O navio hidrográfico “Almirante Gago Coutinho” partiu na noite passada, dia 31 de Dezembro de 2020, para realizar uma missão de cooperação bilateral no âmbito da Iniciativa Mar Aberto, a fim de desenvolver um conjunto de actividades com a República de Cabo Verde, com especial enfoque nas capacidades científicas do navio.
Durante a missão serão desenvolvidas, entre outras, as seguintes actividades:
- Levantamento topo-hidrográfico em diversos pontos de Cabo Verde, tendo em vista a actualização do fólio cartográfico;
- Participação no projecto “UNTIeD – Unlocking the mega Tsunami Deadlock”, relativo ao estudo da geração de maremotos;
- Obtenção de dados científicos de correntometria de oportunidade, tendo em vista contribuir para outros projectos (projecto “MELOA – drifter WAVY Ocean” e “Global Drifter Program da NOAA”);
- Colheita de amostras de água superficial para análise de microplásticos, no âmbito do projecto “Volta ao Mundo Sagres 2020-FA”.
O “Almirante Gago Coutinho” sendo um navio hidro-oceanográfico, dispõe de significativa polivalência em sistemas científicos, destacando-se os sistemas sondadores multifeixe, o perfilador acústico de corrente e a capacidade de projeção de uma lancha hidrográfica, também ela capacitada com um sistema sondador multifeixe.
O navio largou da Base Naval de Lisboa, de modo a cumprir a quarentena médico-sanitária, com previsão de atracar no Porto da Praia a 13 de Janeiro e em Mindelo a 31 de Janeiro, com regresso previsto a 13 de Fevereiro de 2021.
O navio é comandado pelo Capitão-de-fragata Francisco Calisto de Almeida e possui uma guarnição de 52 militares, onde se inclui uma equipa técnica do Instituto Hidrográfico (da Brigada Hidrográfica), dois Aspirantes a Oficial da Escola Naval em estágio, uma equipa médica, uma equipa do pelotão de abordagem do Corpo de Fuzileiros e uma equipa de Mergulhadores. Prevê-se ainda o embarque, durante parte da missão, de um oficial da Guarda Costeira de Cabo Verde.
As missões Mar Aberto têm sido desenvolvidas desde 2008 e contextualizam-se na cooperação técnico-militar, com os países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), materializando parte dos acordos de cooperação de defesa e fiscalização, de vigilância conjunta, segurança marítima e atividades científicas.
(Informação do EMGFA)
Se se pode ter saudades de um acontecimento que não aconteceu, foi o que me sucedeu em 1969, ao estar para ir e não fui, precisamente a Cabo Verde, para efectuar um levantamento hidrográfico, no navio hidrográfico da altura, o Afonso de Albuquerque onde andava embarcado.
ResponderEliminarO chefe máximo dos Financeiros de então, meu ex-professor na EN, disse-me que a Marinha tinha intenção de me mandar especializar em informática nos EUA, em Monterey, na continuação de outro camarada que lá estava. Para tal teria de sair do navio, mas o comandante não estava muito de acordo com isso. Depois de lhe explicar a minha vontade em aproveitar aquela oportunidade, lá deixou de pôr obstáculos à minha saída para não me prejudicar.
Nessas férias de Verão, não fiz outra coisa senão refrescar os meus conhecimentos em determinadas áreas das Matemáticas, particularmente nas dos cálculos, das estatísticas e das investigações operacionais. Estava no penúltimo ano da licenciatura em Finanças, no antigo ISCEF e não andava muito longe dessas matérias.
Porém, quando voltei, a Marinha nada mais me disse. E não fui, nem para Cabo Verde nem para Monterey.
Mas lá que essa me doeu, doeu.