Apartheid entre
portugueses.
E foi criado nesta
escassa quinzena de anos do Século XXI. Porque não existia no Século XX, nem no
XIX, nem no XV.
Os militares do
Exército efectuaram prestimosa ajuda aos seus concidadãos no combate aos
incêndios. Não precisaram de substituir as suas fardas pelas de bombeiros.
Os da Força Aérea
têm dado prestimosa ajuda no salvamento de doentes, no transporte de pessoas e
material e, segundo se espera, vão recuperar também capacidade de colaboração
no combate a incêndios. Sem precisarem de trocar suas fardas.
Já quanto a
militares da Marinha o tratamento passou a ser diferente. Para prestarem
serviço aos seus concidadãos, na zona ribeirinha, têm de se “disfarçar de
polícias”. Para que não haja dúvidas, “Polícia Marítima” escrita nas costas.
Caso contrário,
campanha de alguns jornalistas e não só. Há ilegalidades, até ferem a
Constituição, dizem eles! Nada importante emitirem essas opiniões se o receio
do seu impacto não tivesse conduzido o poder político a legislar no sentido do que
tais contestatários pretendem: militares
da Marinha, no seu País, no nosso País, como militares, só em paradas. Quanto ao
mar, o mais longe possível, de preferência em águas internacionais ou
estrangeiras.
Nada a ver contra a prestimosa acção
policial, mas não foi essa a opção de vida desses militares. Nem a sua vocação.
Nem a razão de ser da existência secular da Marinha. Profundamente
desmotivador!
E, a existência de “guetos”
de portugueses, só por terem por missão principal a defesa de Portugal, é um
tremendo desperdício de capacidade humana e material que, em tempo de paz, pode
e deseja dar também mais um adicional contributo à nossa frágil economia.
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