segunda-feira, 13 de agosto de 2018

CASTRO MARIM - Fortificações

Na sequência das referências a fortificações iniciadas e continuadas pelo António Cabral e também por outros neste blogue, aqui deixo mais uma, sobre o Castelo e Forte de S. Sebastião, sitos no extremo Leste do sotavento algarvio, precisamente em Castro Marim, a também referenciada por terra do sal e senhora de um historial riquíssimo (declaração de interesse: sou natural de lá).
A povoação actualmente apelidada de Castro Marim, é antiquíssima, havendo aí vestígios da presença humana que remontam ao final da Idade do Bronze (século IX a.C.) e início da Idade do Ferro (século VIII a.C.).
Em 1274 D. Afonso III, receoso de eventual agressão por parte do reino vizinho e das investidas dos piratas e corsários que não raras vezes assolavam a costa instaurando um clima de insegurança, violência e rapina e reconhecendo que a posição de Castro Marim, num cerro sobranceiro à foz do rio, lhe conferia uma excelente situação estratégica na defesa e vigilância do reino pela visão privilegiada sobre um extenso território à volta, manda edificar o Castelo Velho e atribuir à vila uma Carta de Foral em 1277. É esta a data simbólica da fundação de Castro Marim.
Seu filho, D. Dinis, na mesma linha política, manda reforçar o Castelo Velho com uma Cerca em 1279, a Cerca Vilã, com vista a intensificar o povoamento e aumentar a capacidade defensiva da vila, principalmente após a cedência de Ayamonte ao reino de Castela e em 1282 confirma e reforça os foros e privilégios anteriormente conferidos por seu pai.
Durante a Guerra da Restauração (1640 – 1668) são mandados construir o Forte de S. Sebastião, a Cerca seiscentista, o Revelim de Stº. António e a Bateria do Registo, para melhor controlar a navegação no Guadiana e o acesso ao Forte.
Hoje a importância militar de CM não tem significado e a sua afirmação em termos económicos e sociais não tem sido fácil dada a concorrência do (muito) mais recente e dinâmico concelho de VRSA. Restam-lhe as indústrias do sal e do turismo, com ressurgimento da primeira e desenvolvimento da segunda, já que as actividades agrícola e pesqueira pouco significado têm.
A quem tiver interesse e sobretudo a paciência de ler algumas despretensiosas notas, embora muito poucas, sobre esta terra do sal, convido a ler umas linhas que escrevi e que foram publicadas no Boletim da Associação dos Pupilos do Exército, a pedido do seu Director, meu amigo e contemporâneo daquela instituição.
Quem tiver essa coragem, é favor carregar aqui.






2 comentários:

  1. Guardei o documento, e já o li todo. Com gosto. BZ
    António Cabral

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  2. Obrigado, Cabral. Fico satisfeito por ter gostado. Um abraço.

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