sexta-feira, 19 de junho de 2020

Almirante  NUNO  G.  VIEIRA  MATIAS
Há poucos dias o Senhor Almirante Vieira Matias partiu para a sua derradeira missão.
A minha muito curta e fria comunicação reflectiu de forma rigorosa o nó na garganta e o silêncio que de mim se apoderaram.
Um Senhor, com defeitos e qualidades como todos nós, mas com elevadas e notáveis qualidades, e com o seu exemplo de vida e de cidadania e de militar soube sempre mostrar o que podia e devia ser uma vida de português digno, com pensamento próprio, trabalhador, com exemplar dignidade e com elevadíssimo espírito de servir o seu País. 
Devo-lhe muito.

Alguns camaradas menos novos que eu entenderam em nome próprio e em nome de muitos mais realçar traços do Senhor Almirante Vieira Matias.
De entre os inúmeros aspectos que entenderam salientar, foi referida uma iniciativa concreta do então CEMA, as suas cartas, as Cartas do CEMA.
Nos meus arquivos em papel e em digital guardo muita coisa, há anos.
Deixo-vos aqui a primeira dessas cartas.
Nela, o então Almirante CEMA, dirigiu-se a todo o pessoal da Marinha, elucidando os seus propósitos com aquela forma de comunicação interna, salientando que ela não se substituia a outras formas institucionais.
Nessa carta, logo nas primeiras linhas e dentro do seu estilo de pensamento e acção, entre muitos aspectos abordados, o Alm Vieira Matias precisou a questão da reestruturação da Marinha, salientando os estudos nessa matéria, e referindo que "não podia garantir a evolução da Marinha para o modelo preconizado". Mas deixava clara a concepção do Plano de Forças desejável para o futuro.
A isto eu chamo, por exemplo, trabalho honesto e isento, honestidade intelectual.
Descanse em Paz senhor Almirante.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos. - marrevoltado.blogspot.pt)
Esta primeira carta tem ainda em anexo 4 páginas sobre os diversos aspectos da reestruturação da Marinha então preconizada

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