Celebra-se hoje o Dia Nacional do Mar.
No âmbito nacional, do mar já se falou talvez demasiado e só alguma coisa se fez. Não admira. Haverá porventura hostes de poetas, romancistas e marinheiros que o elegem como tema, ao passo que a generalidade da nossa gente, mesmo a que tem por lar o litoral, nem sempre para ele está voltada.
Mais que uma fronteira, o mar foi sempre para nós uma porta aberta ao mundo. Por essa porta, que antepassados nossos souberam arrombar, vencendo o medo, passará muito do nosso futuro.
“O Navio... desarmado” quis assinalar a data fazendo com ela coincidir o seu lançamento. Trata-se de um pequeno gesto, é certo, mas carregado de simbolismo.
Se não é pelo sonho que vamos, como pretendia o poeta, é decerto pelo mar que havemos de ir. Até porque é nele que este navio, embora desarmado, espera confiantemente navegar.