A
fragata “Corte-Real”, da Marinha Portuguesa, regressou esta manhã (09ABR) à Base Naval
de Lisboa, depois de integrar, desde o dia 8 de Março, o grupo aeronaval do
porta-aviões francês “Charles de Gaulle”.
Em 33 dias de missão e
mais de 600 horas de navegação, a fragata portuguesa escoltou o porta-aviões
francês no Oceano Atlântico e Mar do Norte.
Esta missão fez parte da
preparação do navio para assegurar as funções de navio-almirante do “Standing
NATO Maritime Group 1”, durante o segundo semestre de 2020, e resulta do
cumprimento de compromissos internacionais assumidos no âmbito da cooperação
naval luso-francesa, contando com a participação de unidades navais de diversas
nacionalidades, nomeadamente: francesa, espanhola, alemã, belga, holandesa,
dinamarquesa e norueguesa.
Esta força-tarefa tinha
inicialmente previsto participar em dois grandes exercícios internacionais,
designadamente o “FRISIAN FLAG 2020” e o “JOINT WARRIOR 201/GRIFFIN STRIKE”.
Todavia, a influência da pandemia causada pelo COVID-19, obrigou ao
cancelamento ou redução do espectro de ambos os exercícios e à restrição de
entrada da força nos portos, obrigando a um permanente esforço de replaneamento.
Perante estes
constrangimentos, a “Corte-Real”, assim como a restante força, aproveitando a
oportunidade de treino que uma força naval multinacional europeia a operar no
mar oferece, executou um intenso programa operacional, cobrindo todo o espectro
das operações navais. Desta forma, foi possível ao navio português manter
padrões operacionais, aprimorar valências e garantir a interoperabilidade com
unidades navais de marinhas aliadas e amigas, dignificando não só o navio, mas
também a Marinha e Portugal.
Este navio é comandado
pelo Capitão-de-fragata António Jacinto Coelho Gomes e a guarnição do navio
(incluindo duas equipas de fuzileiros e uma equipa de mergulhadores-sapadores)
é constituída por 183 militares.
(Informação disponibilizada pelo EMGFA)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.