Incêndios florestais, Guardas Florestais, GNR
Direito à greve
É conhecido da generalidade dos meus concidadãos que se vive um período tórrido, um período com incêndios por todo o lado.
Neste quadro trágico, pelas Tv e pelos jornais temos notícias de que guardas florestais da GNR estiveram e ainda estarão em greve. Provavelmente voltarão a estar se eventualmente a interromperam.
Situemos o assunto.
O direito à greve é um direito constitucional.
A CRP é bem clara.
Os interesses a defender na greve são definidos pelos trabalhadores. Fala-se em trabalhadores, não em sindicatos, mas é óbvio que os sindicatos têm de estar na equação, legalmente.
Mas o nº 3 do Art. 57º é muito importante, pois é designadamente por aqui que nos mais diferentes sectores da vida em sociedade se definem nos períodos de greve os tais serviços mínimos.
No caso dos incêndios florestais, numa situação como a que se tem vivido, não vejo como é que, em relação a guardas florestais, ou bombeiros, os agentes de forças de segurança, ou serviços prestadores de cuidados médicos, ou ao pessoal de meios aéreos de combate a incêndios, se pode encarar como normal que não estejam TODOS ao serviço.
Neste quadro trágico, pelas Tv e pelos jornais temos notícias de que guardas florestais da GNR estiveram e ainda estarão em greve. Provavelmente voltarão a estar se eventualmente a interromperam.
Situemos o assunto.
O direito à greve é um direito constitucional.
A CRP é bem clara.
Os interesses a defender na greve são definidos pelos trabalhadores. Fala-se em trabalhadores, não em sindicatos, mas é óbvio que os sindicatos têm de estar na equação, legalmente.
Mas o nº 3 do Art. 57º é muito importante, pois é designadamente por aqui que nos mais diferentes sectores da vida em sociedade se definem nos períodos de greve os tais serviços mínimos.
No caso dos incêndios florestais, numa situação como a que se tem vivido, não vejo como é que, em relação a guardas florestais, ou bombeiros, os agentes de forças de segurança, ou serviços prestadores de cuidados médicos, ou ao pessoal de meios aéreos de combate a incêndios, se pode encarar como normal que não estejam TODOS ao serviço.
Ou, no caso dramático desta situação incendiária, para "acorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis" bastam sei lá, 20 guardas florestais?
Quanto aos guardas florestais, pelas Tv ouve-se falar em 98% de guardas florestais em greve quando, por exemplo, o "Público" indica 95%.
Este rectângulo tem aqui mais um eloquente exemplo da decomposição gradual.
Mas alguém se comove com isto? Alguma palavra de agastamento pela situação por parte destes PM e MAI? O chefe da GNR claro, caladinho também!
Mas ainda situando o assunto, recuemos ao início do trágico período Sócrates e mais o seu habilidoso nº 2, e mais os seus secretários e amigos. Tudo começou aí.
Quanto aos guardas florestais, pelas Tv ouve-se falar em 98% de guardas florestais em greve quando, por exemplo, o "Público" indica 95%.
Este rectângulo tem aqui mais um eloquente exemplo da decomposição gradual.
Mas alguém se comove com isto? Alguma palavra de agastamento pela situação por parte destes PM e MAI? O chefe da GNR claro, caladinho também!
Mas ainda situando o assunto, recuemos ao início do trágico período Sócrates e mais o seu habilidoso nº 2, e mais os seus secretários e amigos. Tudo começou aí.
Quando se olha ao longo processo iniciado em 2005 sob a batuta de conhecido MAI e concluído no inicio de 2006, fácil é perceber o que hoje se passa. Pelos habilidosos protagonistas políticos, pela chefia da GNR de então.
A comunicação social relata as coisas sempre superficialmente.
Com elevada probabilidade os guardas florestais terão algumas boas razões de queixa.
A escolha do momento é completamente errada, opinião pessoal, naturalmente.
Mas também tenho bem presente o "modus operandi" destes políticos maravilhosos, sempre sob o lema "prometer o máximo" mas "cativar o mais, e fazer e concretizar o mínimo".
A receita vem sempre bem apresentada, e muito bem regada com demagogia e muitas vezes até, mentira. Resultados à vista.
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

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