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António Cabral
Hoje, é dia de Portugal, e de Camões (nascido em 1524, e creio que falecido neste dia em 1580), e também das Comunidades Portuguesas.
"Quem é feliz precisa de amigos"
VOU ALI ….
Já volto, se Deus quiser.
Isto para dizer que, na manhã de 3 de Junho, pelas 0700 horas, entrarei no hospital para ser submetido a uma intervenção cirúrgica.
Teoricamente, é daquelas que não é complicada, alguns até dizem até que é basicamente rotina. É colocar uma rede e pronto!
Diz-me a experiência de vida que às vezes as coisas não correm como se espera. Isto de faca tem muito que se lhe diga, mesmo quando não é cirurgia complicada, pois o corpo humano é o corpo humano.
Portanto, esperar o melhor mas, à cautela, preparar para o pior.
Espero estar de volta aqui 5 ou 6 de Junho.
Se as coisas não correrem bem, desejo a todos as maiores felicidades, vida longa, com a melhor saúde possível.
VALE A PENA INCOMODAR-ME ? Estar ansioso?
Confesso que estou ligeiramente.
NÃO VALE A PENA INCOMODAR-ME EXCESSIVAMENTE
E por isso volto a esta laracha, em tempos encontrada no meio dos imensos arquivos, papéis e livros herdados.
Laracha que tem, também, aplicação directa quando olho ao nosso presente, nacional, ou olho lá para fora.
De facto, é melhor não me consumir demasiado.
No meu presente, com o horizonte tão carregado, há de facto coisas que não controlamos e, portanto, tenho de seguir este conselho e tentar não me martirizar.
Tenho de enfrentar a intervenção cirúrgica, o melhor é tentar não me preocupar.
Fácil de dizer, menos fácil de concretizar, de assim agir.
Aguardemos.
António Cabral
I N T E R V A L O
Uma Viagem No Tempo...
Os portugueses pescam na costa da Terra Nova há séculos. A Frota
Branca costumava visitar o porto de St. John's para comprar suprimentos ou se
proteger do clima. Eles foram uma visão bem-vinda, trazendo sua música, vinho,
futebol, língua e amizade. Relacionamentos foram forjados e valorizados.
Compartilhamos um vínculo comum, pescando bacalhau em algumas das águas mais
perigosas do mundo, sempre à mercê dos elementos, e abrimos nossas casas e
corações para esses marinheiros varridos pelo vento de longe.
A White Fleet Suite é uma homenagem aos navios de madeira e aos
homens de ferro daqueles tempos exóticos e apaixonantes. É uma apresentação
musical que destaca nossa cultura e história compartilhadas, com música
tradicional e original, canção e poesia de NL e Portugal, e visuais de
fontes de arquivo e coleções particulares.
Música composta e compilada por Pamela Morgan, orquestração e
produção de Duane Andrews, poesia de Agnes Walsh,
Imagens de cabeçalho cortesia de Jean Pierre Andrieux.
Vídeo demo abaixo da Abertura, com Ó mar Salgado, de Fernando
Pessoa; e sirenes de ÍIhavo e Cape Spear.
Imagens antigas de Maria do Mar (Portugal, 1930); Newfoundland Cod Fishermen (Newfoundland, 1930) e filmagens de NL cortesia de Amber Music.
Fontes: https://pamelamorgan.ca, MMI Museu Marítimo de Ílhavo
PORQUÊ um BLOGUE ?
DEFESA NACIONAL
Agora que as enormidades crescem de todos os lados, civis e militares, e então agora com as vacuidades sobre o SMO algumas das quais a roçar a indignidade, apetece-me recordar certas coisas.
. . . A defesa é o primeiro dever do soberano. . . (Adam Smith)
. . . Se a política exige da guerra aquilo que esta não lhe pode dar, age contra as suas próprias premissas . . . (Clausewitz)
. . . conhece o teu inimigo e conhece-te a ti mesmo . . . (Sun Tzu)
. . . nos Estados, o fim mínimo da política é a preservação da ordem pública interna e a defesa da integridade e soberania nacionais. . . (Norberto Bobbio). . .
e para lembrar a certos palradores, institucionais e outros,
* . . . o conceito de Nação alude/ implica, comunidade, identidade, solidariedade . . .
* . . . o conceito de Estado alude/ implica, força, poder normativo, autoridade, legitimidade, regime político, sistema de governo . . .
* . . . quando se aborda sinteticamente os elementos de poder devem ser considerados,
- factores quantitativos (população, território, recursos naturais e outros) e
- factores qualitativos (unidade e moral nacionais, capacidade militar, diplomacia). . .
* . . . um Estado que na prática e ao longo de anos renega as suas responsabilidades navais, as suas responsabilidades nos mares sob sua jurisdição, e não acautela a sua soberania e os seus interesses,
- precisa de uma Marinha?
- bastar-lhe-á umas barcoitas de faz de conta?
- mal que pergunte, continuará a ser um Estado?
António Cabral