quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

VALM (Ref) Alexandre Daniel Cunha Reis Rodrigues



Com 81 anos de idade e depois de uma prolongada doença, faleceu esta manhã o Vice-Almirante Alexandre Daniel Cunha Reis Rodrigues. A Marinha está de luto! Com o falecimento do VALM Reis Rodrigues desapareceu um dos mais brilhantes oficiais da Armada da segunda metade do século XX, quer pela sua carreira naval de excelência, quer pelas suas qualidades cívicas, culturais e de grande camaradagem. Tinha ingressado na Escola Naval em Outubro de 1959 como cadete do “Curso D. João I” e foi promovido a guarda-marinha em Setembro de 1962. A sua primeira grande comissão aconteceu na Guiné em 1963/1965 como imediato do Destacamento nº 7 de Fuzileiros Especiais, onde foi condecorado com a Cruz de Guerra de 2ª Classe. Depois sucederam-se diversas comissões de embarque, tendo sido comandante do navio-patrulha Cunene em Angola, imediato da fragata Comandante Roberto Ivens, imediato do N. E. Sagres durante a sua primeira viagem de circum-navegação em 1978/1979 e comandante da fragata Comandante Roberto Ivens em 1985/86. Serviu no Estado-Maior da Armada e, finalmente, como oficial-general, tornou-se o primeiro português a comandar a Força Naval Permanente da NATO (STANAVFORLANT), de que antes tinha sido chefe do Estado-Maior. Em Junho de 1996 foi promovido a Vice-Almirante e exerceu as funções de Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada. Em 2006 passou à Reforma. Para além do brilhantismo da sua carreira naval, o VALM Reis Rodrigues foi um assíduo colaborador dos Anais do Clube Militar Naval, que o homenagearam em 2019, por ter assegurado durante catorze anos de forma permanente e ininterrupta a “Crónica Internacional”, com qualidade, rigor e imparcialidade. Para além disso, escreveu inúmeros artigos que constituíram um forte contributo para o desenvolvimento científico e cultural dos oficiais da Armada, o último dos quais na mais recente edição dos Anais, que dedicou ao Comandante Martins e Silva, o seu comandante na viagem de circum-navegação. A Marinha perdeu um dos seus mais brilhantes oficiais, que a corporação muito admirava pela sua competência, inteligência, prestígio, sobriedade e camaradagem.

O Navio… desarmado presta-lhe a sua sentida e justíssima homenagem, apresentando condolências à sua Família, aos seus amigos e aos seus camaradas nomeadamente aos do “Curso D. João I”.

3 comentários:

  1. Ainda que esperada a notícia é sempre um choque, Servi sob as ordens do Alm. Reis Rodrigues em várias situações e testemunho que foi um lider natural, um doutrinador e um intelectual de elevada estatura. Uma pessoa afável que nunca levantou a voz e que com facilidade atingia os seus fins. A sua intervenção no domínio da política e da estratégia foi muito para além da sua vida militar no activo e perdurará nos seus abundantes trabalhos escritos. Espero que a Marinha não o esqueça.
    Que descanse em paz.

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  2. É uma notícia muito dolorosa que realmente deixa a Marinha de luto. Aqui presto a minha homenagem ao Grande Marinheiro e a minha gratidão ao Bom Amigo, pela sua natural cordialidade e pela amizade com que sempre me distinguiu.
    Os meus pêsames à sua Família e aos seus Amigos. R. I. P.

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  3. Nos poucos contactos que tive com ele pude verificar a sua profunda humanidade e a grande capacidade de gerir pessoas. Uma carreira naval que honra a Marinha que vai sentir a sua falta. Sentidas condolências à Família e a todos os seus amigos e camaradas.

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