A povoação
actualmente apelidada de Castro Marim, é antiquíssima, havendo aí vestígios da
presença humana que remontam ao final da Idade do Bronze (século IX a.C.) e
início da Idade do Ferro (século VIII a.C.).
Em 1274 D.
Afonso III, receoso de eventual agressão por parte do reino vizinho e das
investidas dos piratas e corsários que não raras vezes assolavam a costa
instaurando um clima de insegurança, violência e rapina e reconhecendo que a
posição de Castro Marim, num cerro sobranceiro à foz do rio, lhe conferia uma excelente
situação estratégica na defesa e vigilância do reino pela visão privilegiada
sobre um extenso território à volta, manda edificar o Castelo Velho e atribuir à vila uma Carta de Foral em 1277. É esta a data simbólica da fundação de
Castro Marim.
Seu filho,
D. Dinis, na mesma linha política, manda reforçar o Castelo Velho com uma Cerca
em 1279, a Cerca Vilã, com vista a intensificar o povoamento e aumentar a
capacidade defensiva da vila, principalmente após a cedência de Ayamonte ao
reino de Castela e em 1282 confirma e reforça os foros e privilégios
anteriormente conferidos por seu pai.
Durante a Guerra
da Restauração (1640 – 1668) são mandados construir o Forte de S. Sebastião, a
Cerca seiscentista, o Revelim de Stº. António e a Bateria do Registo, para
melhor controlar a navegação no Guadiana e o acesso ao Forte.
Hoje a
importância militar de CM não tem significado e a sua afirmação em termos
económicos e sociais não tem sido fácil dada a concorrência do (muito) mais
recente e dinâmico concelho de VRSA. Restam-lhe as indústrias do sal e do
turismo, com ressurgimento da primeira e desenvolvimento da segunda, já que as
actividades agrícola e pesqueira pouco significado têm.
A quem tiver
interesse e sobretudo a paciência de ler algumas despretensiosas notas, embora
muito poucas, sobre esta terra do sal, convido a ler umas linhas que escrevi e
que foram publicadas no Boletim da Associação dos Pupilos do Exército, a pedido
do seu Director, meu amigo e contemporâneo daquela instituição.
Quem tiver
essa coragem, é favor carregar aqui.
Guardei o documento, e já o li todo. Com gosto. BZ
ResponderEliminarAntónio Cabral
Obrigado, Cabral. Fico satisfeito por ter gostado. Um abraço.
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