me engano, ou em vez de receber, ainda terá de pagar”  

E. Gomes

PROPAGANDEADO e REALIDADES

Pessoas, saúde, hospitais, ambulâncias, aflições, a vida.

Realidades do cidadão comum.

António Cabral

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

FOTOGRAFIA

Se não estou enganado Susan Sontag terá afirmado que colecionar fotografias é colecionar o mundo.

E eu concordo em absoluto.

António Cabral

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A  MESA

A mesa, ao cimo das escadas, à direita, por baixo da frondosa figueira, é a mesa conhecida por "mesa do almirante".

Não tem nada a ver com protocolo, betinhos, benzocas, elites, fascistóides, privilégios.

Bom, a realidade é que é um privilégio ter a amizade do dono do restaurante, amizade iniciada fez 16 anos em Julho passado. Faço sempre reserva dois dias antes de cada vez que lá vou jantar ou almoçar. E, com excepção de grande temporal invernoso, é lá que me delicio com a amizade e as conversas do Chefe João Soares e os seus petiscos. É comum sentar-me sem saber o que vou comer. Ele é que manda, e imensas vezes nada do que está na ementa. Vinhos idem!

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)  

terça-feira, 20 de setembro de 2022

A  TRISTE  REALIDADE
A triste realidade em muitos locais do país, prédios e casas abandonadas, a cair aos bocados.
Quando cair em cima de alguém, depois fazem obras!
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

1TEN (Ref) António Aníbal Andrade Baptista Lopes

É com pesar que veiculamos a seguinte notícia de "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

Lamento dar a conhecer o falecimento do nosso camarada Primeiro-Tenente (R) António A. A. Baptista Lopes. O corpo do nosso camarada vai estar em velório na Igreja São João de Deus a partir de hoje, segunda-feira, pelas 18:00h, estando programada a celebração de uma Missa para amanhã, Terça-Feira  dia 20 pelas 09h15m, seguindo o seu funeral pelas 10h50m para o cemitério dos Olivais.

Apresentamos as nossas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso "Diogo Cão" (1957) a que pertencia." 

"O Navio... desarmado" apresenta os pêsames à Família do Tenente Baptista Lopes bem como a todos os seus amigos e camaradas.

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                                    

No início do sec. XX o ensino de natação na Escola Naval era feito “ a seco” ; os alunos eram colocados num banco onde treinavam inicialmente os movimentos de braços e pernas, sendo o treino de respiração efectuado  com o recurso a um recipiente com água  colocado debaixo da cabeça. Conta -se que um dos alunos, antes de ser sujeito a esta aprendizagem, terá declarado ao instrutor que sabia nadar muito bem, obtendo como resposta o seguinte :

 Aqui é que se vai ver se sabe nadar “

E. Gomes

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

TOPONÍMIA

Tenham um bom fim de semana.
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

                                        

Quem navegou pela Guiné sabe bem que, por vezes, o conhecimento de determinadas zonas levava a que os valores obtidos pela sonda, nesses locais, não eram geralmente considerados. Tal facto, quase habitual para quem já por lá andava há algum tempo, constituía motivo de algum receio para quem não estava habituado a tais situações. Numa das LFG ( Lanchas de Fiscalização Grande ) que ali se encontravam, no decurso de um determinado trajecto em que os fundos eram bastante baixos, o sargento que ia informando sobre os valores da sonda  à medida que estes iam diminuindo ia alterando o tom de voz, entrando quase em pânico quando estes chegaram a zero

Tal estado de coisas levou a que o comandante desse a seguinte ordem :

“ Oh Sr. X desligue lá essa m…. da sonda porque está certamente avariada “

E. Gomes

PROMETE....

Ministra da Defesa promete segunda tripulação para os helicópteros da Força Aérea na região

Em cima o título e em baixo a notícia lida nos jornais dos Açores.

A Base Aérea nº 4, nas Lajes, ilha Terceira, deverá ter, até ao final do ano, uma segunda tripulação para operar os helicópteros EH-101, que fazem missões de busca e salvamento.
“Há uma aspiração que as autoridades e as pessoas aqui dos Açores tinham que será concretizada, que é a segunda tripulação dos EH-101”, avançou a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, à margem de uma visita àquela Base.
Também a Marinha Portuguesa terá um segundo salva-vidas nos Açores.
“Até ao final do ano, ou até antes, se for possível, concretizaremos estes dois importantes projetos e desígnios, respondendo, portanto, à resolução dos problemas, continuando a colaborar ativamente com as autoridades locais”, salientou a ministra.
A Força Aérea portuguesa tem dois helicópteros EH-101 Merlin colocados na base aérea número 4, mas apenas uma tripulação fixa.
A atribuição de uma segunda tripulação é uma reivindicação antiga das autoridades regionais.
Em setembro de 2018, o parlamento açoriano aprovou, por unanimidade, um voto de protesto, apresentado pelo PSD/Açores, “pela ausência, na Base das Lajes, de uma segunda tripulação para os helicópteros de busca e salvamento da Força Aérea”.
Tinham já sido aprovados, em 2014 e 2017, outros dois votos com o mesmo teor.
Segundo a ministra da Defesa Nacional, a Força Aérea está a desenvolver “esforços muito grandes” para treinar pilotos, que possam assegurar a segunda tripulação.
“É uma tarefa que tem a ver com os recursos, mas também com os processos complexos de qualificação dos pilotos. A Força Aérea está a desenvolver realmente esforços muito grandes e um trabalho muito intenso no plano do recrutamento e da retenção. Está a treinar pilotos que vão reforçar, de facto, a sua capacidade”, apontou.
Na sua primeira visita aos Açores, Helena Carreiras destacou “a presença muito forte e muito significativa” das Forças Armadas nas regiões autónomas.
“Desempenham missões absolutamente fundamentais, não apenas missões de soberania, mas também missões de apoio à qualidade de vida das populações e esse reconhecimento é muito claro”, frisou.
Em 2022, “a Marinha tem já realizadas 113 missões” de busca e salvamento, superando “todo o número de missões do ano anterior”.
Já a Força Aérea conta com “perto de 250 missões” de transportes médicos, em que os doentes foram transportados entre ilhas ou para o continente português.
“As missões de busca e salvamento, em que a Marinha e a Força Aérea estão evidentemente muito implicadas são missões absolutamente fundamentais e insubstituíveis”, sublinhou Helena Carreiras.
Questionada sobre a data de arranque das obras de requalificação do edifício que vai acolher o Centro do Atlântico, na base aérea número 4, a ministra disse que o projeto está a ser avaliado.
“O Centro do Atlântico está a edificar-se. Fez um trabalho magnífico até agora. Estamos neste momento a analisar as circunstâncias em que vamos desenvolver este projeto de completar a sede na BA4 para depois vir a instalar o centro e a reforçá-lo com uma equipa e com atividades que possam aqui ocorrer, trazendo também os 20 outros países que participam no centro”, adiantou.
A ministra admitiu que o “contexto complexo da guerra” na Ucrânia possa obrigar a “reavaliações do plano inicial”, mas garantiu que a edificação vai avançar.
“Prosseguiremos seguramente a edificar o Centro do Atlântico como um grande projeto que não é apenas da Defesa Nacional, é um projeto verdadeiramente nacional, no sentido em que nos coloca numa relação muito estreita com outros países do Atlântico, para pensar os problemas da Segurança do Atlântico, para capacitar um conjunto de parceiros para melhor defender os nossos recursos e para estabelecer diálogo político e aprofundar o conhecimento”, assegurou.
Oficializado em 2021, por iniciativa do Governo português, o Centro do Atlântico, conta atualmente com 20 países signatários, de Europa, África e América.
O centro terá sede na antiga unidade de saúde da Base das Lajes, que foi utilizada pela Força Aérea norte-americana e ficou desocupada aquando da redução militar que ocorreu a partir de 2015.
Em 2021, o então ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, anunciou um investimento de cerca de três milhões de euros na recuperação do edifício.

Este, um exemplo do "estado" das Forças Armadas.

António Cabral 
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

1 1     S E T E M B R O

"Nunca diga desta água não beberei".

Vem isto a propósito desta data, de trágica memória, em que instrumentos horrendos de outrem materializaram o ódio ao seu semelhante. ÓDIO.

Vem também a propósito de viagens e lazer. 
Porque, de facto, no presente:
- a probabilidade de um dia regressar de avião aos EUA é ínfima, 
- a probabilidade de um dia regressar de avião ao Brasil ou visitar a Argentina é ínfima,
- a probabilidade de um dia por avião regressar a África, ou visitar Ásia ou Austrália é ZERO,
- a probabilidade de ir ao Reino Unido pelo túnel é ZERO,
- a probabilidade de ir ao Reino Unido de avião é baixa,
- a probabilidade de regressar de avião à Islândia é baixa mas ando a pensar repetir,
- a probabilidade de regressar de carro a Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Noruega, Suécia, Itália, Dinamarca,  é razoável, 
- a probabilidade de visitar de carro ou avião outros países Europeus que não os citados é ZERO.

A probabilidade de voltar a fazer o que já fiz por mais de uma vez, cruzeiros por mar, é ZERO.

Viajar é coisa que sempre gostei. Conhecer outros países, outras gentes. Até hoje consegui fazer isso em parte na sequência de responsabilidades profissionais mas muito sobretudo às minhas custas.

O 11 de Setembro de 2001 marcou uma viragem, dramática, no modo como se vivia, como se viajava. Saí dos EUA de regresso a Lisboa após 3 anos de serviço naquele país. Saí em 31 de Agosto de 2001.

Mas os sinais de que o mundo fervilhava no que respeita ao terrorismo, às seitas ligadas ao Médio e Extremo Oriente, ao Paquistão e Afeganistão, a outras áreas na Ásia e em África, estavam à vista já há vários anos. Muitos não lhes ligaram.

Por razões profissionais tive a felicidade de ter aprofundado relações pessoais com quem pertencia a determinado departamento das FA americanas, e estava bem metido no mundo da contra-espionagem, dos serviços de segurança, etc.

Os sinais eram perturbadores. E não só nos EUA. Ele muito me falou disso.

Por razões profissionais, eu o meu chefe de departamento e outro colega (holandês), tivemos de nos deslocar a Londres na primeira semana de Julho de 2001, para prolongada reunião no âmbito NATO.
O final da reunião ocorria e ocorreu 3 dias antes do dia de aniversário da minha mulher.

E assim a fui esperar ao aeroporto em Londres dois dias antes do aniversário, para ali o celebrarmos uma vez que eu tinha sido autorizado a meter 5 dias de férias antes de regressar aos EUA.

A viagem dela decorreu sem sobressaltos, sem turbulência e chegou a horas.  Mas depois ficámos quase duas horas dentro do aeroporto, sem ninguém se poder dirigir para as estações do Metro. 
Porquê? Ameaça bombista nos túneis do Metro.

Os sinais estavam por todo o lado. O 11/9/2001 aconteceu.
A tragédia atingiu Londres e Madrid pouco tempo depois.

O mundo nunca mais foi o mesmo.

Em 11 de Setembro de 2001, eu estava entretido na "mezanine" da minha casa na aldeia de Monsanto.

Liga a televisão - gritou-nos pelo telefone uma amiga apavorada. Assisti ao horror do segundo avião embater na outra torre.
Estivemos horas em frente ao televisor, atónitos. 

O mundo é completamente outro.
António Cabral

domingo, 11 de setembro de 2022

E  LÁ  FICARAM, OUTRA VEZ,  ATENTOS

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 10 de setembro de 2022

INACREDITÁVEL
Reinado de Carlos III arranca com apelos a reparações pela escravatura nas Caraíbas
Depois de Barbados se ter reinventado como uma república em 2021, outros países da região falam abertamente do desagrado com a manutenção dos monarcas britânicos como seus chefes de Estado. Na Jamaica, onde a discussão está mais avançada, crescem também os apelos ao pagamento de indemnizações pelos séculos de escravatura.

(Público)

Como é isto possível, ponderar-se pedir indemnizações ao Reino Unido por escravatura praticada quando, como em Portugal várias luminárias sempre recordam, foram os Portugueses os únicos que praticaram a escravatura, e sempre sob o espanto e indignação de Holandeses, Ingleses, Belgas, Espanhóis, etc.?

Ao que se chegou, isto é mesmo uma pouca vergonha, coitadinhos dos Britânicos!
António Cabral

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

POR  AQUI, outra vez
António Cabral
Calm, ref.
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Frases que fizeram história ( ou deveriam ter feito )

 

                                       

Não se pode dizer que a aterragem â Guiné fosse “ uma pera doce “ , a falta de conhecenças , as profundidades reduzidas e a ausência de ecos radar adequados levavam a que a aproximação àquele território fosse, por vezes, um problema, nem sempre minimizado pelo farol do Caió ou pela boia de espera ( que, tal como muitos humanos , farta daquela zona com frequência preferia migrar para outras paragens ). Era normal, enquanto por lá andei, na previsão da chegada de um transporte de tropas, deslocar uma LFG para servir de eco radar e facilitar assim a aterragem. Foi pois com um misto de satisfação e curiosidade que, no meio naval, foi recebida a informação de que um camarada muito mais antigo, comandante de uma LFG, havia descoberto um método infalível para a aterragem àquele território.

Segundo ele logo à saída de Lisboa  , dever – se – ia  governar sempre para a Sul até que, passados uns dias, se deveria guinar para BB, informando que  a guinada deveria ocorrer logo que :

“ O cheiro a m…. fosse insuportável “

E. Gomes 

domingo, 4 de setembro de 2022

BACALHAU

Feito por quem sabe tratar o bicho. Aqui, excelentemente assado e acompanhado com umas fantásticas migas. 

António Cabral