quarta-feira, 31 de julho de 2024
quinta-feira, 25 de julho de 2024
domingo, 21 de julho de 2024
Ainda o acesso à BNL
De "A voz da Abita" se transcreve o seguinte:
"Estimados Camaradas,
A questão do "Acesso de militares reformados à BNL" foi, desde que conhecida, sentida de uma forma negativa e intensa junto daqueles que, terminados os longos períodos das sua vidas dedicados na nossa (sua) Marinha, se vêem afastados de poder voltar, de uma forma simples, a percorrer antigos caminhos, revivendo momento da sua vida marinheira, muitas das vezes acompanhados por seus descendentes.
Para um esclarecimento oficial das regras estabelecidas para que tal acesso seja autorizado, damos a conhecer a resposta recebida na "Associação de Fuzileiros" a uma inquirição que tinha sido remetida superiormente por parte de sua Direção e que agora foi por ela divulgada aos seus associados:
Saudações Navais
A Voz da Abita (avozdaabita@gmail.com)"
Acesso à BNL
Dá-se a conhecer a seguinte informação, proveniente da Associação de Fuzileiros:
Estimados Sócios,
Divulga-se a informação recebida do Gabinete do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional:
"Segue o presente e-mail para informar que os militares da Marinha, na situação de reforma ou reserva, bem como os militarizados e civis que se encontram na situação de reforma, que pretendam deslocar-se à Base Naval de Lisboa (BNL), no Alfeite, deverão contactar a Marinha/BNL, com uma semana de antecedência, através do envio de um e-mail para bnl.pem.gestao.acessos@marinha.pt, especificando o local de destino e o período pretendido. Para efeitos de acesso, é necessário, por motivos de segurança, especificar a marca, modelo, cor e matrícula da viatura, caso se aplique.Caso o antigo militar, militarizado e civil seja acompanhado por familiares e/ou amigos, deve fornecer, igualmente, o nome completo e número do cartão de cidadão desses elementos."
Com os melhores cumprimentos,
A Direção
Associação de Fuzileiros
sexta-feira, 19 de julho de 2024
terça-feira, 16 de julho de 2024
CMG (Ref) Adolfo Esteves de Sousa
Recebida a seguinte notícia através de "A Voz da Abita":
"Estimados Camaradas,
É com muita tristeza que damos a conhecer o falecimento do nosso Camarada Capitão-de-Mar e Guerra (Ref) Adolfo Esteves Sousa. O seu funeral terá lugar amanhã, dia 13 de Julho pelas 11.00 na sua terra natal, ou seja, na Freguesia de Barbeita, Concelho de Monção (Alto Minho).
À sua Família, aos seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso D. Lourenço de Almeida (1958) a que pertencia, o testemunho do nosso profundo pesar.
A Voz da Abita"
"O Navio Desarmado" manifesta também o seu profundo pesar pela partida do Comandante Esteves de Sousa e expressa sentidas condolências à sua Família e aos seus amigos e camaradas.
domingo, 14 de julho de 2024
AC
O “OTIMISTA” na MARINHA
Domingo à noite. O novo canal NOW anunciava ser dia de “Otimista, um programa de António Costa, a mostrar o que de bom e positivo existe no país”. No anúncio do programa mostrava António Costa e Pedro Mourinho a serem recebidos na entrada do Palácio do Alfeite pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Gouveia e Melo, e a maquete do “Navio / Plataforma Naval Multifuncional” encomendado ao Grupo Damen.
Não podia perder tal programa, desde logo porque iam falar da Marinha que, para mim, continua a ser uma referência do que de bom e positivo existe em Portugal. Depois porque o “Otimista” António Costa, como Primeiro-Ministro, dirigiu o apressado Conselho de Ministros de 23 de dezembro de 2021 que exonerou o anterior CEMA sem a adequada explicação e nomeou Gouveia e Melo para o cargo, com a correspondente promoção a Almirante. O inusitado de assistir à conversa do agora Presidente do Conselho Europeu com o chefe militar que nomeou há menos de três anos em tais circunstâncias, aguçou ainda mais a minha curiosidade.
Assisti com atenção e confesso que fiquei surpreendido com uma parte substancial do que vi e ouvi. Refiro-me em particular às afirmações do actual CEMA sobre a indústria naval militar nacional. Claro que o cidadão Gouveia e Melo pode opinar sobre o tema e dizer o que entender, mas quando o faz na condição de CEMA, o caso muda de figura. Trata-se de um sector de actividade em que a o Estado, através da Marinha, tem um papel central. Do ponto de vista económico, é o principal, senão mesmo o único, cliente. Poucos países têm clientes externos para a sua indústria naval militar e Portugal não está certamente entre eles. E dada a relevância da Defesa Nacional e da Marinha nesse mercado monopsonista, responsáveis como o CEMA devem ter particular cuidado com as mensagens que transmitem.
Ao longo da carreira profissional, tive oportunidade de reflectir sobre a indústria naval militar nacional. Em 2010, quando participei no extinto Fórum Empresarial da Economia do Mar coordenado pelo saudoso camarada, amigo e colega Fernando Ribeiro e Castro, com ele e com outros profissionais do sector debati e delineei uma possível estratégia para a indústria naval militar nacional com o objectivo de evitar o colapso que todos adivinhávamos. Devo confessar que não tivemos sucesso, mas foi por ter consciência da complexidade e dificuldade da questão que fiquei surpreendido com algumas das afirmações do actual CEMA.
Embora o programa tenha passado num canal novo e provavelmente apenas tenha sido visto por alguns (poucos) interessados no tema, não tendo por isso impacto numa população entretida com o futebol, pode ter deixado a ideia de que é possível fazer com mil o que até agora muitos só foram capazes de fazer com um milhão!
O actual CEMA afirmou que olha “para o futuro da Marinha com muito mais otimismo do que olhávamos há uns anos atrás” e que a Marinha hoje “tem, com menos recursos, mais capacidade”. Não me quero meter nas questões operacionais nem na sua avaliação, mas não pude deixar de registar o optimismo do chefe da Marinha, que chegou mesmo a superar o do entrevistador. Em determinado momento, o actual CEMA afirmou: “Eu estive há muito pouco tempo no estrangeiro, num país de referência, em que os líderes da Marinha desse país me disseram, de forma muito clara, que nós conceptualmente, e o que estamos a desenvolver, está 10 anos à frente de tudo o que está a ser feito.” No meu caso, quando estava ao serviço, se os líderes de uma outra Marinha me dissessem que estávamos “10 anos à frente de tudo o que está a ser feito”, pensaria que estavam a tentar ser simpáticos com uma mentira bondosa. Aparentemente, o actual CEMA não pensou o mesmo…
Mas indo à matéria que conheci bem na Marinha, ou seja, a realização e aquisição de serviços para construir e manter os navios e os seus sistemas e equipamentos, não consigo deixar de me impressionar com o papel que o actual CEMA atribui aos drones, quase que os contrapondo aos navios militares. E mais impressionado fico com a facilidade com que, no caso dos drones, a Marinha parece ultrapassar as restrições administrativas que então condicionavam quem tinha responsabilidades na área do Material Naval.
Disse o actual CEMA que criou “uma pequena empresa dentro da Marinha para desenvolver estas coisas com 3 militares. Agora já são 40 e vamos tentar crescer para 100. 100 engenheiros e gente só dedicada à inovação.” Outro oficial disse que “funcionamos como uma start-up”. Qual será o quadro legal desta “pequena empresa”? Será um organismo fabril? Como está organizada? Como faz aquisições? A quem presta contas? Na Marinha que servi até 2000, a lei então em vigor inviabilizava qualquer actividade com os contornos descritos pelo actual CEMA, a não ser se fosse realizada por organismos fabris. E mesmo esses estavam sujeitos a regras administrativas muito restritivas.
Para perceber melhor o que se passa com a alegada produção de drones na e pela Marinha, fiz uma pequena pesquisa sobre os modelos referidos na reportagem. Concluí que não serão produtos totalmente concebidos e fabricados pela Marinha e alguns deles têm origem no estrangeiro. São comercializados por empresas portuguesas às quais, à semelhança do que se passa com todos os outros sistemas dos navios, a Marinha terá adquirido equipamentos, materiais e serviços segundo uma especificação técnica e, depois, procedido à sua recepção. Como acontece como muitos outros equipamentos, é provável que os requisitos da Marinha tenham influenciado o produto final, mas dizer que foram desenvolvidos pela Marinha parece ser exagerado.
Outra surpresa foi o actual CEMA contrapor a utilização dos drones ao que chamou “uma Marinha clássica”. Como engenheiro naval militar, não entendo o que é uma “uma Marinha clássica” nem sei qual é o modelo económico a que obedece. Sei sim que as Marinhas militares estão permanentemente a evoluir, a modificar os seus navios e a dotá-los de meios que optimizam a realização das missões que lhes são atribuídas. Foi assim com os radares, foi assim com os sonares, foi assim com o armamento, foi assim com os helicópteros, será certamente assim com os drones. O objectivo sempre foi cumprir as missões com menos recursos e maior eficácia. Em cada momento, as Marinhas militares são o que os requisitos operacionais exigem e as tecnologias permitem. Se neste momento as capacidades de vigilância dos navios militares podem ser alargadas e optimizadas com a utilização de drones, estou certo de que todas as Marinhas evoluirão rapidamente para a sua adopção generalizada.
Pareceu-me também estranho o conceito de construção de um navio militar do actual CEMA. Aparentemente, para ele, é “soldar chapa”. Talvez por falta de experiência nessa área, não saberá que o soldar da chapa é a actividade menos relevante da construção de um navio. O que é de facto relevante é “meter dentro dessa chapa depois de soldada” todos os sistemas e equipamentos, incluindo os “computadores, redes, software” que referiu. E essa actividade requer competências que se adquirem academicamente e com a prática e ajudam a identificar factores de risco como os que oportunamente apontei no programa de construção do “Navio / Plataforma Naval Multifuncional” (https://sites.google.com/view/ao-largo/bem-vindo-a-bordo/plataforma-naval-multifuncional), caracterizado pelo actual CEMA como “o primeiro conceito mundial de um navio que é um porta-drones”.
Duas notas finais:
• Por princípio desconfio dos que invocam o interesse do Estado para estabelecer relações privilegiadas e por vezes obscuras com determinados fornecedores de serviços e equipamentos. Não sei se é o caso das aquisições dos drones, mas detectei alguns sinais preocupantes na forma como alguns dos entrevistados descreveram a relação da tal “empresa dentro da Marinha” com empresas externas;
• Sou dos que defendem que o brincar é uma bonita forma de as crianças aprenderem e evoluírem. Mas receio os adultos que se recusam a crescer e continuam a brincar com brinquedos cada vez mais caros, pagos por todos nós.
Jorge Bettencourt
sábado, 13 de julho de 2024
Lembrei-me disto a propósito de certos ministros, o polaco e não só, e de certos discursos durante e na sequência da reunião da NATO em Washington.
António Cabral
domingo, 7 de julho de 2024
CAMINHADA NOTURNA
Cheguei a casa depois da caminhada noturna.
Ontem e anteontem a esta hora estavam mais 8ºC, e não havia vento.
Agora, ao meter a chave na porta o relógio marcava 2230 horas, a caminhada foi sob forte ventania e se estavam porque estavam 20ºC, a sensação era muito mais desagradável. Soube-me bem a camisola de lã de inverno!
segunda-feira, 1 de julho de 2024
Felizmente, felizmente o meu receio, o meu vaticínio, não se confirmou.