Não deixa de ser motivo para pensar , neste País alegadamente de vocação marítima, que a existência de navios e de pessoal para os operar fosse sempre inferior às necessidades reais. No que concerne ao pessoal é conhecido que durante muitos largos anos o seu recrutamento foi quase sempre completado pelo recurso aos condenados nas prisões. Tal situação, ao ver seguir uma leva de presos, na sua maioria condenados por furto, para a Marinha de Guerra, mereceu da parte de Camilo Castelo Branco , também ele então preso , o seguinte comentário :
“ Não
nos parece coisa dura de tragar, se um dia a imprensa nos disser que eles meteram a Marinha Portuguesa na algibeira,
tão pequena é ela , ou tão grandemente astuciosos eles são “
E. Gomes

Desconhecia essa faceta de bruxo do Camilo Castelo Branco, uma vez que mesmo para instituições maiores que a nossa Marinha (em termos financeiros) essas algibeiras não só desapareceram como se têm vindo a multiplicar e a crescer...
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