segunda-feira, 30 de novembro de 2020

CALM EMQ (Ref) Benjamim Afonso Serra Rodeia


 Este blogue anunciou a 26 deste mês a triste notícia relativa ao falecimento do Eng. Rodeia. Transcrevemos do FB a Memória aí publicada pelo Calm ECN Martins Guerreiro e pelo CFR EMM Jorge Bettencourt:

"O Engenheiro Serra Rodeia chefiou o Gabinete de Estudos na segunda metade da década de 1980. O Guerreiro estava à frente de um dos Departamentos do Gabinete de Estudos e o Bettencourt era um dos seus subordinados. A engenharia na Marinha atravessava um processo de renovação com o programa de construção das fragatas da classe “Vasco da Gama”. Discutia-se a especificação técnica contratual dos novos navios e a Marinha via-se confrontada com um projecto que de uma assentada contemplava as mais modernas tecnologias nas soluções de construção naval, nos sistemas de automação, propulsão e auxiliares, nos sistemas de combate, enfim, dava um enorme salto tecnológico em praticamente todas as áreas. O Gabinete de Estudos prestava apoio e aconselhamento técnico à Missão responsável pela condução do programa de construção das novas fragatas ao mesmo tempo que continuava a cumprir as actividades de rotina relativas aos outros navios da Marinha. O Engenheiro Rodeia tinha assim de conciliar o emprego dos recursos técnicos do Gabinete de Estudos em dois mundos distintos: o das novas tecnologias dos futuros navios e o das tecnologias dos navios construídos na década de 60 para o teatro de operações africano. E foi na gestão desse equilíbrio que ficaram demonstrados o rigor, a competência, a seriedade e o profissionalismo do Engenheiro Rodeia. O Guerreiro só conheceu o Engenheiro Rodeia quando foi seu colaborador directo no Gabinete de Estudos. O Bettencourt conheceu-o antes, quando pouco tempo depois de regressar da pós-graduação nos EUA, já no Gabinete de Estudos, foi nomeado para, em acumulação, dar aulas de Metalurgia ao curso de engenheiros maquinistas navais da Escola Naval, cujo gabinete de formação técnico-profissional era chefiado pelo Engenheiro Rodeia. Homem de poucas palavras mas cordato, demonstrava nas suas intervenções um profundo conhecimento da profissão e que tinha ideias muito claras e reflectidas sobre os objectivos do curso. Voltaram a encontrar-se cinco ou seis anos depois quando o Engenheiro Rodeia, já Contra-Almirante, assumiu o cargo de Chefe do Gabinete de Estudos. O Engenheiro Rodeia lia sempre com extremo cuidado todos os documentos de serviço que o Guerreiro lhe entregava, discutia-os ao pormenor até ficar completamente esclarecido. Não tinha qualquer problema em pedir mais informações em áreas que não dominava, estudando com cuidado os elementos adicionais. Não o fazia por receio de errar, mas sim por desejo e vontade de saber mais e de melhor servir a Marinha. Qualquer nota ou informação para o exterior, tinha de ser cuidadosamente redigida sendo a sua forma o mais simples e clara possível. O Engenheiro Rodeia confiava nos colaboradores mas procurava atingir sempre os melhores padrões e isso levava-os a fazer o melhor que sabiam e podiam. O seu rigor e exigência eram, de facto, os alicerces das relações de forte consideração e amizade que estabelecia com os colaboradores. Sempre que era necessária a intervenção do Gabinete de Estudos no programa de construção das fragatas “Vasco da Gama” em áreas novas para as quais tinha recebido formação académica nos EUA, o Bettencourt era nomeado como seu representante. Dessas intervenções fazia relatórios tão exaustivos quanto possível para o Guerreiro que naturalmente os transmitia ao Engenheiro Rodeia. Inúmeras vezes os chamava ao seu gabinete para pedir esclarecimentos, comentar o que tinha sido feito e aconselhar soluções para os muitos problemas que enfrentávamos. Foi nesse período que o Bettencourt pôde comprovar e beneficiar da sua humildade, da sua sensatez e da sua competência técnica. O Engenheiro Rodeia figura na galeria dos seus melhores mestres sem nunca lhe ter dado uma aula. Quando deixou o cargo por ter atingido o limite de idade, o Engenheiro Rodeia continuou a ser uma referência para o Guerreiro e o Bettencourt. Algum tempo depois, precisaram de conselho num assunto de serviço. Ligaram ao Engenheiro Rodeia que logo se mostrou disponível para se encontrar com eles e, numa das salas do Clube Militar Naval, voltaram a reviver as conversas do Gabinete de Estudos.Mais tarde, o Guerreiro, já Chefe do Gabinete de Estudos, encontrou de novo o Engenheiro Rodeia numa situação deveras curiosa. O Engenheiro Rodeia, na reserva e fora do serviço, pediu para falar com ele e informou-o que era conselheiro técnico de uma empresa que estava a concorrer para fornecer uns salva-vidas à Marinha. O Guerreiro não sabia que o Engenheiro Rodeia dava apoio técnico a tal empresa ma s este entendeu que lhe devia dar conhecimento dessa relação. Disse-lhe ainda que já tinha informado a empresa que não daria qualquer colaboração naquele processo e que os tinha avisado que iam lidar com gente séria, bons profissionais, que não facilitassem ou tentassem quaisquer manobras de vendedores pouco rigorosos do ponto de vista técnico. O Guerreiro ficou muito sensibilizado com a atitude do Engenheiro Rodeia e a sua consideração pelo homem e pelo ex-chefe aumentou ainda mais. Esclarece-se que o concurso dos salva-vidas foi ganho por outra empresa que não aquela com a qual o Engenheiro Rodeia tinha a relação de conselheiro técnico. Foi uma excelente experiência trabalhar com um homem e um engenheiro que liderava pelo exemplo e pelo saber, que sabia aceitar sem dificuldade a opinião e os conhecimentos complementares dos seus subordinados; que valorizava o contributo dos outros e sabia encorajá-los a darem o seu melhor, assumindo sempre as responsabilidades mesmo se algo não corresse tão bem quanto desejado.

Homens como o Contra Almirante Serra Rodeia engrandeceram a Marinha e foram um exemplo para os mais novos. É certo que há muito tempo não conversávamos com o Engenheiro Rodeia, mas sabíamos que o podíamos fazer se precisássemos. Agora é que já não é possível e essa foi a nossa grande perda. 

Martins Guerreiro e Martins Bettencourt

"O Navio... desarmado" associa-se a esta homenagem ao Eng. Serra Rodeia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

RECORDAÇÕES  da  GUINÉ

Entre as recordações tangíveis guardo esta.

António Cabral, 

cAlmirante , reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

CALM EMQ (Ref) Benjamim Afonso Serra Rodeia


 Lamentamos informar que, com 88 anos idade, faleceu esta manhã o Contra-Almirante EMQ Benjamim Afonso Serra Rodeia. O Engenheiro Benjamim Rodeia teve uma longa carreira naval, destacando-se as comissões de embarque no contratorpedeiro Vouga na Guiné e Cabo Verde e na fragata Pacheco Pereira em Moçambique, bem como as comissões feitas nos Serviços de Marinha em Moçambique e como Professor da Escola Naval.

Apresentamos as nossas condolências a todos os seus familiares, em particular aos seus irmãos, os nossos camaradas Comandantes Joaquim Afonso e João António Serra Rodeia, bem como aos oficiais do Curso "Gil Eanes" que ingressaram na Escola Naval em 1951, ao qual pertencia. O seu corpo estará na Igreja do Campo Grande em Lisboa no próximo sábado, dia 28 de Novembro, a partir das 12.00 horas, saindo para o Cemitério dos Olivais pelas 14.15 horas.


A Marinha em Missão no estrangeiro: Exercício no Norte da Europa

A fragata “Corte-Real”, da Marinha de Guerra Portuguesa, concluiu ontem, 25 de Novembro, a sua participação no exercício naval norueguês “Flotex 2020”, integrada no “Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)”. Planeado e executado pelo Comando Naval Norueguês, o “FLOTEX SILVER” decorre usualmente todos os outonos e foca-se, essencialmente, na guerra anti-submarina, tendo por objectivo a condução de operações navais no Mar Ártico, em cooperação com unidades navais NATO. Além de várias unidades navais e aéreas norueguesas, este ano o “FLOTEX SILVER” contou com a participação das fragatas “Corte-Real” e HMCS “Toronto”, da Marinha do Canadá, que compõem presentemente o SNMG1. O empenhamento e emprego do SNMG1, não muito usual no Mar Ártico, contribuiu para o conhecimento situacional marítimo da Aliança em latitudes particularmente elevadas. O reposicionamento do grupo no Alto Norte, em patrulha a norte do “North Cape”, permitiu enviar uma importante mensagem estratégica de apoio às actividades dissuasoras da Aliança. O exercício teve início no dia 16 de Novembro e, durante dez intensos dias de actividade, o helicóptero Lynx alemão, embarcado na fragata portuguesa, revelou-se uma valência decisiva na extensão das capacidades do navio, assim como uma prova da interoperabilidade com marinhas aliadas. Navegando bem a norte do círculo polar ártico, foi testada a resiliência do navio e da sua guarnição, obrigando à adaptação ao ambiente dos fiordes noruegueses e às baixas temperaturas que os acompanham. O SNMG1 é actualmente comandado pelo Comodoro Vizinha Mirones, da Marinha de Guerra Portuguesa, sendo o navio-almirante da Força o NRP “Corte-Real”. Informação do EMGFA

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro: Operação Atalanta

Portugal vai comandar a Força Naval Europeia – Operação Atalanta O Comodoro Diogo Arroteia, da Marinha de Guerra Portuguesa, apoiado por um Estado-Maior constituído por cinco militares também deste ramo das Forças Armadas, irá comandar a Força Naval Europeia – Operação Atalanta (EUNAVFOR – Somália), entre os meses de Dezembro de 2020 e Março de 2021, na área do Corno de África e Oceano Índico. No âmbito das excelentes relações bilaterais existentes entre Espanha e Portugal, os militares da Marinha Portuguesa vão estar embarcados a bordo do navio-chefe da força, o ESPS Reina Sofia, da Armada Espanhola, e durante 4 meses, serão responsáveis por comandar, controlar e coordenar toda a actividade operacional da Operação Atalanta, incluindo os navios e as aeronaves atribuídas à missão. Estes militares portugueses irão realizar uma fase de integração, a bordo do navio-chefe, até à data de assunção do comando da EUNAVFOR – Somália, em 02 de Dezembro. A EUNAVFOR - Somália tem como finalidades proteger os navios do Programa Alimentar Mundial (WFP) e toda a navegação considerada vulnerável, assim como, prevenir actos de pirataria e de roubo no mar. A força terá ainda, como missão, monitorizar as atividades de pesca na costa da Somália e apoiar outras missões da União Europeia e de Organizações Internacionais sediadas na Somália, com vista a melhorar a segurança marítima na região. (Informação do EMGFA)

Novas lanchas da GNR: polémica em tons de Guerra-Fria

 

O Major-General Agostinho Costa (ex-Segundo Comandante da GNR) expõe o seu ponto de vista neste tão candente assunto: as lanchas da GNR e o "duplo uso" da Marinha.

Termina o seu artigo, aparecido no Diário de Notícias de hoje, assim:

Aqueles que bradam contra a capacidade marítima da GNR, sabem também que uma vulnerabilidade neste domínio é fator de alarme social e de quebra de prestígio de Portugal junto dos seus pares da UE, para além de uma porta aberta para soluções onde poderemos deixar de ser os sujeitos principais. Como lenitivo, parece pertinente lembrar a estrofe de Fernando Pessoa, do poema mar Português da Mensagem: "Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor".

Para o ler na íntegra podem seguir esta ligação.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Ainda sobre as lanchas para a GNR

Da autoria do Alm. Castanho Paes foi escrito um muito oportuno e interessante artigo sobre o assunto.

Para o ler, basta carregar AQUI.

domingo, 22 de novembro de 2020

Controlo do Mar sem Marinheiros

 Foi publicado hoje no jornal Público, na sua edição on-line,  um muito interessante artigo de opinião do nosso camarada e Professor do ISCTE João Freire, intitulado "Controlo do Mar sem Marinheiros".
 Para o ler, basta carregar AQUI.

sábado, 21 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no Estrangeiro (Golfo da Guiné)

O NRP "Zaire" participou numa acção contra a pirataria no Golfo da Guiné. O navio patrulha "Zaire", da Marinha Portuguesa, em missão de capacitação operacional da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, respondeu a um pedido de auxílio do navio mercante “Zhen Hua 7”, alvo de um ataque de pirataria na Zona Económica Exclusiva deste país, no passado dia 13 de Novembro. O ataque, que ocorreu a cerca de 80 milhas náuticas a Noroeste da ilha de São Tomé, levou ao rapto de 14 dos 27 tripulantes do navio mercante e fez um ferido devido ao disparo de armas de fogo. O "Zaire" foi activado em resposta a esta situação, que contou ainda com presença no local da fragata italiana "ITS Martinengo" e do patrulha oceânico espanhol "ESPS Tornado". O navio português acompanhou a situação junto do navio mercante, enquanto a fragata italiana prestou assistência ao tripulante ferido e procedeu à evacuação do mesmo para o Hospital. Quando os navios chegaram ao local, os 14 tripulantes raptados já se encontravam em parte incerta. O navio português, actualmente operado por uma guarnição mista, constituída por militares portugueses e santomenses, prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, ilustrando a importância da cooperação bilateral entre estes dois países lusófonos, contribuindo, através de um esforço conjunto, para a segurança na região. (Informação prestada pelo EMGFA)

O duplo uso nas Forças Armadas


 "O duplo uso - civil e militar - das Forças Armadas representa assim uma forma de darmos eficácia à resposta pública a crises civis e eficiência ao necessário investimento nos nossos meios de defesa. É um serviço público que se manifesta de formas diferentes consoante as necessidades."

Desta vez é o MDN, João Gomes Cravinho, a opinar sobre este discutido tema, escrevendo um artigo publicado no Diário de Notícias de hoje. Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Mais uma opinião sobre a "Bojador"

 

A lancha "Bojador" a adquirir pela GNR tem levado a reações opinativas por parte de vários oficiais de Marinha. Desta vez é o Vice-Almirante João Pires Neves que, sob o título "Lanchas da GNR:objectivos distorcidos", publica a sua no "Diário de Notícias de hoje". Para a ler na íntegra basta "clicar" AQUI.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Opinião: Racionalizar ou desbaratar?


 A propósito da aquisição, pela GNR, de uma lancha de fiscalização oceânica ( a Bojador) o Almirante Reis Rodrigues publicou a sua opinião no Diário de Notícias de ontem:

"A GNR vai ter meios para operar no alto mar, não obstante a lógica da criação, em 2007, da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) se basear na ideia bem mais limitada de «garantir a continuidade da observação das leis em terra e no espaço marítimo até ás 12 milhas»."

Para ler o texto completo podem seguir esta ligação.

Mais um ...


 Passou despercebida a data ... foi ontem, mas há seis anos, que "O Navio... desarmado" foi lançado à água. E tem navegado calmamente, às vezes com calma de mais, num mar chão e sem grandes tormentas. Um muito obrigado aos colaboradores e visitantes que o têm mantido a flutuar.

domingo, 15 de novembro de 2020

1866,  15  NOVEMBRO

Lisboa, fundação do Clube Militar Naval. 

15 Novembro é a data em que por decreto assinado pelo Ministro Visconde da Praia Grande os estatutos do clube foram fixados. 

Uns dias antes, teve lugar uma importante reunião de oficiais de Marinha onde se discutiram prementes problemas de carreira nessa altura existentes. Nessa reunião foi depois apresentado um esboço de estatutos daquele que viria a ser pouco depois o nosso CMN.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A Marinha em Missão no estrangeiro

Fragata portuguesa embarca helicóptero e destacamento da Marinha Alemã no Mar do Norte A fragata “Corte-Real”, da Marinha Portuguesa, a navegar no Mar do Norte, integrada no “Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)” como navio-almirante, embarcou uma aeronave “Lynx MK88” e respetivo destacamento de 19 militares, da Marinha Alemã. Esta é uma cooperação pioneira, que se irá prolongar até ao mês de Dezembro nas águas do Mar da Noruega e a Norte do círculo polar Ártico, onde o navio irá participar no exercício “Flotex-Silver 2020”. O SNMG1 é atualmente comandado pelo Comodoro Vizinha Mirones, sendo o navio-almirante da força, a fragata portuguesa “Corte-Real”, num total de 190 militares da Marinha Portuguesa. O Comando é apoiado por um Estado-Maior internacional composto por 13 militares portugueses e 6 militares de Marinhas aliadas (Alemanha, Canadá, Espanha, Grã-Bretanha, Holanda e Roménia). (Informação prestada pelo EMGFA)

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

A  PROPÓSITO  de  FORÇAS  ARMADAS

Presumindo que alguns não conhecerão, aqui deixo uma síntese interessante de um estudo da AOFA.

Total de efectivos das FA:

2011 - 34524

2013 - 32909

2016 - 28533

2018 - 26800

2020 - 24920 (nº de Junho passado)

Para quem de imediato não tenha presente outros valores, creio não errar ao dizer que, em 1990, o total de efectivos andaria pelos 65000 enquanto, em 2001/2002 seriam cerca de 47000.

Igualmente interessante é o comparativo feito entre FA, GNR, SEF, PSP, PJ, guardas prisionais e polícias municipais. Por alguma inabilidade minha, não estou a conseguir reproduzir aqui o quadro feito pela AOFA com essas comparações, mas vale a pena procurar e meditar.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Anais do Clube Militar Naval

No decorrer da entrega da insígnia de membro-honorário da Ordem de Mérito atribuída ao Clube Militar Naval, no dia 28 de Outubro de 2020, pelas 16h00, no Palácio de Belém, em cerimónia singela e restrita, devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19, Sua Excelência Presidente da República proferiu uma breve alocução que se segue: O Presidente da República ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NA CERIMÓNIA DE CONDECORAÇÕES DO TENENTE-GENERAL JOÃO GUILHERME ROSADO CARTAXO ALVES E DOS ANAIS DO CLUBE MILITAR NAVAL PALÁCIO DE BELÉM, 28 DE OUTUBRO DE 2020 Duas palavras, muito breves, a primeira para o senhor Tenente-General João Guilherme Rosado Cartaxo Alves, naquilo que é, em teoria, uma cerimónia própria da Instituição Militar que ocorre anualmente e que corresponde à vivencia dessa Instituição, mas para dizer que simboliza a força de uma Instituição que é nuclear para a vida do País, e nessa medida o Presidente da República, tal como o fará dentro de dias, a 11 de novembro, como tem feito ao longo do mandato, não perde um ensejo para sublinhar a missão de serviço, a dedicação comunitária e o cumprimento zeloso dos deveres para com a Pátria que caracterizam a Instituição Militar. Os Anais do Clube Militar Naval ao atingirem 150 anos de História representam, eles próprios, História de Portugal, já entraram na História, fizeram História e hoje são História, mas uma História portadora de futuro, como é sempre a verdadeira História. Se virmos bem passaram regimes políticos, regimes económicos, regimes sociais e permaneceu a excelência do contributo que retrata a riqueza, não apenas de um Ramo das nossas Forças Armadas, mas das nossas Forças Armadas em geral e do seu contributo para a História da Pátria comum. Ali encontramos estudos, os mais variados, testemunhos muito diversos, gerações e gerações de investigadores, de pesquisadores, de chefes militares, de personalidades da sociedade civil, com um espírito ecuménico. E esta homenagem de hoje, era uma homenagem inevitável e devida, mas que está virada para o futuro. É uma homenagem ao passado, é um reconhecimento no presente, mas é sobretudo um incentivo para o futuro e a junção simbólica daquilo que é o cumprimento da missão militar, a título singular com aquilo que é o cumprimento da missão militar em termos coletivos, permite nestes tempos de pandemia, nestes tempos de provação, nestes tempos de partilha limitada de um momento tão solene, de tanto jubilo, manter viva uma chama. Essa chama é a gratidão da Pátria, dos portugueses, traduzida pela voz do Presidente da República relativamente às Forças Armadas que tanto nos enobrecem.

domingo, 1 de novembro de 2020

50 anos do Curso Almirante Baptista de Andrade

O Curso Almirante Baptista de Andrade comemorou neste ano de 2020 cinquenta anos de entrada na Escola Naval. Condicionalismos da actual pandemia não lhes permitiu comemorar como pretendiam, nomeadamente realizar a cerimónia que nestas ocasiões costuma ocorrer na Escola Naval (para onde entraram em 1970), que ficará assim adiada sine die esperando uma oportunidade.
Aos elementos do Curso os nossos parabéns.

CMG (Ref) António Manuel Ribeiro Rosa


 Transcrevemos esta notícia recebida através d' "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,

Lamentamos dar a conhecer o falecimento do nosso Camarada CMG António M. Ribeiro Rosa que ocorreu esta madrugada no Hospital Amadora-Sintra. O seu corpo estará em velório amanhã segunda-feira a partir da 16 horas numa capela da Igreja de Alfragide, onde será celebrada uma missa de corpo presente pelas 15h30m de terça-feira, dia 3. Em seguida o féretro seguirá para o Crematório de Barcarena estando prevista a sua cremação para as 17:00 h.

À Família do nosso Camarada, em particular a sua Mulher e à sua Filha Ana Isabel e ainda aos seus Camaradas e Amigos, em particular aos do Curso "D. Diniz" apresentamos as nossas sentidas condolências.

Saudações Navais"

"O Navio... desarmado" envia os pêsames a toda a Família do Cte Ribeiro Rosa e aos seus amigos e camaradas.

Nota: "Estimados Camaradas

Por informação acabada de receber, com pedido de publicação,  foi alterado o local onde decorrerá o velório do nosso camarada e que, mantendo-se o mesmo horário, ele terá lugar não na Igreja mas sim numa capela anexa ao Centro Paroquial de Alfragide.

Saudações Navais,

A Voz da Abita"