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domingo, 3 de abril de 2016

Royal Navy abandona as Falklands

Para os interessados pelas questões de Estratégia, aqui deixamos a notícia da edição de ontem do jornal londrino i. Depois de 34 anos de presença naval activa naquela região do Atlântico Sul, onde a Argentina continua a reivindicar a soberania sobre as Falklands, a Royal Navy regressou a casa. Da leitura do texto da notícia, conclui-se que a retirada não resulta da redução da ameaça, mas das restrições orçamentais que, até na Grã-Bretanha, parecem sobrepor-se a todos os outros valores e interesses. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

As Nações de menor poder perante as grandes potências

"Em presença do desacordo manifestado irredutivamente na Sociedade das Nações em matéria de desarmamento, houve a ideia………..mas que provocou manifestos descontentamentos e desconfianças nas outras nações, principalmente naquelas que frequentemente se designam por nações menores.
Por mais que juridicamente se proclame nas relações internacionais a igualdade das nações, na realidade assim não é, e do mesmo modo que na vida social há hierarquias, também as há, e bem acentuadas, entre as nações, quando grandes interesses ou fortes divergências políticas estão em jogo.
É que no quadro internacional, as nações pesam mais ou menos conforme o seu poder combativo e valor unitário, população, extensão territorial, intensidade de vida de relação, cultura política, científica, artística, literária e filosófica, padrão de vida, riqueza nas suas diversas modalidades, extensão dos negócios e seu volume, e, de um modo geral, proporcionalmente ao grau em que participam na marcha evolutiva do mundo".

(Política Internacional e Política Naval, página 17, C.M.G. Fernando Augusto Pereira da Silva, edição da Liga dos Combatentes G. Guerra, 1934, Lisboa)

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)