segunda-feira, 26 de junho de 2023

CMG (Ref.) Rui Vasco de Vasconcelos e Sá Vaz



É com grande tristeza que informamos o falecimento do Comandante Rui Vasco de Vasconcelos e Sá Vaz. Tinha 87 anos de idade.

O Comandante Sá Vaz ingressou na Escola Naval em Setembro de 1956 como cadete de Marinha do Curso “Pedro Nunes” e foi promovido a guarda-marinha em Maio de 1959. Especializou-se em Artilharia e comandou a LFG “Orion” no teatro de operações da Guiné, onde foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2ª Classe. Em Dezembro de 1973 assumiu as funções de Comandante da Defesa Marítima e Capitão do Porto da Horta, mas na sequência do 25 de Abril de 1974 foi escolhido para exercer as funções de governador civil do Distrito Autónomo da Horta, que cumpriu entre Agosto de 1974 e Janeiro de 1976. Depois foi nomeado Secretário Permanente do Conselho da Revolução, cargo que desempenhou até à extinção desse órgão em 1982. De regresso à Marinha comandou o grupo de navios que em 1983 tomou parte na Kiel Week, que era constituído pelas corvetas “Oliveira e Carmo” e “General Pereira d’Eça”. Foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1985 e, entre Maio de 1986 e Outubro de 1987, comandou o Grupo Nº 1 de Escolas da Armada. Comandou entre 1988 e 1992 a Zona Marítima do Norte e chefiou o respectivo Departamento, exercendo os cargos de Capitão dos Portos do Douro e Leixões, tendo nesse período orientado os trabalhos de definição do canal de navegabilidade do rio Douro entre a Régua e Barca de Alva, iniciando-se assim a navegabilidade de todo o rio navegável. Por convite do governador de Macau foi Diretor do Museu Marítimo de Macau.

Era um oficial muito dinâmico, muito prestigiado e um assíduo frequentador do Clube Militar Naval.

O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas, sobretudo do seu Curso “Pedro Nunes".

Nota: Cerimónias fúnebres,

O velório terá lugar no Centro Funerário de Alcabideche, em Cascais, a partir das 1500 hrs do dia 28 e durante todo o dia. No dia seguinte terá lugar a cremação pelas 1500 hrs.

sábado, 24 de junho de 2023

CRP, a minha Constituição Confere-me mas . . .
Qual a realidade?

CRP define-me deveres (é infelizmente parca neste aspecto) e muitos direitos. Pessoalmente e como referi em outras ocasiões, por mim está bem quanto aos direitos, mas devia haver uma clara enunciação de deveres dos cidadãos para com o Estado, País, sociedade (por exemplo os cidadãos têm o dever de cuidar o mais possível da sua saúde e segurança).

No plano dos direitos a CRP no seu Artigo 60º tem normativos explicitando que eu tenho direito, à qualidade dos bens e serviços consumidos (boa ou má qualidade?), à protecção da saúde . . . . . e refere que a publicidade é disciplinada por lei (teoricamente será, na prática verifica-se um escândalo diário), sendo proibidas todas as formas de publicidade oculta, indirecta ou dolosa.

Vem isto a propósito do supra sublinhado, da publicidade, e da maçada que os poderes públicos permitem que seja infligida aos cidadãos comuns. Vem isto a propósito designadamente das operadoras de telecomunicações.

Eu vivo em Portugal, e a experiência de vida diz-me que entre, operadoras de telecomunicações, bancos, fornecedores de combustíveis, etc., se aplica sem qualquer margem para dúvidas a frase conhecida sobre as moscas, mas com a particularidade de que, normalmente, nem as moscas mudam.

Vem isto a propósito da tolerância e da possibilidade dada a empresas e instituições diversas pelos sucessivos governos para contactar os cidadãos anunciando o melhor dos mundos na sua área de "competências" e "ofertas generosas de benefícios".

E fazem isto através dos telemóveis e /ou dos telefones fixos com a particularidade de não se darem a conhecer antecipadamente. Usam a malandrice (suponho que legalizada) -  "Sem ID de chamada, desconhecido". É isto que aparece nos visores dos telefones.

Comigo têm azar, eu nunca atendo chamada em que não aparece um número de telefone. Esta cena não é de agora, tem anos, periodicamente os telefones tocam entre 4 a 15 vezes (como na 5ª Feira, 8 para o meu telemóvel, 7 para o telefone fixo), a cena demora 3 a 5 dias e depois pára, voltando um ou dois ou três meses mais tarde.

Mas desta vez irritei-me. Estava a preparar-me para guardar o carro na garagem, depois de jantar, e o telemóvel tocou, um número a começar em 21, para mim desconhecido, e claro que atendi. Era uma fulana, sotaque brasileiro, a querer dar-me conhecimento de inúmeras vantagens e que eu tinha sido selecionado……fui rápido - minha senhora, desculpe interromper, não estou interessado, boa noite vou desligar e desliguei. Nunca poderei provar, mas aposto que foi alguém que não conseguindo contacto por "Sem ID de Chamada" resolveu ceder e usar o processo normal a horas tardias. Era da parte de uma instituição bem conhecida na prestação de apoios/ serviços na área da saúde.

Irritado fiquei como já referi, e esse número foi logo bloqueado no telemóvel. Aliás o meu tlm está cheio de todos os bloqueios tecnicamente possíveis. Mas não é possível bloquear numero desconhecido.

Se irritado estava, não guardei o carro e ao fim destes anos desta maçadora e periódica situação fui cerca das 2145 ao centro comercial, à loja da minha operadora de há décadas (não vale a pena maçar-me burocraticamente a mudar, as moscas são as mesmas) e apresentei queixa - "estou farto destes anos a maçarem-me com - Sem ID de Chamada". A senhora que me atendeu, quase arregalou os olhos, fiquei ciente que muito poucos portugueses já fizeram o mesmo que eu. A funcionária, rápida, com indícios de boa profissional, batalhou no teclado e entregou-se depois o comprovativo da minha reclamação - dentro de dias o senhor será contactado. E eu - muito obrigado minha senhora pelas suas disponibilidade e gentileza, tenha um bom resto de noite, bom regresso a casa.

Vou aguardar, ciente quanto a moscas e varejeiras, e é óbvio que a pouca vergonha dos "Sem ID de Chamada" vai continuar.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.pt)

segunda-feira, 19 de junho de 2023

LUZ  na  NOITE  ESCURA

António Cabral

sábado, 17 de junho de 2023

POR  ZONAS  das  "LINHAS"
António Cabral
Calm, ref.
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 12 de junho de 2023

MANHÃ CEDO,  CAMINHADA  NO AREAL
Observam-se coisas várias, interessantes umas, outras nem tanto. Hoje reparei nesta pintura artística, um flamingo.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Da  ALDEIA

. . . . . 

Na rua da minha amada

não se pode namorar:

de dia, velhas ao Sol;

à noite, cães a ladrar.

. . . . . 

A cana do milho grosso

nasceu debaixo do chão.

Os olhos do meu amor

trago-os no meu coração.

. . . . .

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)