Não se pode dizer que a aterragem â Guiné fosse “ uma pera doce “ , a falta de conhecenças , as profundidades reduzidas e a ausência de ecos radar adequados levavam a que a aproximação àquele território fosse, por vezes, um problema, nem sempre minimizado pelo farol do Caió ou pela boia de espera ( que, tal como muitos humanos , farta daquela zona com frequência preferia migrar para outras paragens ). Era normal, enquanto por lá andei, na previsão da chegada de um transporte de tropas, deslocar uma LFG para servir de eco radar e facilitar assim a aterragem. Foi pois com um misto de satisfação e curiosidade que, no meio naval, foi recebida a informação de que um camarada muito mais antigo, comandante de uma LFG, havia descoberto um método infalível para a aterragem àquele território.
Segundo ele logo à saída de Lisboa , dever – se – ia governar sempre para a Sul até que, passados
uns dias, se deveria guinar para BB, informando que a guinada deveria ocorrer logo que :
“ O cheiro a m…. fosse insuportável “
E. Gomes

Excelente e prático método de navegação. É pena não constar nos manuais da especialidade nem ter sido registada a patente...
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